quinta-feira, 9 de outubro de 2014
CCFL - Os Eléctricos 508 a 531
terça-feira, 7 de outubro de 2014
O fim da "Amputação da Linha do Alentejo" I
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Metro de Lisboa - Sempre em Greve IV
domingo, 5 de outubro de 2014
Comboio Presidencial (XI) - Comemorações dos 125 Anos da Linha de Cascais e 650 da elevação de Cascais a Vila
O histórico Comboio Presidencial vai, no próximo dia 30 de setembro, percorrer os 25 quilómetros que unem Cascais ao Cais de Sodré, numa viagem que assinala os 125 anos da Linha de Cascais e também os 650 anos da elevação de Cascais a vila.
A viagem, que assinala estas duas importantes efemérides, convida a reviver o ambiente glamoroso do transporte ferroviário do início do século XX, numa composição de época recentemente recuperada pela Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) para a Fundação do Museu Nacional Ferroviário. O comboio poderá também ser visitado pelo público nas duas estações principais da Linha durante o dia de terça-feira.
A Câmara Municipal de Cascais e a CP-Comboios de Portugal associaram-se para celebrar desta forma a chegada do comboio ao município, a 30 de setembro de 1889, ao tempo apenas no troço entre Pedrouços e o centro da vila de Cascais e operado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.
Cerca de uma centena de convidados partirão no Comboio Presidencial às 12H00, na estação de Cascais, e terão chegada ao Cais do Sodré pelas 12H53, após uma curta paragem em Oeiras, pelas 12H25, onde haverá lugar a uma degustação de Vinho de Carcavelos.
A composição poderá ser visitada pelo público entre as 09H00 e as 10H30, na Estação de Cascais, e entre as 14H00 e as 20H00 na Estação de Cais de Sodré. O acesso será organizado em grupos e limitado à capacidade do Comboio.
Em anexo: breve nota sobre os 125 anos da Linha de Cascais e programa da comemoração.
Programa 30 de setembro
09h00-10h30 | Cascais - Exposição Comboio Presidencial (Visitas Guiadas – Fundação Nacional do Museu Ferroviário);
11h30 | Cascais - Receção dos convidados na plataforma da estação com animação pelo Teatro Experimental de Cascais e pelo Coro Ferroviário;
12h14 | Cascais - Partida do comboio com destino ao Cais do Sodré da Linha 3;
12h25-12h35 | Oeiras - Aperitivo a bordo pela Confraria do Vinho de Carcavelos;
12h53 | Chegada ao Cais do Sodré e animação pelo Coro Ferroviário;
14h00-20h00 | Cais do Sodré: Exposição Comboio Presidencial (Visitas Guiadas - FNMF).
Os 125 Anos da Linha de Cascais
O primeiro troço da linha, entre Pedrouços e Cascais, foi aberto ao serviço em 30 de setembro de 1889, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, com o nome de “Ramal de Cascais”. A linha chegou até Alcântara-Mar em 6 de dezembro do ano seguinte, tendo nessa altura sido alterado o nome para Linha de Cascais. Ao Cais do Sodré, atual estação inicial/terminal da Linha, o comboio chegou em 4 de setembro de 1895. Foi a primeira ferrovia pesada a ser eletrificada em Portugal, corria o ano de 1926, e a última a ser integrada na CP, em 1976. É uma importantíssima via de comunicação, tendo desempenhado um papel de destaque no desenvolvimento da orla costeira até Cascais.
domingo, 28 de setembro de 2014
Metro de Lisboa - Obras na estação de Areeiro (o impasse)
15 Agosto 2014, 07:00 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
Há vários meses que se estendem as obras na estação do Areeiro. Não há previsão sobre quando se resolverá o litigio judicial que justifica o atraso.
Os custos globais da intervenção do Metro de Lisboa na estação do Areeiro estão estimados em cerca de 15 milhões de euros. Cerca de 8 milhões já estão gastos. Mas a empresa espera não ter de pagar todo o restante dinheiro.
"Está a ser desenvolvida uma alteração ao projecto que visa diminuir o âmbito da intervenção e reduzir o valor global do investimento", diz fonte oficial do Metro de Lisboa em respostas enviadas ao Negócios.
Há dois átrios na estação de Areeiro que estiveram em obras, para possibilitar o alargamento daquela infra-estrutura de forma a que aí parem comboios com seis carruagens. As obras do átrio sul estão concluídas desde Novembro de 2013. E custaram 8 milhões de euros. No átrio norte, que deveria "gastar" os restantes 7 milhões, também não estão trabalhos a decorrer. Mas porque as obras estão suspensas.
As obras no átrio norte só "serão retomadas na sequência da resolução do litígio judicial existente com o empreiteiro". Não há previsão para a sua conclusão porque a "empresa está condicionada" à resolução desse diferendo.
