Mostrar mensagens com a etiqueta CP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CP. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Comboios de passageiros regressam à linha do Leste mas só ao fim-de-semana (título do jornal Público)



CARLOS CIPRIANO 17/09/2015 - 12:25
Protocolo entre CP e municípios do Alto Alentejo prevê circulações às sextas e domingos entre Entroncamento e Portalegre.

Quase quatro anos depois de ter encerrado o serviço de passageiros na linha do Leste, a CP vai realizar comboios às sextas e domingos entre Entroncamento e Portalegre. O objectivo é servir a mobilidade de fim-de-semana de centenas de estudantes do Politécnico daquela cidade, bem como militares da Escola Prática da GNR e ainda estudantes de Alter do Chão e alunos da escola de pilotos de Ponte de Sôr.

A CP assina nesta sexta-feira um protocolo com municípios do Alto Alentejo no qual se compromete a realizar durante seis meses este serviço de fim-de-semana, que visa sobretudo transportar pessoas para o eixo da linha do Norte a norte do Entroncamento. Em contrapartida, a câmara de Portalegre, cuja estação está longe da cidade, assegura o transporte em autocarro à hora da partida e chegada dos comboios.

O serviço vai vigorar durante seis meses devendo depois ser reavaliado para se saber se vale a pena continuar.

A linha do Leste, entre Entroncamento e Elvas, encerrou ao serviço de passageiros em Janeiro de 2011 por ordem do actual governo, na sequência do PET (Plano Estratégico de Transportes). Na altura a CP dizia que viajavam por ano 28 mil pessoas neste eixo e que tinha um prejuízo anual de 1,2 milhões de euros.

No entanto, apesar do mau serviço, assegurado por automotoras velhas, a linha de Leste constitui uma alternativa para quem de Elvas, Portalegre e Ponte de Sôr pretende viajar para o Centro e Norte do país. De autocarro a viagem é mais cara e mais longa pois a maioria das ligações implica “descer” a Lisboa para mudar de autocarro e depois “subir” para norte.

Foi isto que pensou a câmara de Portalegre e a CCDR do Alentejo quando há um ano e meio contactaram a CP para reatar o serviço de passageiros nesta linha. Com boas ligações no Entroncamento aos intercidades e alfa pendulares para norte, o modo ferroviário pode ser a melhor opção para chegar a Coimbra, Aveiro, ou Porto.

Os horários que estão a ser estudados pela CP prevêm que de Portalegre ao Porto se demore cerca de quatro horas e para Coimbra três. De autocarro demora-se o dobro do tempo. E de carro, podendo ser um pouco mais rápido, é seguramente muito mais caro.

O calcanhar de Aquiles deste novo serviço é o material circulante. A CP só dispõe das velhas automotoras Allan - compradas nos anos 50 e modernizadas nos anos 90, mas já em fim de vida útil – que irão circular em grupos de duas. O objectivo não é tanto aumentar a capacidade de lugares sentados, mas assegurar que, em caso de avaria (que são frequentes), uma possa rebocar ou empurrar a outra.

O arranque do serviço está marcado para 25 de Setembro, já com uma semana de atraso em relação ao inicialmente previsto, a fim de coincidir com o início do ano lectivo.

O caminho mais rápido para Espanha
Construída em 1863 entre Lisboa e Elvas (ainda antes do comboio chegar ao Porto), a linha do Leste foi a primeira ligação ferroviária para Espanha, tendo tido um importante papel no tráfego de mercadorias e de passageiros. Foi durante mais de cem anos a principal via de acesso do Alto Alentejo ao resto do território e por ela chegou a circular, em meados do século XX, o expresso nocturno entre Lisboa e Sevilha.

O tráfego de passageiros, contudo, foi diminuindo à medida que a região se desertificava, acabando a CP por cortar as ligações directas a Lisboa e reduzir a oferta a duas automotoras diárias entre Badajoz e Entroncamento, que acabaram em Dezembro de 2011.

A linha mantém-se, contudo, aberta para mercadorias, nela circulando entre seis a nove comboios diariamente, o que obriga a Refer (agora designada Infraestruturas de Portugal) a manter a linha operacional e as estações guarnecidas.

in http://www.publico.pt/local/noticia/comboios-de-passageiros-regressam-a-linha-do-leste-mas-so-ao-fimdesemana-1708083

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CP vai alugar comboios para reforçar frota em 2016 (notícia jornal Económico)

... e na sequência desta notícia:

Após 23 meses consecutivos com subida de passageiros, a transportadora quer aumentar oferta.

A CP está a estudar o aluguer de comboios a outros operadores europeus para reforçar a frota em 2016 e fazer face ao aumento do número de passageiros que se tem verificado nos seus serviços de forma consecutiva nos últimos meses. O ‘leasing' é uma das modalidades possíveis, mas não é única alternativa, assegurou fonte próxima do processo ao Diário Económico.

Além de esbarrar com os conhecidos constrangimentos orçamentais, a encomenda de novo material circulante não resolve a situação de crescimento constante da procura, porque novas locomotivas e comboios demoram, em média, três a quatro anos a ser fornecidos, o que inviabiliza essa opção de solucionar este problema a curto prazo.

Com efeito, os serviços de comboios de longo curso da CP, incluindo os comboios Alfa, os Intercidades e o serviço internacional, registaram mais 5% de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano face ao período homólogo do ano passado. De acordo com as informações recolhidas junto da transportadora ferroviária nacional, no período em análise, estes comboios de longo curso transportaram um total de 3,1 milhões de passageiros.

Apesar de mais ligeiro, o crescimento de passageiros da CP nos primeiros sete meses deste ano também se verificou noutros serviços. Nos comboios urbanos de Lisboa, foram transportados mais de 44 milhões de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano, o que representou um crescimento de 2,4% face aos primeiros sete meses do ano passado.

Nos comboios urbanos do Porto, o comportamento foi idêntico: foram transportados 11,6 milhões de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano, mais 2,5% que no período homólogo do ano transacto.
A CP registou igualmente um crescimento de passageiros no serviço regional, mas aqui de forma quase residual. A empresa pública liderada por Manuel Queiró transportou mais 23 mil passageiros nos comboios regionais no período em apreço, passando de 6,074 milhões de passageiros para 6,097 milhões de passageiros.

No total, a CP transportou cerca de 65 milhões de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano, mais 1,5 milhões de passageiros do que no período homólogo de 2014, o que representou uma subida de 2,3%. Com estes dados, a transportadora ferroviária nacional assegura que se encontra no 23º mês consecutivo de aumento do volume de passageiros, um período de alta que se iniciou em Setembro de 2013.

A CP sublinha que só relativamente ao mês de Julho, o volume de passageiros ultrapassou os 9,5 milhões, o que traduziu uma subida de 2,1% em comparação com o mês homólogo do ano passado.
Um destaque especial merece o serviço dos comboios Alfa, que teve em Julho o melhor desempenho de sempre, com mais de 194 mil passageiros transportados, um aumento de 7,2% face ao período homólogo de 2014.

in http://economico.sapo.pt/noticias/cp-vai-alugar-comboios-para-reforcar-frota-em-2016_226798.html

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Alfa Pendular bate recorde de passageiros em Julho (notícia jornal Económico)

fotografia @ facebook


Nos primeiros sete meses do ano, viajaram nos comboios da CP cerca de 65 milhões de passageiros, mais 2,3% do que em igual período do ano passado.

Julho foi, de acordo com a CP - Comboios de Portugal, o melhor mês de sempre para o Alfa Pendular, com o serviço a bater recordes ao transportar mais de 194 mil passageiros num mês, com um crescimento de 7,2% relativamente a igual período do ano passado.

