segunda-feira, 29 de abril de 2013

Alterações nas circulações da CP Carga


No passado dia 21 de Abril o operador estatal CP Carga introduziu algumas alterações ao seu "modo de operar": os "comboios eixo" (assim denominados porque transportam mercadoria variada entre terminais de concentração) começaram a ser substituídos por "comboios bloco" (comboios de um único cliente e com um único tipo de carga). Exemplos deste tipo de comboio são os “Autoeuropa”, o carvão de Sines para a central termoeléctrica do Pego  ou o minério de Neves Corvo.

Não me vou pronunciar sobre os ganhos operacionais inerentes a esta alteração, mas parece-me óbvio que do ponto de vista dos entusiastas e demais retratistas existe aqui uma oportunidade de fotografar comboios diferentes.

As imagens que se seguem ilustram alguns comboios que se podem considerar "comboios bloco" e "comboios eixo".

"Comboio bloco"
comentário do autor: "Comboio de transporte de automóveis da Autoeuropa para o porto de Setúbal, na Agualva"

"Comboio bloco"
comentário do autor: "Carvão, Estação de Canal Caveira, 2009.02.02"

"Comboio bloco"
comentário do autor: "Areia, Canal Caveira, 2009.08.10"

"Comboio bloco"
comentário do autor: "CP 1907 | 50366 | Campo" 



"Comboio eixo" - Entroncamento / Praias Sado
 comentário do autor: "Eixo, Agualva, 2010.04.06"

"Comboio eixo" - Pampilhosa / Gaia
comentário do autor: "Comboio de eixo nº 51033 (Pampilhosa - Gaia) deixando para trás a estação de Ovar enquanto se encaminha para a estação de Gaia onde terminará o seu percurso"

"Comboio eixo" - Gaia / Pampilhosa
comentário do autor: "Comboio de eixo nº 51034 (Gaia - Pampilhosa) aproximando-se do apeadeiro de Carvalheira - Maceda no seu percurso entre as estações de concentração de Gaia e Pampilhosa" 

 "Comboio eixo" - Bobadela / Entroncamento
 comentário do autor: "Comboio eixo nº 50033; Bobadela -> Entroncamento; VIla Franca de Xira, 04-06-2010"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Comboio Presidencial (VI)

Com direirto a aviso prévio, o comboio presidencial "marchou" hoje entre Contumil e o Entroncamento.





Apesar de alguns precalços (dizem as más linguas que a 1424 avariou na rampa de Paialvo), o presidencial lá acabou por chegar ao seu destino.

As imagens que se seguem ilustram o percurso entre Contumil e o Entroncamento.




 Joao Tiago Fernandes @ facebook

Manuel Luna @ facebook 

Salreu - Nelso Silva

 Mario Rui Cunha @ facebook

Pedro Filipe @ facebook


Diogo Domingos @ facebook

 Francisco Marques @ facebook

Francisco Marques @ facebook

 Francisco Marques @ facebook



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

LRV 9507 troca o Douro pelo Vouga

fonte: http://www.flickr.com/photos/29620467@N06/8632143765/


Foi com alguma surpresa que vi ontem anunciada a marcha da automotora LRV 9507 da Régua para Aveiro. Surpresa porque este material está encostado desde o encerramento da Linha do Corgo e também porque foram os acidentes com estas unidades que levaram ao encerramento prematuro das Linhas do Tua, Corgo e Tâmega.

Fontes geralmente muito mal informadas garantem que a locomotiva diesel 1424 marchou de Lisboa ao Porto fara realizar o transporte da LRV.

As imagens que se seguem foram pescadas na grande rede, mais contretamente no "facebook". Estão identificadas com o nome do autor.

 

autor: Nelso Silva (Régua)


 autor: Tomas Paulo (Aveiro)

 A marcha da 1424 entre Lisboa e Porto:



comentário do autor: "CP 5617+CP 1424 |Comboio MAQ ISOL nº 22527 |07-04-2013"

Para as próximas noites estão programadas marchas de ensaio entre Aveiro e Espinho, pelo que se adivinha que a CP está a pensar seriamente na utilização deste material no Vouga. Oxalá não aconteça nenhuma desgraça ....