Sem acordo no Areeiro, não há solução para Arroios, a outra estação da linha verde do metropolitano da capital (Cais do Sodré – Telheiras) que não consegue receber comboios com seis carruagens. "Existe uma relação entre as obras nesta estação e na estação do Areeiro, uma vez que para a execução da obra de ampliação da estação de Arroios se encontra previsto o encerramento da mesma e este encerramento apenas será possível quando a estação do Areeiro tiver os dois átrios operacionais", acrescenta fonte oficial do Metro de Lisboa, que funciona em fusão operacional com a Carris.
Quando tais trabalhos ficarem concluídos, algo para o qual ainda não há previsão, a circulação na linha verde poderá ser feita com seis carruagens, como acontece nas restantes linhas (azul, vermelha e amarela). Neste momento, são apenas três as carruagens que compõem as composições que andam na linha verde."
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Os novos comboios para o Douro e Minho I
sábado, 13 de setembro de 2014
CP sem comboios adequados para responder a elevada procura na linha do Douro
Como as automotoras são em número insuficiente, a CP tem recorrido a composições formadas por locomotivas que rebocam carruagens de Intercidades. Só que, como a linha não é electrificada, o ar condicionado das carruagens tem de ser assegurado através de um furgão-gerador que é atrelado à composição e que quase duplica os custos de combustível porque funciona também a diesel. No furgão viaja ainda um funcionário, o que aumenta igualmente os custos com o pessoal.
O nível de comodidade é, evidentemente, superior ao das automotoras, mas a exploração poderia ser mais barata se a empresa optasse por colocar ao serviço carruagens vulgares tal como há alguns anos ainda circulavam no Douro. Não têm ar condicionado, mas por isso mesmo, têm a vantagem de se poder abrir as janelas para melhor apreciar a paisagem.
“Penso precisamente o contrário. A maioria dos passageiros do Douro agradecia se pudesse viajar em comboios onde as pessoas pudessem abrir a janela para melhor desfrutar da paisagem pois é esse o principal motivo da viagem”. Diogo Castro, da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro (APAC), diz que esta é uma opinião que não é exclusiva dos entusiastas da ferrovia e refere a experiência que viveu no início do Verão quando viajou com a família e amigos entre a Régua e o Pocinho.
“A automotora estava toda grafitada e como as janelas não se abrem, tivemos que procurar um lugar onde se pudesse ver a paisagem. Fomos ao Pocinho e voltámos e reparámos que grande parte dos passageiros fizeram também o mesmo percurso porque o objectivo era a viagem em si mesmo. Havia famílias, grupos, pessoas com mochilas e bicicletas para fazerem caminhadas e passeios. Os passageiros regulares eram uma minoria. Não tenho dúvidas que a experiência da viagem sairia reforçada se as pessoas pudessem abrir as janelas para ver a paisagem, a linha, o rio, o comboio”.
O também economista diz que a CP poderia durante o Verão e aos fins-de-semana pôr a circular as antigas composições formadas por máquina e carruagens para responder precisamente a este tipo de procura. “As pessoas não só não reclamavam pela falta do ar condicionado, como até estou convencido que estariam dispostas a pagar um pouco mais pelo bilhete”, diz. De resto, países como a Suíça, a Itália e a Alemanha têm em circulação comboios com carruagens onde é possível abrir as janelas, razão pela qual não percebe este “dogma” da CP em manter as pessoas confinadas ao interior da composição quando o motivo da viagem é a experiência de circular numa das linhas de caminho-de-ferro mais bonitas do mundo.
Em 2004 a CP investiu 1 milhão de euros na recuperação de uma composição a que chamou Comboio do Vinho do Porto que, quatro anos depois e após ter realizado 250 viagens, ficou parqueada em Contumil sem nunca mais ter sido utilizada. Diogo de Castro diz que esta composição, com largas janelas e excelentes condições panorâmicas, era óptima para circular no Douro e que, se a CP quisesse, poderia recorrer a fundos comunitários para a recuperar.
António José Xavier, coordenador de um curso de Turismo nas Caldas da Rainha, realizou nos últimos três anos duas visitas de estudo ao Douro com alunos e professores da sua escola. No passeio de comboio entre a Régua e o Pocinho notou que as expectativas altas que existiam em relação à viagem saem frustradas porque as automotoras estão grafitadas e mal se vê a paisagem.
Para este professor de Geografia, que está concluir um mestrado em Turismo, a linha férrea que acompanha o rio Douro é de uma beleza ímpar, pelo que merecia uma atenção especial da CP com comboios mais adequados à motivação dos passageiros que ali viajam. E tece também críticas à Refer pois, a par de estações recuperadas, há algumas em estado de total abandono.