A CP registou em Julho o 23.º mês consecutivo de crescimento, tendo transportado nos primeiros sete meses do ano cerca de 65 milhões de passageiros, mais 2,3%, ou 1,5 milhões de pessoas, que em igual período do ano passado. "Só no mês de Julho, o volume de passageiros ultrapassou os 9,5 milhões, um crescimento de 2,1% face ao mesmo mês de 2014", escreve a empresa em comunicado.

O maior crescimento registou-se nos comboios Urbanos de Lisboa, onde viajaram 6,47 milhões de pessoas, seguindo-se o serviço de Urbanos do Porto, com 1,59 milhões de passageiros. Os serviços Regionais cresceram 4,8%, com mais de 905 mil passageiros.

As receitas de tráfego acompanharam o crescimento do número de passageiros, avançando 4,2% em Julho e 2,7% no acumulado dos primeiros sete meses do ano.

"A elevada procura registada nos meses de verão tem levado a empresa a trabalhar no máximo da sua capacidade, sendo que os reforços da oferta têm apresentado taxas de ocupação muito próximas dos 100%. Face ao aumento consistente e continuado da procura, estão em estudo soluções para reforçar a sua frota já em 2016", lê-se no mesmo documento.

in http://economico.sapo.pt/noticias/alfa-pendular-bate-recorde-de-passageiros-em-julho_226773.html

quinta-feira, 23 de abril de 2015

“Comboio do Cante” entre Lisboa e a Ovibeja (02/05/2014)


A 32ª Ovibeja vai ser de homenagem ao Cante Alentejano sendo que, das mais de duas mil pessoas que vêm cantar à feira, mais de 600 vão chegar no “Comboio do Cante”.

Sob o lema “O Nosso Cante” vão ocorrer várias iniciativas durante todos os dias da feira, de 29 de Abril a 3 de Maio. O ponto alto da homenagem ao Cante acontece no dia 2 de Maio, sábado, em que vão entrar na Ovibeja mais de dois mil cantadores, de 105 grupos corais, para ecoarem em uníssono 5 modas. Os cantadores provenientes da zona da grande Lisboa vem no “Comboio do Cante” que vai transportar entre Lisboa e Beja mais de seis centenas de pessoas numa parceria entre a CP – Comboios de Portugal e a Comissão Organizadora da Ovibeja. O Comboio é fretado exclusivamente para o Cante na Ovibeja e parte da primeira estação, Lisboa Oriente, às 07h50, vai parando nas várias estações e tem chegada prevista a Beja por volta das 11h00.

O cante partilhado entre todos os homens e mulheres com raízes no Alentejo acontece às 16h00, no Pavilhão Multiusos, e tem como alinhamento “Alentejo, Alentejo”; “Dá-me uma gotinha de água”, “Ao passar a ribeirinha”, “Castelo de Beja”, e “Alentejo és nossa terra”.
in Praça da República
foto: google/flickr

Nota 1: uma carruagem Corail tem capacidade para 88 passageiros. Para transportar 600 passageiros são necessárias 7 carruagens.
Nota 2: O comboio tem partida marcada de Lisboa Oriente às 7:50, chegando a Casa Branca às 9:25. Aqui será efectuada a troca de locomotiva, estando a partida prevista para as 10:15. A chegada a Beja será às 11:08. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Google vai filmar viagens em linhas férreas portuguesas


CARLOS CIPRIANO 21/04/2015 - 08:30

Depois dos caminhos-de-ferro transalpinos da Suíça, a linha do Douro será a primeira a ser filmada utilizando o conceito de Street View da Google. A viagem nas linhas de Cascais, do Norte e do Oeste também vai ser registada desta forma.

Ter a perspectiva que o maquinista do comboio sente ao ver a linha desfilar à sua frente, com a sucessão de curvas e contracurvas, as pontes, os túneis, as passagens de nível, as estações, as agulhas, vai ser possível, com imagens de grande resolução da Google, que vai aplicar o conceito de Street View ao ambiente ferroviário.

A empresa vai desenvolver em Portugal um projecto que ainda só teve uma primeira experiência nos caminhos-de-ferro suíços e que consiste em colocar uma câmara de 360 graus numa composição ferroviária e percorrer uma linha férrea de ponta a ponta, recolhendo as imagens tal como se estivesse na cabine da locomotiva. Imagens que, neste caso, serão até mais amplas porque, quer no Google Maps quer no Google Earth, os utilizadores poderão também ter uma perspectiva circundante da paisagem.

O projecto é um bom exemplo de cooperação entre empresas do sector ferroviário. A CP disponibiliza uma locomotiva, a CP Carga fornece um vagão onde será instalada a câmara e um operador, e a EMEF (empresa de manutenção da CP) procede à adaptação do material circulante e montagem do equipamento. A Refer, que também é parceira neste empreendimento, prescinde de cobrar a taxa de uso (portagem ferroviária) pela passagem deste estranho comboio pelas suas linhas.



A linha do Douro, entre o Porto e o Pocinho, será a primeira a ser percorrida, devendo as filmagens terem início na próxima quinta-feira, 23 de Abril. A linha de Cascais também está na lista, tendo em conta, também, o seu potencial turístico e enquadramento paisagístico. Mas o projecto incluiu ainda a linha do Norte e a linha do Oeste (entre Lisboa e Figueira da Foz e Coimbra).

No total das quatro linhas, serão mais de 700 quilómetros percorridos em 13 dias à vertiginosa velocidade de… 30 quilómetros por hora.

O projecto envolve a Google Polónia, Google Espanha, Google Suíça e Google Portugal. Técnicos estrangeiros desta empresa vão estar no Porto e na linha do Douro para dar formação e proceder à montagem do equipamento, decorrendo depois as filmagens por conta de pessoal da CP.

Pôr em circulação o “comboio da Google” não se tem revelado fácil devido à rígida regulamentação ferroviária, que não foi pensada para uma composição deste tipo. Por exemplo, o normal é que as locomotivas reboquem os vagões ou as carruagens, em vez de os empurrar. Mas neste caso os percursos terão de ser percorridos com um vagão empurrado por uma máquina, situação que obriga a autorizações especiais emanadas do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Na Suíça, a solução encontrada foi também a colocação de um vagão à frente de uma locomotiva que percorreu os 130 quilómetros da Ferrovia Retica, umas das linhas de caminho-de-ferro mais espectaculares do mundo, na qual circulam os famoso comboio turístico Bernina Express. A Google registou em 360 graus a viagem por esta arrojada obra de engenharia através dos Alpes, com viadutos de cortar a respiração e túneis que rompem as montanhas para desembocar em pontes em curva que atravessam precipícios. Não é por acaso que esta via-férrea é considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

A extensão desta experiência à linha do Douro coloca o “train view” da Google também numa zona que é Património Mundial da Humanidade, podendo as imagens ser utilizadas na promoção do turismo da região. O mesmo poderá acontecer com a viagem entre o Cais do Sodré, em Lisboa, e Cascais, à beira rio e à beira mar.

Após as filmagens, será necessário esperar ainda três meses para que estas estejam disponíveis “online”, pois é necessário editá-las, eliminando rostos e matrículas de automóveis, para respeitar as políticas de privacidade.

Só depois será possível ao utilizador sentir-se maquinista de um comboio visualizando o percurso tal como se estivesse na cabine da locomotiva.

