terça-feira, 31 de março de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve VIII

 
Carris marca greve para o mesmo dia do Metro
Protesto visa defender que a empresa se mantenha na esfera pública "porque acreditamos que servirá melhor os utentes", sublinha o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), Sérgio Monte.
Os trabalhadores da Carris vão efetuar uma greve de 24 horas a 10 de abril, no mesmo dia em que está marcada uma greve do Metropolitano de Lisboa, em protesto contra a subconcessão da transportadora, disse fonte sindical.
A paralisação, que se vai realizar entre as 00h00 e as 24h00 de dia 10 de abril, visa "protestar contra a subconcessão" e defender que a empresa se mantenha na esfera pública "porque acreditamos que servirá melhor os utentes", disse à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), Sérgio Monte.
Na origem da greve está a publicação em Diário da República, na passada segunda-feira, do concurso público internacional da Carris e do Metropolitano de Lisboa, que estabelece que os candidatos têm até meados de maio para apresentar propostas.
De acordo com o anúncio, o critério de escolha para a adjudicação da subconcessão será o preço mais baixo apresentado pelos candidatos.
"Os sindicatos e as comissões de trabalhadores não foram minimamente tidos nem achados neste processo, que foi também feito à margem dos trabalhadores", criticou o sindicalista Sérgio Monte.
Na semana passada, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) anunciou um pré-aviso de greve de 24 horas para sexta-feira, 10 de abril, "em defesa da empresa pública, contra a privatização" do Metro de Lisboa. A realizar-se, esta será a quarta greve no Metropolitano deste ano.
Questionado se a convocação da greve dos trabalhadores da Carris está relacionada com o pré-aviso dos funcionários do Metropolitano, Sérgio Monte explicou que "não houve articulação com o Metro" (a), mas "como o anúncio do concurso [de subconcessão] saiu em simultâneo, achámos que seria mais fácil mobilizar os trabalhadores".
O responsável deu ainda conta de "algum receio e algum pânico" junto dos trabalhadores da Carris, sendo que "já existem movimentações na empresa de diretores a dizerem quem são os trabalhadores que ficam e os que não ficam".
Para além disso, "põe-se a hipótese de despedimento coletivo", afirmou.
A Câmara de Lisboa, de maioria socialista, aprovou na passada terça-feira uma moção para mandatar o presidente do município, António Costa, a "intentar todas as ações judiciais ou arbitrais, incluindo procedimentos cautelares, que se revelem necessárias à defesa dos interesses do município de Lisboa em matéria de gestão das redes de transportes públicos urbanos".
Sobre esta questão, Sérgio Monte considerou que "se a Câmara estivesse diretamente envolvida [na gestão dos transportes na cidade] poderia melhorar" questões como a alteração de paragens, que tem de ser feita através de requerimentos ao município.
O sindicalista exemplificou que em Paris é à autarquia que cabe a gestão dos transportes na cidade e é "só copiar" esse modelo.
Relativamente aos serviços mínimos, ainda não estão previstos e terão de ser decretados pelo Tribunal Arbitral já que o sindicato não chegou a acordo com o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, contou Sérgio Monte.
Questionada pela agência Lusa, a Carris confirmou que recebeu o pré-aviso de greve.

in http://expresso.sapo.pt/carris-marca-greve-para-o-mesmo-dia-do-metro=f917762

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(a)
A FECTRANS e o STRUP, enquanto estruturas da CGTP-IN na Carris, têm mantido desde há muito uma atitude sistemática de procura de entendimento entre as várias ORT's na empresa, (através de vários convites para reunião destas estruturas), que permitam a conjugação de posições, para de forma eficaz criar as condições para UNIR TODOS OS TRABALHADORES no processo de defesa dos seus postos de trabalho e do Acordo de Empresa e lutar contra a razão que os mete em causa a privatização/concessão da empresa, cujo concurso foi lançado na passada segunda-feira.

in http://www.fectrans.pt/index.php/sectores/rodoviario-urbano/1021-unir-contra-a-concessao-privatização
Comunicado aos trabalhadores da Carris: http://www.fectrans.pt/images/informacao/comunicados/Carris_01_2015.pdf

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Com o anúncio da abertura do concurso para a subconcessão/privatização da Metro e da Carris, a luta entrou numa nova fase e, nesse sentido, para além do Encontro de Representantes dos Trabalhadores do Metro, Carris, Transtejo e Soflusa, as organizações de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, na execução do mandato recebido, entregaram um pré-aviso de greve, de 24 horas, para o dia 10 de Abril, numa luta em defesa da empresa pública, contra a privatização.


Nota do autor deste espaço: houve ou não articulalão entre sindicatos do Metro e da Carris? Obviamente que houve .... basta ler com atenção o que está no site da FECTRANS e no comunicado aos trabalhadores da Carris.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve VII

Depois da greve de dia 24 ....




Mas afinal ....

Depois da greve de ontem, que paralisou, novamente, toda a actividade da empresa, as organizações representativas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, decidiram o adiamento da greve de dia 27 de Fevereiro, para os dias 16 e 18 de Março, esperando que a reunião de dia 6 de Março, com os representantes da empresa seja produtiva e evite futuros conflitos.
O comunicado tem o seguinte teor:
Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa bem como a CT, reuniram ontem no final do período de greve referente às áreas operacionais, em Calvanas, analisaram o quadro social existente e decidiram:
Saudar em primeiro lugar mais uma grande jornada de luta, onde a esmagadora maioria dos trabalhadores reafirmou a sua determinação e coragem respeitando democraticamente as decisões tomadas no último plenário geral de Trabalhadores;

Reafirmar a unidade na ação de todas as organizações, no respeito pelas diferenças, mas tendo como principal objetivo a direção de uma luta que embora já longa tem defendido os interesses dos Trabalhadores;

Analisar a reunião que decorreu no passado dia 19 (cujo resultado já demos nota em comunicado) e da qual ficou marcada nova reunião para concretizar as respostas a todos os problemas por nós elencados para o próximo dia 6 de Março pelas 10h30 no PMO III.

Desconvocar a greve do próximo dia 27, adiando este período de luta, para os próximos dias 16 e 18 de Março, nos mesmos moldes da que ontem realizamos.

Acreditamos ser esta a demonstração inequívoca de que a resolução de todos os problemas é da total responsabilidade do CA, e que depende da reunião de dia 6, o evitar não só estes períodos de greve, mas também o agudizar da mesma.Neste sentido as ORT´s procederão à entrega do aviso prévio de greve na próxima sexta-feira no período da manhã.À tentativa de promoção de desmobilização de forma ideológica e baseada em falsidades a resposta é a Inteligência dos Trabalhadores.Não nos deixemos dividir, todos e cada um de nós é determinante para o êxito da nossa luta!


in www.fectrans.pt




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CP põe material circulante à venda, mas continua a alugar em Espanha (artigo do jornal Público 27/01/2015)

A CP tem à venda material diesel com o qual espera obter receitas de 7,7 milhões de euros. A lista consta do site da Ozark Moutain Railcar, uma empresa com sede no Texas, com a qual a transportadora ferroviária tem um acordo para a venda destes comboios. A empresa continua, no entanto, a alugar automotoras à espanhola Renfe. Ao todo estão à venda 26 locomotivas, 30 carruagens e 15 automotoras UTD (Unidades Triplas Diesel) num total de 101 veículos ferroviários.

"Não existe um contrato com a Ozark Mountain Railcar, mas sim um acordo que permite a essa empresa promover a intenção de venda de material circulante da CP”, disse ao PÚBLICO fonte oficial da empresa, que explicou que esse acordo não tem quaisquer custos para a CP “uma vez que é estipulado o preço que esta empresa pretende receber e a Ozark adiciona ao mesmo a sua comissão”.