Para a CP, porém, pode ser tarde para recuperar os comboios que durante décadas fizeram parte da própria paisagem duriense. Para reduzir custos, a empresa abateu e mandou demolir dezenas de carruagens que agora poderiam ser utilizadas. Em contrapartida paga dezenas de milhões de euros pelo aluguer de automotoras espanholas que já estavam fora de serviço no país vizinho e que não são propriamente do agrado dos portugueses porque são barulhentas e têm um grau de conforto que está longe dos padrões actuais.
O PÚBLICO perguntou à CP quanto custou o aluguer do material espanhol, mas a empresa recusou responder, apesar da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos ter deliberado que essa informação é pública.
Comboios especiais para a Festa das Vindimas
De 20 a 27 de Setembro a CP reedita um programa turístico que consiste numa viagem em comboio especial entre o Porto e a Régua, que prossegue depois em autocarro até à Quinta de Campanhã. Nesta propriedade os convivas podem participar nas actividades da vindima, incluindo as “lagaradas”, animadas por cantares de um rancho folclórico. O programa inclui almoço e degustação de vinho.
A saída do Porto é às 9h00 e o comboio regressa da Régua às 17h43 para chegar a Campanhã às 19h22. O programa custa 49 euros para adultos e 29 euros para crianças dos cinco aos 12 anos.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
CCFL - Os eléctricos 25/26

Criada em 1904, esta tornou-se a maior carreira de circulação de Lisboa, ligando a Baixa da cidade à Estrela.
Percurso (carreira 25):
Rossio, Rua do Ouro, Praça do Comércio, Rua do Arsenal, Praça do Município, Largo do Corpo Santo, Rua de S. Paulo, Rua da Boavista, Largo do Conde Barão, Largo Vitorino Damásio, Largo de Santos, Calçada de Santos-o-Velho (depois Ribeiro Santos), Rua S. João da Mata, Rua Garcia da Orta, Rua de S. Domingos à Lapa, Rua de Buenos Aires, Rua dos Navegantes, Largo da Estrela, Rua Domingos Sequeira, Rua Ferreira Borges, Rua de Campo de Ourique, Rua Silva Carvalho, Rua das Amoreiras, Largo do Rato, Rua Alexandre Herculano, Avenida da Liberdade, Praça dos Restauradores, Largo D. João da Câmara, Rossio.
A carreira 26 fazia o percurso oposto.

Rua do Conde de Redondo - Rua Gomes Freire

Rua Gomes Freire
Com o fim das linhas de eléctricos na Av. da Liberdade e Praça dos Restauradores, em 1960, sofreu algumas alterações. Foi quebrada a circulação anterior, criando-se duas carreiras em vaivém:
- A nº 25: Praça da Figueira - Gomes Freire (via Praça do Comércio, Santos, Estrela, Rato, Conde Redondo);
- e a nº 26: Praça do Comércio - Estrela (via Praça da Figueira, Martim Moniz, Gomes Freire, Conde Redondo, Rato)
Este esquema durou até 1962, altura em que se fixou a carreira de circulação que ficou conhecida por "Estrela-G. Freire".

Em 1991, em consequência de uma reestruturação do Largo Martim Moniz, a circulação foi extinta, passando a existir apenas uma carreira nº 25. Nesta altura foi suprimido o serviço de eléctricos entre o Martim Moniz, a R. de S. Lázaro, o Campo dos Mártires da Pátria e a Rua Gomes Freire.
Em sua substituição, foi criada uma "nova" carreira 25, que circulou entre o Largo do Corpo Santo e a Rua Gomes Freire (via Conde Barão, Santos, Lapa, Estrela, Campo de Ourique, Amoreiras, Rato, R. Alexandre Herculano e Rua Conde de Redondo).
Em 1994 foram retirados os eléctricos das Ruas Alexandre Herculano, Conde de Redondo e Gomes Freire, levando à extinção da carreira 20, ao desvio da Carreira 24 para o Cais do Sodré e da carreira 25 para o Largo do Carmo (via Rato e Príncipe Real).
Em 1995, foi extinto "provisoriamente" (até hoje...) o serviço de eléctricos no eixo Cais do Sodré - Rato - Amoreiras - Campolide, e em definitivo o eixo Amoreiras - Campo de Ourique. Em consequência, a carreira 25 foi desviada para a Parada dos Prazeres, onde passou a partilhar o terminal com a carreira 28.
Por fim, em 1996, verificou-se o prolongamento até à Rua da Alfândega, que vigora até à data.

CCFL - O eléctrico 24

A carreira de eléctricos nº 24 foi inaugurada em 1907, circulando entre o Largo do Carmo e Campolide.