Esta experiência não é só apreciada pelos entusiastas dos caminhos-de-ferro. Na Alemanha é tão popular que os próprios caminhos-de-ferro dispõem de um canal de televisão – a Bahn TV – que mostra imagens de praticamente toda a rede ferroviária. Não são a 360 graus e resultam da simples instalação de uma câmara numa locomotiva, mas têm tido, ainda assim, um grande sucesso.

in jornal Público
foto: flickr via google

Actualização [23-Abril-2015]


Estação de S. Bento (23/04/2015) José Coelho / Lusa



CP reduz preço das viagens com transbordo (título do jornal Público)


Quer viajar de Coimbra para a Régua? De Lisboa para Portimão? De Leiria para o Porto? De Santarém para Vilar Formoso? Em qualquer destes percursos não há viagens directas, pelo que o passageiro é obrigado a fazer transbordo entre um comboio regional e um comboio de longo curso (Alfa ou Intercidades). Até agora a CP castigava os seus clientes obrigando-os a pagar o somatório das várias viagens como se, em cada transbordo, se iniciasse uma nova viagem. Isto penalizava quem tinha de apanhar mais do que um comboio, ao contrário das viagens que eram directas, tornando desinteressante o uso do transporte ferroviário.

A CP acordou para este problema e decidiu agora “lançar preços integrados nas deslocações envolvendo comboios longo curso com complemento de viagem em regional”, de acordo com fonte oficial da empresa. No novo tarifário a transportadora faz 65% de desconto no preço das viagens em comboios regionais que dão ligação aos Alfas ou Intercidades. Um desconto, porém, que é limitado a um máximo de 25% do valor final da viagem, mas que, ainda assim, permite agora viajar sobre carris a preços mais em conta.

Por exemplo, de Coimbra para a Régua paga-se agora 18,25 euros em vez dos 22,80 euros anterior. E de Lisboa para Portimão a viagem custa 21,25 euros em vez de 25,15 euros. De Viana do Castelo a Lisboa paga-se agora 26,80 euros (e não 31,40 euros) e de Santa Apolónia para o Pocinho a CP só cobra 29,95 euros em vez dos anteriores 37,45 euros.

A empresa assume que “prossegue a sua política de potenciar o efeito da rede do transporte ferroviário em Portugal” e diz que é “o único operador nacional de transporte de passageiros que reúne condições para proporcionar uma efectiva rede de serviços de viagem que se complementam ao longo do país”.

Trata-se de uma política que inverte a tendência das últimas décadas desde que, em 1998, durante o governo socialista de Guterres, o então presidente da CP, Crisóstomo Teixeira, segmentou a CP em unidades de negócios que ficaram, como referiu, “a um passo da escritura”. Essas “mini CP” acabariam por nunca ser privatizadas, mas criou-se o hábito de trabalharem de costas voltadas, cada um com recursos próprios e com a gestão do seu negócio.

O resultado disso foi a perda de uma visão global da gestão da empresa e o fim do efeito de rede que é uma das principais vantagens do transporte ferroviário.

Curiosamente, é agora durante um governo PSD/CDS, com um presidente da CP, Manuel Queiró, próximo do CDS, que a empresa pública regressa ao caminho da integração. A transportadora já tinha juntado, em termos operacionais, o longo curso e o serviço regional e, há dois anos, criara tarifas mais baratas para viagens que implicassem apanhar o Alfa Pendular e o Intercidades.

O próximo passo para tirar partido do efeito da rede é a redução dos tempos de espera nos enlaces entre comboios. A empresa está a estudar melhores correspondências em Lisboa Oriente, Porto Campanhã, Coimbra, Tunes e Faro. O objectivo é que os clientes não tenham de esperar mais de meia hora para poder apanhar o comboio seguinte, reduzindo assim o tempo total das viagens.

A CP criou artificialmente “fronteiras” que não têm qualquer justificação técnica e que obrigam os passageiros a mudar de comboio. Uma é Aveiro, onde termina o serviço regional e os clientes têm de apanhar um suburbano para seguir para o Porto. O mesmo acontece em Nine (na linha do Minho) e em Caíde (na linha do Douro). Na Guarda os comboios da Beira Alta ficam-se por ali e já não seguem directos a Vilar Formoso. Nas Caldas da Rainha, a meio caminho entre Lisboa e Coimbra, a oferta da CP obriga a um transbordo que não se compreende. E Faro é fronteira entre o Sotavento e o Barlavento algarvio quando durante, mais de cem anos, os comboios iam directos de Vila Real de Santo António para Lagos. Setúbal e Barreiro ficaram sem comboios de longo curso e é preciso ir apanhá-los ao Pinhal Novo.

Estes transbordos desencorajam o uso do transporte ferroviário, mas a empresa, para já, só espera reduzir os tempos de espera em vez de os eliminar. 

in Público

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Banalização da Greve (Metropolitano de Lisboa e CP)


Greves estão a perder impacto, diz ex-líder da UGT

“Entendo que os sindicatos não deveriam declarar a greve pela greve e alguns fazem-no”, afirma João Proença em entrevista à Renascença. Muitas vezes, no dia seguinte, os trabalhadores sentem que “nada é diferente”.

O antigo secretário-geral da UGT João Proença considera que as greves começam a ser banalizadas e estão, por isso, a perder impacto. 

"As greves continuam a ser a forma de luta por excelência dos sindicatos, mas, de facto, foram perdendo o seu impacto perante a opinião pública e perante os governos", admite. 

"Às vezes, governos que até pretendem reduzir os custos na administração pública dá a ideia que vêem as greves com despreocupação e os trabalhadores perdem um dia de salário", acrescenta o assessor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

João Proença defende, por isso, que os sindicatos "não deveriam declarar a greve pela greve". Parece que "não têm um objectivo concreto a atingir" e, assim, a luta não é tão forte como deveria ser. 

Nesta entrevista à Renascença, o antigo sindicalista diz ainda que a opinião pública é cada vez mais indiferente às greves, pelo que "os sindicatos têm de produzir as greves de uma maneira mais consequente". 

Quanto às greves gerais, já foi tempo em que foram bem sucedidas – "por exemplo, em 1988" – mas hoje "muitas vezes, não atingem os seus objectivos", que "pelo número de trabalhadores que adere", quer "por sentirem que, no dia seguinte, nada muda, nada é diferente". 

Apesar de tudo, acrescenta, é errado dizer-se que Portugal tem mais greves do que outros países. João Proença diz que até tem menos. A diferença é que estão concentradas no sector empresarial do Estado ou na função pública e afectam mais a população do que o empregador.

in RR

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CP põe material circulante à venda, mas continua a alugar em Espanha (artigo do jornal Público 27/01/2015)

A CP tem à venda material diesel com o qual espera obter receitas de 7,7 milhões de euros. A lista consta do site da Ozark Moutain Railcar, uma empresa com sede no Texas, com a qual a transportadora ferroviária tem um acordo para a venda destes comboios. A empresa continua, no entanto, a alugar automotoras à espanhola Renfe. Ao todo estão à venda 26 locomotivas, 30 carruagens e 15 automotoras UTD (Unidades Triplas Diesel) num total de 101 veículos ferroviários.

"Não existe um contrato com a Ozark Mountain Railcar, mas sim um acordo que permite a essa empresa promover a intenção de venda de material circulante da CP”, disse ao PÚBLICO fonte oficial da empresa, que explicou que esse acordo não tem quaisquer custos para a CP “uma vez que é estipulado o preço que esta empresa pretende receber e a Ozark adiciona ao mesmo a sua comissão”.

Trata-se de uma situação diferente da que ocorreu há três anos quando uma empresa sedeada em Singapura pôs à venda 11 automotoras da CP sem que esta soubesse. O anúncio acabou por ser removido do site do broker depois de o PÚBLICO ter questionado a transportadora pública sobre aquela alegada venda.

Agora, a venda é oficial, explicando a CP que este material não é necessário à operação e admitindo ainda vir a alienar mais carruagens, locomotivas e automotoras a diesel que estão fora de serviço. Parte deste material foi reabilitado nas oficinas da EMEF para ser vendido para a Argentina, mas acabou por não embarcar porque o cliente não pagou. Está todo em estado de funcionamento.