Trata-se de uma situação diferente da que ocorreu há três anos quando uma empresa sedeada em Singapura pôs à venda 11 automotoras da CP sem que esta soubesse. O anúncio acabou por ser removido do site do broker depois de o PÚBLICO ter questionado a transportadora pública sobre aquela alegada venda.

Agora, a venda é oficial, explicando a CP que este material não é necessário à operação e admitindo ainda vir a alienar mais carruagens, locomotivas e automotoras a diesel que estão fora de serviço. Parte deste material foi reabilitado nas oficinas da EMEF para ser vendido para a Argentina, mas acabou por não embarcar porque o cliente não pagou. Está todo em estado de funcionamento.

Os comboios podem ser eléctricos ou a diesel e a CP sublinha que “nenhum deste material a motor [colocado à venda] é de tracção eléctrica”. Contudo, é precisamente a frota de material eléctrico da CP que é – actualmente – excedentária. Na frota diesel, a empresa tem grandes carências, o que a levou a alugar 17 automotoras à sua congénere espanhola Renfe em 2010.

A CP não quis divulgar quanto paga aos espanhóis pelo aluguer deste material, apesar de, após queixa do PÚBLICO, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos ter deliberado que essa informação deveria ser pública. Um tribunal de primeira instância condenou também a CP a fornecer ao PÚBLICO os documentos relativos a esse negócio, mas a empresa recorreu com base em questões de natureza processual.

A maioria dos 101 veículos postos à venda está em estado de circulação. São velhos e têm custos de manutenção bastante elevados, razão pela qual a empresa os retirou da operação. Têm ainda a agravante de não ter ar condicionado, que a CP considera hoje em dia fundamental em todos os seus serviços.

No caso da linha do Douro, onde grande parte da procura é por motivos turísticos, as “novas” automotoras não permitem abrir as janelas e desfrutar da paisagem. E, como andam constantemente grafitadas, há passageiros que nem sequer conseguem ver através dos vidros, situação que não se verificaria se as janelas se abrissem.

Por outro lado, as automotoras alugadas (em serviço no Douro e no Minho) também são velhas e já nem sequer circulavam na rede espanhola. Ou seja, a CP tem à venda material que retirou do serviço, mas aluga material que a Renfe também já tinham retirado de circulação.

A CP nunca fez as contas entre os custos de utilizar o seu próprio material envelhecido e os custos do aluguer das automotoras espanholas. Por uma razão simples: o primeiro aluguer, que foi feito em 2010, deveria durar apenas cinco anos, tempo suficiente para a Refer electrificar as principais linhas da rede ferroviária nacional onde ainda se circula a diesel. Só que os investimentos não avançaram e a CP acabou por ter de prolongar o aluguer.

Em Março do ano passado, assinou um novo contrato com a Renfe, no qual acrescenta mais três composições, passando a 20 o total de automotoras alugadas. A situação actual é, assim, o resultado de actos de gestão que são planos de contingência, aos quais se seguem outros planos de contingência porque as soluções são, à partida, provisórias.

in Jornal Público

Nota: Pelo que sei, estão à venda as locomotivas diesel a série 1550, algumas carruagens Sorefame nao remodeladas e as automotoras da série 600/650.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Linha de Cascais - EMEF Oeiras (artigo do jornal Público 25/01/2015)

Viagem ao "hospital" que trata os velhinhos comboios de Cascais
CARLOS CIPRIANO 25/01/2015 - 08:33
Nas oficinas da EMEF em Oeiras tenta-se manter comboios já com muitos anos de percurso em cima dos carris. Há motores dos anos 60 e carruagens cuja estrutura data de 1926.

“Não é por acaso que numa oficina de comboios eléctricos temos 20 mecânicos e 10 electricistas. A grande componente disto é mecânica”. O desabafo é de José Rola, responsável pelas oficinas da EMEF de Oeiras, onde é feita a reparação e manutenção dos comboios da linha de Cascais, uma das frotas mais antigas da CP.

Há carruagens cuja estrutura data de 1926. E os motores mais recentes são de 1979. A maioria é dos anos 60 e têm problemas, não só porque são velhos, mas porque foram feitos para funcionar com uma cadeia de tracção que não é a actual. É que nos anos 90 os comboios da linha de Cascais foram alvo de uma remodelação que os dotou de ar condicionado, melhores assentos, novas cabines de condução e um design mais moderno.

Mas estruturalmente pouco ou nada mudaram. E mesmo a nova cadeia de tracção introduzida trouxe problemas porque, como explica José Rola, “alterou-se o contexto em que o motor está a funcionar e isso provoca-lhe uma sobrecarga”. Daí o elevado número de avarias.

“Ainda não encontrámos a solução. É um dos pontos fracos”, reconhece este engenheiro, responsável também pelas oficinas da EMEF de Campolide, Santa Apolónia, Barreiro, Poceirão e Vila Real de Santo António. A empresa tem uma parceria com a Faculdade de Engenharia do Porto, que está à procura de soluções para minimizar estes problemas na tracção dos comboios.

São 37 as pessoas que trabalham nas oficinas de Oeiras, de segunda a sexta-feira entre as 8h00 e as 17h00. Há ainda um turno em que um electricista e um mecânico se deslocam, da meia-noite às 8h00, ao parque de material de Carcavelos para fazerem pequenas reparações nos comboios que ali ficam estacionados.

José Rola admite que seria desejável terem turnos durante a noite em Oeiras para responder a alguns picos de trabalho, mas diz que basta uma carrinha ir descarregar material fora de horas para terem a PSP à porta a dizer que os vizinhos se queixam do barulho. Não é fácil ter uma oficina no centro de uma cidade, apesar de, tradicionalmente, estas instalações serem fabris há muitos anos pois ali funcionou a antiga Fundição de Oeiras.

Toda a manutenção dos 30 comboios que circulam na linha de Cascais é difícil. Até nos próprios bogies (rodados), que têm uma tipologia muito antiga, o que obriga ao uso de mão de obra intensiva e a uma elevada componente mecânica. Comparada com a manutenção dos outros comboios eléctricos da CP, não há dúvida que esta frota é a mais cara de manter e a que tem mais avarias.

Em 8 de Fevereiro de 2013 dois destes comboios descarrilaram em Algés e Caxias. Não houve feridos. O relatório concluiu que a ruptura do veio motor de um dos rodados “esteve na origem e na cadeia de eventos que conduziram a dois descarrilamentos”.

José Rola explica que a EMEF aprendeu com estes acidentes e que isto não voltará a repetir-se. A empresa está a proceder à substituição dos veios mais antigos e reduziu o espaçamento com que este material era inspeccionado através de ultra-sons para verificar se existe alguma fissura. “Não é suposto voltar a acontecer mais acidentes destes. Risco zero não existe, mas é muito próximo disto que estamos a trabalhar”, diz.

A média de idades do pessoal de Oeiras é de 48 anos. Há décadas que ouvem dizer que o fim deste material – que conhecem como a palma das suas mãos – está para breve porque em breve a linha de Cascais vai ser modernizada e virão aí comboios novos. Cada nova grande reparação avizinha-se como sendo a última porque não há Governo que não prometa uma solução nova para este material envelhecido.

Mas os sucessivos planos de contingência e upgrades para manter o material sobre os carris não parecem desmotivar os mecânicos e electricistas que aqui trabalham. “As pessoas vivem isto como se fosse a sua segunda casa e a sua segunda família. Não tenho dúvidas sobre a sua vontade e dedicação”, diz o engenheiro chefe.