Em 1942, foi prolongada à Av. Almirante Reis (Praça do Chile). Em 1974, em consequência da fusão com a carreira 21, foi prolongada até à Rua da Alfândega, tendo mantido este percurso até 1991.
Em 1991, foi encurtada ao Alto de S. João, inaugurando-se uma nova carreira - a nº 23 - entre a Praça do Chile e a Rua da Alfândega. Em 1994, o seu percurso foi desviado do Largo do Carmo para o Cais do Sodré, tendo sido suprimida "provisoriamente" em 1995.
Este era o percurso da carreira: Largo do Carmo, Rua Nova da Trindade, Largo Trindade Coelho, Rua de S. Pedro de Alcântara, Rua D. Pedro V, Praça do Príncipe Real, Rua da Escola Politécnica, Largo do Rato, Rua das Amoreiras*, Rua de Campolide* (a partir de 1968, o percurso passou a ser: Rua das Amoreiras, Av. Conselheiro Fernando de Sousa, Rua Marquês de Fronteira, S.Sebastião, Av. Duque de Ávila, Arco do Cego, Av. Rovisco Pais, Av. Manuel da Maia, R. António Pereira Carrilho, Praça do Chile, Rua Morais Soares, Praça Paiva Couceiro, Alto de S. João, Av. Afonso III, Calçada da Cruz da Pedra, R. Santa Apolónia, R. Bica do Sapato, Estação de Santa Apolónia, R. Jardim do Tabaco, R. Terreiro do Trigo, R. Cais de Santarém, Campo das Cebolas, Rua da Alfândega.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Colisão na Abela (Linha de Sines) em 14 de Maio de 2003
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Metro de Lisboa - acidente na estação Aeroporto (29/07/2014)
Descarrilamento de composição do Metro de Lisboa fere maquinista
Comboio, que já não transportava passageiros, "não conseguiu parar a tempo e embateu na parede". 29-07-2014 15:10
O descarrilamento de uma composição do Metro de Lisboa que estava a fazer inversão de marcha na estação do aeroporto, num dos extremos da Linha Vermelha, provocou esta terça-feira ferimentos no maquinista.
O comboio, que já não transportava passageiros, "não conseguiu parar a tempo e embateu na parede", disse fonte policial à Lusa.
De acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), o alerta foi dado às 12h38 e o acidente provocou um ferido ligeiro, um homem de 42 anos, "com suspeita de fractura num punho e diversas escoriações". O homem foi levado para o Hospital de São José.
No local estiveram uma ambulância e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do INEM, bem como, segundo fonte dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, três viaturas deste regimento com 10 operacionais.
O alerta foi recebido pelos Sapadores às 12h47. A Linha Vermelha foi encerrada entre as estações de Moscavide e aeroporto, na sequência do descarrilamento. Reabriu pelas 16h00.
Contactado pela Renascença sobre o acidente desta terça-feira na estação do aeroporto, a Metro de Lisboa remeteu esclarecimentos para uma nota a divulgar em breve.
Nos últimos meses, o Metro de Lisboa tem vindo a ser alvo de notícias sobre alegados problemas de segurança.
Em Fevereiro, a Renascença revelou o caso de um descarrilamento numa zona reservada da estação do Campo Grande, motivado por uma falha de travões.
Depois disso, foram noticiadas falhas no sistema de combate a incêndios, situações que a empresa considerou falaciosas e injustificadamente alarmantes. Em Junho, a Renascença noticiou que a empresa Metro de Lisboa fiscaliza-se a si própria.
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Por Carlos Diogo Santos
publicado em 29 Jul 2014 - 14:41
As causas do acidente são ainda desconhecidas
Um comboio do metro de Lisboa não conseguiu parar esta manhã antes de embater contra a parede do cais de manobra na estação terminal do Aeroporto de Lisboa. O acidente aconteceu logo após os passageiros terem saído da estação.
O i sabe que o maquinista foi cuspido e ficou com ferimentos graves, tendo sido já transportado pelo INEM para o Hospital de São José.
O acidente destruiu grande parte da carruagem e as autoridades presentes no local confirmaram que dificilmente a máquina poderá voltar a circular. O i sabe ainda que o maquinista já trabalha na empresa há vários anos, sendo considerado um profissional experiente. As causas do acidente não são ainda conhecidas.
O embate obrigou à interrupção da circulação na linha vermelha, sobretudo entre Moscavide e Aeroporto.
O i tentou entrar em contacto com o gabinete de comunicação do Metropolitano de Lisboa, que emitiu, entretanto, um comunicado a esclarecer o que aconteceu. Segundo a empresa, registou-se "um incidente com um comboio, hoje às 12h33, na execução de uma manobra no término da Estação do Aeroporto, na Linha Vermelha. O comboio encontrava-se em zona de manobra pelo que não levava passageiros".