Os comboios podem ser eléctricos ou a diesel e a CP sublinha que “nenhum deste material a motor [colocado à venda] é de tracção eléctrica”. Contudo, é precisamente a frota de material eléctrico da CP que é – actualmente – excedentária. Na frota diesel, a empresa tem grandes carências, o que a levou a alugar 17 automotoras à sua congénere espanhola Renfe em 2010.

A CP não quis divulgar quanto paga aos espanhóis pelo aluguer deste material, apesar de, após queixa do PÚBLICO, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos ter deliberado que essa informação deveria ser pública. Um tribunal de primeira instância condenou também a CP a fornecer ao PÚBLICO os documentos relativos a esse negócio, mas a empresa recorreu com base em questões de natureza processual.

A maioria dos 101 veículos postos à venda está em estado de circulação. São velhos e têm custos de manutenção bastante elevados, razão pela qual a empresa os retirou da operação. Têm ainda a agravante de não ter ar condicionado, que a CP considera hoje em dia fundamental em todos os seus serviços.

No caso da linha do Douro, onde grande parte da procura é por motivos turísticos, as “novas” automotoras não permitem abrir as janelas e desfrutar da paisagem. E, como andam constantemente grafitadas, há passageiros que nem sequer conseguem ver através dos vidros, situação que não se verificaria se as janelas se abrissem.

Por outro lado, as automotoras alugadas (em serviço no Douro e no Minho) também são velhas e já nem sequer circulavam na rede espanhola. Ou seja, a CP tem à venda material que retirou do serviço, mas aluga material que a Renfe também já tinham retirado de circulação.

A CP nunca fez as contas entre os custos de utilizar o seu próprio material envelhecido e os custos do aluguer das automotoras espanholas. Por uma razão simples: o primeiro aluguer, que foi feito em 2010, deveria durar apenas cinco anos, tempo suficiente para a Refer electrificar as principais linhas da rede ferroviária nacional onde ainda se circula a diesel. Só que os investimentos não avançaram e a CP acabou por ter de prolongar o aluguer.

Em Março do ano passado, assinou um novo contrato com a Renfe, no qual acrescenta mais três composições, passando a 20 o total de automotoras alugadas. A situação actual é, assim, o resultado de actos de gestão que são planos de contingência, aos quais se seguem outros planos de contingência porque as soluções são, à partida, provisórias.

in Jornal Público

Nota: Pelo que sei, estão à venda as locomotivas diesel a série 1550, algumas carruagens Sorefame nao remodeladas e as automotoras da série 600/650.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CP vai repor quatro comboios rápidos na Linha de Cascais

A CP-Comboios de Portugal decidiu repor quatro dos 51 comboios que foram suprimidos na Linha de Cascais fora da hora de ponta, desde o passado domingo.

"Desde o início que dissemos que íamos monitorizar a situação e dado que os autarcas se manifestaram e reuniram connosco, chegámos a esta conclusão, de forma consensual, de repor quatro comboios rápidos, dois até Cascais e outros dois até Oeiras", disse à agência Lusa a porta-voz da CP, Ana Portela.

A responsável adiantou que a hora de ponta, que antes vigorava entre as 17h00 e as 20h00, foi alargada até às 20h30.

"Nesse período após as 20h00 vão circular mais quatro comboios rápidos (dois para Cascais e dois para Oeiras). Quer isto dizer que em vez de termos suprimido 51 comboios, foram só 47", explicou Ana Portela. A nova medida, acrescentou, deve entrar em vigor a partir de 1 de Fevereiro.

O presidente da Câmara de Cascais congratulou-se, entretanto, com a decisão da CP, mas alertou para a "necessidade urgente" de investimento naquela linha ferroviária. "O secretário de Estado dos Transportes garantiu que o processo de investimento na Linha de Cascais é uma prioridade do Governo na Área Metropolitana de Lisboa e, nesse sentido, foi já transmitido à nova administração da REFER, empossada há dias, as orientações que levarão, a muito curto prazo, a conduzir o processo de investimento e de concessão de serviço na linha", acrescentou Carlos Carreiras, numa nota escrita enviada à Lusa.

Desde domingo que a Linha de Cascais passou a ter menos 51 comboios - os que faziam o trajecto rápido entre as 10h00 e as 17h00 - e novos horários de circulação. Circulavam 251 comboios por dia e agora circulam 200.

A decisão, segundo a CP, surgiu após uma análise feita à procura daquela linha férrea, em que se constatou que o volume total de passageiros naquele período, cerca de 11%, não justificava a frequência de comboios rápidos.

in http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=175963

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Greve na CP - 24/11/2014

Hoje é (mais um) dia de greve na CP. O resultado é o esperado:

O pré-aviso do SFRCI:
GREVE DIA 24 DE NOVEMBRO
TERMOS DO PRÉ-AVISO

1º Todos os trabalhadores da C.P., integrantes da Carreira da Revisão e Comercial (O.R.V’s., O.V.C’s., Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores de Serviço Comercial, Inspectores Chefe do Serviço Comercial), farão greve à prestação de todo e qualquer trabalho durante todo o seu período de trabalho entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014.

2º Ficam igualmente abrangidos por este pré-aviso, todos os trabalhadores cujos períodos de trabalho:

a) Se iniciem no dia 23 de Novembro de 2014 e terminem depois das 00 horas do dia 24 de Novembro de 2014 efectuando neste caso greve em todo o seu período de trabalho.
b) Se iniciem no dia 23 de Novembro de 2014 e terminem fora da sede, efectuando neste caso greve em todo o seu período de trabalho.
c) Se iniciem fora da sede após as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014, efectuando neste caso greve a todo o seu período de trabalho.
d) Se iniciem no dia 24 de Novembro de 2014 e terminem depois das 00 horas do dia 25 de Novembro de 2014, efectuando neste caso greve a todo o seu período de trabalho.
e) Os trabalhadores com as categorias de: Operador de Venda e Controlo, Chefe de Equipa Comercial, Inspector de Serviço Comercial, Inspector Chefe do Serviço Comercial, quando solicitados por parte da empresa para acompanhamentos de comboios a fim de substituir trabalhadores em greve, nos dias 23 e 25 de Novembro de 2014, efectuarão neste caso greve a todo o seu período de trabalho.

3º Entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014, os trabalhadores abster-se-ão da prestação de trabalho suplementar, em dia de descanso semanal (obrigatório/complementar) e com falta de repouso.
Nas situações de supra/ou de serviço a indicar, os trabalhadores efectuarão greve por um período de 8 horas após o período de repouso mínimo, caso não lhes tenha sido indicado serviço a efectuar entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014.
Em caso de indicação atempada de serviço, os trabalhadores efectuarão greve nos termos do presente pré-aviso de greve.


4º Recusa de qualquer alteração à escala/ordem de serviço efectuada ou comunicada para os dias 23, 24 e 25 Novembro 2014 após o envio do presente pré-aviso.



Comunicado da FECTRANS (23/11/2014):

Amanhã, os trabalhadores da carreira da Revisão e Comercial - ORV’s e OVC’s – Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores Chefe de Serviço Comercial e todas as Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária, estarão em greve duraante todo o dia.

O SNTSF, sindicato ferroviário da FECTRANS/CGTP-IN, apelou à unidade de todos os trabalhadores e, apesar de não se terem criado as condições para um pré-aviso de greve abrangente, devido à acção divisionista de algumas organizações sindicais, entendemos que o momento é de unir e não dividir.