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sábado, 6 de abril de 2013

Geocaching

O Geocaching e a divilgação do patromónio ferroviário

 

Gosto pelo ar livre + Gosto pela aventura + GPS (ou nem por isso…) = Geocaching (Caça ao tesouro high-tech)

Basicamente o geocaching é uma versão hi-tech da velhinha caça ao tesouro.
Um geocacher (aquele que pratica o geocaching) usa a localização por GPSr para encontrar "tesouros" escondidos por outros geocachers, que podem estar em qualquer local do mundo.
A descrição de cada cache e as suas coordenadas geográficas estão publicadas numa página da internet, acessíveis a toda a gente, em www.geocaching.com
 
Apesar de as caches conterem pequenos objectos ou brinquedos para recompensar quem a encontrou (que deverá colocar algo em troca), muitas vezes o maior prémio é a busca em si e o facto de, desta forma, ter conhecido um local onde nunca se tinha antes estado.

Neste âmbito, o projecto Geogare reune todas (ou quase) as caches que se encontram em locais ferroviários, como por exemplo estações, passagens de nível ou pontes e viadutos.

Também se incluêm as caches localizadas em antigas linhas ferroviárias, como o Ramal de Moura ou a LInha do Tua. Desta forma, junta-se a uma actividade ao ar livre - o geocaching, a divulgação do património ferroviário.

Eis alguns exemplos de caches localizadas em estações ou antigas linhas ferroviárias:

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
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sábado, 23 de março de 2013

CP e sindicatos assinam acordo de "Paz Social"

Ontem [22 deMarço de 2013], a administração da CP e os representantes de alguns sindicatos ferroviários assinaram um acordo de principio que tem como objectivo permitir o diálogo entre as partes. Sendo assim, ficam desconvocadas as greves já decretadas para o período da Páscoa.


fonte: http://www.sntsf.pt



domingo, 17 de março de 2013

Linha de Cascais - que futuro?

fonte: http://www.flickr.com/photos/gbbuspics/8554640335/

fonte: http://www.flickr.com/photos/gbbuspics/8554639151/




Em diversas ocasiões tive oportunidade de aqui escrever que "a Linha de Cascais é uma ilha tecnologicamente ultrapassada" - material circulante muito velho, sistema de sinalização e tensão de alimentação incompatíveis com a restante rede ferroviária.
Sendo assim, urge procurar soluções para a modernização e reconversão de toda a infraestrutura e material circulante.

As imagens que ilustram este artigo reproduzem uma solução muito interessante para o transporte público - via dedicada onde apenas circulam autocarros, sendo que estes possuem um sistema que os "guia pela linha". A solução não é nova, podendo ser encontrada em algumas zonas da Alemanha.

Mais informação sobre este serviço em http://www.thebusway.info/

"It's thanks to Cambridgeshire County Council that this progressive transport link has come about, so using the bus is now an even smarter and speedier choice. The guideway track – now the longest in the world – is made up of two concrete beams with kerbs and guide wheels on the bus connect with the kerb and run along it to steer the bus. Stagecoach and Go Whippet are the two bus companies running services for the busway.

Stagecoach is a well-respected national brand but locally run, with its focus clearly on providing top quality bus services to people in the city of Cambridge and many towns and villages nearby. It is at the forefront of technological developments and it has many awards to its credit. Stagecoach takes environmental issues very seriously and all buses on routes A & B run on bio fuel.

Go Whippet is a long standing family business that has been serving the people of Cambridgeshire for nearly a century and, in that time, has built up an enviable reputation for friendly service and that personal touch. Go Whippet's guided buses have the latest Euro 5 engines, which are among the most environmentally friendly diesel engines around."


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
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sexta-feira, 15 de março de 2013

Estado d'Alma VIII

in http://www.flickr.com/photos/52197074@N00/8485081619/


Estava eu a tentar escrever um artigo sobre a Linha de Cascais, quando por falta de inspiração, ou porque o cansaço de um dia de trabalho não permite que as ideias fluam para o teclado, resolvo ligar a televisão e ver as notícias. 
A esta hora, passa em todos os "telejornais" a notícia de que hoje houve mais uma manifestação promovida pelo PCP/CGTP para exigir a demissão do Governo.

Obviamente que estou em total desacordo com as politicas seguidas pelo governo da nação, mas não consigo compreender a insistência do PCP/CGTP na demissão do Governo. Será que o Jerónimo quer ser Primeiro Ministro, ou o Arménio quer ser ministro do Trabalho? 
Se sim, então deixem de fazer manif's e apresentem ideias sérias e credíveis para o futuro do pais. Depois convençam o "povo" a votar em voçês. Nos últimos 39 anos fomos governados por PS e PSD. O resultado foi desastroso e por mim não voltavam mais. 
No entanto, uma sondagem publicada hoje, mostra um empate técnico entre estes dois partidos. Será que o "povo" já se esqueceu das asneiras do Governo Sócrates?

