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terça-feira, 26 de maio de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve XIII

Lisboa sem metro

É já a sexta greve, este ano, no Metro de Lisboa. Hoje não há composições a circular.

A circulação está suspensa desde as 23:20 e vai ser retomada só amanhã às 6:30.

Os trabalhadores contestam a subconcessão da empresa, decidida pelo Governo.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que a greve dos trabalhadores no Metropolitano de Lisboa confirma a "intolerância" e "incapacidade" do Governo para discutir com os sindicatos e resolver o problema.

"Esta greve confirma, mais uma vez, a intolerância e a incapacidade do Governo para se disponibilizar a discutir com os sindicatos a possibilidade de se resolver o problema", disse à agência Lusa Arménio Carlos.

Os funcionários do metro de Lisboa iniciaram hoje às 00:00 uma greve contra a subconcessão e a reestruturação da empresa.

O Metropolitano de Lisboa vai ter a circulação suspensa até às 06:30 de quarta-feira.

"Estamos a assistir a uma atitude prepotente do Governo, que procura a todo o custo passar esta empresa, que é estratégica para a própria cidade, para as mãos da iniciativa privada, pagando-lhe ainda para tomar conta da gestão", salientou o secretário-geral da central sindical.

A greve de hoje é a sexta greve realizada pelos trabalhadores este ano.

"É uma luta para defender os direitos dos trabalhadores, para defender os serviços públicos, a empresa pública, mas acima de tudo para defender o direito ao transporte social", concluiu Arménio Carlos.
in http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-05-26-Lisboa-sem-metro

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... e é uma luta contra os passageiros, únicos prejudicados com esta forma de luta!

sábado, 2 de maio de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve XII

Greve dia 19 de Maio no Metro de Lisboa

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam no próximo dia 19 uma greve de 24 horas.
 
A greve de 24 horas foi confirmada à Lusa por José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa têm levado a cabo vários tipos de luta, desde a realização de plenários e de marchas até greves, em luta contra a subconcessão da empresa.

De acordo com José Manuel Oliveira, "a greve do dia 19 vai substituir a do dia 12, porque o pré-aviso para a greve do dia 12 estava mal elaborado".

Nota: não deixa de ser caricato que, o sindicato que mais greves convoca, se tenha enganado no pré-aviso ....

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve XI

O Metropolitano de Lisboa e a rodoviária Carris vão fazer greves de 24 horas contra a subconcessão das empresas a 12 e a 14 de Maio, respetivamente, revelaram fontes sindicais.
A 12 de Maio o Metropolitano de Lisboa pára 24 horas em protesto contra a subconcessão da empresa prevista pelo Governo, revelou Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans). O Metropolitano agendou ainda outra greve, mas parcial, para a próxima terça-feira, entre as 06:30 e as 10:00.
Paulo Gonçalves, da Comissão de Trabalhadores da Carris, confirmou que foi entregue um pré-aviso de greve de 24 horas para 14 de Maio, último dia para apresentação de propostas pelos interessados em concorrer à subconcessão da empresa. De acordo com o membro da CT da Carris, que já teve acesso ao caderno de encargos, de fora desta subconcessão ficam os eléctricos, os elevadores e os ascensores.
"O caderno de encargos é omisso em relação a esta matéria. Para já, pensamos nós que devem ficar no âmbito da Carris, que não vai desaparecer", disse, salientando o potencial turístico dos eléctricos e ascensores de Lisboa.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, anunciou no final de Fevereiro que a subconcessão das operações do Metro de Lisboa e da Carris deverá estar concluída até ao final de Julho. A Carris e o Metro têm uma administração comum desde o início do ano, que partilham ainda com a Transtejo/Soflusa, mas esta última ficou fora desta proposta de concessão.
in Económico

Actualização:
Os comboios do Metro de Lisboa poderão ficar paralisados durante a greve de terça-feira. Os serviços mínimos decretados não obrigam a circulação.
O Conselho Económico e Social (CES) decretou esta sexta-feira, 24 de Abril, serviços mínimos de segurança e manutenção para a greve parcial de terça-feira, 28 de Abril, dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.

A decisão do tribunal arbitral do CES prevê que "serão assegurados os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações", sendo que "tais serviços consistirão, concretamente, entre as 06:00 e as 09:30, na afetação, ao Posto de Comando Central, de três trabalhadores (um inspector de movimento, um encarregado de movimento e um encarregado de sala de comando e de energia)".

"Não serão fixados serviços mínimos relativamente à circulação das composições", lê-se na decisão divulgada no 'site' da CES.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam na terça-feira uma greve parcial, entre as 06:30 e as 10:00.

Entretanto, hoje foi anunciada uma greve de 24 horas, contra a subconcessão da empresa, para 12 de Maio.

in Jornal de Negócios

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve X

Greve de sexta-feira no Metro de Lisboa foi suspensa
15 Abril 2015, 20:35 por Lusa

Os sindicatos representantes dos funcionários do Metropolitano de Lisboa decidiram suspender a greve de sexta-feira, depois de o tribunal arbitral do Conselho Económico e Social ter decretado serviços mínimos durante a paralisação.
"Verificámos que não existem condições para efectuar o transporte em segurança, motivo pelo qual suspendem a greve" da próxima sexta-feira, referem esta quarta-feira os sindicatos representantes dos funcionários, num comunicado enviado à agência Lusa.

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) decretou terça-feira serviços mínimos para a greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcada para sexta-feira.

No comunicado, os sindicatos, que estiveram reunidos hoje para analisar a decisão do tribunal arbitral, decidiram também realizar um Plenário Geral de Trabalhadores no dia 22 e marcar um novo período de greve para o dia 28.

Representam os funcionários do metro da capital portuguesa, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, Sindicatos dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano, Sindicatos dos Trabalhadores da Manutenção do Metropolitano de Lisboa e do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes.

Os sindicatos alertam também para "a curiosidade" de o tribunal arbitral do Conselho Económico Social "ser presidido por um juiz que faz parte integrante de um dos maiores escritórios de advogados, PLMJ, fundado por Miguel Júdice". "O referido escritório está contratado pela Administração do Metropolitano de Lisboa para assessorar o processo de subconcessão em curso", acusam os sindicatos.

No comunicado, os representantes dos funcionários do metro de Lisboa sublinham que ao tribunal arbitral se "exige imparcialidade".

Na terça-feira passada, o tribunal arbitral do CES decretou também serviços mínimos para as greves de dia 10 de Abril dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, bem como da rodoviária Carris, o que, no caso do Metropolitano de Lisboa, levou os sindicatos representativos dos trabalhadores a adiarem uma semana, para o dia 17 de Abril, a greve de 24 horas.

Na altura, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), explicou que o adiamento de uma semana estava relacionado com a falta de segurança devido à obrigatoriedade de serviços mínimos decretados pelo CES.

"As organizações sindicais do Metropolitano reuniram, ponderaram as questões que tinham nesta altura em cima da mesa e acharam que não estão reunidas as condições de segurança quer para os utentes quer para os trabalhadores", disse, então, a sindicalista.

