Mostrar mensagens com a etiqueta Manifestações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manifestações. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de julho de 2014

CGTP alugou comboio Porto-Lisboa para mil manifestantes

É caso para dizer "até que enfim, deixaram de dar dinheiro aos transportadores privados (leia-se grupos Barraqueiro, Arriva, etc etc) para contribuir para os lucros da CP!"

"Cerca de mil pessoas saíram do Porto de comboio na quinta-feira para protestar contra as políticas do Governo liderado por Passos Coelho. A CGTP fretou um comboio “especial” à CP para levar os manifestantes do norte às ruas da capital, mas recusou prestar mais esclarecimentos sobre o preço e o decorrer da viagem ao Observador.

Uma viagem num comboio intercidades que parte da estação de Porto – Campanhã com destino a Lisboa – Santa Apolónia, custa 24,30 euros, em segunda classe. Em primeira, custa 35,90 euros. Se multiplicarmos este valor por mil, totaliza 24.300 euros e 35.900 euros.

A manifestação promovida pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) decorreu na quinta-feira, 10 de julho, em Lisboa. Os números avançados pela central sindical apontam para uma adesão de 40 mil pessoas, num balanço que Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP considerou “extremamente importante e positivo”, refere a agência Lusa.

A ação de protesto juntou milhares de trabalhadores descontentes com as alterações ao Código de Trabalho, que foram aprovadas na quinta-feira no Parlamento. No final da manifestação, Arménio Carlos referiu, junto à Assembleia da República, que é preciso que se lute, nos locais de trabalho, para “pôr um travão nas intenções de Passos Coelho e Portas.

“Uma luta que é não só dos trabalhadores do setor privado, público e das empresas do setor empresarial do Estado, mas também de todos os homens e mulheres que defendem um futuro de desenvolvimento e de harmonização social”, referiu, no final da manifestação.

Em causa, estão as propostas de lei que foram aprovadas na quinta-feira pela maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República. No dia 25 de julho, há nova manifestação para protestar contra os cortes salariais na função pública.

No final da ação de protesto de quinta-feira, Arménio Carlos referiu que os portugueses “sentem cada vez mais vazios e nos meses cada vez mais longos o efeito da sua política, traduzida também em menos e mais caros serviços públicos”.

O prolongamento do período para a redução do pagamento do trabalho extraordinário ou a redução dos prazos de caducidade e de sobrevigência das convenções coletivas de trabalho são algumas das medidas incluidas nas propostas de lei, que estiveram no centro dos protestos.

Carlos Arménio afirmou que a contratação coletiva “é um instrumento de harmonização” e que está convicto de que “ os trabalhadores nos locais de trabalho não vão baixar os braços em defesa dos seus direitos”, avançou a Lusa.
"
in http://observador.pt/2014/07/11/cgtp-alugou-comboio-porto-lisboa-para-mil-manifestantes/

sábado, 12 de novembro de 2011

Ir (ou não) à Manifestação de Transporte Público


Hoje, 12 de Novembro de 2011 realizou-se ali para as bandas de Lisboa mais uma manifestação de funcionários públicos. Escrevo "mais uma" porque nos últimos anos, independentemente da cor política do governo, o que não faltaram foram manifestações de quase todos contra quase tudo. Quem já se esqueceu da mega-super-hiper manifestção dos professores contra o sistema de avaliação, que o então primeiro ministro José Sócrates queria impor, que juntou entre 200.000 a 300.000 pessoas?

Pois é ... agora vamos colocar a pergunta que se impõe: como se fazem deslocar todos estes manifestantes desde as suas terras de origem até ao centro da capital?
Pois é .... em autocarros .... alugados a empresas privadas, detidas de forma directa ou indirecta pelos grupos Barraqueiro ou Transdev.


Mas, perguntam vocês, por que razão não utilizam os manifestantes os transportes públicos?
Pois é .... basta ligar as televisões ou ler os jornais para ficarmos a saber que para a manifestação de hoje, vieram autocarros de todo o país, com funcionários públicos decididos a fazer ouvir a sua voz contra as políticas de austeridade do governo, contra o capitalismo desenfreado e contra a privatização de serviços essenciais.


Mas será que estes funcionários públicos não podiam fazer algo positivo em prol da diminuição do défice de exploração das empresas públicas de transportes, como a CP, Carris, ou o Metro de Lisboa?
Podiam, claro que podiam. Em vez de alugar autocarros a empresas privadas, podiam utilizar os comboios da CP, aumentando assim o número de passageiros transportados por esta empresa pública.


Do meu ponto de vista, não faz sentido que funcionários públicos que gritam palavras de ordem "contra o capitalismo" e "contra a privatização de serviços essenciais" alimentem lucros de empresas privadas que, por acaso, estão interessadas na privatização da CP, do ML e da Carris.

Pensem nisto ...