Diariamente a EMEF disponibiliza à CP 26 comboios, mantendo quatro em oficina. Trata-se de um rácio pesado. Por exemplo, a Fertagus, que tem comboios novos, possui 17 em operação e um em oficina. Mas aqui a provecta idade deste material obriga a estas imobilizações, que por vezes aumentam quando há avarias ou actos de vandalismo.

“Ainda na semana passada partiram-nos uns vidros e lá tivemos que suprimir comboios porque a composição não pode prosseguir”, diz José Rola. O vandalismo é, aliás, um dos motivos que complica a manutenção da frota e que leva a que o pessoal da EMEF de Oeiras se desloque, por vezes, ao Cais de Sodré e a Cascais para procederem, nas extremidades da linha, a pequenas reparações.

Uma pedra que parte um vidro é o suficiente para que um comboio fique imobilizado. O que significa que a rotação seguinte não pode ser feita e, de uma assentada, se suprimam vários comboios. Os efeitos do vandalismo têm aumentado tanto que a EMEF passou a fazer uma contabilidade analítica que especifica ao seu cliente CP quais as reparações por motivo de avaria e quais as que foram provocadas por distúrbios.

E há também um problema - comum a toda a rede da CP - que são os suicídios na linha. Por recomendação da Organização Mundial da Saúde, nem a empresa nem a comunicação social noticiam estes casos por causa do efeito de réplica. Por isso apenas é comunicado que houve um “incidente técnico”. Mas o resultado é sempre o mesmo: centenas ou milhares de passageiros furibundos atribuem a culpa à CP.

E também não é só o operador o único responsável pelo desconforto dos comboios desta linha. É certo que os solavancos, as trepidações e as vibrações se devem ao facto de o material ser velho.

Mas não só. Também a infra-estrutura não é nova.

A linha de Cascais está igualmente envelhecida, a precisar de uma renovação profunda que remova carris, travessas e brita, substitua o próprio leito de via e sobre ela assente uma nova infra-estrutura no qual os comboios deslizem suavemente sem que os passageiros sintam qualquer incómodo.

Mas até lá uma linha velha faz aumentar os factores de stress sobre o material. “Toda a fadiga induzida sobre os veículos seria reduzida se tivéssemos uma linha nova”, conta José Rola. “Ainda no sábado passado teve que se interromper a circulação porque se descobriu um carril partido que teve de ser soldado”.

Os problemas na infra-estrutura são da responsabilidade da Refer. A EMEF apenas repara e mantém os comboios. E a CP trata da exploração. Mas as três são empresas públicas sob a mesma tutela. O governo, que tem vindo a anunciar a concessão da linha de Cascais, ainda não definiu se esta será feita só na operação ou se envolve a linha como um todo.

“Não consigo separar o binómio roda-carril”, diz o responsável. “Se a linha for velha e os comboios forem novos, é difícil garantir boa comodidade. E o mesmo acontece se a linha for nova e os comboios forem velhos”. Pior mesmo é serem ambos – linha e comboios – velhos.

Complexidade técnica atrasa concessão
O governo anunciou em 2011 a concessão da linha de Cascais, naquilo que seria uma experiência-piloto para replicar noutras linhas suburbanas. Mas agora, em fim de mandato, nem os cadernos de encargos estão preparados nem o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, anunciou ainda qual o modelo - de entre os vários possíveis - escolhido para a privatização da linha.

Os candidatos à concessão terão de investir na infra-estrutura ou isso caberá ao Estado? Terão de comprar comboios novos ou usarão os velhos? Usarão outros comboios da CP? Em que condições? E como se processa a passagem do sistema de alimentação em 1500 volts em corrente contínua para os 25000 volts em corrente alterna? E quem pagará as alterações nas plataformas se outros comboios da CP/Lisboa vierem para Cascais? E com que horários, visto que não há composições que cheguem para assegurar a oferta actual?

Questões que parecem ter enredado a tutela e que conduziram a sucessivos adiamentos. Para já, o governo decidiu que, em vez de ser a CP a concedente, será a futura empresa Infraestruturas de Portugal, que reúne a Refer com a Estradas de Portugal a gerir o concurso público. O dossier está agora nas mãos de António Ramalho.

Até que algo se decida, o processo decorra e a linha de Cascais venha um dia a ser gerida por um concessionário, os 34 operários da EMEF em Oeiras vão continuar a manter os 30 comboios em serviço nesta linha, procurando que todos os dias os passageiros possam continuar a viajar, desconfortáveis, mas seguros.


in Jornal Público

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CP vai repor quatro comboios rápidos na Linha de Cascais

A CP-Comboios de Portugal decidiu repor quatro dos 51 comboios que foram suprimidos na Linha de Cascais fora da hora de ponta, desde o passado domingo.

"Desde o início que dissemos que íamos monitorizar a situação e dado que os autarcas se manifestaram e reuniram connosco, chegámos a esta conclusão, de forma consensual, de repor quatro comboios rápidos, dois até Cascais e outros dois até Oeiras", disse à agência Lusa a porta-voz da CP, Ana Portela.

A responsável adiantou que a hora de ponta, que antes vigorava entre as 17h00 e as 20h00, foi alargada até às 20h30.

"Nesse período após as 20h00 vão circular mais quatro comboios rápidos (dois para Cascais e dois para Oeiras). Quer isto dizer que em vez de termos suprimido 51 comboios, foram só 47", explicou Ana Portela. A nova medida, acrescentou, deve entrar em vigor a partir de 1 de Fevereiro.

O presidente da Câmara de Cascais congratulou-se, entretanto, com a decisão da CP, mas alertou para a "necessidade urgente" de investimento naquela linha ferroviária. "O secretário de Estado dos Transportes garantiu que o processo de investimento na Linha de Cascais é uma prioridade do Governo na Área Metropolitana de Lisboa e, nesse sentido, foi já transmitido à nova administração da REFER, empossada há dias, as orientações que levarão, a muito curto prazo, a conduzir o processo de investimento e de concessão de serviço na linha", acrescentou Carlos Carreiras, numa nota escrita enviada à Lusa.

Desde domingo que a Linha de Cascais passou a ter menos 51 comboios - os que faziam o trajecto rápido entre as 10h00 e as 17h00 - e novos horários de circulação. Circulavam 251 comboios por dia e agora circulam 200.

A decisão, segundo a CP, surgiu após uma análise feita à procura daquela linha férrea, em que se constatou que o volume total de passageiros naquele período, cerca de 11%, não justificava a frequência de comboios rápidos.

in http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=175963

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve VI (17 e 22 de Dezembro há mais do mesmo!)



Mais duas greves, dos senhores que já nos habituaram a isto. Até quando?

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa convocaram uma greve para o dia 22 de dezembro, disse esta sexta-feira a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, Anabela Carvalheira.

De acordo com Anabela Carvalheira, a greve, de 24 horas, foi decidida, esta sexta-feira, durante um plenário realizado em frente às instalações da empresa na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa, ao qual se seguiu uma manifestação até à sede da empresa, em Picoas, onde foram entregues as conclusões do plenário.

Esta greve é convocada "em defesa do serviço público da empresa" e pela "resolução dos diversos problemas socio-laborais existentes".

Para uns dias antes, a 17 de dezembro, está convocada uma outra greve de 24 horas, mas esta do setor da Exploração Operacional do Metro, que inclui os maquinistas.

Num comunicado divulgado no seu site, a Fectrans alega que a direção da empresa faz "tábua rasa do Acordo de Empresa, dos protocolos e regulamentos que se aplicam nas áreas sobre sua jurisdição, ensaiando - como se de cobaias se tratassem - diversos modelos, diversos horários, diversas ameaças, e diversos 'castigos' a aplicar aos trabalhadores".