Já em Novembro passado, o tribunal arbitral decretou, para uma outra greve do Metro, que deveria ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Na altura, a Fectrans decidiu manter a greve, mas aconselhou os trabalhadores a cumprirem o horário de trabalho, de modo a garantirem a segurança dos utentes daquele transporte público.




Os sindicatos representativos dos trabalhadores do ML, que estiveram reunidos ontem, onde analisaram o último acórdão do CES, bem como os problemas concretos que se prendem com a restruturação em curso e o processo de privatização que o Governo quer a todo o custo concretizar, decidiram:
- Denunciar o facto de o acórdão - que deveria primar por uma total imparcialidade - ter sido proferido por um juiz presidente sócio de um dos maiores escritórios de advogados do país, PLMJ (cujo fundador é o Dr. Miguel Júdice), escritório esse que está contratado pelo CA do ML, para assessorar todo o processo de subconcessão em curso, (mesmo que nos venham dizer que não pertence a esta área de negócios, não poderão afirmar de certeza que não vai receber os lucros);

- Denunciar o facto de o acórdão contradizer a Constituição da República Portuguesa, permitindo excluir trabalhadores de exercer o direito à greve;

- Dar a palavra aos trabalhadores já no dia 22, para que possamos decidir futuras posições a tomar nesta reta final da nossa luta, de forma consequente e eficaz;

- Informar que no imediato temos um segundo momento de luta já marcado, para o próximo dia 28 (uma greve Parcial, cujo sorteio de árbitros está marcado já para amanhã);

- Por último suspender a greve do próximo dia 17, com o compromisso de todos os sindicatos que será a última vez que assumiremos a defesa da segurança em substituição dos responsáveis da empresa, e os que são permeáveis ao poder político e económico.

Nota: decisão do CES referente a serviços mínimos (25% de circulações em todas as linhas)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Banalização da Greve (Metropolitano de Lisboa e CP)


Greves estão a perder impacto, diz ex-líder da UGT

“Entendo que os sindicatos não deveriam declarar a greve pela greve e alguns fazem-no”, afirma João Proença em entrevista à Renascença. Muitas vezes, no dia seguinte, os trabalhadores sentem que “nada é diferente”.

O antigo secretário-geral da UGT João Proença considera que as greves começam a ser banalizadas e estão, por isso, a perder impacto. 

"As greves continuam a ser a forma de luta por excelência dos sindicatos, mas, de facto, foram perdendo o seu impacto perante a opinião pública e perante os governos", admite. 

"Às vezes, governos que até pretendem reduzir os custos na administração pública dá a ideia que vêem as greves com despreocupação e os trabalhadores perdem um dia de salário", acrescenta o assessor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

João Proença defende, por isso, que os sindicatos "não deveriam declarar a greve pela greve". Parece que "não têm um objectivo concreto a atingir" e, assim, a luta não é tão forte como deveria ser. 

Nesta entrevista à Renascença, o antigo sindicalista diz ainda que a opinião pública é cada vez mais indiferente às greves, pelo que "os sindicatos têm de produzir as greves de uma maneira mais consequente". 

Quanto às greves gerais, já foi tempo em que foram bem sucedidas – "por exemplo, em 1988" – mas hoje "muitas vezes, não atingem os seus objectivos", que "pelo número de trabalhadores que adere", quer "por sentirem que, no dia seguinte, nada muda, nada é diferente". 

Apesar de tudo, acrescenta, é errado dizer-se que Portugal tem mais greves do que outros países. João Proença diz que até tem menos. A diferença é que estão concentradas no sector empresarial do Estado ou na função pública e afectam mais a população do que o empregador.

in RR

terça-feira, 7 de abril de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve IX


Metro de Lisboa vai ter 25% da operação garantida em dia de greve (10/04/2015)

Tribunal arbitral decidiu definir serviços mínimos para a paralisação agendada para sexta-feira, dia em que também a Carris será afectada por uma greve.

Na greve agendada para a próxima sexta-feira, dia 10 de Abril, a Metro de Lisboa terá pelo menos 25% da operação assegurada entre as 7h e as 21h, já que foi esta a fasquia que o tribunal arbitral definiu como obrigatória num acórdão publicado no site do Conselho Económico e Social.

“No período entre as 7h e as 21h devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afectas ao transporte de passageiros, devendo, se e quando o resultado da aplicação daquela percentagem seja inferior à unidade, ser assegurado um serviço de circulação”, lê-se no documento.

O acórdão remete para um anexo, da autoria da Metro de Lisboa, em que se define que serão necessários 155 trabalhadores para assegurar a operação obrigatória, quando, num dia normal, estariam ao serviço 519 pessoas.

O árbitro nomeado em representação dos trabalhadores assina uma declaração de voto de vencido, em que escreve que “o direito à greve […] será violado pela estipulação de serviços mínimos”.

Regra geral, as estações de metro têm encerrado quando há uma paralisação deste tipo. No acórdão do tribunal arbitral do CES relativo à última paralisação de 24 horas na empresa, a 22 de Dezembro, não foram definidos serviços mínimos relativamente à circulação de composições.

Desta vez será diferente, embora o facto de os trabalhadores da Carris também terem agendado uma greve para este dia vá causar mais perturbações do que o habitual, visto que o serviço desta empresa tem sido reforçado em dias de paralisação na Metro de Lisboa. A decisão do tribunal arbitral em relação à Carris ainda não é conhecida.

Esta paralisação conjunta foi convocada para contestar a aprovação da subconcessão das duas empresas. Um processo que também será alvo de fiscalização sucessiva por parte do Tribunal Constitucional, na sequência do pedido feito nesta segunda-feira pelo Partido Socialista. 

Nota: já no passado dia 27 de Fevereiro tinham sido decretados serviços mínimos ... a greve foi desconvocada.

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Actualização (08/04/2015)
Alterada data da greve no metropolitano de Lisboa

Analisado o acórdão sobre serviços mínimos para o Metropolitano de Lisboa, as organizações responsáveis pela entrega do respectivo pré-aviso de greve, consideram que não estão garantidas as condições mínimas de segurança, no dia 10 de Abril, tendo em conta as características deste modo de transporte.
O acórdão estipula que têm que circular 25% das circulações, para transportar todos os utentes de um dia normal, colocando-os sem as condições mínimas de segurança em espaços limitados e sob o solo.
Lamentavelmente o governo, perante uma greve gera uma discussão sobre serviços mínimos, quando num acto responsável o que seria normal era a discussão de serviços máximos, através da negociação da resolução dos problemas que motivam as greves, mas este governo, com uma postura de quero, posso e mando, quer destruir o serviço público de transportes, para colocar as empresas ao serviço de interesses privados, com prejuízos para os utentes, para os trabalhadores e para o país.
Entretanto, a data da greve desta próxima sexta feira, foi alterada para o próximo dia 17.