O governo irá votar um Orçamento do Estado lesivo para os trabalhadores, pelo que justifica a luta em torno das seguintes reivindicações:
Contra o Corte e congelamento dos salários previstos no OE de 2015;
Contra o roubo do direito ao transporte;
Pelo cumprimento integral do AE
Contra a redução de trabalhadores e pela reposição do efectivo;
Contra a redução das indemnizações compensatórias e obrigações do estado que põem em causa o cumprimento das obrigações sociais da CP e coloca em causa postos de trabalho;
Pela revogação do Decreto-lei 133/2013;
Pelo pagamento das dívidas aos trabalhadores.





Greve da CP suprime comboios nas linhas de Sintra, Cascais e Porto

As linhas ferroviárias de Sintra e Cascais (distrito de Lisboa) estão sem comboios desde das 21:38 e registam-se perturbações na circulação a partir do Porto, por causa da greve dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP.
Os efeitos já se fizeram sentir na noite de domingo, segundo disseram à Lusa dois dirigentes do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).
As linhas de Cascais e Sintra não têm circulação de comboios desde as 21:38, enquanto as ligações de longo curso têm contado com "pessoal não qualificado" no lugar dos revisores em greve, pondo em causa as condições de segurança dos passageiros, disseram os sindicalistas.
No Porto, ao longo do dia de hoje foram suprimidos oito comboios na linha do Douro, na ligação Porto-Régua e quatro na ligação Porto-Valença.
"No eixo Aveiro e Braga [com partida do Porto] não há comboios", disse um dos representantes sindicais dos trabalhadores.
Em todo o país, o sindicato estima que 75 por cento das bilheteiras estejam encerradas.
A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter um esclarecimento por parte da CP perante estes dados fornecidos pelo sindicato.
Num aviso aos passageiros na página da Internet, a CP informa que, por motivo de greve convocada por diversas organizações sindicais, preveem-se perturbações nos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Regional, InterRegional e Urbanos a partir das 00:00.
A empresa antecipa ainda atrasos e supressões pontuais na noite de hoje e na manhã de terça-feira, nos serviços Regional, InterRegional e Urbanos.
A greve foi marcada para demonstrar "o descontentamento face à decisão do Governo em manter as medidas de austeridade".
"Esta é uma greve inédita e é vergonhoso o que a empresa está a fazer ao substituir os revisores por pessoal que não executa há muito estas tarefas", disse Luís Bravo, dirigente do SFRCI.
O Tribunal Arbitral decretou 25 por cento da operação em serviços mínimos.
Diário Digital com Lusa

terça-feira, 11 de novembro de 2014

CP investiga vídeo de mulher estranha à empresa a conduzir comboio

A propósito das "boleias em cabines" .... o video e a sra. que se vê no vídeo (Halima Abboud).




CP investiga vídeo de mulher estranha à empresa a conduzir comboio

A CP anuncia que vai reportar às autoridades um vídeo divulgado na Internet em que uma mulher, que não é funcionária da empresa, aparece alegadamente a conduzir um comboio alfa.  
  
A empresa admite, em comunicado enviado à agência Lusa, haver dificuldades na "confirmação da veracidade" das imagens, que terão sido gravadas através de um telemóvel, assim como na "identificação do comboio específico, data e viagem em que tal situação poderá, eventualmente, ter ocorrido". 
  
Assim, a CP decidiu "reportar a situação às autoridades competentes para que sejam conduzidas as necessárias averiguações", nomeadamente para confirmar a situação e identificar as circunstâncias e as pessoas envolvidas. 
  
"Após as devidas averiguações, não deixará de retirar as devidas consequências dos factos apurados", garantiu a empresa, numa resposta escrita, na qual adianta ter conhecido ao final da tarde desta segunda-feira as imagens que "parecem apontar para a presença de um elemento estranho à empresa na cabine de condução de um comboio Alfa Pendular, aos comandos da composição".   
  
Na pesquisa efectuada, a CP indicou que a colocação inicial do vídeo terá sido em 2011, "embora a sua disseminação só tenha ocorrido hoje".  
  
A empresa lembrou a existência de regulamentos internos que proíbem a "presença de elementos estranhos à tripulação dos comboios em cabines de condução, excepto se devidamente autorizados".   
  
"O acesso e permanência às cabines de condução só é permitido mediante apresentação de documentação específica para o efeito. O não cumprimento destas determinações constitui infracção passível de consequências disciplinares graves ou outras de contornos diferentes, que se venham a revelar adequadas aos factos apurados", sublinha a CP.

fonte: RR

---------//---------

CP não conseguiu confirmar se realmente se trata de um Alfa Pendular que fez a viagem entre Lisboa e Porto e garantiu ao DN que vai "reportar esta situação às autoridades competentes".


Uma atriz e modelo colocou um vídeo no You Tube no qual diz estar a conduzir um comboio Alfa Pendular entre Lisboa e Porto, a 220 km/hora. As imagens foram colocadas no site a 2 de dezembro de 2011, mas no Facebook de Halima Abboud aparece como tendo sido partilhado hoje.
No vídeo de dois minutos, Halima Abboud explica a que velocidade está a viajar e que está a caminho do Porto num Alfa Pendular. As CP desconhecia as imagens e assegurou ao DN que "após as devidas averiguações, não deixará de retirar as devidas consequências dos factos apurados".
"Considerando que as características das imagens provocam dificuldades na confirmação da veracidade das mesmas, bem como na identificação do comboio específico, data e viagem em que tal situação poderá, eventualmente, ter ocorrido, a CP vai de imediato reportar esta situação às autoridades competentes para que sejam conduzidas as necessárias averiguações que possam permitir confirmação desta ocorrência e identificação das circunstâncias e pessoas envolvidas", explicou a porta-voz da CP, Ana Portela. Este tipo de comboios existe noutros países.
Realçou ainda que "o acesso e permanência às cabines de condução só é permitido mediante apresentação de documentação especifica para o efeito". Por isso, caso a regra não tenha sido respeitada "constitui infração passível de consequências disciplinares graves ou outras de contornos diferentes, que se venham a revelar adequadas aos factos apurados".

fonte: DN
---------//---------

Chama-se Halima Abboud a cidadã brasileira que aparece a conduzir um comboio Alfa Pendular a 220 Km/hora num vídeo divulgado no YouTube e no seu Facebook. A "maquinista" é actriz e modelo e, segundo as informações que coloca no Facebook, vive entre o Brasil e Portugal.

A CP apresentará uma queixa ao Ministério Público (DIAP).

A cidadã brasileira incorre num crime de “condução perigosa”, cuja pena máxima é a inibição de conduzir. Se viver no Brasil e as autoridades portugueses requererem que seja constituída arguida, esta terá o direito a calar-se, não divulgando quem foi o maquinista, mas se for inquirida como testemunha terá o dever de falar, embora as consequências de um eventual “esquecimento” sejam praticamente nulas.

Ou seja, muito dificilmente a CP poderá saber qual dos maquinistas que habitualmente conduzem o Alfa Pendular (há cerca de uma centena com “carta de condução” para aquele tipo de comboio) autorizou a entrada na cabina da actriz brasileira e a deixou sentar-se aos comandos.

Nas imagens do vídeo nota-se que o comboio vai no sentido Lisboa-Porto e que o troço onde este circula é entre Pampilhosa e Aveiro, o único onde o Alfa Pendular pode atingir os 220 Km/hora.

Apesar da forma divertida como a mulher conduz o comboio, sem prestar atenção aos comandos nem à linha (claramente mais interessada em falar para a câmara do telemóvel), os passageiros não estavam propriamente expostos a um grande risco. O Convel – computador de bordo de controlo de velocidade – actuaria de imediato caso a velocidade permitida fosse ultrapassada. E se este tivesse que fazer algum afrouxamento, o próprio sistema frenava o comboio, caso o maquinista não o fizesse.

