quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Linha da Beira Baixa da Covilhã à Guarda




Hoje vou falar da importância da ligação ferroviária entre a Covilhã e a Guarda, vista numa perspectiva de ligação a Coimbra.

As gentes da Cova da Beira e particularmente os Covilhanenses conhecem bem as dificuldades que existem para se deslocarem de carro até Coimbra. Estas deslocações ocorrem pelas mais variadas razões, mas também porque o hospital da Covilhã depende em muitas especialidades dos Hospitais da Universidade de Coimbra. As deslocações de doentes são frequentes, quer para consultas quer para tratamentos.

Covilhã e Coimbra são duas cidades universitárias, movimentando em seu redor vários milhares de alunos.

As opções viárias são diversas, mas como diz o povo e muito bem, "venha o diabo e escolha":

a) Covilhã - Torre - Seia - EN17 - IC6 - IP3 - 142 km que demoram cerca de 2h30 min. No inverno, a estrada entre os Piornos e a Torre é frequentemente cortada, devido à acumulação de neve e gelo

b) Covilhã - Unhais da Serra - Vide - Vendas de Galizes - N17 - IC6 - IP3 - 147 km com muitas curvas entre Covilhã e Vendas de Galizes (79 km)

c) Covilhã - A23 - Guarda - A25 - Mangualde - Nelas - IC12 - IP3 - 200 km, sendo 108 km em autoestrada que demoram cerca de 2h40 min. a percorrer.

d) Covilhã - A23 - IC8 - IC3 - N1 - 212 km, sendo 88 km em autoestrada

e) Covilhã - A23 - A1 (nó de Torres Novas) - A1 Coimbra Sul - 298 km sempre em autoestrada, que podem ser percorridos em 2h 40 min.

Entre Coimbra e Covilhã existem várias ligações rodoviárias, sendo as 6ª feiras e domingos os dias onde a oferta é maior. Os autocarros directos demoram cerca de 3h30 min e o bilhete custa 13.40 euros.

E se a ligação ferroviária Covilhã-Guarda estivesse operacional? Quanto tempo demoraria um comboio rápido (serviço IC) entre as cidades de Covilhã e Coimbra?

Façamos contas: O serviço intercidades entre Guarda e Coimbra demora cerca de 1h55min. Da Covilhã à Guarda são 46 km, ou seja um comboio intercidades demoraria cerca de 30 minutos entre as duas cidades. Somando os dois tempos de percurso, obtemos cerca de 2h30 minutos, ou seja um tempo de percurso inferior a qualquer opção rodoviária.

Este é eventualmente mais um exemplo, onde o comboio é sem dúvida a melhor opção de mobilidade entre duas cidades fora do eixo Lisboa-Braga.

Fica a ideia ....

Nota: a imagem que ilustra este post é da estação da Guarda, numa altura em que ainda havia serviço regional entre esta cidade e a Covilhã. Nesta imagem vê-se uma Allan não modernizada, uma locomotiva da série 2600/20 e uma UTE da série 2200.

sábado, 12 de novembro de 2011

Ir (ou não) à Manifestação de Transporte Público


Hoje, 12 de Novembro de 2011 realizou-se ali para as bandas de Lisboa mais uma manifestação de funcionários públicos. Escrevo "mais uma" porque nos últimos anos, independentemente da cor política do governo, o que não faltaram foram manifestações de quase todos contra quase tudo. Quem já se esqueceu da mega-super-hiper manifestção dos professores contra o sistema de avaliação, que o então primeiro ministro José Sócrates queria impor, que juntou entre 200.000 a 300.000 pessoas?

Pois é ... agora vamos colocar a pergunta que se impõe: como se fazem deslocar todos estes manifestantes desde as suas terras de origem até ao centro da capital?
Pois é .... em autocarros .... alugados a empresas privadas, detidas de forma directa ou indirecta pelos grupos Barraqueiro ou Transdev.


Mas, perguntam vocês, por que razão não utilizam os manifestantes os transportes públicos?
Pois é .... basta ligar as televisões ou ler os jornais para ficarmos a saber que para a manifestação de hoje, vieram autocarros de todo o país, com funcionários públicos decididos a fazer ouvir a sua voz contra as políticas de austeridade do governo, contra o capitalismo desenfreado e contra a privatização de serviços essenciais.


Mas será que estes funcionários públicos não podiam fazer algo positivo em prol da diminuição do défice de exploração das empresas públicas de transportes, como a CP, Carris, ou o Metro de Lisboa?
Podiam, claro que podiam. Em vez de alugar autocarros a empresas privadas, podiam utilizar os comboios da CP, aumentando assim o número de passageiros transportados por esta empresa pública.