Nota emitida pelas organizações de trabalhadores:
As Organizações Sindicais subscritoras do aviso prévio de greve do Metropolitano de Lisboa, EPE, referente ao dia 10 de Abril decidiram:
- Suspender a greve no Metropolitano do dia 10 de Abril, por entenderem não estarem reunidas as condições de transporte em segurança para os utentes e trabalhadores;
- Saudar a luta dos trabalhadores da Carris para a greve do mesmo dia; considerando-a um passo importante na luta contra a privatização;
- Lastimam que o Presidente do Conselho de Administração das referidas empresas utilize a Comunicação Social como veiculo de pressão sobre trabalhadores ao invés de tentar minimizar o conflito imposto pelo Governo e do qual é porta vós.
- Reafirmamos que continuamos disponíveis para encontrar as soluções, que permitam a resolução deste conflito.
P’ Sindicatos


in Fectrans



terça-feira, 31 de março de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve VIII

 
Carris marca greve para o mesmo dia do Metro
Protesto visa defender que a empresa se mantenha na esfera pública "porque acreditamos que servirá melhor os utentes", sublinha o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), Sérgio Monte.
Os trabalhadores da Carris vão efetuar uma greve de 24 horas a 10 de abril, no mesmo dia em que está marcada uma greve do Metropolitano de Lisboa, em protesto contra a subconcessão da transportadora, disse fonte sindical.
A paralisação, que se vai realizar entre as 00h00 e as 24h00 de dia 10 de abril, visa "protestar contra a subconcessão" e defender que a empresa se mantenha na esfera pública "porque acreditamos que servirá melhor os utentes", disse à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), Sérgio Monte.
Na origem da greve está a publicação em Diário da República, na passada segunda-feira, do concurso público internacional da Carris e do Metropolitano de Lisboa, que estabelece que os candidatos têm até meados de maio para apresentar propostas.
De acordo com o anúncio, o critério de escolha para a adjudicação da subconcessão será o preço mais baixo apresentado pelos candidatos.
"Os sindicatos e as comissões de trabalhadores não foram minimamente tidos nem achados neste processo, que foi também feito à margem dos trabalhadores", criticou o sindicalista Sérgio Monte.
Na semana passada, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) anunciou um pré-aviso de greve de 24 horas para sexta-feira, 10 de abril, "em defesa da empresa pública, contra a privatização" do Metro de Lisboa. A realizar-se, esta será a quarta greve no Metropolitano deste ano.
Questionado se a convocação da greve dos trabalhadores da Carris está relacionada com o pré-aviso dos funcionários do Metropolitano, Sérgio Monte explicou que "não houve articulação com o Metro" (a), mas "como o anúncio do concurso [de subconcessão] saiu em simultâneo, achámos que seria mais fácil mobilizar os trabalhadores".
O responsável deu ainda conta de "algum receio e algum pânico" junto dos trabalhadores da Carris, sendo que "já existem movimentações na empresa de diretores a dizerem quem são os trabalhadores que ficam e os que não ficam".
Para além disso, "põe-se a hipótese de despedimento coletivo", afirmou.
A Câmara de Lisboa, de maioria socialista, aprovou na passada terça-feira uma moção para mandatar o presidente do município, António Costa, a "intentar todas as ações judiciais ou arbitrais, incluindo procedimentos cautelares, que se revelem necessárias à defesa dos interesses do município de Lisboa em matéria de gestão das redes de transportes públicos urbanos".
Sobre esta questão, Sérgio Monte considerou que "se a Câmara estivesse diretamente envolvida [na gestão dos transportes na cidade] poderia melhorar" questões como a alteração de paragens, que tem de ser feita através de requerimentos ao município.
O sindicalista exemplificou que em Paris é à autarquia que cabe a gestão dos transportes na cidade e é "só copiar" esse modelo.
Relativamente aos serviços mínimos, ainda não estão previstos e terão de ser decretados pelo Tribunal Arbitral já que o sindicato não chegou a acordo com o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, contou Sérgio Monte.
Questionada pela agência Lusa, a Carris confirmou que recebeu o pré-aviso de greve.

in http://expresso.sapo.pt/carris-marca-greve-para-o-mesmo-dia-do-metro=f917762

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(a)
A FECTRANS e o STRUP, enquanto estruturas da CGTP-IN na Carris, têm mantido desde há muito uma atitude sistemática de procura de entendimento entre as várias ORT's na empresa, (através de vários convites para reunião destas estruturas), que permitam a conjugação de posições, para de forma eficaz criar as condições para UNIR TODOS OS TRABALHADORES no processo de defesa dos seus postos de trabalho e do Acordo de Empresa e lutar contra a razão que os mete em causa a privatização/concessão da empresa, cujo concurso foi lançado na passada segunda-feira.

in http://www.fectrans.pt/index.php/sectores/rodoviario-urbano/1021-unir-contra-a-concessao-privatização
Comunicado aos trabalhadores da Carris: http://www.fectrans.pt/images/informacao/comunicados/Carris_01_2015.pdf

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Com o anúncio da abertura do concurso para a subconcessão/privatização da Metro e da Carris, a luta entrou numa nova fase e, nesse sentido, para além do Encontro de Representantes dos Trabalhadores do Metro, Carris, Transtejo e Soflusa, as organizações de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, na execução do mandato recebido, entregaram um pré-aviso de greve, de 24 horas, para o dia 10 de Abril, numa luta em defesa da empresa pública, contra a privatização.


Nota do autor deste espaço: houve ou não articulalão entre sindicatos do Metro e da Carris? Obviamente que houve .... basta ler com atenção o que está no site da FECTRANS e no comunicado aos trabalhadores da Carris.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve VII

Depois da greve de dia 24 ....




Mas afinal ....

Depois da greve de ontem, que paralisou, novamente, toda a actividade da empresa, as organizações representativas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, decidiram o adiamento da greve de dia 27 de Fevereiro, para os dias 16 e 18 de Março, esperando que a reunião de dia 6 de Março, com os representantes da empresa seja produtiva e evite futuros conflitos.
O comunicado tem o seguinte teor:
Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa bem como a CT, reuniram ontem no final do período de greve referente às áreas operacionais, em Calvanas, analisaram o quadro social existente e decidiram:
Saudar em primeiro lugar mais uma grande jornada de luta, onde a esmagadora maioria dos trabalhadores reafirmou a sua determinação e coragem respeitando democraticamente as decisões tomadas no último plenário geral de Trabalhadores;

Reafirmar a unidade na ação de todas as organizações, no respeito pelas diferenças, mas tendo como principal objetivo a direção de uma luta que embora já longa tem defendido os interesses dos Trabalhadores;

Analisar a reunião que decorreu no passado dia 19 (cujo resultado já demos nota em comunicado) e da qual ficou marcada nova reunião para concretizar as respostas a todos os problemas por nós elencados para o próximo dia 6 de Março pelas 10h30 no PMO III.

Desconvocar a greve do próximo dia 27, adiando este período de luta, para os próximos dias 16 e 18 de Março, nos mesmos moldes da que ontem realizamos.