Sendo assim, portugal não tem futuro. Estamos condenados a ser governados por gente mediocre, que só pensa em si e nas clientalas políticas.

Voltando aos comboios .... consta que as greves vão continuar e que o "povo" vai continuar a ser arma de arremesso do PCP/CGTP contra o governo/administração da CP. Cosnta também, que na Páscoa não vai haver comboios. Agradecem obviamente as empresas de camionagem, ou seja, os futuros donos das CP.
A teimosia de alguns é a oportunidade de outros. Todos ganham, menos o transporte ferroviário, que vê cada vez mais passageiros fugir para a rodovia.

Aproveito este artigo para desejar a todos os leitores uma Santa Páscoa. Eu vou andar por aí, de comboio se não houver greve.

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Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.


domingo, 3 de março de 2013

Automotoras Eléctricas CP Séries 3150/3250


As automotoras eléctricas CP das Séries 3150/3250 foram construídas pela Sorefame e entraram ao serviço respectivamente nos anos 1950 e 1960, tendo sido remodeladas 30 anos mais tarde.
Inicialmente construídas pela "AEG" e pela "Cravens", este material começo a circular na Linha de Cascais (concessionada à Sociedade Estoril) em 1926.
Na década de 50 do século passado, algumas das caixas da série inicial foram transformadas na SOREFAME, dando origem à série 3100/3200. A modernização dos anos 80 e 90 renumerou-as para série 3150/3250.
Confuso? Pois .... são quase 100 anos de história.

Série CP 3100 Unidade Tripla Electrica (UTE) para 1500V CC - 24 automotoras (Reboque+Motora+Reboque) - 13 foram modernizadas e integradas na serie CP 3150.
-3101 a 3105 - Automotoras Craven "100%" (reboques e motoras Craven)
-3106 a 3111 - Reboques SOREFAME com o leito das antigas automotoras AEG de madeira e motoras Craven
-3112 a 3118 = Motoras SOREFAME e reboques SOREFAME com o leito das antigas automotoras AEG de madeira
-3119 a 3124 = Motoras e reboques SOREFAME

comentário do autor: "Suburban Unit at Alcantara-Mar, Lisbon, Portugal on the 14th June 2000"

comentário do autor: "C 220 Lissabon 03.06.93"

comentário do autor: "A complete EMU set of British built Cravens coaches lead by AB105 is seen approaching Estoril Monte with an early morning service from Cascais to Lisboa Cais do Sodre. August 2001"

 


Série CP 3200 Unidade Quadrupla Electrica (UQE) para 1500V CC - 22 automotoras, 21 foram modernizadas e integradas na serie CP 3250
-3201 a 3203 = Automotora
SOREFAME
-3204 a 3209 = Automotora
SOREFAME 
-3210 a 3214 = Reboques SOREFAME com o leito das antigas automotoras AEG de madeira, Reboques intermedios SOREFAME, Motoras SOREFAME
-3215 a 3222 = Motoras e reboques
SOREFAME

comentário do autor: "Two emus, the right hand one being unit 213 rest between trips at Cais do Sodré station in Lisbon"


Série CP 3150 Unidade Quadrupla Electrica (UQE) para 1500V CC - 13 automotoras (modernizadas entre 1998 e 2002)
Série CP 3250 Unidade Quadrupla Electrica (UQE) para 1500V CC - 21 automotoras (modernizadas entre 1998 e 2002)

 comentário do autor: "Comboio Suburbano n.º 19522, São Pedro do Estoril – Cais do Sodré"

comentário do autor: "Recta do Dafundo - Automotoras 3267 e 3155 — Suburbano 19299"

comentário do autor: "CP 3265 + CP 3150 - Suburbano da Linha de Cascais"

 comentário do autor: "CP 3161 + CP 3150 - Suburbano da Linha de Cascais"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.


 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Rota das Amendoeiras 2013

Como vem sendo habitual, a CP pretende (pretendia) realizar nos sábados de Março um comboio turístico entre Porto e Pocinho. O objectivo da viagem é proporcionar uma visita às amendoeiras em flor.


No entanto, á semelhança do que ocorreu com o comboio histórico, o SMAQ decidiu boicotar a iniciativa e decretou greve à condução desta composição.



Sendo assim, perde-se mais uma vez a oportunidade de aproveitar a Linha do Douro e as suas paisagens para a promoção do transporte ferroviário.

Eles lá sabem o que fazem .... só lamento que os sindicatos e sindicalistas não encontrem outras formas de luta, que de facto afectem quem os prejudica - o governo!