Investigação i
O i noticiou em Maio deste ano que o metro de Lisboa estava há dois anos sem travões de emergência em todos os seus comboios. Em causa estava uma falha nos freios electromagnéticos que foi detectada em 2012 e que obrigou a que a empresa desactivasse este sistema de travagem.
Na altura, o i revelou que esse foi aliás um dos motivos que levou à redução global da velocidade nos túneis de 60 para 45 km/h. Fontes ligadas ao sector ferroviário garantiram que, nessas condições, se à saída do túnel, o maquinista tiver necessidade de imobilizar o comboio não conseguiria fazê-lo sem que três carruagens entrem na estação.
Entretanto o Metro de Lisboa garantiu ao i que já activou os travões electromagnéticos em alguns comboios, desconhecendo-se, por enquanto, se esta máquina já havia sido intervencionada ou não.
Deste acidente resultou o ferimento do maquinista da composição.
Trata-se de uma situação que não poderia ocorrer em exploração, uma vez que os sistemas e normas de segurança em exploração não o permitiriam e o sistema de travagem atuaria de imediato. Mais se informa que o comboio em questão já tinha ativo o sistema de freios eletromagnéticos.
Neste momento, a nossa maior preocupação recai em prestar todo o apoio que se vier a afigurar necessário ao maquinista ferido e à sua família, sendo que o ML já abriu um inquérito para apurar as causas deste acidente.
Prevê-se que a circulação seja reposta na totalidade da linha Vermelha por volta das 16:15h.
Lisboa, 29 de julho de 2014".
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Linha de Cascais - Ensaios de material circulante
domingo, 13 de julho de 2014
CGTP alugou comboio Porto-Lisboa para mil manifestantes
Uma viagem num comboio intercidades que parte da estação de Porto – Campanhã com destino a Lisboa – Santa Apolónia, custa 24,30 euros, em segunda classe. Em primeira, custa 35,90 euros. Se multiplicarmos este valor por mil, totaliza 24.300 euros e 35.900 euros.
A manifestação promovida pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) decorreu na quinta-feira, 10 de julho, em Lisboa. Os números avançados pela central sindical apontam para uma adesão de 40 mil pessoas, num balanço que Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP considerou “extremamente importante e positivo”, refere a agência Lusa.
A ação de protesto juntou milhares de trabalhadores descontentes com as alterações ao Código de Trabalho, que foram aprovadas na quinta-feira no Parlamento. No final da manifestação, Arménio Carlos referiu, junto à Assembleia da República, que é preciso que se lute, nos locais de trabalho, para “pôr um travão nas intenções de Passos Coelho e Portas.
“Uma luta que é não só dos trabalhadores do setor privado, público e das empresas do setor empresarial do Estado, mas também de todos os homens e mulheres que defendem um futuro de desenvolvimento e de harmonização social”, referiu, no final da manifestação.
Em causa, estão as propostas de lei que foram aprovadas na quinta-feira pela maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República. No dia 25 de julho, há nova manifestação para protestar contra os cortes salariais na função pública.
No final da ação de protesto de quinta-feira, Arménio Carlos referiu que os portugueses “sentem cada vez mais vazios e nos meses cada vez mais longos o efeito da sua política, traduzida também em menos e mais caros serviços públicos”.
O prolongamento do período para a redução do pagamento do trabalho extraordinário ou a redução dos prazos de caducidade e de sobrevigência das convenções coletivas de trabalho são algumas das medidas incluidas nas propostas de lei, que estiveram no centro dos protestos.
Carlos Arménio afirmou que a contratação coletiva “é um instrumento de harmonização” e que está convicto de que “ os trabalhadores nos locais de trabalho não vão baixar os braços em defesa dos seus direitos”, avançou a Lusa."
domingo, 6 de julho de 2014
Ramal do Montijo - um pouco de história
A via, partindo de Pinhal Novo, tomava a direção noroeste, contornando o limite urbanizado e, depois de descrever uma acentuada curva para norte e nordeste, seguia paralelamente à Rua Primeiro de Maio (nome atual) e à Estrada Nacional 252 (EN252), fletindo para noroeste já para lá da Jardia. Entrava na atual Montijo seguindo em paralelo a Rua Vasco da Gama, virando depois para oeste até atingir a estação ferroviária.
Os primeiros planos para a construção do Caminho de Ferro do Sul – que faria a ligação entre a margem sul do Tejo e o Alentejo – previam que o terminal ferroviário, com ligação fluvial a Lisboa, seria instalado na localidade de Aldeia Galega do Ribatejo (a cidade do Montijo dos nossos dias); porém, e dadas as dificuldades técnicas criadas na construção do cais fluvial, o início da ligação ferroviária ao Alentejo foi mudado para a cidade do Barreiro, cujas condições seriam mais favoráveis.