Acreditamos ser esta a demonstração inequívoca de que a resolução de todos os problemas é da total responsabilidade do CA, e que depende da reunião de dia 6, o evitar não só estes períodos de greve, mas também o agudizar da mesma.Neste sentido as ORT´s procederão à entrega do aviso prévio de greve na próxima sexta-feira no período da manhã.À tentativa de promoção de desmobilização de forma ideológica e baseada em falsidades a resposta é a Inteligência dos Trabalhadores.Não nos deixemos dividir, todos e cada um de nós é determinante para o êxito da nossa luta!


in www.fectrans.pt




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve VI (17 e 22 de Dezembro há mais do mesmo!)



Mais duas greves, dos senhores que já nos habituaram a isto. Até quando?

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa convocaram uma greve para o dia 22 de dezembro, disse esta sexta-feira a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, Anabela Carvalheira.

De acordo com Anabela Carvalheira, a greve, de 24 horas, foi decidida, esta sexta-feira, durante um plenário realizado em frente às instalações da empresa na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa, ao qual se seguiu uma manifestação até à sede da empresa, em Picoas, onde foram entregues as conclusões do plenário.

Esta greve é convocada "em defesa do serviço público da empresa" e pela "resolução dos diversos problemas socio-laborais existentes".

Para uns dias antes, a 17 de dezembro, está convocada uma outra greve de 24 horas, mas esta do setor da Exploração Operacional do Metro, que inclui os maquinistas.

Num comunicado divulgado no seu site, a Fectrans alega que a direção da empresa faz "tábua rasa do Acordo de Empresa, dos protocolos e regulamentos que se aplicam nas áreas sobre sua jurisdição, ensaiando - como se de cobaias se tratassem - diversos modelos, diversos horários, diversas ameaças, e diversos 'castigos' a aplicar aos trabalhadores".

"Os trabalhadores da Exploração Operacional estão agora - mais do que nunca - confrontados com a prepotência da sua direção, depois de várias tentativas para chegar a alguns entendimentos, nomeadamente com reuniões em junho, sobre horários, folgas, férias, tempo extraordinário não pago, supressão de postos de trabalho, segurança", pode ler-se no comunicado.
in JN

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Greve na CP - 24/11/2014

Hoje é (mais um) dia de greve na CP. O resultado é o esperado:

O pré-aviso do SFRCI:
GREVE DIA 24 DE NOVEMBRO
TERMOS DO PRÉ-AVISO

1º Todos os trabalhadores da C.P., integrantes da Carreira da Revisão e Comercial (O.R.V’s., O.V.C’s., Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores de Serviço Comercial, Inspectores Chefe do Serviço Comercial), farão greve à prestação de todo e qualquer trabalho durante todo o seu período de trabalho entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014.

2º Ficam igualmente abrangidos por este pré-aviso, todos os trabalhadores cujos períodos de trabalho:

a) Se iniciem no dia 23 de Novembro de 2014 e terminem depois das 00 horas do dia 24 de Novembro de 2014 efectuando neste caso greve em todo o seu período de trabalho.
b) Se iniciem no dia 23 de Novembro de 2014 e terminem fora da sede, efectuando neste caso greve em todo o seu período de trabalho.
c) Se iniciem fora da sede após as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014, efectuando neste caso greve a todo o seu período de trabalho.
d) Se iniciem no dia 24 de Novembro de 2014 e terminem depois das 00 horas do dia 25 de Novembro de 2014, efectuando neste caso greve a todo o seu período de trabalho.
e) Os trabalhadores com as categorias de: Operador de Venda e Controlo, Chefe de Equipa Comercial, Inspector de Serviço Comercial, Inspector Chefe do Serviço Comercial, quando solicitados por parte da empresa para acompanhamentos de comboios a fim de substituir trabalhadores em greve, nos dias 23 e 25 de Novembro de 2014, efectuarão neste caso greve a todo o seu período de trabalho.

3º Entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014, os trabalhadores abster-se-ão da prestação de trabalho suplementar, em dia de descanso semanal (obrigatório/complementar) e com falta de repouso.
Nas situações de supra/ou de serviço a indicar, os trabalhadores efectuarão greve por um período de 8 horas após o período de repouso mínimo, caso não lhes tenha sido indicado serviço a efectuar entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014.
Em caso de indicação atempada de serviço, os trabalhadores efectuarão greve nos termos do presente pré-aviso de greve.


4º Recusa de qualquer alteração à escala/ordem de serviço efectuada ou comunicada para os dias 23, 24 e 25 Novembro 2014 após o envio do presente pré-aviso.



Comunicado da FECTRANS (23/11/2014):

Amanhã, os trabalhadores da carreira da Revisão e Comercial - ORV’s e OVC’s – Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores Chefe de Serviço Comercial e todas as Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária, estarão em greve duraante todo o dia.

O SNTSF, sindicato ferroviário da FECTRANS/CGTP-IN, apelou à unidade de todos os trabalhadores e, apesar de não se terem criado as condições para um pré-aviso de greve abrangente, devido à acção divisionista de algumas organizações sindicais, entendemos que o momento é de unir e não dividir.

O governo irá votar um Orçamento do Estado lesivo para os trabalhadores, pelo que justifica a luta em torno das seguintes reivindicações:
Contra o Corte e congelamento dos salários previstos no OE de 2015;
Contra o roubo do direito ao transporte;
Pelo cumprimento integral do AE
Contra a redução de trabalhadores e pela reposição do efectivo;
Contra a redução das indemnizações compensatórias e obrigações do estado que põem em causa o cumprimento das obrigações sociais da CP e coloca em causa postos de trabalho;
Pela revogação do Decreto-lei 133/2013;
Pelo pagamento das dívidas aos trabalhadores.





Greve da CP suprime comboios nas linhas de Sintra, Cascais e Porto

As linhas ferroviárias de Sintra e Cascais (distrito de Lisboa) estão sem comboios desde das 21:38 e registam-se perturbações na circulação a partir do Porto, por causa da greve dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP.
Os efeitos já se fizeram sentir na noite de domingo, segundo disseram à Lusa dois dirigentes do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).
As linhas de Cascais e Sintra não têm circulação de comboios desde as 21:38, enquanto as ligações de longo curso têm contado com "pessoal não qualificado" no lugar dos revisores em greve, pondo em causa as condições de segurança dos passageiros, disseram os sindicalistas.
No Porto, ao longo do dia de hoje foram suprimidos oito comboios na linha do Douro, na ligação Porto-Régua e quatro na ligação Porto-Valença.
"No eixo Aveiro e Braga [com partida do Porto] não há comboios", disse um dos representantes sindicais dos trabalhadores.
Em todo o país, o sindicato estima que 75 por cento das bilheteiras estejam encerradas.
A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter um esclarecimento por parte da CP perante estes dados fornecidos pelo sindicato.
Num aviso aos passageiros na página da Internet, a CP informa que, por motivo de greve convocada por diversas organizações sindicais, preveem-se perturbações nos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Regional, InterRegional e Urbanos a partir das 00:00.
A empresa antecipa ainda atrasos e supressões pontuais na noite de hoje e na manhã de terça-feira, nos serviços Regional, InterRegional e Urbanos.
A greve foi marcada para demonstrar "o descontentamento face à decisão do Governo em manter as medidas de austeridade".
"Esta é uma greve inédita e é vergonhoso o que a empresa está a fazer ao substituir os revisores por pessoal que não executa há muito estas tarefas", disse Luís Bravo, dirigente do SFRCI.
O Tribunal Arbitral decretou 25 por cento da operação em serviços mínimos.
Diário Digital com Lusa

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve V - Greve de 13/11 com "serviços mínimos"?