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estado d'Alma VII


Escrevo este artigo num dia marcado por mais uma greve dos maquinistas da CP e CP Carga. Independentemente das razões que conduziram a esta forma de luta, os maquinistas e demais ferroviários deviam pensar nos reais prejudicados com as sucessivas greves – os clientes/utentes. Afinal todos ganham com as greves excepto quem necessita do transporte público para chegar ao seu local de trabalho.

Mas, afinal quanto ganham os maquinistas? Em Dezembro de 2011, o jornal ionline publicava o seguinte artigo:
Maquinistas têm 18 subsídios e CP deve 14 milhões por não pagar parte destes abonos
Por Kátia Catulo, publicado em 30 Dez 2011 - 18:15
Oito subsídios são fixos e 10 são um sortido para aplicar nas mais variadas situações que surgem no dia-a-dia de um maquinista

A CP deve cerca de 14 milhões de euros aos 1200 maquinistas da sua empresa. É o valor de várias retribuições, como horas extraordinárias, prémios de condução ou trabalho nocturno, que não terão sido pagos entre 1996 e 2006. A dívida pode atingir o dobro, já que, segundo o Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), os funcionários continuam sem receber esses montantes até à data presente. A quantos subsídios, abonos e suplementos têm direito os maquinistas é uma dúvida a que é fácil de responder quando se consulta o acordo de empresa entre a administração e o SMAQ. São 18 ao todo (contando com os subsídios de Natal, férias e refeição), dos quais oito são fixos e 10 são um sortido para aplicar nas mais variadas situações que surgem no dia-a-dia de um maquinista (ver quadro ao lado).

Cada vez que um maquinista da CP termina um período completo de trabalho recebe um prémio. Cada vez que conduz, manobra ou faz o acompanhamento de comboio tem direito a um abono. Se o seu trabalho estiver organizado por escalas e turnos, há mais um subsídio. No fim do ano, se cumprir 200 ou menos dias completos de trabalho, ganha outro prémio atribuído em três tranches. Ao fim de cinco anos de casa, conquista um aumento no vencimento. São alguns dos subsídios, abonos ou suplementos que a empresa Comboios de Portugal atribui aos maquinistas e servem para compensar funções qualificadas e actividades que exigem trabalhar horas extras, de noite, de emergência ou longe de casa.

O maquinista recebe um vencimento base que varia por exemplo entre 821€ e 897€ (carreira de maquinista) ou entre 1266€ e 1454€ (inspector-chefe de tracção). As únicas certezas ao fim do mês, além do salário, são o prémio diário de produtividade por cada período completo de trabalho. No fim do ano há ainda outro prémio de produtividade, que pode atingir os 439€. Resta o subsídio de escala, que corresponde a 17% do vencimento base, o prémio de deslocação, que equivale a 5,26€ por cada dia completo de trabalho, e a diuturnidade (20,71€) assim que completa cinco anos de carreira.

No caso do salário mais baixo de um maquinista (índice 159), os quatro subsídios mensais fixos representam um acréscimo de cerca de 225€, mas esse valor sobe para 330€ se estiver em causa o vencimento mais alto (índice 271) atribuído a um inspector-chefe de tracção. Tudo o resto é uma incerteza e só chega ao recibo do ordenado no caso de uma ou mais variáveis se cumprirem ao longo do mês.

As escalas dos maquinistas devem ser organizadas de forma a coincidir com os horários da rede de transportes públicos. Porém, sempre que o funcionário não tiver maneira de ir para o trabalho ou de regressar a casa recebe 5,26 € além do reembolso das despesas com o táxi ou com os quilómetros percorridos no seu carro.

Se for chamado de emergência para acorrer, por exemplo, a um acidente, o maquinista é pago a 100% a cada hora – caso já tenha terminado o tempo normal de serviço – e a 200% se a urgência acontecer em folgas ou feriados. Entre os subsídios a que tem direito há ainda a laboração em regime de agente único, que permite ganhar 4% sobre o salário-base e é atribuído sempre que manobra sozinho uma composição sem passageiros. Nem todas as benesses implicam dinheiro e os maquinistas podem ser dispensados um período normal de trabalho por trimestre sem que estas ausências impliquem qualquer desconto.”

foto: http://www.flickr.com/photos/valeriodossantos/8462393331/


Os meses de Janeiro e Fevereiro ficaram marcados por dois acidentes ferroviários, felizmente sem consequências graves: colisão de dois comboios em Alfarelos e duplo descarrilamento na Linha de Cascais.
Os incidentes da Linha de Cascais vêem mais uma vez alertar para a necessidade urgente de remodelar o meterial circulante e a infraestreutura desta centenária linha.

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.