"Os trabalhadores da Exploração Operacional estão agora - mais do que nunca - confrontados com a prepotência da sua direção, depois de várias tentativas para chegar a alguns entendimentos, nomeadamente com reuniões em junho, sobre horários, folgas, férias, tempo extraordinário não pago, supressão de postos de trabalho, segurança", pode ler-se no comunicado.
in JN

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Greve na CP - 24/11/2014

Hoje é (mais um) dia de greve na CP. O resultado é o esperado:

O pré-aviso do SFRCI:
GREVE DIA 24 DE NOVEMBRO
TERMOS DO PRÉ-AVISO

1º Todos os trabalhadores da C.P., integrantes da Carreira da Revisão e Comercial (O.R.V’s., O.V.C’s., Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores de Serviço Comercial, Inspectores Chefe do Serviço Comercial), farão greve à prestação de todo e qualquer trabalho durante todo o seu período de trabalho entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014.

2º Ficam igualmente abrangidos por este pré-aviso, todos os trabalhadores cujos períodos de trabalho:

a) Se iniciem no dia 23 de Novembro de 2014 e terminem depois das 00 horas do dia 24 de Novembro de 2014 efectuando neste caso greve em todo o seu período de trabalho.
b) Se iniciem no dia 23 de Novembro de 2014 e terminem fora da sede, efectuando neste caso greve em todo o seu período de trabalho.
c) Se iniciem fora da sede após as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014, efectuando neste caso greve a todo o seu período de trabalho.
d) Se iniciem no dia 24 de Novembro de 2014 e terminem depois das 00 horas do dia 25 de Novembro de 2014, efectuando neste caso greve a todo o seu período de trabalho.
e) Os trabalhadores com as categorias de: Operador de Venda e Controlo, Chefe de Equipa Comercial, Inspector de Serviço Comercial, Inspector Chefe do Serviço Comercial, quando solicitados por parte da empresa para acompanhamentos de comboios a fim de substituir trabalhadores em greve, nos dias 23 e 25 de Novembro de 2014, efectuarão neste caso greve a todo o seu período de trabalho.

3º Entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014, os trabalhadores abster-se-ão da prestação de trabalho suplementar, em dia de descanso semanal (obrigatório/complementar) e com falta de repouso.
Nas situações de supra/ou de serviço a indicar, os trabalhadores efectuarão greve por um período de 8 horas após o período de repouso mínimo, caso não lhes tenha sido indicado serviço a efectuar entre as 00 horas e as 24 horas do dia 24 de Novembro de 2014.
Em caso de indicação atempada de serviço, os trabalhadores efectuarão greve nos termos do presente pré-aviso de greve.


4º Recusa de qualquer alteração à escala/ordem de serviço efectuada ou comunicada para os dias 23, 24 e 25 Novembro 2014 após o envio do presente pré-aviso.



Comunicado da FECTRANS (23/11/2014):

Amanhã, os trabalhadores da carreira da Revisão e Comercial - ORV’s e OVC’s – Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores Chefe de Serviço Comercial e todas as Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária, estarão em greve duraante todo o dia.

O SNTSF, sindicato ferroviário da FECTRANS/CGTP-IN, apelou à unidade de todos os trabalhadores e, apesar de não se terem criado as condições para um pré-aviso de greve abrangente, devido à acção divisionista de algumas organizações sindicais, entendemos que o momento é de unir e não dividir.

O governo irá votar um Orçamento do Estado lesivo para os trabalhadores, pelo que justifica a luta em torno das seguintes reivindicações:
Contra o Corte e congelamento dos salários previstos no OE de 2015;
Contra o roubo do direito ao transporte;
Pelo cumprimento integral do AE
Contra a redução de trabalhadores e pela reposição do efectivo;
Contra a redução das indemnizações compensatórias e obrigações do estado que põem em causa o cumprimento das obrigações sociais da CP e coloca em causa postos de trabalho;
Pela revogação do Decreto-lei 133/2013;
Pelo pagamento das dívidas aos trabalhadores.





Greve da CP suprime comboios nas linhas de Sintra, Cascais e Porto

As linhas ferroviárias de Sintra e Cascais (distrito de Lisboa) estão sem comboios desde das 21:38 e registam-se perturbações na circulação a partir do Porto, por causa da greve dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP.
Os efeitos já se fizeram sentir na noite de domingo, segundo disseram à Lusa dois dirigentes do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).
As linhas de Cascais e Sintra não têm circulação de comboios desde as 21:38, enquanto as ligações de longo curso têm contado com "pessoal não qualificado" no lugar dos revisores em greve, pondo em causa as condições de segurança dos passageiros, disseram os sindicalistas.
No Porto, ao longo do dia de hoje foram suprimidos oito comboios na linha do Douro, na ligação Porto-Régua e quatro na ligação Porto-Valença.
"No eixo Aveiro e Braga [com partida do Porto] não há comboios", disse um dos representantes sindicais dos trabalhadores.
Em todo o país, o sindicato estima que 75 por cento das bilheteiras estejam encerradas.
A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter um esclarecimento por parte da CP perante estes dados fornecidos pelo sindicato.
Num aviso aos passageiros na página da Internet, a CP informa que, por motivo de greve convocada por diversas organizações sindicais, preveem-se perturbações nos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Regional, InterRegional e Urbanos a partir das 00:00.
A empresa antecipa ainda atrasos e supressões pontuais na noite de hoje e na manhã de terça-feira, nos serviços Regional, InterRegional e Urbanos.
A greve foi marcada para demonstrar "o descontentamento face à decisão do Governo em manter as medidas de austeridade".
"Esta é uma greve inédita e é vergonhoso o que a empresa está a fazer ao substituir os revisores por pessoal que não executa há muito estas tarefas", disse Luís Bravo, dirigente do SFRCI.
O Tribunal Arbitral decretou 25 por cento da operação em serviços mínimos.
Diário Digital com Lusa

domingo, 16 de novembro de 2014

Os novos comboios para o Douro e Minho II

aqui tinha falado sobre a vinda de novas unidades triplas da série 592 .... ei-las finalmente em serviço comercial.





Serviço Celta, entre Porto e Vigo, com nova automotora a partir de segunda-feira (17/11/2014)

Ao serviço da CP continuarão seis unidades da série original 592, perfazendo, assim, um total de 20 composições em circulação
A primeira automotora 592.200 do comboio Celta, que liga Porto e Vigo, entra segunda-feira em exploração comercial, saindo de Campanhã às 08:15 com destino à Galiza e paragens em Nine, Viana do Castelo e Valença.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), a composição, alugada pela CP à Renfe, faz parte de um total de 14 que, ao longo de 2015, substituirão outras tantas da série 592 atualmente em exploração nas Linhas do Minho e do Douro e no serviço Celta.

Ao serviço da CP continuarão seis unidades da série original 592, perfazendo, assim, um total de 20 composições em circulação.

De acordo com a CCDR-N, as novas automotoras permitem “melhores prestações”, já que atingem uma velocidade máxima de 140 quilómetros/hora (contra os 120 das anteriores) e possuem freio electropneumático.

As novas composições asseguram também um maior conforto aos passageiros, possuindo ainda suportes interiores para bicicletas.

O comboio Celta assegura, diariamente, duas viagens Porto-Vigo e mais duas em sentido contrário e, desde 1 de julho, efetua paragens em Nine, Viana do Castelo e Valença.


fonte ionline


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve V - Greve de 13/11 com "serviços mínimos"?

Episódios anteriores: I, II, III, IV

Tribunal põe Metro de Lisboa a circular
 
Trabalhadores realizam uma greve de 24 horas na quinta-feira, contra a concessão da empresa a privados.


O Metropolitano de Lisboa revelou que o Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos para a greve convocada para a próxima quinta-feira. Deve ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Fonte da empresa sublinhou que "o Metro irá agir de acordo com o que o tribunal decretou".

