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sábado, 23 de março de 2013

CP e sindicatos assinam acordo de "Paz Social"

Ontem [22 deMarço de 2013], a administração da CP e os representantes de alguns sindicatos ferroviários assinaram um acordo de principio que tem como objectivo permitir o diálogo entre as partes. Sendo assim, ficam desconvocadas as greves já decretadas para o período da Páscoa.


fonte: http://www.sntsf.pt



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Rota das Amendoeiras 2013

Como vem sendo habitual, a CP pretende (pretendia) realizar nos sábados de Março um comboio turístico entre Porto e Pocinho. O objectivo da viagem é proporcionar uma visita às amendoeiras em flor.


No entanto, á semelhança do que ocorreu com o comboio histórico, o SMAQ decidiu boicotar a iniciativa e decretou greve à condução desta composição.



Sendo assim, perde-se mais uma vez a oportunidade de aproveitar a Linha do Douro e as suas paisagens para a promoção do transporte ferroviário.

Eles lá sabem o que fazem .... só lamento que os sindicatos e sindicalistas não encontrem outras formas de luta, que de facto afectem quem os prejudica - o governo!

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estado d'Alma VII


Escrevo este artigo num dia marcado por mais uma greve dos maquinistas da CP e CP Carga. Independentemente das razões que conduziram a esta forma de luta, os maquinistas e demais ferroviários deviam pensar nos reais prejudicados com as sucessivas greves – os clientes/utentes. Afinal todos ganham com as greves excepto quem necessita do transporte público para chegar ao seu local de trabalho.

Mas, afinal quanto ganham os maquinistas? Em Dezembro de 2011, o jornal ionline publicava o seguinte artigo:
Maquinistas têm 18 subsídios e CP deve 14 milhões por não pagar parte destes abonos
Por Kátia Catulo, publicado em 30 Dez 2011 - 18:15
Oito subsídios são fixos e 10 são um sortido para aplicar nas mais variadas situações que surgem no dia-a-dia de um maquinista

A CP deve cerca de 14 milhões de euros aos 1200 maquinistas da sua empresa. É o valor de várias retribuições, como horas extraordinárias, prémios de condução ou trabalho nocturno, que não terão sido pagos entre 1996 e 2006. A dívida pode atingir o dobro, já que, segundo o Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), os funcionários continuam sem receber esses montantes até à data presente. A quantos subsídios, abonos e suplementos têm direito os maquinistas é uma dúvida a que é fácil de responder quando se consulta o acordo de empresa entre a administração e o SMAQ. São 18 ao todo (contando com os subsídios de Natal, férias e refeição), dos quais oito são fixos e 10 são um sortido para aplicar nas mais variadas situações que surgem no dia-a-dia de um maquinista (ver quadro ao lado).

Cada vez que um maquinista da CP termina um período completo de trabalho recebe um prémio. Cada vez que conduz, manobra ou faz o acompanhamento de comboio tem direito a um abono. Se o seu trabalho estiver organizado por escalas e turnos, há mais um subsídio. No fim do ano, se cumprir 200 ou menos dias completos de trabalho, ganha outro prémio atribuído em três tranches. Ao fim de cinco anos de casa, conquista um aumento no vencimento. São alguns dos subsídios, abonos ou suplementos que a empresa Comboios de Portugal atribui aos maquinistas e servem para compensar funções qualificadas e actividades que exigem trabalhar horas extras, de noite, de emergência ou longe de casa.

O maquinista recebe um vencimento base que varia por exemplo entre 821€ e 897€ (carreira de maquinista) ou entre 1266€ e 1454€ (inspector-chefe de tracção). As únicas certezas ao fim do mês, além do salário, são o prémio diário de produtividade por cada período completo de trabalho. No fim do ano há ainda outro prémio de produtividade, que pode atingir os 439€. Resta o subsídio de escala, que corresponde a 17% do vencimento base, o prémio de deslocação, que equivale a 5,26€ por cada dia completo de trabalho, e a diuturnidade (20,71€) assim que completa cinco anos de carreira.