Episódios anteriores: I, II, III, IV

Tribunal põe Metro de Lisboa a circular
 
Trabalhadores realizam uma greve de 24 horas na quinta-feira, contra a concessão da empresa a privados.


O Metropolitano de Lisboa revelou que o Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos para a greve convocada para a próxima quinta-feira. Deve ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Fonte da empresa sublinhou que "o Metro irá agir de acordo com o que o tribunal decretou".

Segundo uma nota da empresa, o tribunal decretou que, "dentro do período normal de funcionamento da empresa (7h00 às 23h00), devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afectas ao transporte de passageiros". 

A empresa destaca que "fará todos os esforços com vista a minorar os inconvenientes desta perturbação para os seus clientes" e salienta que está previsto o reforço de algumas das carreiras de autocarros da Carris coincidentes com os eixos servidos pelo Metropolitano, entre as 6h30 e as 21h00, nomeadamente as carreiras 726 (Sapadores-Pontinha), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação da Damaia).

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam uma greve de 24 horas na quinta-feira, contra a concessão da empresa a privados, anunciou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. A Fectrans defende que "o Governo tudo fará para que, enquanto se mantiver em funções, concretizar o seu plano de destruição de um serviço público de qualidade e da sua transformação num instrumento dos negócios dos grupos económicos e financeiros".

O Governo anunciou recentemente que o concurso para concessão da empresa e da Carris, por um período mínimo de nove anos, deverá ser lançado brevemente.

A greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa coincide com o "Dia Nacional de Indignação, Acção e Luta", marcado pela CGTP para 13 de Novembro, em defesa do aumento dos salários, estabilidade do emprego, reposição dos direitos laborais e contra as políticas do Governo.

fonte: RR

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Actualização de 12-11-2014 20:00

Comunicado da Fectrans:
 
Contrariamente à esmagadora maioria dos acórdãos do tribunal arbitral sobre greves no Metropolitano de Lisboa, fomos agora confrontados com uma decisão, sem qualquer fundamento técnico ou legal, que justifique a fixação de serviços mínimos, já que os mesmos apenas visam colocar, sem segurança para os utentes, comboios a circular, sem se fundamentar quais as necessidades sociais impreteríveis que visam assegurar.

Perante esta decisão e na avaliação da defesa do direito à greve e da defesa do direito à segurança dos utentes que utilizam este modo de transporte, às organizações de trabalhadores coloca-se duas opções:

Ou apelar aos utentes para a não utilização do metro no dia de greve;

Ou apelar aos trabalhadores, que numa atitude responsável, não contribuam para situações que podem causar a insegurança de quem precisa do metropolitano para viajar.

Estamos perante uma situação em que se pretende transportar o mesmo número de pessoas diárias, com apenas ¼ das circulações de um dia normal e, isto certamente, originaria comboios superlotados e intervalos maiores entre circulações nas estações, com mais tempo de espera e com cais congestionados.

Assim, as organizações sindicais, apelam aos trabalhadores, para que, amanhã, não utilizem o pré-aviso de greve e se apresentem aos serviço, nas mesmas condições de um dia normal de trabalho.

Não seremos cúmplices da irresponsabilidade de quem decide, sem conhecer sobre o que decide e sobre as consequências que a decisão origina.

Neste pressuposto, qualquer anormalidade na circulação do Metropolitano de Lisboa, deve-se à administração e à sua incapacidade de resolver os conflitos laborais que cria.


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Actualização de 13-11-2014 09:00

Metro de Lisboa a funcionar apesar da greve dos trabalhadores
O Metropolitano de Lisboa está hoje a funcionar normalmente, apenas com "algumas perturbações" na Linha Verde, que liga Telheiras ao Cais do Sodré, apesar do pré-aviso de greve dos trabalhadores, disse à Lusa fonte da empresa.

Fonte oficial da empresa explicou à agência Lusa que as portas de «todas as estações do Metro abriram normalmente às 06:30 como é hábito», salientando que apenas a Linha Verde «regista algumas perturbações anunciadas devido à greve, que podem passar por um maior intervalo de tempo entre as composições».
Ouvida pela TSF, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), confirmou que a circulação do metropolitano de Lisboa faz-se normalmente.
A dirigente sindical adiantou que os trabalhadores reponderam ao apelo das organizações sindicais, «tendo avaliando que não estavam reunidas as condições de segurança pela decisão política do Tribunal arbitral».
Os trabalhadores estão «a cumprir o seu horário de trabalho», adianta Guadalupe Simões, «mas sob protesto». A sindicalista lembra que os protestos não vão abrandar e promete mais ações «já a partir da próxima segunda-feira», para exigir a reposição das 35 horas no horário de trabalho e o pagamento integral das horas extra.
O Metropolitano de Lisboa revelou na terça-feira passada que o tribunal arbitral decretou serviços mínimos, por considerar que deve ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Lusa via TSF

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve IV




Depois de no inicio do ano o sindicato de alguns funcionariozinhos do Metropolitano de Lisboa ter brindado os Clientes desta empresa com uma sucessão de greves, eis que o final do verão nos traz novamente o protesto contra "o elo mais fraco". Sim, o protesto é unica e exclusivamente contra os Clientes, únicos prejudicados com esta forma de luta.

Na minha qualidade de Cliente com título de transporte pago, sinto-me injustiçado, porque a CGTP/PCP/FECTRANS insiste que a greve é o caminho.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve III

No dia 09 de Abril, a FECTRANS (CGTP/PCP) emitiu um comunicado destinado à população em geral e aos clientes do Metropolitano de Lisboa, em particular.
Na qualidade de cliente diário do Metropolitano de Lisboa (cliente com título de transporte pago e válido), deixo aqui os meus comentários:
Começamos mal .... "Caro Utente"? Mas, eu pago pelo serviço que me é prestado .... não estou a utilizar algo sem pagar .... sendo assim, deveria ser "Caro Cliente:".

Começamos mal e continuamos mal .... o dinheiro correspondente ao aumento do passe social foi destinado ao equilíbrio financeiro da exploração comercial, isto é, para pagar o buraco orçamental provocado pelos elevadíssimos ordenados dos funcionários e quadros dirigentes do Metro de Lisboa. Outra dúvida: afinal os títulos ficaram mais caros 27% ou 67%?