Segundo uma nota da empresa, o tribunal decretou que, "dentro do período normal de funcionamento da empresa (7h00 às 23h00), devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afectas ao transporte de passageiros". 

A empresa destaca que "fará todos os esforços com vista a minorar os inconvenientes desta perturbação para os seus clientes" e salienta que está previsto o reforço de algumas das carreiras de autocarros da Carris coincidentes com os eixos servidos pelo Metropolitano, entre as 6h30 e as 21h00, nomeadamente as carreiras 726 (Sapadores-Pontinha), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação da Damaia).

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam uma greve de 24 horas na quinta-feira, contra a concessão da empresa a privados, anunciou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. A Fectrans defende que "o Governo tudo fará para que, enquanto se mantiver em funções, concretizar o seu plano de destruição de um serviço público de qualidade e da sua transformação num instrumento dos negócios dos grupos económicos e financeiros".

O Governo anunciou recentemente que o concurso para concessão da empresa e da Carris, por um período mínimo de nove anos, deverá ser lançado brevemente.

A greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa coincide com o "Dia Nacional de Indignação, Acção e Luta", marcado pela CGTP para 13 de Novembro, em defesa do aumento dos salários, estabilidade do emprego, reposição dos direitos laborais e contra as políticas do Governo.

fonte: RR

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Actualização de 12-11-2014 20:00

Comunicado da Fectrans:
 
Contrariamente à esmagadora maioria dos acórdãos do tribunal arbitral sobre greves no Metropolitano de Lisboa, fomos agora confrontados com uma decisão, sem qualquer fundamento técnico ou legal, que justifique a fixação de serviços mínimos, já que os mesmos apenas visam colocar, sem segurança para os utentes, comboios a circular, sem se fundamentar quais as necessidades sociais impreteríveis que visam assegurar.

Perante esta decisão e na avaliação da defesa do direito à greve e da defesa do direito à segurança dos utentes que utilizam este modo de transporte, às organizações de trabalhadores coloca-se duas opções:

Ou apelar aos utentes para a não utilização do metro no dia de greve;

Ou apelar aos trabalhadores, que numa atitude responsável, não contribuam para situações que podem causar a insegurança de quem precisa do metropolitano para viajar.

Estamos perante uma situação em que se pretende transportar o mesmo número de pessoas diárias, com apenas ¼ das circulações de um dia normal e, isto certamente, originaria comboios superlotados e intervalos maiores entre circulações nas estações, com mais tempo de espera e com cais congestionados.

Assim, as organizações sindicais, apelam aos trabalhadores, para que, amanhã, não utilizem o pré-aviso de greve e se apresentem aos serviço, nas mesmas condições de um dia normal de trabalho.

Não seremos cúmplices da irresponsabilidade de quem decide, sem conhecer sobre o que decide e sobre as consequências que a decisão origina.

Neste pressuposto, qualquer anormalidade na circulação do Metropolitano de Lisboa, deve-se à administração e à sua incapacidade de resolver os conflitos laborais que cria.


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Actualização de 13-11-2014 09:00

Metro de Lisboa a funcionar apesar da greve dos trabalhadores
O Metropolitano de Lisboa está hoje a funcionar normalmente, apenas com "algumas perturbações" na Linha Verde, que liga Telheiras ao Cais do Sodré, apesar do pré-aviso de greve dos trabalhadores, disse à Lusa fonte da empresa.

Fonte oficial da empresa explicou à agência Lusa que as portas de «todas as estações do Metro abriram normalmente às 06:30 como é hábito», salientando que apenas a Linha Verde «regista algumas perturbações anunciadas devido à greve, que podem passar por um maior intervalo de tempo entre as composições».
Ouvida pela TSF, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), confirmou que a circulação do metropolitano de Lisboa faz-se normalmente.
A dirigente sindical adiantou que os trabalhadores reponderam ao apelo das organizações sindicais, «tendo avaliando que não estavam reunidas as condições de segurança pela decisão política do Tribunal arbitral».
Os trabalhadores estão «a cumprir o seu horário de trabalho», adianta Guadalupe Simões, «mas sob protesto». A sindicalista lembra que os protestos não vão abrandar e promete mais ações «já a partir da próxima segunda-feira», para exigir a reposição das 35 horas no horário de trabalho e o pagamento integral das horas extra.
O Metropolitano de Lisboa revelou na terça-feira passada que o tribunal arbitral decretou serviços mínimos, por considerar que deve ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Lusa via TSF

CP investiga vídeo de mulher estranha à empresa a conduzir comboio

A propósito das "boleias em cabines" .... o video e a sra. que se vê no vídeo (Halima Abboud).




CP investiga vídeo de mulher estranha à empresa a conduzir comboio

A CP anuncia que vai reportar às autoridades um vídeo divulgado na Internet em que uma mulher, que não é funcionária da empresa, aparece alegadamente a conduzir um comboio alfa.  
  
A empresa admite, em comunicado enviado à agência Lusa, haver dificuldades na "confirmação da veracidade" das imagens, que terão sido gravadas através de um telemóvel, assim como na "identificação do comboio específico, data e viagem em que tal situação poderá, eventualmente, ter ocorrido". 
  
Assim, a CP decidiu "reportar a situação às autoridades competentes para que sejam conduzidas as necessárias averiguações", nomeadamente para confirmar a situação e identificar as circunstâncias e as pessoas envolvidas. 
  
"Após as devidas averiguações, não deixará de retirar as devidas consequências dos factos apurados", garantiu a empresa, numa resposta escrita, na qual adianta ter conhecido ao final da tarde desta segunda-feira as imagens que "parecem apontar para a presença de um elemento estranho à empresa na cabine de condução de um comboio Alfa Pendular, aos comandos da composição".   
  
Na pesquisa efectuada, a CP indicou que a colocação inicial do vídeo terá sido em 2011, "embora a sua disseminação só tenha ocorrido hoje".  
  
A empresa lembrou a existência de regulamentos internos que proíbem a "presença de elementos estranhos à tripulação dos comboios em cabines de condução, excepto se devidamente autorizados".   
  
"O acesso e permanência às cabines de condução só é permitido mediante apresentação de documentação específica para o efeito. O não cumprimento destas determinações constitui infracção passível de consequências disciplinares graves ou outras de contornos diferentes, que se venham a revelar adequadas aos factos apurados", sublinha a CP.

fonte: RR

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CP não conseguiu confirmar se realmente se trata de um Alfa Pendular que fez a viagem entre Lisboa e Porto e garantiu ao DN que vai "reportar esta situação às autoridades competentes".


Uma atriz e modelo colocou um vídeo no You Tube no qual diz estar a conduzir um comboio Alfa Pendular entre Lisboa e Porto, a 220 km/hora. As imagens foram colocadas no site a 2 de dezembro de 2011, mas no Facebook de Halima Abboud aparece como tendo sido partilhado hoje.
No vídeo de dois minutos, Halima Abboud explica a que velocidade está a viajar e que está a caminho do Porto num Alfa Pendular. As CP desconhecia as imagens e assegurou ao DN que "após as devidas averiguações, não deixará de retirar as devidas consequências dos factos apurados".
"Considerando que as características das imagens provocam dificuldades na confirmação da veracidade das mesmas, bem como na identificação do comboio específico, data e viagem em que tal situação poderá, eventualmente, ter ocorrido, a CP vai de imediato reportar esta situação às autoridades competentes para que sejam conduzidas as necessárias averiguações que possam permitir confirmação desta ocorrência e identificação das circunstâncias e pessoas envolvidas", explicou a porta-voz da CP, Ana Portela. Este tipo de comboios existe noutros países.
Realçou ainda que "o acesso e permanência às cabines de condução só é permitido mediante apresentação de documentação especifica para o efeito". Por isso, caso a regra não tenha sido respeitada "constitui infração passível de consequências disciplinares graves ou outras de contornos diferentes, que se venham a revelar adequadas aos factos apurados".

fonte: DN
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Chama-se Halima Abboud a cidadã brasileira que aparece a conduzir um comboio Alfa Pendular a 220 Km/hora num vídeo divulgado no YouTube e no seu Facebook. A "maquinista" é actriz e modelo e, segundo as informações que coloca no Facebook, vive entre o Brasil e Portugal.