No caso do salário mais baixo de um maquinista (índice 159), os quatro subsídios mensais fixos representam um acréscimo de cerca de 225€, mas esse valor sobe para 330€ se estiver em causa o vencimento mais alto (índice 271) atribuído a um inspector-chefe de tracção. Tudo o resto é uma incerteza e só chega ao recibo do ordenado no caso de uma ou mais variáveis se cumprirem ao longo do mês.

As escalas dos maquinistas devem ser organizadas de forma a coincidir com os horários da rede de transportes públicos. Porém, sempre que o funcionário não tiver maneira de ir para o trabalho ou de regressar a casa recebe 5,26 € além do reembolso das despesas com o táxi ou com os quilómetros percorridos no seu carro.

Se for chamado de emergência para acorrer, por exemplo, a um acidente, o maquinista é pago a 100% a cada hora – caso já tenha terminado o tempo normal de serviço – e a 200% se a urgência acontecer em folgas ou feriados. Entre os subsídios a que tem direito há ainda a laboração em regime de agente único, que permite ganhar 4% sobre o salário-base e é atribuído sempre que manobra sozinho uma composição sem passageiros. Nem todas as benesses implicam dinheiro e os maquinistas podem ser dispensados um período normal de trabalho por trimestre sem que estas ausências impliquem qualquer desconto.”

foto: http://www.flickr.com/photos/valeriodossantos/8462393331/


Os meses de Janeiro e Fevereiro ficaram marcados por dois acidentes ferroviários, felizmente sem consequências graves: colisão de dois comboios em Alfarelos e duplo descarrilamento na Linha de Cascais.
Os incidentes da Linha de Cascais vêem mais uma vez alertar para a necessidade urgente de remodelar o meterial circulante e a infraestreutura desta centenária linha.

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Estado d'Alma V

Aos nove dias do mês de Novembro do ano da graça de dois mil e doze, publica-se este artigo, carinhosamente intitulado "Estado D'Alma". 
Como já referi por diversas vezes, este blog é um espaço de opinião e informação. Não faço parte de nenhum partido político nem sou ferroviário. Pretendo apenas transmitir alguma informação e expressar a minha opinião sobre o actual estado da nação, com especial enfoque no transporte ferroviário.
Sendo assim é normal que manifeste aqui o meu desagrado pelas sucessivas greves orquestradas pelo SMAQ, com o intuito de, embora de forma indirecta, afastar ainda mais os passageiros da ferrovia.
Não questiono de forma alguma o direito à greve nem tampouco a legitimidade da mesma. O que questiono é o modelo de luta adoptado pelo SMAQ e pelos demais sindicatos afectos à CGTP, que é como todos sabem, o braço sindical do PCP - Partido Comunista Português. 
Basta olhar para o que se passa na Grécia, para perceber que ainda temos um longo caminho a percorrer. Os Gregos, com "greves gerais de dois dias" nada conseguem, muito pelo contrário, apenas agravam ainda mais a situação em que o país se encontra.
Em Portugal, no sector dos transportes, é habitual fazer-se greve por "tudo e por nada". Pela informação que fui recolhendo em diversas fontes,  o que está em causa na actual greve dos maquinistas é, entre outras coisas, a remuneração em dia feriado. "Antigamente" o trabalho em dia feriado era acrescido de 100% e em alguns casos um pouco mais. No entanto e como consequência dos desvarios económicos dos últimos 38 anos, o país está numa situação de falência
Significa isto que a nossa divida é superior à riqueza que conseguimos produzir, havendo portanto necessidade de pedirmos dinheiro emprestado. Este dinheiro é-nos emprestado para podermos pagar dívidas do passado. Recordam-se dos 10 estádios do Euro-2004? Pois é ... e das inúmeras auto-estradas e hospitais construídos com recurso a empréstimos bancários, tão carinhosamente apelidados de "percerias publico-privadas"? Pois é ... gastámos muito mais do que aquilo que podíamos pagar e agora não somos capazes de responsabilizar quem nos conduziu a este estado. 