Do meu ponto de vista, não faz sentido que funcionários públicos que gritam palavras de ordem "contra o capitalismo" e "contra a privatização de serviços essenciais" alimentem lucros de empresas privadas que, por acaso, estão interessadas na privatização da CP, do ML e da Carris.

Pensem nisto ...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Linha do Oeste - Encerramento do Serviço Regional entre Caldas e Coimbra

A Gazeta das Caldas publica um excelente artigo assinado pelo Engº Nelson Rodrigues de Oliveira (Engenheiro civil pelo IST, Pós-graduado em engenharia ferroviária pela FEUCP) sobre o serviço regional na Linha do Oeste.


Deste artigo destaco as seguintes passagens:

"A linha do Oeste constitui um eixo ferroviário de elevada capacidade de transporte ao longo de uma das mais densamente povoadas regiões do país.
É uma infra-estrutura de transporte que tem a potencialidade de permitir a movimentação de passageiros e mercadorias em médias e longas distâncias, de forma socialmente sustentável e responsável, tendo em conta a eficiência energética, o impacte sobre o meio ambiente e a menor emissão de poluentes para a atmosfera por unidade transportada, permitindo aliviar o congestionamento rodoviário nas estradas e cidades, libertando-as para as situações em que o modo rodoviário é adequado.
A linha do Oeste, foi renovada integralmente em toda a sua extensão entre 1990 e 2004 e tem boas características de infra-estrutura, particularmente quanto à via e obras de arte, permitindo velocidades de linha entre 90 e 120 km/h. O traçado é sinuoso das Caldas para sul e bastante favorável das Caldas para norte, pelo que neste troço a velocidade máxima permitida é praticamente de 120 km/h na sua integralidade (salvo zonas pontuais), mas facilmente e com muito reduzido investimento poderia ser elevada para 160 km/h pelo menos.
O serviço que se pretende suprimir representa menos 0,9% do prejuízo financeiro anual da CP, o que é um valor irrisório e inadmissível como justificação para a supressão que se pretende fazer, especialmente quando se sabe das enormes ineficiências funcionais daquela empresa e dos desperdícios existentes em funções fora do seu “core-business”. Economia semelhante ou superior seria facilmente obtida reduzindo os enormes custos de estrutura da empresa e melhorando a produtividade dos factores de produção."

"De um total de 187 mil passageiros transportados em 2010 no troço cujo serviço se pretende suprimir, o valor anunciado para a ocupação média de 53 passageiros por comboio como justificativo adicional para a supressão, é um dos tais números que não são sérios e que nada significam.
Trata-se de um valor global para o qual se identificam imediatamente os seguintes problemas que colocam em evidência a sua falácia e inutilidade para o fim a que a sua apresentação se destina:
a) Não discrimina entre os diversos comboios que circulam na linha, contabilizando de igual forma aqueles que efectivamente circulam vazios por se realizarem em horários que a ninguém servem, e os restantes; por exemplo, se o comboio das 6h20 das Caldas para a Figueira circula vazio e o das 8h30 circula com taxa de ocupação de 106 passageiros, a ocupação média será de 53…
b) Não diferencia entre o serviço regional e “rápido”, pelo que não se tem a percepção de quais os serviços que efectivamente são procurados pelo mercado.
c) Não discrimina entre as diversas estações da linha, não evidenciando qual a procura efectiva; um comboio das Caldas para a Figueira que circule com 106 passageiros entre as Caldas e Leiria e vazio daí para cima, aparecerá nesta estatística como tendo uma ocupação média de 53…
Acresce que a linha do Oeste tem vindo, desde 1990 a ser alvo de uma constante degradação do serviço prestado, através da implementação de horários piores e de uma redução do serviço para norte das Caldas, particularmente na ligação à linha do Norte em Coimbra. Tal situação é particularmente de estranhar na medida em que é precisamente na ligação de todo o eixo Torres Vedras – Leiria para Coimbra que a linha do Oeste é competitiva com o modo rodoviário, demorando menos tempo e sendo mais barata que o autocarro, e competitiva em preço com o automóvel. Paradoxalmente, há apenas uma ligação directa a Coimbra, num horário pouco conveniente, quando existem 10 autocarros diários da Rede de Expressos… "

"Propostas para melhoria do serviço, com vista à diminuição do prejuízo financeiro da linha do Oeste a custo zero:

No imediato e a custo zero:
Reformular a oferta comercial da linha do Oeste, nomeadamente quanto à grelha horária, nos seguintes moldes:
1. Eliminar a completa separação de horários e serviços que existe nas Caldas da Rainha entre os troços a sul e a norte, para a qual não existe qualquer razão objectiva. Existe procura intra-regional no eixo Torres Vedras – Leiria que é totalmente afastada com a actual situação de horários.
2. Privilegiar o destino “Coimbra-B” como destino a norte dos comboios do eixo Torres Vedras – Leiria (em detrimento da Figueira da Foz), assegurando ligações eficazes para o Porto e linha da Beira Alta.
3. Potenciar horários que permitam as ligações pendulares entre Marinha Grande e Leiria e entre Leiria e Coimbra, mercado para o qual não há resposta.
4. Assegurar uma adequada articulação com o transporte rodoviário de passageiros regional, funcionando de forma conjugada como “feeder” do ferroviário, particularmente nos casos de Alcobaça e Nazaré em relação à estação do Valado, e entre Leiria e Leiria-estação. Aqui os municípios teriam um papel fundamental, demonstrando igualmente empenho na manutenção do serviço ferroviário.
5. Promover uma estrutura tarifária coerente que não penalize as viagens comn transbordos.
Estas medidas, de custo nulo ou muito reduzido permitiriam criar as condições para voltar a captar o mercado perdido ao longo de anos de péssimas decisões de gestão operacional, diminuindo o deficit de exploração, o que necessariamente demoraria tempo, facto de que é preciso estar consciente.

A médio prazo, com investimentos modestos graduais:
1. Instalação de sinalização electrónica e telecomando das estações, com criação de zonas de cruzamento activas, permitindo melhorar a gestão do tráfego, tornar mais fluida e segura a circulação e permitindo reduzir custos com pessoal das estações.
2. Beneficiação do material circulante da linha, de forma a criar condições mais atractivas de transporte.
3. Aumento da velocidade máxima para 140 e 160 km/h, essencialmente por medidas administrativas e eliminação/automatização de passagens de nível (apenas benéfico se conjugado com material circulante novo ou alugado – ver abaixo).
Permitiria melhorar os horários, com reduções no tempo de viagem e principalmente melhor regularidade no serviço prestado.


Outros investimentos:

1. Com novo material circulante seria possível melhorar significativamente os tempos de percurso e condições de viagem. No entanto, na presente situação do país, julga-se não ser possível tal investimento. Uma hipótese muito mais barata seria o aluguer ou aquisição de material circulante a Espanha, que o tem disponível e permitiria melhorar os tempos de percurso.
2. A tão referida electrificação, sendo um investimento bastante caro, não terá tanto benefício como as medidas acima referidas. A CP não tem material circulante eléctrico disponível para fazer circular na linha e está fora de questão adquirir novo ou em 2.ª mão (não existe).
3. A também muitas vezes referida duplicação da linha, não faz sequer sentido para uma linha como a do Oeste uma vez que não tem, nem terá, tráfego que o justifique."

in Gazeta das Caldas

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Automotoras Eléctricas CP Séries 2100/150/200

fonte: http://www.flickr.com/photos/biblarte/3992798224/

As Automotoras Eléctricas CP das Séries 2100/150/200 foram construídas pela Sorefame e entraram ao serviço respectivamente em 1970, 1977 e 1984.

Em 2004 estas automotoras foram transformadas na actual série 2240.

Na sua configuração original, tinham capacidade para 252 passageiros, sendo 60 em 1ª classe e 192 em 2ª classe. A sua velocidade máxima é de 120 km/h.

A série 2100 era composta por 24 unidades numeradas da seguinte forma:
RP2101+M2101+RP2102
RP2103+M2102+RP2104
.....
RP2145+M2123+RP2146
RP2147+M2124+RP2148

A série 2150 era composta por 18 unidades numeradas da seguinte forma:
RP2151+M2151+RP2152
RP2153+M2152+RP2154
.....
RP2183+M2167+RP2184
RP2185+M2168+RP2186

A série 2200 era composta por 15 unidades numeradas da seguinte forma:
RP2201+M2201+RP2202
RP2203+M2202+RP2204
.....
RP2227+M2214+RP2128
RP2229+M2215+RP2230

A título de curiosidade refira-se que as actuais UTE's 2295, 2296 e 2297 eram as "antigas" 2209, 2213 e 2208.
As três séries apresentavam pequenas diferenças. Por exemplo a série 2200 dsestingue-se das outras, porque tinha indicador de destino por cima da janela direita.