A CP apresentará uma queixa ao Ministério Público (DIAP).

A cidadã brasileira incorre num crime de “condução perigosa”, cuja pena máxima é a inibição de conduzir. Se viver no Brasil e as autoridades portugueses requererem que seja constituída arguida, esta terá o direito a calar-se, não divulgando quem foi o maquinista, mas se for inquirida como testemunha terá o dever de falar, embora as consequências de um eventual “esquecimento” sejam praticamente nulas.

Ou seja, muito dificilmente a CP poderá saber qual dos maquinistas que habitualmente conduzem o Alfa Pendular (há cerca de uma centena com “carta de condução” para aquele tipo de comboio) autorizou a entrada na cabina da actriz brasileira e a deixou sentar-se aos comandos.

Nas imagens do vídeo nota-se que o comboio vai no sentido Lisboa-Porto e que o troço onde este circula é entre Pampilhosa e Aveiro, o único onde o Alfa Pendular pode atingir os 220 Km/hora.

Apesar da forma divertida como a mulher conduz o comboio, sem prestar atenção aos comandos nem à linha (claramente mais interessada em falar para a câmara do telemóvel), os passageiros não estavam propriamente expostos a um grande risco. O Convel – computador de bordo de controlo de velocidade – actuaria de imediato caso a velocidade permitida fosse ultrapassada. E se este tivesse que fazer algum afrouxamento, o próprio sistema frenava o comboio, caso o maquinista não o fizesse.

Aquele troço - e exactamente por ser onde os comboios circulam a maior velocidade -, também não tem quaisquer passagens de nível e está vedado em ambos os lados da via, sendo improvável o surgimento de qualquer obstáculo.

Para além de um maço de tabaco, não há mais nada que identifique o dia, a hora e o número do comboio em que o vídeo foi feito, tudo indicando que foi o próprio maquinista que fez a filmagem. Na segunda-feira, a CP divulgou um comunicado em que afirma que, “após as devidas averiguações, não deixará de retirar as devidas consequências dos factos apurados”.

Na pesquisa efectuada, a CP indicou que a colocação inicial do vídeo terá sido em 2011, “embora a sua disseminação só tenha ocorrido hoje [segunda-feira]”.

A empresa lembrou a existência de regulamentos internos que proíbem a “presença de elementos estranhos à tripulação dos comboios em cabinas de condução, excepto se devidamente autorizados”.

Entre os maquinistas é grande a consternação pelo sucedido. Comentam nas redes sociais, e em grupos fechados destes profissionais, que tal prejudica a classe e dá uma imagem negativa da empresa.
 
fonte: Público

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

CCFL - Os Eléctricos de 2 eixos J.G. Brill 476 a 499 e 503 a 507

autor: http://www.flickr.com/photos/biblarte/3720437742/

CCFL - Os Eléctricos 508 a 531

Estes eléctricos são praticamente idênticos aos 476 a 499 e 503 a 507, mas estes foram construídos em S. Amaro.
 comentário do autor: "Lisbon, Rua do Alecrim. Circular route 29 with tram 511, followed by a Daimler halfcab, 1978."

comentário do autor: "Lisbon, line 17 (Alto de São João - Belém) at Praça da Figueira, 1977. Two-axle car built by Carris in 1925 after the semi-convertible design. This type went out of service in 1980"






terça-feira, 7 de outubro de 2014

O fim da "Amputação da Linha do Alentejo" I

Fontes geralmente mal informadas disseram-me que amanhã (08/10/2014) está prevista a circulação de uma dresine da REFER entre Beja e Ourique.  O objectivo desta circulação é avaliar as condições de circulação, de forma a que possam aqui passar comboios destinados ao transporte de minério proveniente de Aljustrel. 

A concretizar-se, esta reabertura será um primeiro passo para a utilização da Linha do Alentejo como alternativa à linha do Sul, para transporte de mercadorias entre Sines e o norte do país.

Recordo que este troço da Linha do Alentejo está encerrado desde 30/12/2011.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve IV




Depois de no inicio do ano o sindicato de alguns funcionariozinhos do Metropolitano de Lisboa ter brindado os Clientes desta empresa com uma sucessão de greves, eis que o final do verão nos traz novamente o protesto contra "o elo mais fraco". Sim, o protesto é unica e exclusivamente contra os Clientes, únicos prejudicados com esta forma de luta.

Na minha qualidade de Cliente com título de transporte pago, sinto-me injustiçado, porque a CGTP/PCP/FECTRANS insiste que a greve é o caminho.

domingo, 5 de outubro de 2014

Comboio Presidencial (XI) - Comemorações dos 125 Anos da Linha de Cascais e 650 da elevação de Cascais a Vila



A nota de imprensa da CP:

Comboio Presidencial na Linha de Cascais | 30 de setembro


O histórico Comboio Presidencial vai, no próximo dia 30 de setembro, percorrer os 25 quilómetros que unem Cascais ao Cais de Sodré, numa viagem que assinala os 125 anos da Linha de Cascais e também os 650 anos da elevação de Cascais a vila.

A viagem, que assinala estas duas importantes efemérides, convida a reviver o ambiente glamoroso do transporte ferroviário do início do século XX, numa composição de época recentemente recuperada pela Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) para a Fundação do Museu Nacional Ferroviário. O comboio poderá também ser visitado pelo público nas duas estações principais da Linha durante o dia de terça-feira.

A Câmara Municipal de Cascais e a CP-Comboios de Portugal associaram-se para celebrar desta forma a chegada do comboio ao município, a 30 de setembro de 1889, ao tempo apenas no troço entre Pedrouços e o centro da vila de Cascais e operado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.
Cerca de uma centena de convidados partirão no Comboio Presidencial às 12H00, na estação de Cascais, e terão chegada ao Cais do Sodré pelas 12H53, após uma curta paragem em Oeiras, pelas 12H25, onde haverá lugar a uma degustação de Vinho de Carcavelos.

A composição poderá ser visitada pelo público entre as 09H00 e as 10H30, na Estação de Cascais, e entre as 14H00 e as 20H00 na Estação de Cais de Sodré. O acesso será organizado em grupos e limitado à capacidade do Comboio.

Em anexo: breve nota sobre os 125 anos da Linha de Cascais e programa da comemoração.

Programa 30 de setembro
09h00-10h30 | Cascais - Exposição Comboio Presidencial (Visitas Guiadas – Fundação Nacional do Museu Ferroviário);
11h30 | Cascais - Receção dos convidados na plataforma da estação com animação pelo Teatro Experimental de Cascais e pelo Coro Ferroviário;
12h14 | Cascais - Partida do comboio com destino ao Cais do Sodré da Linha 3;
12h25-12h35 | Oeiras - Aperitivo a bordo pela Confraria do Vinho de Carcavelos;
12h53 | Chegada ao Cais do Sodré e animação pelo Coro Ferroviário;
14h00-20h00 | Cais do Sodré: Exposição Comboio Presidencial (Visitas Guiadas - FNMF).