Factos: o passe do Metro que em 2010 custava 19 euros apenas dava para a zona 1 da rede do ML. Hoje, o título correspondente dá para todas as zonas e também para a Carris. O bilhete simples de 2 zonas acabou, dando origem a um único bilhete, válido na Carris e no ML.
Não consegui encontrar a linha/horário onde o intervalo entre comboios tivesse passado de 4 para 12 minutos .... mais um mistério?
Embora não assumido publicamente por administração ou trabalhadores, é um facto que o ML desinvestiu na manutenção preventiva do material circulante e da infraestrutura. A consequência foi obviamente o aumento do número de avarias, provocando as já mais que habituais "perturbações".

E agora, luto com eles? Obviamente que não. As sucessivas greves têm sido para exigir a reposição de regalias perdidas (ordenados, complementos de reforma, horas extra, etc etc) e nunca para exigir mais comboios a circular, maior velocidade de exploração ou intervalos menores.



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Privatização da Carris/ML I

fonte: CEC

O IMTT publicou um documento de consulta sobre a concessão/privatização da Carris e do Metropolitano de Lisboa.
Não sendo um tema pacífico, é de esperar que a CGTP venha para a rua, com as já habituais greves de transportes e que os clientes se vejam, mais uma vez, envolvidos numa luta onde não têm voz activa.
A FERTAGUS, concessionária das ligações ferroviárias entre Lisboa e Setúbal, presta um serviço de excelente qualidade, com uma oferta bem dimensionada, por um preço bastante atractivo. No Porto, o Metro do Porto, gerido por uma empresa privada, mantém niveis muito elevados de satisfação dos clientes, proporcionando regularidade e comodidade nas deslocações diárias.

Em Lisboa, o serviço da Carris está desajustado à realidade, sendo necessários reforços onde existe maior procura e cortes onde a oferta é excedentária. Nos últimos 20 anos, a população residente na cidade diminuiu, fazendo com que o transporte público seja utilizado maioritariamente por trabalhadores, residentes nas periferias.

Eu não defendo a privatização ou a continuação do actual modelo, defendo sim, um transporte público de qualidade, com regularidade, conforto e moderno, mas a um preço comportável para o cliente, quer de forma directa, quando paga o seu título de transporte, quer de forma indirecta, na parcela dos seus impostos que é utilizada para pagar "mordomias de luxo" aos funcionários e administrações destas empresas.


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Metro do Porto vs. Metro de Lisboa (as greves e os seus efeitos)

Ao ler algumas notícias publicadas nos últimos dias na imprensa, questiono-me sobre que diferença existe entre os trabalhadores do Metro do Porto e do Metro de Lisboa. No Porto, não há conflitos laborais, não há greves semana-sim-semana-sim, e os números mostram que há cada vez mais passageiros a escolher este meio de transporte.

Em Lisboa, onde os trabalhadores do Metro de Lisboa lutam contra o governo mas prejudicando exclusivamente o passageiro, verifica-se uma diminuição acentuada de clientes neste meio de transporte.

Sendo assim, transcrevo para aqui algumas notícias que nos podem levar a uma reflexão sobre os impactos das sucessivas greves no quotidiano dos Lisboetas e Portuenses.


"Greves estão a criar efeito negativo na procura de transporte público"
Luís Cabaço Martins, presidente da ANTROP e administrador do grupo Barraqueiro, considera que as empresas privadas de transportes são mais eficazes a gerir os conflitos laborais do que as públicas.

O elevado número de greves está a gerar desconfiança entre os utentes e mesmo o seu afastamento dos transportes públicos, afirma o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP).

“O que me parece relevante nesta questão das greves, e dada a sua frequência e persistência, é o efeito negativo que se cria na procura de transporte público”, diz Luís Cabaço Martins, em entrevista à Renascença.

“Acho que o Governo, quando é responsável directamente pela gestão das empresas públicas, e é nessa componente que me referia, deve ponderar seriamente as suas opções políticas de modo a não criar, por si próprio, efeitos acrescidos de afastamento das pessoas”, sublinha o também administrador do grupo Barraqueiro.

Para Luís Cabaço Martins, as empresas privadas de transportes são mais eficazes a gerir os conflitos laborais do que as públicas.

O presidente da ANTROP aponta o dedo à reestruturação do sector empresarial do Estado feita pelo Governo em 2011, que tem gerado inúmeros protestos e greves dos trabalhadores.

À margem da conferência sobre a mobilidade e as pessoas, organizada esta quarta-feira pela Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, Luís Cabaço Martins defendeu a passagem deste serviço público para as mãos dos privados.

“Eu penso que, pelo menos, poderíamos ter oportunidade de provar que o sector privado, tradicionalmente, consegue gerir melhor, de forma talvez mais flexível, mais aberta, sem ter constrangimentos políticos, de calendário político.”

Na opinião de Luís Cabaço Martins, “o empresariado privado tem mais oportunidade de encontrar consensos e equilíbrios, porque não está constrangido com nenhum tipo de pressão política, ao contrário do que acontece com as empresas públicas que, muitas vezes, quando existem conflitos, existe uma confusão institucional”.

Ou seja, conclui, “muitas vezes existe conflito entre as opções de gestão do próprio empresário público e o Governo, que muitas vezes avoca para si a gestão dessas questões sociais”.
fonte: RR



"De todas as greves nos transportes, nenhuma parou na Metro do Porto

Uma cultura importada do privado e os impactos reduzidos que teria uma paralisação fazem da empresa do Estado caso único num sector onde as greves se têm sucedido sem travão.
Só nos últimos dois anos e meio, houve mais de 500 dias com greves no sector dos transportes públicos, da CP à Transtejo. Nesta quinta-feira, a Metro de Lisboa volta a sofrer constrangimentos fruto de uma paralisação parcial que tem vindo e irá repetir-se uma vez por semana em 2014, enquanto sindicatos e empresa não chegarem a um entendimento. Mas, a norte, há uma transportadora do Estado que não conhece os impactos destes protestos. Por que razão, nos mais de 11 anos de existência, nunca houve uma única greve específica da Metro do Porto?

Há mais do que uma resposta a esta pergunta, mas a grande justificação parece ser o modelo de funcionamento da empresa. Subconcessionada a privados desde que colocou a primeira composição em movimento regular, em 2002, a transportadora tem escapado sempre ilesa às múltiplas paralisações sectoriais pelo facto de a grande maioria dos trabalhadores (cerca de 300 de um total de 400) estar vinculada não à Metro do Porto, enquanto empresa pública, mas sim ao consórcio que gere a operação. Essa responsabilidade está hoje com a Viaporto, detida pelo grupo Barraqueiro, Arriva, Keolis e Manvia e cujo contrato termina este ano.