Barreiro, 08/11/2012
 foto de Carlos Borralho publicada no grupo ferroviários@facebook por Diamantino Patarata Cabrita
"As 1800 a serem rebocadas par dentro das Oficinas encontram-se nas linhas da secção dos bogies."


Mas nem tudo são más notícias .... fontes geralmente bem informadas garantem que algumas das locomotivas da série 1800 que estavam no Barreiro para abate, foram adquiridas por um grupo de entusiastas ingleses. Salvaram-se assim, algumas unidades desta série e existe uma forte possibilidade de entre todas se colocar uma em condições de circulação.

Boas notícias vêm do Museu Nacional Ferroviário (MNF) - a automotora Nohab e a locomotiva diesel 1225 foram deslocadas do Barreiro para o Entroncamento, ficando ao cuidado desta instituição. O seu destino não é conhecido, mas enquanto não forem cortadas há sempre uma pequena esperança de as ver recuperadas e em condições de circulação.

A imagem anterior, que ilustra a primeira etapa da viagem foi retirada da revista TrainSpotter que se publica em formato electrónico. 

E esta é mais outra boa notícia: a revista TrainSpotter projecto integrado no fórum Portugal Ferroviário é já uma referência para os entusiastas e profissionais da ferrovia. Esta publicação mostra-nos todos os meses artigos de grande qualidade, quer a nível de informação técnica, quer a nível de imagens. Atrevo-me até a considerar que a revista não deixa ninguém indiferente, gerando sentimentos tão diversos como amor, inveja e ódio.

Não quero terminar este pequeno desabafo sem referir que o blog continua a ter cerca de 3000 visitas por mês. Mais uma vez agradeço a todos os leitores pela preferência que dão a este espaço. Agradeço também as palavras de incentivo e as críticas construtivas que vão deixando na caixa de comentários. Como compreendem, reservo-me o direito de publicar ou não o que é escrito.

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Greve dos Maquinistas - o "fundo de greve"

Greve dos ferroviários. Descarrilamento de comboio à saída do túnel de Xabregas, Lisboa, 1914.
Foto atribuída a Joshua Benoliel, in colecção Ferreira da Cunha oferecida pela Sojornal, Sociedade Jornalística e Editorial, S.A., ao Arquivo Fotográfico da C.M.L.



Ainda a propósito do conteúdo recebido por e-mail e que foi aqui publicado num artigo denominado "Estado d'Alma IV", tive oportunidade de ler mais alguma coisa sobre toda a envolvência das greves dos maquinistas da CP (e não só).

Fiquei a saber que em 1980 foi criado um "fundo de greve" que tem como objectivo remunerar os maquinistas nos "dias de protesto". Na prática, isto significa que um  trabalhador em greve, não sofre qualquer penalização salarial, visto que o dia é pago por este fundo (leia-se pelo sindicato).

Transcrevo aqui, algumas artigos publicados na imprensa escrita, sobre este assunto.

"Greve geral: maquinistas da CP são os únicos que não perdem salário

Os maquinistas da CP são os únicos trabalhadores em Portugal que não vão perder o salário por fazerem greve geral quinta-feira porque vão ser reembolsados pelo fundo de greve do seu sindicato.

O sindicato dos Maquinistas (SMAQ) é dos poucos que têm um fundo de greve, que será acionado para reembolsar o dia de salário perdido no âmbito da greve geral de quinta-feira.

"O fundo de solidariedade e greve visa apoiar os associados em situação de greve ou de problemas laborais que aguardam solução nos tribunais", disse à agência Lusa o presidente do SMAQ, António Medeiros.
[...]
O fundo do SMAQ foi constituído em 1980 e é formado com um por cento que cada associado do sindicato desconta especificamente para este fim.

Reembolso de parte do salário

Assim, os maquinistas sindicalizados no SMAQ, um total de 1.400, descontam dois por cento para o seu sindicato enquanto os restantes trabalhadores descontam só um por cento mas não têm fundo de greve.

O fundo é acionado nas situações de greve para reembolsar a parte do salário perdida em paralisações, sejam horas ou dias inteiros.

