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domingo, 22 de setembro de 2013

Acidente na Amadora (Venda Nova) - 31 Janeiro 1980

No dia 31 de Janeiro de 1980, entre as estações da Amadora e da Damaia, uma UTE que efectuava serviço suburbano colidiu com uma composição, formada por uma motora e um reboque Allan, que se encontrava imobilizada na via. 
Do acidente resultaram cerca de 70 feridos.



As imagens que se seguem ilustram este acidente:



fonte: "A view of the accident between a railbus and a train, in Venda Nova, on 31th January 1980. LUIS VASCONCELOS / LUSA PRT VENDAS NOVAS LUSA © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A."





Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Porcalhota vs. Amadora

"A Porcalhota, que esteve na origem da Amadora, foi um topónimo que a tradição oral atribui ao apelido de Vasco Porcalho, comendador-mor da Ordem de Avis e protagonista da Batalha de Aljubarrota. Não há documentação específica conhecida da ligação deste Vasco Porcalho à Porcalhota, mas esta ligação só pode ter ocorrido antes da crise de 1383-1385 em que Vasco Porcalho foi protagonista. As suas propriedades estendiam-se até ao sopé da Serra de S. Marco. Partidário do Reino de Castela, Vasco Porcalho fugiu para Cáceres após a derrota dos castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Pensa-se que era casado em Portugal e aqui teria deixado a mulher e a filha, a quem a tradição atribui a origem do topónimo."
 
"Incialmente designada como Porcalhota, foi renomeada, por despacho de 28 de Outubro de 1907, e a pedido da população local ao rei D. Carlos, como Amadora. O espaço da Porcalhota fizera parte da freguesia de Benfica, em Lisboa, mas na sequência das reorganizações administrativas do fim do século XIX, passou para o concelho de Oeiras, como lugar da freguesia de Carnaxide, da qual se desmembrou em 17 de Abril de 1916, e tendo como orago Nossa Senhora da Conceição.

Em 24 de Junho de 1937, a Amadora foi elevada a vila e, continuando a sende de desenvolvimento, tornou-se sede de concelho (11 de Setembro de 1979) e, dias mais tarde, foi elevada a cidade (17 de Setembro de 1979). Nesse mesmo dia, a freguesia da Amadora foi extinta, dando lugar a sete novas freguesias: Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira-Venda Nova, Mina e Reboleira."
 
A história recente da cidade da Amadora está intimamente ligada à construção da Linha de Sintra. Inaugurada em 1887, a Linha de Sintra ligava as estações de Alcântara-Terra a Sintra, numa extensão total de 27.2 km. Em Junho de 1891 era inaugurado o túnel do Rossio, passando esta estação a ser ponto de partida e chegada de alguns comboios.

Em 6 de Abril de 1955, foi assinado o contrato de electrificação da Linha de Sintra, e do troço entre Lisboa e Carregado da Linha do Norte.
A electrificação da Linha de Sintra foi inaugurada oficialmente em 28 de Abril de 1956, tendo a cerimónia sido integrada nas comemorações do centenário dos caminhos de ferro em Portugal. Em Abril do ano seguinte, entraram ao serviço as primeiras automotoras eléctricas da Linha de Sintra, da Série 2000.
 
Segundo dados do I.N.E., em 1890 residiam na Amadora (então denominada de Porcalhota) cerca de 1500 pessoas. E 1960 este número ascendia já a cerca de 50.000 tendo duplicado em 10 anos e triplicado em 1980 (cerca de 160.000 habitantes).


O crescimento desenfreado dos suburbios de Lisboa levou a um crescimento exponencial da procura de transporte ferroviário. A CP nem sempre conseguiu acompanhar esta procura, sendo a oferta de lugares quase sempre deficitária. Nos anos 80 do século passado era frequente ver comboios completamemte apinhados e com passageiros literalmente pendurados nas portas e janelas.



Em 17 de Maio de 1997, celebraram-se os 40 anos da electrificação desta Linha, tendo sido realizado um serviço especial até Sintra, efectuado por uma composição formada por uma locomotiva da Série 2500 e várias carruagens Schindler; a locomotiva foi substituída, na Estação de Agualva-Cacém, pela locomotiva a vapor número 14, que continuou a viagem até Sintra. Após uma visita aos Elétricos da Praia das Maçãs, o regresso até à Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia foi efectuado numa composição traccionada pela locomotiva a vapor 0187. A comitiva incluiu o então Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, e o Presidente da Câmara Municipal de Sintra.

 
Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.  
Nota 3: A "Linha de Lisboa a Cintra e Torres Vedras" é hoje denominada de Linha de Sintra (entre Rossio e Sintra) e Linha do Oeste (entre o Cacém e Figueira da Foz).
 
 
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (III)


Desde o passado dia 01 de Novembro, que o serviço intercidades entre Lisboa e Covilhã passou a ser efectuado pelas recentemente adaptadas unidades triplas eléctricas (vulgarmente designadas por UTE) 2295, 2296 e 2297.

Este material circulante construído pela Sorefame em 1984, e remodelado em 2004 para efectuar o serviço regional, está limitado à velocidade máxima de 120 km/h, ou seja , menos 40 km/h que as composições de máquina e carruagem que desde Julho passado asseguravam o serviço.
Esta limitação, aliada ao facto de existirem algumas limitações de velocidade (vulgarmente designadas por afrouxamentos) entre Mouriscas e Rodão, faz com que os atrasos nas chegadas às estações de destino tenham sido sempre superiores a 15 minutos (em alguns casos 30 minutos).
Estes atrasos fazem com que os clientes do serviço ferroviário se afastem do comboio, porque pagam mais (o bilhete de autocarro custa 13.80€ entre Lisboa e Covilhã enquanto que no comboio o preço varia entre 18.50€ e 24.00€) e porque demoram sempre muito mais do que se forem de autocarro.
Indiferente (ou talvez não), a CP continua a não apostar no serviço de passageiros na Linha da Beira Baixa, e temo que nem a introdução de portagens na A23 possa evitar a extinção do IC com ou sem despromoção do serviço à categoria de Inter-regional.