Aquele troço - e exactamente por ser onde os comboios circulam a maior velocidade -, também não tem quaisquer passagens de nível e está vedado em ambos os lados da via, sendo improvável o surgimento de qualquer obstáculo.

Para além de um maço de tabaco, não há mais nada que identifique o dia, a hora e o número do comboio em que o vídeo foi feito, tudo indicando que foi o próprio maquinista que fez a filmagem. Na segunda-feira, a CP divulgou um comunicado em que afirma que, “após as devidas averiguações, não deixará de retirar as devidas consequências dos factos apurados”.

Na pesquisa efectuada, a CP indicou que a colocação inicial do vídeo terá sido em 2011, “embora a sua disseminação só tenha ocorrido hoje [segunda-feira]”.

A empresa lembrou a existência de regulamentos internos que proíbem a “presença de elementos estranhos à tripulação dos comboios em cabinas de condução, excepto se devidamente autorizados”.

Entre os maquinistas é grande a consternação pelo sucedido. Comentam nas redes sociais, e em grupos fechados destes profissionais, que tal prejudica a classe e dá uma imagem negativa da empresa.
 
fonte: Público

domingo, 13 de julho de 2014

CGTP alugou comboio Porto-Lisboa para mil manifestantes

É caso para dizer "até que enfim, deixaram de dar dinheiro aos transportadores privados (leia-se grupos Barraqueiro, Arriva, etc etc) para contribuir para os lucros da CP!"

"Cerca de mil pessoas saíram do Porto de comboio na quinta-feira para protestar contra as políticas do Governo liderado por Passos Coelho. A CGTP fretou um comboio “especial” à CP para levar os manifestantes do norte às ruas da capital, mas recusou prestar mais esclarecimentos sobre o preço e o decorrer da viagem ao Observador.

Uma viagem num comboio intercidades que parte da estação de Porto – Campanhã com destino a Lisboa – Santa Apolónia, custa 24,30 euros, em segunda classe. Em primeira, custa 35,90 euros. Se multiplicarmos este valor por mil, totaliza 24.300 euros e 35.900 euros.

A manifestação promovida pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) decorreu na quinta-feira, 10 de julho, em Lisboa. Os números avançados pela central sindical apontam para uma adesão de 40 mil pessoas, num balanço que Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP considerou “extremamente importante e positivo”, refere a agência Lusa.

A ação de protesto juntou milhares de trabalhadores descontentes com as alterações ao Código de Trabalho, que foram aprovadas na quinta-feira no Parlamento. No final da manifestação, Arménio Carlos referiu, junto à Assembleia da República, que é preciso que se lute, nos locais de trabalho, para “pôr um travão nas intenções de Passos Coelho e Portas.

“Uma luta que é não só dos trabalhadores do setor privado, público e das empresas do setor empresarial do Estado, mas também de todos os homens e mulheres que defendem um futuro de desenvolvimento e de harmonização social”, referiu, no final da manifestação.

Em causa, estão as propostas de lei que foram aprovadas na quinta-feira pela maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República. No dia 25 de julho, há nova manifestação para protestar contra os cortes salariais na função pública.

No final da ação de protesto de quinta-feira, Arménio Carlos referiu que os portugueses “sentem cada vez mais vazios e nos meses cada vez mais longos o efeito da sua política, traduzida também em menos e mais caros serviços públicos”.

O prolongamento do período para a redução do pagamento do trabalho extraordinário ou a redução dos prazos de caducidade e de sobrevigência das convenções coletivas de trabalho são algumas das medidas incluidas nas propostas de lei, que estiveram no centro dos protestos.

Carlos Arménio afirmou que a contratação coletiva “é um instrumento de harmonização” e que está convicto de que “ os trabalhadores nos locais de trabalho não vão baixar os braços em defesa dos seus direitos”, avançou a Lusa.
"
in http://observador.pt/2014/07/11/cgtp-alugou-comboio-porto-lisboa-para-mil-manifestantes/

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Linha de Cascais - grevistas invadem subestação e provocam corte de energia (27-01-1983)

A propósito de uma fotografia encontrada num blog vizinho ....
in http://comboiosdalinhadecascais.blogspot.pt/

Consta que um grupo de trabalhadores, descontentes com o rumo dos acontecimentos, resolveu invadir, de forma pacífica, a subestação de Paço de Arcos.

(recortes do jornal Correio da Manhã, encontrados na grande rede)

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.






terça-feira, 14 de maio de 2013

Comboio directo entre Porto e Vigo

Extracto de uma notícia publicada no Jornal de Notícias .... será que 50 passageiros justificam a utilização de um comboio? Qual é o custo/km/passageiro?



"A novidade foi anunciada, esta segunda-feira, na XXVI Cimeira Luso-Espanhola, em Madrid, onde os governos dos dois países se congratularam com a introdução de um comboio direto diário entre Porto e Vigo nos dois sentidos e de um bilhete único nessa ligação ferroviária, a partir deste verão.

"[Portugal e Espanha] felicitam-se pelas melhorias acordadas no setor do transporte ferroviário de passageiros [...] e manifestam o compromisso de ambos em agilizar os recursos disponíveis que permitam finalizar a eletrificação de todo o trajeto até 2016", refere a declaração final da cimeira.

Segundo declarou ao JN o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, os últimos detalhes estarão ainda a ser acertados entre a CP e a Renfe, mas já é certo que o serviço direto começará a ser efetuado dia 1 de julho, mantendo-se, pelo menos, uma das atuais ligações com paragens ao longo do percurso.

Garantiu que, de acordo com estudos efetuados, a Linha do Minho se encontra "preparada" para o comboio que se pretende implementar e que as decrépitas composições que nela circulam serão modernas e confortáveis. O objetivo é que a conexão Porto-Vigo evolua até 2016 para um Intercidades, que ligue as duas cidades em cerca de hora e meia.

"Norte à frente"
"A Região Norte e a Galiza estão à frente na integração económica entre as grandes regiões Ibéricas e por isso temos de dar prioridade total a essa integração e cooperação", justificou Santos Pereira, sublinhando que o novo comboio direto pretende "reforçar o papel do aeroporto Sá Carneiro na Região Nordeste da Península Ibérica"."

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Greve dos Maquinistas - o "fundo de greve"

Greve dos ferroviários. Descarrilamento de comboio à saída do túnel de Xabregas, Lisboa, 1914.
Foto atribuída a Joshua Benoliel, in colecção Ferreira da Cunha oferecida pela Sojornal, Sociedade Jornalística e Editorial, S.A., ao Arquivo Fotográfico da C.M.L.



Ainda a propósito do conteúdo recebido por e-mail e que foi aqui publicado num artigo denominado "Estado d'Alma IV", tive oportunidade de ler mais alguma coisa sobre toda a envolvência das greves dos maquinistas da CP (e não só).

Fiquei a saber que em 1980 foi criado um "fundo de greve" que tem como objectivo remunerar os maquinistas nos "dias de protesto". Na prática, isto significa que um  trabalhador em greve, não sofre qualquer penalização salarial, visto que o dia é pago por este fundo (leia-se pelo sindicato).

Transcrevo aqui, algumas artigos publicados na imprensa escrita, sobre este assunto.

"Greve geral: maquinistas da CP são os únicos que não perdem salário

Os maquinistas da CP são os únicos trabalhadores em Portugal que não vão perder o salário por fazerem greve geral quinta-feira porque vão ser reembolsados pelo fundo de greve do seu sindicato.

O sindicato dos Maquinistas (SMAQ) é dos poucos que têm um fundo de greve, que será acionado para reembolsar o dia de salário perdido no âmbito da greve geral de quinta-feira.