fonte: André Costa - http://forum.comboios.org


Em B. Lares
fonte: http://forum.comboios.org


A 2164 em Coimbra - 06 Agosto 2003 - fonte: http://ferrocarriles.wikia.com

fonte: http://www.transportes-xxi.net

Unidade da série 2200 - fonte: http://www.transportes-xxi.net



fonte: http://www.transportes-xxi.net



fonte: http://www.trains-en-voyage.com

fonte: http://www.transportes-xxi.net

A 2151 na estação de Aveiro - fonte: http://www.transportes-xxi.net

Pormenor das "consolas" de condução:

fonte: http://www.transportes-xxi.net (*1)

fonte: http://www.transportes-xxi.net

[10-10-2014] (*1) - esta imagem foi originalmente publicada no fórum Transportes XXI por "Elfoguete". Hoje recebi uma mensagem de Cláudio Amendoeira informando que a autoria da imagem é de Tiago Henriques (algures em 2004/2005).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (III)


Desde o passado dia 01 de Novembro, que o serviço intercidades entre Lisboa e Covilhã passou a ser efectuado pelas recentemente adaptadas unidades triplas eléctricas (vulgarmente designadas por UTE) 2295, 2296 e 2297.

Este material circulante construído pela Sorefame em 1984, e remodelado em 2004 para efectuar o serviço regional, está limitado à velocidade máxima de 120 km/h, ou seja , menos 40 km/h que as composições de máquina e carruagem que desde Julho passado asseguravam o serviço.
Esta limitação, aliada ao facto de existirem algumas limitações de velocidade (vulgarmente designadas por afrouxamentos) entre Mouriscas e Rodão, faz com que os atrasos nas chegadas às estações de destino tenham sido sempre superiores a 15 minutos (em alguns casos 30 minutos).
Estes atrasos fazem com que os clientes do serviço ferroviário se afastem do comboio, porque pagam mais (o bilhete de autocarro custa 13.80€ entre Lisboa e Covilhã enquanto que no comboio o preço varia entre 18.50€ e 24.00€) e porque demoram sempre muito mais do que se forem de autocarro.
Indiferente (ou talvez não), a CP continua a não apostar no serviço de passageiros na Linha da Beira Baixa, e temo que nem a introdução de portagens na A23 possa evitar a extinção do IC com ou sem despromoção do serviço à categoria de Inter-regional.

As imagens que a seguir se apresentam foram gentilmente cedidas pelo Sr. António J. Pombo e ilustram o interior da UTE 2295.

Destaco pela negativa:
- a inexistência de diferenças significativas nos bancos de 1ª e 2ª Classe;
- a existência de apenas dois WC's (na antiga composição existiam 6 WC's por comboio de 3 carruagens);
- a ausência de cortinas que protejam do sol;
- a inexistência de divisórias entre as portas e a zona dos bancos, o que faz com que nos dias de chuva e frio quem viaje junto das portas esteja sujeito ao desconforto provocado por estes elementos
- a inexistência de uma distinção frontal, pela cor ou outro elemento, entre as UTE's do serviço regional e as do serviço intercidades
- a substituição do serviço de bar por uma máquina de venda automática

Destaco pela positiva:
- a facilidade de acesso às UTE's, com portas mais largas e acesso mais fácil que as carruagens Sorefame

Interior da carruagem 1 - 1ª Classe:






Interior das carruagens 2 e 3 - 2ª Classe:







Esta é a configuração dos lugares nas carruagens 1 (1ª classe), 2 e 3 (2ª classe) - sentido da marcha de Lisboa para a Covilhã:









quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Linha da Beira Baixa - que futuro?


Estará o serviço de passageiros da linha da Beira Baixa (LBB) condenado ao fracasso? Será que a troca de material motor ocorrida ontem é o inicio do fim?

Antes de passarmos à análise crua e fria dos números, relembro que a electrificação chegou à estação das Mouriscas em 1995 e a Castelo Branco 10 anos mais tarde (16-07-2005).
- em 1997 existiam dois intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 4h20min.
- em 2004 existiam dois intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 4h05min; a troca de locomotiva era realizada no Entroncamento e demorava cerca de 25 minutos - tempo útil de viagem: 3h40min (fonte: horário CP de 11-07-2004)
- em 2008 existiam três intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 4h10min; a troca de locomotiva era realizada em Castelo Branco e demorava cerca de 15 minutos - tempo útil de viagem: 3h55min (fonte: horário CP de 14-12-2008)
- em 2011 existem três intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 3h45min; - este é também o tempo útil de viagem visto que não há troca de locomotiva

O problema da LBB não avdém dos afrouxamentos existentes entre Mouriscas e Rodão, (onde o comboio circula a 30km/h e que obrigam a atrasos sucessivos) nem dos horários pouco atractivos. O problema da LBB é estrutural.