Este ramal ferroviário foi construído num regime especial, sem recorrer ao Fundo Especial de Caminhos de Ferro (FECF), órgão governamental que tinha como finalidade o financiamento de obras ferroviárias. Em vez disto, foi a própria autarquia (Câmara Municipal de Aldeia Galega) que solicitou um empréstimo para o projeto, sendo autorizada a tal por decreto de 07 de Junho de 1907. O montante em causa foi de 83.000$000 (moeda oficial da altura), com juro de 7,5%, destinado unicamente à construção, tendo a edilidade acordado em pagar a diferença entre o rendimento bruto anual do ramal – incluindo impostos – e o valor dos juros e respetivas amortizações.
A inauguração oficial deste segmento ferroviária aconteceu a 04 de Outubro de 1908, obtendo logo de início muito movimento, pelo que a autarquia pôde pagar na totalidade o empréstimo que foi distratado por um decreto de 01 de Maio de 1911 (ai…como isto me faz lembrar os tempos em que vivo…)
A circulação no ramal foi suspensa no ano de 1989.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Novo descarrilamento na Linha da Beira Alta
A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Muxagata (Fornos de Algodres) e Celorico da Beira, está suspensa devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias, informou a Refer.
O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direção a Espanha, ocorreu cerca das 22h30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira, disse à agência Lusa a porta-voz da empresa, Susana Abrantes.
Segundo a responsável, devido ao descarrilamento de "um vagão do meio" da composição, que não provocou vítimas, a circulação ferroviária está interditada entre Muxagata e Celorico da Beira.
A CP está a assegurar o transbordo rodoviário de passageiros dos comboios que ainda circulam na linha da Beira Alta - Internacional e Intercidades - a partir da estação de Fornos de Algodres, indicou.
A REFER ainda não tem conhecimento da extensão nem do tipo do eventual dano causado na via pelo descarrilamento do vagão, explicou a mesma fonte.
"Já temos uma equipa deslocada para o local, no sentido de proceder ao carrilamento e a alguma reparação de que haja necessidade", disse Susana Abrantes à Lusa."
"A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres, mantém-se cortada esta quinta-feira devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias, informa a Refer. Desde a ocorrência do acidente que a CP tem assegurado o transbordo rodoviário de passageiros da ligação Internacional através de autocarros.
O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direcção a Espanha, ocorreu cerca das 22h30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira, explica a porta-voz da empresa, Susana Abrantes.
Os trabalhos para a remoção do vagão descarrilado realizaram-se durante toda a noite, adianta a porta-voz, adiantando que foi igualmente realizada uma vistoria à linha onde o incidente ocorreu.
Em declarações à Renascença, Susana Abrantes refere que não há previsão de reabertura da linha, uma vez que os trabalhos são demorados e que só depois de retirado o vagão acidentado será possível saber em que condições está a linha no local do acidente.
"Se não houver dano, como as observações feitas até ao momento demonstram, a circulação na linha será restabelecida rapidamente", avançou a responsável, escusando-se, no entanto, a apontar uma hora para o efeito.
Os vagões que se encontravam à frente do descarrilado foram retirados com a máquina locomotiva, enquanto os da retaguarda da carruagem acidentada vão ser igualmente removidos, explicou Susana Abrantes."
(actualização às 22:00 de 03-Jul-2014)
"A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres, onde na quarta-feira ocorreu um descarrilamento, foi restabelecida às 21:15, informou hoje a Refer.
A meio da manhã, a Refer previu o restabelecimento da circulação na linha pelas 17:00, o que não se verificou.
A porta-voz da empresa, Susana Abrantes, adiantou que "por questões de segurança e para uma melhor avaliação" a reabertura da circulação naquela via teve de ser adiada.
O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direção a Espanha, ocorreu cerca das 22:30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira.
Os trabalhos para a remoção do vagão descarrilado realizaram-se durante toda a noite de quarta-feira para hoje, de acordo com a porta-voz da Refer, que adiantou que foi também realizada uma vistoria à linha onde o incidente ocorreu."
fonte: RTP
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos (título do jornal ionline.pt)
Passados dois anos, a verdade vem finalmente escrita nas páginas dos jornais .... afinal a redução de velocidade foi provocada por uma limitação nos sistemas de segurança ....
Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos (título do jornal ionline.pt)
Por Carlos Diogo Santos
publicado em 30 Maio 2014 - 05:00
O Metro de Lisboa está há dois anos sem travões de emergência em qualquer um dos seus comboios. Em causa está uma falha nos freios electromagnéticos que foi detectada em 2012 e que obrigou a que a empresa desactivasse este sistema de travagem. O i sabe que esse foi aliás um dos motivos que levou à redução global da velocidade nos túneis de 60 para 45 km/h. Fontes ligadas ao sector ferroviário garantem que, se à saída do túnel, o maquinista tiver necessidade de imobilizar o comboio não conseguirá fazê-lo sem que três carruagens entrem na estação. Se os sistemas de freios estivessem todos a funcionar apenas uma entraria dado que a travagem seria muito mais rápida e eficiente. Confrontada, a empresa confirmou ao i esta deficiência, assegurando que tudo será ultrapassado nos próximos meses.
O i contactou há já vários dias o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) colocando várias questões relacionadas com esta matéria mas, até à hora de fecho, não obteve qualquer comentário. É, no entanto, a este organismo que cabe "assegurar a coordenação geral do sistema de transportes terrestres, promovendo e apoiando a implementação de estratégias que contribuam para a eficácia e segurança dos equipamentos".
Em 2011 o Metropolitano de Lisboa passou a circular a 45 km/h fora das horas de ponta e aos fins-de-semana, medida aplicada para reduzir os custos operacionais, mas desde há dois anos que essa passou a ser a velocidade máxima em todas as situações. O problema nos freios que obrigou a esta redução de velocidade nunca fora anunciado pela empresa.
"Foi detectado em 2012 um problema mecânico resultante da fadiga dos materiais de suporte dos freios electromagnéticos, que constituem um dos vários sistemas de travagem instalados no material circulante", refere a empresa pública alegando que perante este cenário "decidiu imediatamente implementar medidas de mitigação do risco, tendo optado pela desactivação deste freio em toda a frota". Esclarecem ainda que a 45 km/h conseguem apenas com os sistemas existentes "garantir a compatibilidade da infra-estrutura com o novo padrão de funcionamento."
Fonte do sector ferroviário explicou ao i que este tipo de freio desactivado há dois anos imobiliza o comboio "ao produzir uma força contrária", enquanto que actualmente, as carruagens são imobilizadas com recurso a um travão, sistema aliás idêntico ao dos carros: de disco.
O Metro de Lisboa refere ainda que os freios electromagnéticos não são travões de emergência, mas uma rápida consulta pelas características dos comboios no site da empresa permite verificar que para "travagens de emergência" existem dois freios: o electromagnético e o electropneumático.
Ou seja, segundo a descrição feita no site, sem o electromagnético restaria o electropneumático. Mas não é isso que acontece. Segundo a empresa referiu ao i, "este freio não existe no material circulante. A travagem de um comboio é assegurada por três meios distintos que solidariamente efectuam esforço de travagem necessário ao abrandamento ou à imobilização: travagem efectuada pelos motores, travagem realizada pelos freios de disco e a travagem electromagnética" - que está desactivada há dois anos. Na prática, o sistema actual de travagem do Metro da capital é idêntico ao de um carro.
REPARAÇÃO Fonte oficial da empresa garantiu ao i que a situação está neste preciso momento a ser reparada. Refere que a empresa está a proceder à substituição dos suportes de freio em toda a frota por novos elementos mecânicos. Defendem que parte da frota já foi intervencionada, ainda que nenhum comboio tenha já o novo sistema de travagem a funcionar.
Desde 2011 que o Metro de Lisboa deixou de ter a assistência técnica da Siemens. Até aí o fornecedor dos comboios era responsável pela reparação de alguns equipamentos electrónicos, como previa o contrato de assistência técnica celebrado entre as duas empresas. Mas desde há três anos que, para economizar 300 mil euros anuais, a empresa pôs fim esse contrato.
A Metro de Lisboa afirma porém que "a reparação e fornecimento dos equipamentos electrónicos, objecto do contrato com a Siemens não apresenta qualquer relação com as incidências no material circulante".
SOLUÇÃO NO SEGUNDO SEMESTRE Ainda que a empresa insista que a segurança dos passageiros não está em causa com esta desactivação de travões, garante que tudo será resolvido com a máxima brevidade. Adiantou mesmo ao i que no segundo semestre deste ano será feita a reactivação do funcionamento dos freios electromagnéticos.
Quem actualmente repara a frota do metropolitano de Lisboa são funcionários da própria empresa. Num email enviado ao i, é referido que tal manutenção está certificada "pela norma ISO 9001:2012" e que os colaboradores da empresa contam com dezenas de anos de experiência.
Apesar do contrato de assistência com a Siemens - que esteve em vigor até há três anos - fonte oficial ressalva que a manutenção sempre esteve a cargo dos funcionários da empresa pública.
CUSTOS Segundo os profissionais do sector ferroviário consultados pelo i, quando os travões eléctricos não estão a funcionar e se recorre aos travões de discos acontece um desgaste substancial destas peças que conduz a custos de manutenção elevados. Significará isto que, ao não ter sido reparado de início os freios electromagnéticos, o Metro de Lisboa terá gasto mais na manutenção dos travões "mecânicos".