É “um modelo de negócio que facilita a eficácia e a fiabilidade e obvia os constrangimentos que vão caracterizando os operadores públicos”, afirmou João Velez Carvalho, presidente da empresa desde meados de 2012. Ao estarem integrados na Viaporto, os trabalhadores não ficam sujeitos às medidas que estão na base da contestação do sector, como as reduções salariais impostas pelo Governo. Além disso, “há elevados requisitos de exigência por parte do concessionário, que criam uma cultura diferente” dentro da transportadora, explicou Nuno Ortigão, que pertence à Comissão de Trabalhadores (CT).

A própria criação deste órgão é reveladora dessa cultura. Aquando das eleições, há cerca de dois anos, os trabalhadores preteriram a lista formada por funcionários ligados a sindicatos para elegerem uma CT que tem como membros um director, um quadro superior e um administrativo. Uma eventual fuga “à agenda política”, referiu Nuno Ortigão, que está na Metro do Porto desde 2001 e é director de operação com a vertente comercial. Antes, tinha sido quadro da STCP, empresa pública rodoviária do Porto, e trabalhado para o sector privado, na Sonae.

Dos cerca de 85 trabalhadores que pertencem à Metro do Porto, pouco mais de uma dezena são sindicalizados. Nas estruturas sindicais que representam o sector, lamenta-se a ausência da empresa nas acções de luta. José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, afirmou que “gostariam que todos os trabalhadores se identificassem com o que está a ser feito”, mas admitiu que, mesmo existindo adesão, os impactos seriam reduzidos.

É que a outra resposta à pergunta reside no facto de os funcionários que estão integrados na empresa pública, além de poucos, serem maioritariamente quadros técnicos e não operacionais. “Se pararem, ninguém nota”, referiu o sindicalista. Nuno Ortigão concorda que este é um dos motivos pelos quais a Metro do Porto nunca foi afectada por greves. E adianta que, mesmo com uma adesão de 100%, “estariam todos no terreno, a ver se a operação funciona” só porque “foram educados dessa forma”.

A sabotagem
Existe, na transportadora pública, esta atitude. Que também é muito mais pelo diálogo do que pela paralisação. “Preferimos sempre a via intelectual à força irreflectida”, explicou o membro da CT, acrescentando que essa opção prevalecerá mesmo se os planos de reestruturação da empresa, que deveriam ter sido postos em marcha no ano passado e têm implícita uma redução de 50% dos quadros de pessoal, avançarem. Nuno Ortigão critica, sobretudo, “a paralisação a que se assiste no projecto da empresa”, considerado que, no sector dos transportes, a actuação do Governo “tem sido um fracasso total”.

As bases da criação da Metro do Porto já têm duas décadas, quando em 1994 foi lançado o concurso público para construção e operação do sistema, mas a empresa só recebeu o primeiro veículo da frota sete anos depois. Desde que a operação arrancou, tem sofrido impactos com as greves gerais. Houve, porém, um episódio que marcou a história da transportadora e ainda corre na Justiça. Durante uma greve geral, em Maio de 2007, o sistema de comunicações foi sabotado, obrigando a suspender parcialmente a circulação. Ainda hoje estão por encontrar os responsáveis.

Ainda em 2008, a convocação de uma greve na Transdev, que era o concessionário antes da Viaporto, teve uma adesão que o Sindicato dos Maquinistas assegurou chegar aos 100%. No entanto, a empresa garantiu, na altura, que o serviço decorreu "sem precalços", em declarações à Lusa.

O conselho de administração da empresa, que em 2012 se fundiu operacionalmente com a STCP, diz que “tem sido prioridade promover a cooperação e o envolvimento”, quando questionado sobre os esforços feitos para manter a paz social. A Fectrans confirma que, para lá das medidas impostas pelo Governo aos trabalhadores directos da Metro do Porto, não tem havido conflitos de maior com o concessionário.

Aliás, as negociações para revisão do acordo de empresa começaram quarta-feira, com os sindicatos a assegurarem que, faltando consenso, o recurso à greve “será a última possibilidade”. José Manuel Oliveira referiu ainda que, mesmo os funcionários que estão vinculados à transportadora do Estado, são “pessoas que, por serem quadros técnicos, têm um suporte financeiro diferente que lhes permite encarar com maior facilidade os efeitos dos cortes” no Estado.

Do lado do Governo, a singularidade da transportadora pública no que toca a paralisações tem sido aproveitada para dar força ao argumento de que são os sucessivos protestos que têm levado à redução de passageiros nos transportes públicos, a par da fraude. Outras razões como os aumentos tarifários e a diminuição da mobilidade por causa das elevadas taxas de desemprego têm sido deixadas para segundo plano.

Ao contrário do que aconteceu nas restantes empresas do sector, 2013 foi um ano de crescimento de tráfego para a Metro do Porto. Dados cedidos pela empresa mostram que foram transportados 55,9 milhões de passageiros, o que significou uma subida homóloga de 2,6%. Já na STCP, a tendência de queda manteve-se, com a procura a descer 7,5% para um total de 78,5 milhões de pessoas transportadas.

A transportadora pública tem estado, como todo o sector, sob o fogo da austeridade. E, apesar de registar uma melhoria nos resultados operacionais, continua a acumular prejuízos elevados, que atingiram 50,3 milhões de euros até Setembro, e um endividamento de 3200 milhões. Este fardo deve-se, em grande parte, aos encargos financeiros associados ao financiamento que foi obrigava a contrair para suportar obra do Estado.


Notícia actualizada: Foi acrescentado um parágrafo sobre a paralisação na Transdev, em 2008, e clarificado que, em situações de greve geral, a operação da Metro do Porto tem sofrido impactos. "
fonte: Publico


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve I

O conflito que opõe os trabalhadores e a administração do Metropolitano de Lisboa não tem fim à vista. Segundo um comunicado da FECTRANS, a reunião agendada para 13-01-2014 foi cancelada.

Este impasse interessa a todos:
- a empresa não tem despesas de operação, nomeadamente energia eléctrica e salários;
- os trabalhadores não recebem pela empresa, mas o seu sindicato compensa-os, não perdendo assim um único cêntimo nos dias de greve.

... excepto aos clientes que vão continuar a ser prejudicados com as greves, tendo como única alternativa os autocarros da Carris, manifestamente insuficientes para transportar todos os trabalhadores e estudantes que dependem do transporte público para chegar a horas aos seus destinos.

Perante este impasse, é de esperar que as greves parciais passem a totais (24 horas) e que os dias de greve se mantenham ao ritmo de, pelo menos, um por semana.

Próximas paralizações:
16-01-2014 - greve das 05:30 às 09:30 - fonte FECTRANS Diário Digital ML  
23-01-2014 - greve das 05:30 às 09:30 - fonte FECTRANS RR SIC DD
27-01-2014 - plenário de trabalhadores na estação Saldanha - fonte FECTRANS 

(actualização) Comunicado sobre o plenário de dia 27-01 - FECTRANS

02-02-2014 (dia de luta do sector ferroviário - data a confirmar)

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) estão em luta contra o governo e a administração da empresa. No entanto, a forma de luta encontrada - greve - só afecta os clientes diários deste meio de transporte, que por teimosia ou por não terem outra alternativa, insistem em viajar no ML. Segundo números da empresa, são transportadas por dia cerca de 500.000 pessoas (5% da população nacional).