A electrificação realizada só por si não resolveu quase nada. Quando comparados, os tempos de percurso de 2004 e 2011 são quase idênticos, se descontarmos o tempo gasto na troca de locomotiva.

Então o que correu mal na LBB? Foi a falta de investimento na requalificação da infraestrutura, onde além da catenária, pouco mais mudou. Continuam a existir muitos km's com travessas de madeira e carril de barra curta.
As velocidades praticadas continuam muito idênticas às dos anos 90 do século passado. Estará o serviço de passageiros condenado? Talvez não, visto que a introdução de portagens na A23 vai trazer muitos clientes para o transporte público. Vamos ver se a CP vai aproveitar a oportunidade.

sábado, 29 de outubro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (II)

Já por aqui tínhamos referido, que as UTE's 2295, 2296 e 2297 estavam a ser intervencionadas, no sentido de serem colocadas no serviço Intercidades da Beira-Baixa. Uma destas unidades andou no passado dia 14 de Outubro pela Beira-Baixa numa operação de charme .... apesar da sua idade, exteriormente têm bom aspecto.

Recordo que este material foi construído pela Sorefame em 1984 (série 2100) e remodelado 20 anos mais tarde.

Para compras de lugares a partir do próximo dia 01 de Novembro, o site da CP já apresenta a configuração das UTE's remodeladas:
Neste exemplo, efectuava-se a compra de um lugar no IC 541 (carruagem 1) com regresso no IC 544 (carruagem 81).


Link

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Remodelação das UQE's CP Série 3500

Em 1999, a CP adquiriu 12 UQE's de 2 pisos, construídas pela Alston/CAF, destinadas aos serviços urbanos de Lisboa. Cada unidade é composta por 2 motoras e 2 reboques dispostos em M+R+R+M e numerados de 3519 a 3530 e de 3569 a 3580.
Com uma lotação de 480 lugares sentados e 410 de pé, estas unidades realizam os comboios urbanos de Azambuja e Castanheira do Ribatejo e ainda alguns comboios curtos na linha de Sintra.
A sua velocidade máxima é de 140 km/h.

Apesar de só terem passado 12 anos sobre a sua entrada ao serviço, estas unidades começaram a entrar na oficina para remodelação. Exteriormente, além do habitual tratamento à chapa, é alterada a cor, que passa de verde para vermelho e são substituídas as janelas, principalmente porque o vidro foi muito maltratado pelos produtos utilizados na limpeza de grafities.

As imagens seguintes ilustram uma das unidades que já se encontra nas oficinas do Entroncamento:


Curiosamente, ou talvez não, as deslocações das UQE da série 3500 ao Entroncamento são sempre efectuadas a reboque de uma outra UQE ... da série 2300/2400.

Foto de José Sousa (recebida por e-mail, mas devidamente identificada).

Foto de André Lourenço (recebida por e-mail, mas devidamente identificada).


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Plano de Expansão do ML em 2005

Corria então o ano de 2005, e esta era a rede do Metropolitano de Lisboa:
No ano anterior, o metro tinha chegado à Amadora e a Odivelas, aumentando a rede em cerca de 7 km.

Em 2005, estava em obra a extensão da linha Vermelha a São Sebastião:

Previa-se nessa altura realizar expansões em todas as linhas:
- na linha Verde, extender de Telheiras à Pontinha, permitindo assim, fechar o anel verde/azul.
- na linha Vermelha, extender ao Aeroporto (parece que a inauguração será em 2012), e a Sacavém, passando pela Portela:
- na linha Amarela, expandir até Alcântara, permitindo assim um rápido acesso à zona do Marquês de Pombal e Avenidas Novas, dos passageiros provenientes da Linha de Cascais:

Por esta altura, publicavam-se artigos na imprensa onde se falava da linha da "Linha das Colinas", uma linha com voltas e voltinhas de utilidade muito duvidosa:

A título de curiosidade, publicam-se aqui três fotos, de autor desconhecido, obtidas muito provavelmente entre 2004 e 2005:

- estação do Campo Grande, com a M-233 à espera de sinal para arrancar em direcção a Telheiras (lettering M-255 ainda em vermelho)
- uma composição ML-95 com a decoração da Superbock:
- a composição M319+R320+M321, que actualmente circula na linha Verde sem o reboque R320