"O fundo de solidariedade e greve visa apoiar os associados em situação de greve ou de problemas laborais que aguardam solução nos tribunais", disse à agência Lusa o presidente do SMAQ, António Medeiros.
[...]
O fundo do SMAQ foi constituído em 1980 e é formado com um por cento que cada associado do sindicato desconta especificamente para este fim.

Reembolso de parte do salário

Assim, os maquinistas sindicalizados no SMAQ, um total de 1.400, descontam dois por cento para o seu sindicato enquanto os restantes trabalhadores descontam só um por cento mas não têm fundo de greve.

O fundo é acionado nas situações de greve para reembolsar a parte do salário perdida em paralisações, sejam horas ou dias inteiros.

Segundo António Medeiros, o SMAQ não consegue estimar quantos reembolsos vai ter de fazer porque alguns maquinistas podem ter de fazer dois turnos de greve caso estivessem escalados para entrar ao serviço ao final do dia de quarta-feira e depois para voltar a entrar ao serviço a meio da tarde de quinta-feira, depois do período de descanso.

Além disso, o sindicalista não sabe quantos maquinistas é que vão estar envolvidos no cumprimento dos serviços mínimos definidos para a CP, o que corresponderá a menos horas de greve financiadas pelo SMAQ.
"Os serviços mínimos definidos põem em causa o direito à greve, são excessivos, um abuso, mais valia terem a coragem de dizer que os maquinistas não têm o direito à greve", disse acrescentando que os maquinistas decidiram que cada comboio que se realize no âmbito dos serviços mínimos será assegurado pelo trabalhador a cujo turno pertencia esse comboio.

Isto vai envolver um elevado número de maquinistas embora uns possam trabalhar apenas uma hora e outros várias horas seguidas.
Os maquinistas da CP fizeram muitas greves no início dos anos 90, suscitando até requisições civis, e voltaram a fazer várias greves de vários dias em 2003 e 2007 no Metro do Porto.

"Se não fosse o fundo de greve os maquinistas não teriam aguentado tantos dias de greve", salientou António Medeiros.

O SMAQ, que é um sindicato independente, representa cerca de 98% dos maquinistas da CP e 90% dos maquinistas do Metro do Porto.
"
fonte: Expresso

 "Greve dos maquinistas. O que a CP não paga o sindicato compensa

Após o protesto que parou cerca de 2 mil comboios durante a quadra natalícia, os maquinistas da CP preparam uma nova paralisação para a passagem de ano. No caso dos maquinistas da CP ou do metro, aderir à greve não é um dilema que se resolve em função de quanto se vai perder com menos um dia de salário. Qualquer maquinista português pode aderir tranquilamente à paralisação porque no fim tem a garantia de que o seu vencimento será pago por inteiro. Não se trata de uma benesse da administração, mas de um fundo de greve que o sindicato criou em 1980 para reembolsar parte do salário perdido em paralisações ou impasses entre funcionários e empresas que se arrastam nos tribunais.
"


fonte: ionline



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Estado d'Alma IV

Por e-mail recebi este conteúdo, que transcrevo na integra:

"Uma síntese de "pérolas" constantes dos acordos de Empresa ainda vigentes no nosso Sector Empresarial do Estado (SEE) embora algumas delas tenham caído no desuso.

Exemplos de regalias e benefícios em vigor (alguns caíram, contudo, em desuso) nos Acordos de Empresa no Sector dos Transportes

Férias

• Na Carris, todos os trabalhadores têm direito a 30 dias de férias por ano; [30 dias lineares corresponde a 22 dias úteis]

• No Metro de Lisboa, todos os trabalhadores têm, à partida, direito a 24 dias de férias. [o e-mail recebido não esclarece se são dias lineares ou úteis]


Caso o trabalhador opte por gozar férias fora do período normal (1 de Junho a 30 de Setembro), pode beneficiar de até 3 dias adicionais de férias.

Acresce que, se no ano anterior tiver dado apenas 1 falta ao trabalho, beneficia ainda mais 3 dias de férias.

Significa isto que um trabalhador do Metro de Lisboa pode ter até 30 dias de férias por ano.

Complementos de Reforma

• Para além da reforma a que têm direito todos os Portugueses, na Carris, Metro de Lisboa e STCP, os trabalhadores têm direito a um complemento de reforma, paga pelas próprias empresas, destinado a permitir que o trabalhador aufira uma reforma equivalente à sua última remuneração no activo (isto significa que, em média, as empresas pagam sobre a reforma da segurança social uma quantia adicional correspondente a 25% do montante da reforma).

• Só a Carris, paga complementos de reforma a mais de 4.700 antigos trabalhadores.

• Se na STCP, a soma entre a reforma da SS e o complemento pago pela STCP não pode ultrapassar os 650 euros por mês, na Carris e Metro de Lisboa há antigos trabalhadores a receberem, somando a reforma da Segurança Social e o Complemento de Pensão pago pelas empresas, mais de 3.000, mais de 4.000 e até, mais de 5.000 euros por mês.

Doença

• Quando um trabalhador destas empresas fica de baixa recebe, para além do subsídio de doença pago pela Segurança Social, igual ao dos restantes portugueses, um complemento àquele subsídio de modo a que o trabalhador receba em situação baixa o mesmo que recebe quando está ao serviço (há mesmo situações em que, por razões relacionadas com a tributação fiscal, o trabalhador recebe mais em situação de doença do que quando está ao serviço).


Medicamentos

• Na Carris e Metro de Lisboa os trabalhadores têm assegurado o pagamento por inteiro da assistência medicamentosa.

Viagens Gratuitas

• Na generalidade destas empresas os trabalhadores e familiares têm direito a viajar gratuitamente nas respectivas redes. [este paradigma está a mudar]

• Os trabalhadores da CP e os da REFER que transitaram da CP, têm direito a este benefício, que é ainda extensível aos trabalhadores reformados, cônjuges, pais, filhos, enteados e irmãs solteiras. [este benefício está a ser cortado a "não trabalhadores"]

• Só na REFER, o custo com viagens dos trabalhadores, pagos pela empresa, ascende a mais de 4 Milhões de Euros por ano. [trocos, quando comparado com o vencimento dos gestores de topo e das viaturas topo de gama]

Subsídios Vários

• A quantidade de subsídios que acrescem à remuneração base auferidos pelos trabalhadores das empresas de transportes é demasiado vasta o que não permite reproduzir aqui os mesmos na totalidade.

• Dão-se apenas alguns exemplos:

METRO LISBOA:
[ver AE2009]

Os maquinistas em regime de agente único [leia-se todos] e os maquinistas de manobras têm direito a um subsídio mensal compensatório correspondente a 30% do seu vencimento mensal, constituído pela remuneração base e pelas anuidades.


O subsídio referido no número anterior é considerado remuneração de trabalho e integrará, para todos os efeitos, o cálculo do valor hora e dia, assim como os subsídios de férias e de Natal.

Aos Maquinistas em serviço efectivo é atribuído mensalmente um subsídio de quilometragem em função do espaço percorrido de 0,10 €, por cada quilómetro percorrido, o qual será pago no mês seguinte ao da execução da quilometragem.
[ver AE2009, onde o valor é de 9 cêntimos]

Aos Maquinistas de Manobras é atribuído mensalmente um subsídio de quilometragem correspondente a 500 quilómetros.


Subsídio de Turno - Para os trabalhadores em regime de turnos, as retribuições serão acrescidas de um subsídio mensal de 59,48 €, actualizado anualmente na mesma percentagem em que o for a tabela salarial que integra o AE.