As imagens que a seguir se apresentam foram gentilmente cedidas pelo Sr. António J. Pombo e ilustram o interior da UTE 2295.

Destaco pela negativa:
- a inexistência de diferenças significativas nos bancos de 1ª e 2ª Classe;
- a existência de apenas dois WC's (na antiga composição existiam 6 WC's por comboio de 3 carruagens);
- a ausência de cortinas que protejam do sol;
- a inexistência de divisórias entre as portas e a zona dos bancos, o que faz com que nos dias de chuva e frio quem viaje junto das portas esteja sujeito ao desconforto provocado por estes elementos
- a inexistência de uma distinção frontal, pela cor ou outro elemento, entre as UTE's do serviço regional e as do serviço intercidades
- a substituição do serviço de bar por uma máquina de venda automática

Destaco pela positiva:
- a facilidade de acesso às UTE's, com portas mais largas e acesso mais fácil que as carruagens Sorefame

Interior da carruagem 1 - 1ª Classe:






Interior das carruagens 2 e 3 - 2ª Classe:







Esta é a configuração dos lugares nas carruagens 1 (1ª classe), 2 e 3 (2ª classe) - sentido da marcha de Lisboa para a Covilhã:









sábado, 29 de outubro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (II)

Já por aqui tínhamos referido, que as UTE's 2295, 2296 e 2297 estavam a ser intervencionadas, no sentido de serem colocadas no serviço Intercidades da Beira-Baixa. Uma destas unidades andou no passado dia 14 de Outubro pela Beira-Baixa numa operação de charme .... apesar da sua idade, exteriormente têm bom aspecto.

Recordo que este material foi construído pela Sorefame em 1984 (série 2100) e remodelado 20 anos mais tarde.

Para compras de lugares a partir do próximo dia 01 de Novembro, o site da CP já apresenta a configuração das UTE's remodeladas:
Neste exemplo, efectuava-se a compra de um lugar no IC 541 (carruagem 1) com regresso no IC 544 (carruagem 81).


Link

sábado, 15 de outubro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa


Já por aqui tínhamos referido, que as UTE's 2295, 2296 e 2297 estavam a ser intervencionadas, no sentido de serem colocadas no serviço Intercidades da Beira-Baixa.
Sem pompa ou circunstância, foi anunciado que uma destas unidades estaria ontem em exposição pública nas estações de Castelo Branco e Covilhã. Pois bem .... assim aconteceu. Rezam as crónicas que, na passada 5ª feira, a UTE 2295 subiu do Entroncamento para Castelo Branco a reboque do Regional 5625. Esteve em exposição na estação desta cidade, de onde partiu, a reboque do Regional 5675 para a cidade da Covilhã.


Contrariamente ao inicialmente anunciado, não foi hoje que se deu início à exploração do serviço IC com estas unidades. Fontes geralmente muito mal informadas, garantiram-nos que a decisão foi adiada por duas semanas. A ver vamos.
Para memória futura, ficam aqui alguns registos fotográficos que me foram gentilmente enviados por e-mail, mas cuja proveniência é muito provavelmente o grupo Ferroviários do Facebook.





Fotos de Jaime Prata in Grupo Ferroviários no Facebook.

domingo, 25 de setembro de 2011

Remodelação da UTE 2295

À semelhança do que já aconteceu com duas unidades UDD da série 0450, a UTE 2295 está a ser remodelada. Escrevo remodelada porque se trata de uma operação de substituição dos bancos e pouco mais. Fontes geralmente mal informadas garantem que além da 2295 há mais duas UTE's em fase de remodelação. As mesmas fontes veicularam ainda que estas unidades se destinam aos serviços intercidades da Beira-Baixa.
Pois ... mas tem alguma lógica. Os comboios que fazem o serviço entre Lisboa e Covilhã, raramente ultrapassam os 120 km/h, sendo a sua velocidade muito reduzida no troço compreendido entre a estação das Mouriscas (bifurcação para o Ramal do Pego) e a estação de Rodão. Consequência do mau estado da via, em alguns locais a velocidade não ultrapassa os 30 km/h, o que provoca alguns atrasos na circulação.
Sendo assim, de que adianta ter locomotivas que podem andar a 200 km/h a fazer serviços que não necessitam de tais velocidades?
Pois ... as mesmas fontes garantem também que a operação do serviço com as UTE's é mais económica, visto que dispensa as manobras na Covilhã. Mas do ponto de vista do Cliente, será um retrocesso, visto que os comboios de carruagem são sempre identificados como sendo mais confortáveis que estas automotoras.
Veremos ... uma coisa é certa: os vidros sujos e envelhecidos de algumas carruagens Sorefame já faziam com que algumas pessoas reclamassem ... afinal quem viaja na linha da Beira-Baixa quer desfrutar das suas belas paisagens e monumentos, como as Portas de Rodão ou o Castelo de Almourol.

As fotos que aqui se apresentam, foram-me enviadas por e-mail, mas a sua proveniência é muito provavelmente o facebook.