É óbvio que a greve faz parte da agenda política da CGTP, tendo o sector empresarial do estado um manancial quase inesgotável para esta forma de luta.

No entanto, no ML existem algumas particularidades que fazem com que a greve seja tão banalizada. Com a rede fechada, não se sabe muito bem qual a adesão à greve. Hipoteticamente, podem estar de greve os funcionários cujo sindicato lhes paga o dia de greve. Neste caso, nada perdem .... ninguém perde, excepto o cliente.

Sendo assim, é óbvio que as greves interessam aos funcionários do ML .... sempre são umas horas/dias sem nada fazer, isto é, sem clientes para transportar.


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Actualização:
O Movimento dos Utentes do Metropolitano de Lisboa exigiu hoje transportes alternativos gratuitos nos dias de greve no metro, afirmando que é "uma grande injustiça" ter de pagar outro transporte.
"Os únicos que são prejudicados com as greves são os passageiros. A empresa paga menos salários, tem menos desgaste com a manutenção e gasta menos energia", afirmou Aristides Teixeira.  O porta-voz frisou ainda que o metro foi a transportadora que "mais paralisou em 2013 e promete em 2014 bater esse recorde".

No ano passado, os trabalhadores do metro fizeram quatro greves de 24 horas e sete paralisações parciais contra o Orçamento do Estado e a concessão da empresa  a privados.  Desde a semana passada que os trabalhadores têm em curso uma jornada de luta que passa por uma greve parcial por semana, por tempo indeterminado. Essa jornada de luta foi iniciada no dia 9. Na quinta-feira realiza-se nova greve parcial e já está marcada outra para dia 23.
 

fonte: SIC

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Lojistas. Greves no metro de Lisboa prejudicam negócio nas estações

No ano passado, os trabalhadores do metro fizeram quatro greves de 24 horas e sete parciais contra o Orçamento do Estado e a concessão da empresa a privados
A um dia de nova greve parcial dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, os lojistas que trabalham dentro das estações do metro dizem-se “muito prejudicados” com as paralisações e apontam perdas que chegam a 500 euros por dia.

É o caso da tabacaria onde trabalha o indiano Anand Ramgi, na estação do Marquês de Pombal, cujo período de maior faturação é entre as 07:00 e as 10:00: o mesmo para o qual são convocadas as greves parciais.
“Perdemos muito nos dias de greve. Perdemos entre 400 a 500 euros”, disse Anand Ramgi à agência Lusa.

Já pelas contas de Sandra Nuno, proprietária de seis lojas distribuídas pelas estações do Campo Grande, Jardim Zoológico e Marquês de Pombal, a perda na faturação nos dias de greve parcial situa-se entre os 30% e os 40%.
“Somos muito prejudicados. As lojas abrem às 08:00, mas quando há greves parciais não podemos abrir antes de o metro começar a funcionar. O nosso forte são a manhã, hora de almoço e fim da tarde. Perdemos a manhã”, lamentou, acrescentando que piores são, ainda, as greves de 24 horas, que classificou como “catastróficas” para o negócio.
Ana Grosso, funcionária de uma loja de roupa na estação do Jardim Zoológico disse à Lusa que, mesmo quando as greves são parciais, há menos clientes todo o dia porque “optam pelo transporte próprio ou por autocarros e já não vêm ao metro”.

“Os trabalhadores do metro estão no seu direito, mas prejudicam quem compra o passe e quem trabalha nas estações”, afirmou.
Para Marisa Araújo, que trabalha numa loja de roupa e sapatos na estação do Colégio Militar, a concessão do metro a privados pode ser a solução: “Nunca mais privatizam o metro. Se [os funcionários do metro] trabalhassem no privado, davam valor ao que têm”, desabafou.
As funcionárias do único café daquela estação, Paula Pouseiro e Selma Cardoso, disseram à Lusa que fazem por dia cerca de 300 euros e, em dias de greve, “não chega nem a 100”.

“Ainda vão acabar com o negócio", disseram. 

fonte: iOnline


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Metro de Lisboa - Sempre em Greve

 

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) estão em luta contra o governo e a administração da empresa. No entanto, a forma de luta encontrada - greve - só afecta os clientes diários deste meio de transporte, que por teimosia ou por não terem outra alternativa, insistem em viajar no ML. Segundo números da empresa, são transportadas por dia cerca de 500.000 pessoas (5% da população nacional).

É obvio que a greve faz parte da agenda política da CGTP, tendo o sector empresarial do estado um manancial quase inesgotável para esta forma de luta.

No entanto, no ML existem algumas particularidades que fazem com que a greve seja tão banalizada. Com a rede fechada, não se sabe muito bem qual a adesão à greve. Hipoteticamente, podem estar todos ao serviço .... sem nada fazer (a rede é sempre encerrada). Hipoteticamente, podem estar de greve os funcionários cujo sindicato lhes paga o dia de greve. Neste caso, nada perdem .... ninguém perde, excepto o cliente.

Sendo assim, é obvio que as greves interessam aos funcionários do ML .... sempre são umas horas/dias sem nada fazer, isto é, sem clientes para transportar.

Fica a refleão e ficam também aqui as datas das próximas greves.


02-01-2014 - greve das 05:30 às 09:30 - fonte: FECTRANS
07-01-2014 - greve das 05:30 às 10:00 - fonte FECTRANS
09-01-2014 - greve das 05:30 às 09:30 - fonte FECTRANS Diário Digital ML 

16-01-2014 - greve das 05:30 às 09:30 - fonte FECTRANS Diário Digital ML
23-01-2014 - greve das 05:30 às 09:30 - fonte FECTRANS 
30-01-2014 (data a confirmar)

Em 2013, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) ofereceram aos seus passageiros os seguintes "presentes":

(lista em actualização)
20-03-2013 - greve das 06:00 às 10:30 (como foram decretados serviços mínimos, a greve foi desconvocada)
30-05-2013 - greve de 24 horas (sem serviços mínimos)
27-06-2103 - greve de 24 horas (sem serviços mínimos)
08-10-2013 - greve de 24 horas (sem serviços mínimos)
15-10-2013 - greve de 24 horas (como foram decretados serviços mínimos, a greve foi desconvocada)
31-10-2013 - greve de 24 horas (sem serviços mínimos)
19-11-2013 - greve das 05:30 às 09:30
21-11-2013 - greve das 05:30 às 09:30
28-11-2013 - greve das 05:30 às 09:30
19-12-2013 - greve das 05:30 às 09:30
Esta forma de luta é utilizada pelos funcionários do ML de forma a maximizar o impacto sobre os passageiros. Prejudicar 5% da população nacional numa luta que não afecta o governo ou a administração é assim a formula encontrada por sindicalistas e demais funcionários do ML para atingir os seus objectivos.