Prémio de Assiduidade - Aos trabalhadores abrangidos por este acordo é atribuído um prémio cujo valor mensal é de 68,00 €. Tem direito ao prémio referido no número anterior, o trabalhador que, no decurso do mês respectivo, não exceder cinco horas de falta.

Porque é que acham que há greves só de 4 horas ao período de ponta da manhã? (também por causa do subsídio de almoço auferido após 3 horas de trabalho que é ascende a €10,35, apesar dos trabalhadores terem garantido o almoço nas cantinas por apenas menos de 3€)

Existem ainda subsídios de chefia.

CAMINHOS DE FERRO (CP):

Prémio de Condução – atribuído aos trabalhadores da Carreira de Condução-Ferrovia é pago um prémio de produtividade por cada período completo do trabalho diário, calculado de acordo com a fórmula constante da Cláusula 42.º do AE. A este prémio acresce em determinadas condições um prémio anual (ou seja, por cada dia de trabalho, é pago um subsídio de produtividade por ter trabalhado nesse dia).

Restantes trabalhadores – €4,02/diários.

Agente Único – a laboração neste regime confere direito a um abono de 4% da respectiva retribuição indiciária aos Maquinistas, Maquinistas Técnicos, Inspectores de Tracção e Inspector-Chefe de Tracção.
Subsídio de Escala – 17,75% da retribuição base prevista na Tabela Salarial para os trabalhadores sujeitos a horários de trabalho organizados segundo escalas de serviço.

CARRIS:

Subsídio de Tarefas Complementares de Condução – 50 euros/mensais para os trabalhadores de tráfego.

Subsídio de Condução de Veículos com obliterador e Agente Único - motoristas de serviço público, guarda-freios e técnicos de tráfego e condução têm direito a um abono mensal igual a 18,2% da sua retribuição normal.

Ajuramentação – 9,1% para os inspectores, coordenadores de tráfego e coordenadores gerais de tráfego.

Por falhas de dinheiro - €29,37 – trabalhadores que normalmente movimentam somas de dinheiro.

Transtejo/Soflusa:

Os trabalhadores marítimos que exerçam as suas funções a bordo dos navios da classe catamaran têm direito, a um adicional de remuneração diário no montante de 35,5%, 28% e 13%, do valor da remuneração base diária, respectivamente para mestres, maquinistas e marinheiros.

Se for em navios de outra classe o adicional é de 18%, 15,5% e 13%.

Os restantes trabalhadores têm direito a um adicional de €2,64.

Prémio de Assiduidade - €223, 32 por cada mês completo de trabalho.

Uma falta € 166,06/mês; duas faltas - €148,87/mês; Três ou mais faltas - €7,16 x n.º de dias de prestação de trabalho.

Mais uma vez: por cada dia de trabalho, recebem 7,16€ de prémio de assiduidade por terem ido ao trabalho.

Subsídio de turnos – de €26,27 a €48,40.

Subsídio por quebras e riscos - €25 (tesoureiros, caixas e bilheteiros)

Subsídio de Penosidade – Os trabalhadores (pintores, carpinteiros, mecânicos, encarregados de reparações, electricistas navais e serventes de manutenção/reparação) terão direito a um acréscimo de remuneração no montante de 25% quando e enquanto executem trabalhos da sua especialidade em locais sujeitos a ambientes tóxicos, fechados e não arejados, ou quando executados em locais não resguardados a uma altura superior a 4 m.

Insólitos

• Carris: artº 69: A Empresa manterá nas estações, barbearias devidamente apetrechadas, para uso privativo de todo o seu pessoal, inclusive dos reformados.

Exemplos reais de Salários de Maquinistas e Inspectores:

Categoria Rem Bruta
MAQUINISTAS 3.940,24 €
INSPECTOR-CHEFE DE CONDUÇÃO-FERROVIA 3.925,17 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.909,46 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.672,94 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.473,22 €
INSPECTOR-CHEFE DE CONDUÇÃO-FERROVIA 3.341,39 €
INSPECTOR DE TRACÇÃO 3.331,21 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.186,80 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.150,18 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.064,82 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.056,14 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.030,65 €
MAQUINISTA TÉCNICO 3.016,16 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.997,34 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.997,25 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.988,80 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.988,72 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.974,86 €
INSPECTOR CHEFE DE TRACÇÃO 2.967,50 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.963,19 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.955,46 €
INSPECTOR DE TRACÇÃO 2.954,85 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.952,70 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.904,18 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.899,82 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.893,63 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.852,21 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.835,05 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.822,73 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.815,89 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.815,77 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.806,72 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.803,42 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.798,99 €
INSPECTOR DE TRACÇÃO 2.791,03 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.783,05 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.776,98 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.772,26 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.744,14 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.728,77 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.724,33 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.721,73 €
MAQUINISTA TÉCNICO 2.719,58 €
INSPECTOR DE TRACÇÃO 2.719,20 €

Etc, esta lista continua ate ao valor mais baixo de toda a lista, que é de

MAQUINISTA TÉCNICO 1.159,33 €"

Como é possível nestes exemplos REAIS, termos estas pessoas a fazer greve, apoiados por sindicatos, quando através dessas greves afectam milhões de pessoas que ganham bem menos e que sao quem através dos impostos, lhes pagam os salários ?!

Temos aqui um caso quase de justiça, onde o empregador (todos nós que pagamos os impostos), somos penalizados pelas greves dos "nossos" empregados (porque lhe pagamos os salários através dos nossos impostos), porque estes querem mais ou manter as actuais regalias, quando nós os "empregadores" vamos ter que trabalhar e pagar cada vez mais impostos para lhes alimentar as mordomias !!!!

Afinal as sindicais estão do lado de quem ?!?!?

Ao que parece, seguramente que não estão do lado do povo !!!


Nota 1: entre [ ] os meus comentários
Nota 2: não consegui encontra os acordos de empresa actualizados, de forma a conformar estes valores. Deixo aqui as ligações para o que é "público":
REFER:  http://bte.gep.mtss.gov.pt/documentos/2008/22/19081961.pdf
CP: a versão mais recente data de 2003: http://bte.gep.mtss.gov.pt/documentos/2003/35/26522671.pdf
Carris: http://www.pme-box.com/PmeboxEditor/Uploads/K21VYYD816DLEJQ/AE.CARRIS.2009.pd
e http://bte.gep.mtss.gov.pt/completos/2010/bte25_2010.pdf
Metro de Lisboa: http://bte.gep.mtss.gov.pt/completos/2010/bte17_2010.pdf
e http://www.pme-box.com/PmeboxEditor/Uploads/K21VYYD816DLEJQ/bte14_2009.pdf
STCP: http://www.pme-box.com/PmeboxEditor/Uploads/K21VYYD816DLEJQ/AESTCP.pdf 

---------------//---------------

Na passada semana, o Metropolitano de Lisboa voltou a parar. Dizem os trabalhadores, que estão a defender o transporte público e os interesses dos utentes (quem paga pelo serviço prestado não é "utente" mas sim "cliente").

Não é o governo que quer destruir o transporte público, dificultando a vida a todos os que querem trabalhar - são os trabalhadores das empresas públicas (CP e Metro de Lisboa) com as suas greves que dificultam a vida a quem quer ir trabalhar e ganhar honestamente o seu sustento. 
As greves servem os interesses do estado, não o prejudicam. As greves prejudicam o cliente, que necessita do transporte público para a sua mobilidade diária. A luta dos trabalhadores do Metro de Lisboa e da CP não é contra o povo, mas sim contra o Governa da nação.

Não é o governo que ameaça com o desemprego os trabalhadores do Metro de Lisboa e da CP, mas são as greves que ameaçam com o desemprego, os trabalhadores que necessitam dos transportes públicos.