"Estes travões, que não têm uma paragem tão eficiente, se estiverem em uso permanente obrigam a uma substituição muito mais frequente de cepos e discos", disse uma fonte ligada ao sector, adiantando que a poupança com a não reparação dos freios electromagnéticos não deve estar a ser muita: "A substituição de material como discos e cepos não é barata."
Metro de Lisboa garante «total segurança» na circulação dos comboios
O diretor de manutenção do Metropolitano de Lisboa, Jorge Ferreira, garantiu hoje à Lusa que é "totalmente seguro" circular nos comboios do metro, apesar da existência de um problema num dos sistemas de travagem.
"O metro tem vários sistemas de travagem a funcionar. Detetámos um problema mecânico ao nível de um dos sistemas, mas é um sistema redundante e, por isso, permite, em condições totalmente seguras, a circulação do metro", assegurou Jorge Ferreira, em declarações à agência Lusa.
De acordo com o mesmo responsável, a velocidade máxima de circulação dos comboios foi reduzida "por motivos de precaução", de forma a "garantir a adequação de todos os padrões de segurança comuns no metropolitano de Lisboa".
Jorge Ferreira precisou que o problema mecânico foi detetado há dois anos, numa inspeção normal dos comboios, tendo sido feita, posteriormente, a análise mecânica e decidido que "as novas peças que vão ser instaladas estão de acordo com os padrões de segurança adequados".
"Estamos neste momento a fazer novas peças metálicas, que serão certificadas com meios radiográficos, e já estão a ser instalados nos comboios estes elementos onde se verificaram as falhas mecânicas", adiantou.
Jorge Ferreira insistiu na explicação de que o sistema de travagem é "redundante", uma vez que é composto por vários elementos que, juntos, contribuem para o esforço necessário de travagem do comboio, um dos quais apresentou um problema.
"Só um dos sistemas, o que é usado em situação limite, é que teve problemas. Este não faz parte do sistema normal de travagem, não é um freio de serviço, só atua em situação limite, muito embora todos os sistemas estejam a funcionar integralmente e compatíveis uns com os outros", sublinhou.
O jornal i notícia hoje, na sua manchete, que o Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos.
Numa investigação de quatro páginas, o i revela alguns dos problemas com que se depara o metropolitano, entre os quais a segurança que é inexistente entre as 12:00 e as 17:00, alertando ainda que aos maquinistas não é feito nenhum teste psicológico.
Diário Digital com Lusa
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Novo descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)
"Novo descarrilamento de comboio de mercadorias na linha da Beira Alta
CARLOS CIPRIANO 28/05/2014 - 18:52
No espaço de 15 dias registaram-se dois descarrilamentos no mesmo local da linha. Esta quarta-feira, pelas 17h, o comboio de mercadorias descarrilou ao passar a 10 Km/hora por uma ponte.
Um comboio de mercadorias da CP Carga descarrilou esta quarta-feira pelas 17h00 na ponte de Trezói (Mortágua) tendo a linha da Beira Alta ficado interrompida naquele local. A Refer não sabe ainda quando será restabelecida a circulação, estando a CP a proceder a transbordo rodoviário.
O descarrilamento aconteceu no mesmo local e em circunstâncias idênticas ao que ocorreu em 15 de Maio, quando um vagão de uma composição de mercadorias da empresa Takargo saltou dos carris e danificou a via férrea durante seis quilómetros. Desta vez não foi um, mas dois vagões que descarrilaram. Os danos foram inferiores porque o comboio circulava naquele local a uma velocidade de 10 Km/hora. Uma restrição imposta pelo facto daquele troço se encontrar em obras para reabilitar a linha devido ao descarrilamento de há 15 dias.
O comboio vinha de Vilar Formoso e tinha como destino Alfarelos. O serviço de passageiros está a ser assegurado pela CP com um esquema idêntico ao de há duas semanas: os comboios regionais têm transbordo rodoviário alternativo entre Pampilhosa e Mortágua e os Intercidades entre Coimbra e Mortágua.
No espaço de 15 dias o sistema ferroviário é confrontado com a inexistência de uma via alternativa à linha da Beira Alta, dado que o troço Guarda – Covilhã encerrou para obras em 2009, mas estas não foram concluídas. Aqueles 46 quilómetros de via férrea, por agora fechados, impedem que a circulação ferroviária para Vilar Formoso se realize pela linha da Beira Baixa."
Actualização: Linha reaberta, hoje (29-05-2014) no final da tarde.
domingo, 18 de maio de 2014
Comboio Presidencial (X) - do Entroncamento a Castelo Branco
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