Segundo António Medeiros, o SMAQ não consegue estimar quantos reembolsos vai ter de fazer porque alguns maquinistas podem ter de fazer dois turnos de greve caso estivessem escalados para entrar ao serviço ao final do dia de quarta-feira e depois para voltar a entrar ao serviço a meio da tarde de quinta-feira, depois do período de descanso.

Além disso, o sindicalista não sabe quantos maquinistas é que vão estar envolvidos no cumprimento dos serviços mínimos definidos para a CP, o que corresponderá a menos horas de greve financiadas pelo SMAQ.
"Os serviços mínimos definidos põem em causa o direito à greve, são excessivos, um abuso, mais valia terem a coragem de dizer que os maquinistas não têm o direito à greve", disse acrescentando que os maquinistas decidiram que cada comboio que se realize no âmbito dos serviços mínimos será assegurado pelo trabalhador a cujo turno pertencia esse comboio.

Isto vai envolver um elevado número de maquinistas embora uns possam trabalhar apenas uma hora e outros várias horas seguidas.
Os maquinistas da CP fizeram muitas greves no início dos anos 90, suscitando até requisições civis, e voltaram a fazer várias greves de vários dias em 2003 e 2007 no Metro do Porto.

"Se não fosse o fundo de greve os maquinistas não teriam aguentado tantos dias de greve", salientou António Medeiros.

O SMAQ, que é um sindicato independente, representa cerca de 98% dos maquinistas da CP e 90% dos maquinistas do Metro do Porto.
"
fonte: Expresso

 "Greve dos maquinistas. O que a CP não paga o sindicato compensa

Após o protesto que parou cerca de 2 mil comboios durante a quadra natalícia, os maquinistas da CP preparam uma nova paralisação para a passagem de ano. No caso dos maquinistas da CP ou do metro, aderir à greve não é um dilema que se resolve em função de quanto se vai perder com menos um dia de salário. Qualquer maquinista português pode aderir tranquilamente à paralisação porque no fim tem a garantia de que o seu vencimento será pago por inteiro. Não se trata de uma benesse da administração, mas de um fundo de greve que o sindicato criou em 1980 para reembolsar parte do salário perdido em paralisações ou impasses entre funcionários e empresas que se arrastam nos tribunais.
"


fonte: ionline



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Comboio Histórico do Douro (versão 2012)


A versão bombástica do artigo sobre o comboio histórico do Douro poderia muito bem começar assim: "o lobby do diesel conseguiu finalmente colocar uma locomotiva da série 1400 à cabeça do comboio histórico. Os entusiastas, cansados de ver a 0186 à frente do histórico do Douro, formaram com o SMAQ (sindicato dos maquinistas) uma parceria, de forma a podem obter fotos diferentes do habitual. Sendo assim, e até ordem em contrário, o comboio histórico está a ser traccionado pela locomotiva diesel 1424, decorada com a sua cor original - o azul".


No entanto a a realidade é muito menos "bombástica". O SMAQ convocou no inicio do mês de Julho, sem data prevista de fim, uma greve, que inclui entre outras coisas, a recusa a efectuar a condução de máquinas a vapor. Sendo assim, não restou outra alternativa à CP .... a locomotiva diesel 1424 tem assegurado o comboio histórico, desvirtuando desta forma, o que de melhor ele tinha - o vapor.

No ponto 1.8 do pré-aviso de greve pode ler-se:
"1.8 Entre as 00H00 do dia 01 de Agosto de 2012 e as 24H00 do dia 31 de Agosto de 2012, os trabalhadores representados pelo SMAQ encontram-se em greve à prestação de todo e qualquer trabalho nos comboios efectuados com Locomotivas a Vapor, designadamente – 0186, iniciando-se a greve à hora de chegada da composição cuja condução imediatamente anteceda a realização de tarefas nesses comboios ou à partida da circulação na qual se preveja a respectiva passagem sem serviço com destino ao local de realização dessas tarefas e que imediatamente as anteceda e prolonga-se até ao final do período normal de trabalho;"




Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
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