Os 125 Anos da Linha de Cascais
O primeiro troço da linha, entre Pedrouços e Cascais, foi aberto ao serviço em 30 de setembro de 1889, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, com o nome de “Ramal de Cascais”. A linha chegou até Alcântara-Mar em 6 de dezembro do ano seguinte, tendo nessa altura sido alterado o nome para Linha de Cascais. Ao Cais do Sodré, atual estação inicial/terminal da Linha, o comboio chegou em 4 de setembro de 1895. Foi a primeira ferrovia pesada a ser eletrificada em Portugal, corria o ano de 1926, e a última a ser integrada na CP, em 1976. É uma importantíssima via de comunicação, tendo desempenhado um papel de destaque no desenvolvimento da orla costeira até Cascais.

As imagens de hoje:
fonte: facebook

fonte: facebook



 fonte: facebook



domingo, 28 de setembro de 2014

Metro de Lisboa - Obras na estação de Areeiro (o impasse)



Já aqui tinha escrito sobre as intermináveis obras na estação Areeiro do Metropolitano de Lisboa. Em 19 de Novembro de 2013 foi finalmente inaugurado o átrio sul da estação Areeiro. No entanto, muitos clientes diários desta empresa já se teriam questionado sobre a razão pela qual não são visiveis obras no átrio norte (entretanto encerrado).
Eis a explicação:

"Metro de Lisboa quer custo com intervenção no Areeiro abaixo dos 15 milhões iniciais
15 Agosto 2014, 07:00 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt


Há vários meses que se estendem as obras na estação do Areeiro. Não há previsão sobre quando se resolverá o litigio judicial que justifica o atraso.
Os custos globais da intervenção do Metro de Lisboa na estação do Areeiro estão estimados em cerca de 15 milhões de euros. Cerca de 8 milhões já estão gastos. Mas a empresa espera não ter de pagar todo o restante dinheiro.

"Está a ser desenvolvida uma alteração ao projecto que visa diminuir o âmbito da intervenção e reduzir o valor global do investimento", diz fonte oficial do Metro de Lisboa em respostas enviadas ao Negócios.

Há dois átrios na estação de Areeiro que estiveram em obras, para possibilitar o alargamento daquela infra-estrutura de forma a que aí parem comboios com seis carruagens. As obras do átrio sul estão concluídas desde Novembro de 2013. E custaram 8 milhões de euros. No átrio norte, que deveria "gastar" os restantes 7 milhões, também não estão trabalhos a decorrer. Mas porque as obras estão suspensas.

As obras no átrio norte só "serão retomadas na sequência da resolução do litígio judicial existente com o empreiteiro". Não há previsão para a sua conclusão porque a "empresa está condicionada" à resolução desse diferendo.

Sem acordo no Areeiro, não há solução para Arroios, a outra estação da linha verde do metropolitano da capital (Cais do Sodré – Telheiras) que não consegue receber comboios com seis carruagens. "Existe uma relação entre as obras nesta estação e na estação do Areeiro, uma vez que para a execução da obra de ampliação da estação de Arroios se encontra previsto o encerramento da mesma e este encerramento apenas será possível quando a estação do Areeiro tiver os dois átrios operacionais", acrescenta fonte oficial do Metro de Lisboa, que funciona em fusão operacional com a Carris.

Quando tais trabalhos ficarem concluídos, algo para o qual ainda não há previsão, a circulação na linha verde poderá ser feita com seis carruagens, como acontece nas restantes linhas (azul, vermelha e amarela). Neste momento, são apenas três as carruagens que compõem as composições que andam na linha verde
."

Em jeito de nota de rodapé, deixo aqui uma pergunta: porque encerraram o átrio norte, se este estava funcional e é (era) o caminho mais directo para o interface com os autocarros e os comboios?

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Os novos comboios para o Douro e Minho I

Eis a primeira unidade 592.2 com as cores da CP. Destina-se aos serviços do Douro e Minho:

fonte: flickr


Esta unidade motora é idêntica às que actualmente circulam nestas linhas, pois são oriundas da mesma série original.

fonte: flickr
A velocidade máxima destas unidades é 140 km/h, mais 20 km/h que as actuais. Os motores originais foram substituídos por motores MAN com mais potência, tendo sofrido também algumas alterações na transmissão e nos freios.

Na prática, as automotoras das série 592 que actualmente circulam no Douro e Minho vão ser substituídas por outras, velhas e usadas como estas, mas com um aspecto mais "moderno".



sábado, 13 de setembro de 2014

CP sem comboios adequados para responder a elevada procura na linha do Douro

fonte: http://www.railpictures.net/






A falta de material diesel tem provocado situações dramáticas para a CP que, nem mesmo com o recurso ao aluguer de automotoras a Espanha, tem conseguido responder ao aumento da procura que se registou nos meses de Verão. A linha do Douro é a que mais tem sofrido com a falta de comboios, tendo-se verificado algumas supressões durante o mês de Agosto. Noutros casos, e apesar de a empresa triplicar o número de carruagens em algumas composições, tem havido passageiros a viajar de pé.

“Na origem destas supressões estão necessidades de imobilização de material que, por vezes, não é possível antecipar”, disse ao PÚBLICO fonte oficial da CP. “As linhas do Douro e do Minho nesta altura do ano registam elevados níveis de procura com a realização de diversos serviços especiais e necessidade de reforços da oferta regular, o que leva à utilização mais intensiva de todo o material disponível”, explica a mesma fonte.

Como as automotoras são em número insuficiente, a CP tem recorrido a composições formadas por locomotivas que rebocam carruagens de Intercidades. Só que, como a linha não é electrificada, o ar condicionado das carruagens tem de ser assegurado através de um furgão-gerador que é atrelado à composição e que quase duplica os custos de combustível porque funciona também a diesel. No furgão viaja ainda um funcionário, o que aumenta igualmente os custos com o pessoal.

O nível de comodidade é, evidentemente, superior ao das automotoras, mas a exploração poderia ser mais barata se a empresa optasse por colocar ao serviço carruagens vulgares tal como há alguns anos ainda circulavam no Douro. Não têm ar condicionado, mas por isso mesmo, têm a vantagem de se poder abrir as janelas para melhor apreciar a paisagem.

Comboios assim formados seriam mais baratos, mas a CP entende que isso seria regredir uma década e mantém que nenhum comboio em Portugal pode circular sem ar condicionado, receando que tal provoque um aumento das reclamações.

“Penso precisamente o contrário. A maioria dos passageiros do Douro agradecia se pudesse viajar em comboios onde as pessoas pudessem abrir a janela para melhor desfrutar da paisagem pois é esse o principal motivo da viagem”. Diogo Castro, da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro (APAC), diz que esta é uma opinião que não é exclusiva dos entusiastas da ferrovia e refere a experiência que viveu no início do Verão quando viajou com a família e amigos entre a Régua e o Pocinho.

“A automotora estava toda grafitada e como as janelas não se abrem, tivemos que procurar um lugar onde se pudesse ver a paisagem. Fomos ao Pocinho e voltámos e reparámos que grande parte dos passageiros fizeram também o mesmo percurso porque o objectivo era a viagem em si mesmo. Havia famílias, grupos, pessoas com mochilas e bicicletas para fazerem caminhadas e passeios. Os passageiros regulares eram uma minoria. Não tenho dúvidas que a experiência da viagem sairia reforçada se as pessoas pudessem abrir as janelas para ver a paisagem, a linha, o rio, o comboio”.
fonte: http://www.railpictures.net/


O também economista diz que a CP poderia durante o Verão e aos fins-de-semana pôr a circular as antigas composições formadas por máquina e carruagens para responder precisamente a este tipo de procura. “As pessoas não só não reclamavam pela falta do ar condicionado, como até estou convencido que estariam dispostas a pagar um pouco mais pelo bilhete”, diz. De resto, países como a Suíça, a Itália e a Alemanha têm em circulação comboios com carruagens onde é possível abrir as janelas, razão pela qual não percebe este “dogma” da CP em manter as pessoas confinadas ao interior da composição quando o motivo da viagem é a experiência de circular numa das linhas de caminho-de-ferro mais bonitas do mundo.

Em 2004 a CP investiu 1 milhão de euros na recuperação de uma composição a que chamou Comboio do Vinho do Porto que, quatro anos depois e após ter realizado 250 viagens, ficou parqueada em Contumil sem nunca mais ter sido utilizada. Diogo de Castro diz que esta composição, com largas janelas e excelentes condições panorâmicas, era óptima para circular no Douro e que, se a CP quisesse, poderia recorrer a fundos comunitários para a recuperar.
fonte:flickr


António José Xavier, coordenador de um curso de Turismo nas Caldas da Rainha, realizou nos últimos três anos duas visitas de estudo ao Douro com alunos e professores da sua escola. No passeio de comboio entre a Régua e o Pocinho notou que as expectativas altas que existiam em relação à viagem saem frustradas porque as automotoras estão grafitadas e mal se vê a paisagem.

Para este professor de Geografia, que está concluir um mestrado em Turismo, a linha férrea que acompanha o rio Douro é de uma beleza ímpar, pelo que merecia uma atenção especial da CP com comboios mais adequados à motivação dos passageiros que ali viajam. E tece também críticas à Refer pois, a par de estações recuperadas, há algumas em estado de total abandono.

Para a CP, porém, pode ser tarde para recuperar os comboios que durante décadas fizeram parte da própria paisagem duriense. Para reduzir custos, a empresa abateu e mandou demolir dezenas de carruagens que agora poderiam ser utilizadas. Em contrapartida paga dezenas de milhões de euros pelo aluguer de automotoras espanholas que já estavam fora de serviço no país vizinho e que não são propriamente do agrado dos portugueses porque são barulhentas e têm um grau de conforto que está longe dos padrões actuais.

O PÚBLICO perguntou à CP quanto custou o aluguer do material espanhol, mas a empresa recusou responder, apesar da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos ter deliberado que essa informação é pública.

Comboios especiais para a Festa das Vindimas
De 20 a 27 de Setembro a CP reedita um programa turístico que consiste numa viagem em comboio especial entre o Porto e a Régua, que prossegue depois em autocarro até à Quinta de Campanhã. Nesta propriedade os convivas podem participar nas actividades da vindima, incluindo as “lagaradas”, animadas por cantares de um rancho folclórico. O programa inclui almoço e degustação de vinho.
A saída do Porto é às 9h00 e o comboio regressa da Régua às 17h43 para chegar a Campanhã às 19h22. O programa custa 49 euros para adultos e 29 euros para crianças dos cinco aos 12 anos.

fonte: http://www.railpictures.net/


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

CCFL - Os eléctricos 25/26

Os eléctricos Nº 25 / 26 - Estrela - G. Freire

Criada em 1904, esta tornou-se a maior carreira de circulação de Lisboa, ligando a Baixa da cidade à Estrela.
Percurso (carreira 25):
Rossio, Rua do Ouro, Praça do Comércio, Rua do Arsenal, Praça do Município, Largo do Corpo Santo, Rua de S. Paulo, Rua da Boavista, Largo do Conde Barão, Largo Vitorino Damásio, Largo de Santos, Calçada de Santos-o-Velho (depois Ribeiro Santos), Rua S. João da Mata, Rua Garcia da Orta, Rua de S. Domingos à Lapa, Rua de Buenos Aires, Rua dos Navegantes, Largo da Estrela, Rua Domingos Sequeira, Rua Ferreira Borges, Rua de Campo de Ourique, Rua Silva Carvalho, Rua das Amoreiras, Largo do Rato, Rua Alexandre Herculano, Avenida da Liberdade, Praça dos Restauradores, Largo D. João da Câmara, Rossio.
A carreira 26 fazia o percurso oposto.


Rua do Conde de Redondo - Rua Gomes Freire


Rua Gomes Freire

Com o fim das linhas de eléctricos na Av. da Liberdade e Praça dos Restauradores, em 1960, sofreu algumas alterações. Foi quebrada a circulação anterior, criando-se duas carreiras em vaivém:
- A nº 25: Praça da Figueira - Gomes Freire (via Praça do Comércio, Santos, Estrela, Rato, Conde Redondo);
- e a nº 26: Praça do Comércio - Estrela (via Praça da Figueira, Martim Moniz, Gomes Freire, Conde Redondo, Rato)
Este esquema durou até 1962, altura em que se fixou a carreira de circulação que ficou conhecida por "Estrela-G. Freire".

Em 1991, em consequência de uma reestruturação do Largo Martim Moniz, a circulação foi extinta, passando a existir apenas uma carreira nº 25. Nesta altura foi suprimido o serviço de eléctricos entre o Martim Moniz, a R. de S. Lázaro, o Campo dos Mártires da Pátria e a Rua Gomes Freire.
Em sua substituição, foi criada uma "nova" carreira 25, que circulou entre o Largo do Corpo Santo e a Rua Gomes Freire (via Conde Barão, Santos, Lapa, Estrela, Campo de Ourique, Amoreiras, Rato, R. Alexandre Herculano e Rua Conde de Redondo).
Em 1994 foram retirados os eléctricos das Ruas Alexandre Herculano, Conde de Redondo e Gomes Freire, levando à extinção da carreira 20, ao desvio da Carreira 24 para o Cais do Sodré e da carreira 25 para o Largo do Carmo (via Rato e Príncipe Real).
Em 1995, foi extinto "provisoriamente" (até hoje...) o serviço de eléctricos no eixo Cais do Sodré - Rato - Amoreiras - Campolide, e em definitivo o eixo Amoreiras - Campo de Ourique. Em consequência, a carreira 25 foi desviada para a Parada dos Prazeres, onde passou a partilhar o terminal com a carreira 28.
Por fim, em 1996, verificou-se o prolongamento até à Rua da Alfândega, que vigora até à data.

CCFL - O eléctrico 24

A carreira de eléctricos nº 24 foi inaugurada em 1907, circulando entre o Largo do Carmo e Campolide.
Em 1942, foi prolongada à Av. Almirante Reis (Praça do Chile). Em 1974, em consequência da fusão com a carreira 21, foi prolongada até à Rua da Alfândega, tendo mantido este percurso até 1991.
Em 1991, foi encurtada ao Alto de S. João, inaugurando-se uma nova carreira - a nº 23 - entre a Praça do Chile e a Rua da Alfândega. Em 1994, o seu percurso foi desviado do Largo do Carmo para o Cais do Sodré, tendo sido suprimida "provisoriamente" em 1995.

Este era o percurso da carreira: Largo do Carmo, Rua Nova da Trindade, Largo Trindade Coelho, Rua de S. Pedro de Alcântara, Rua D. Pedro V, Praça do Príncipe Real, Rua da Escola Politécnica, Largo do Rato, Rua das Amoreiras*, Rua de Campolide* (a partir de 1968, o percurso passou a ser: Rua das Amoreiras, Av. Conselheiro Fernando de Sousa, Rua Marquês de Fronteira, S.Sebastião, Av. Duque de Ávila, Arco do Cego, Av. Rovisco Pais, Av. Manuel da Maia, R. António Pereira Carrilho, Praça do Chile, Rua Morais Soares, Praça Paiva Couceiro, Alto de S. João, Av. Afonso III, Calçada da Cruz da Pedra, R. Santa Apolónia, R. Bica do Sapato, Estação de Santa Apolónia, R. Jardim do Tabaco, R. Terreiro do Trigo, R. Cais de Santarém, Campo das Cebolas, Rua da Alfândega.