quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Colisão na Abela (Linha de Sines) em 14 de Maio de 2003

No dia 14 de Maio de 2003, ocorreu uma colisão entre dois comboios, perto do apeadeiro de Abela, na Linha de Sines. Um carvoeiro, liderado pela locomotiva eléctrica 5624 colidiu com um outro comboio, liderado pela locomotiva diesel 1561. Os dois tripulantes da locomotiva 5624 perderam a vida neste acidente.




fonte: facebook (e José Sousa)








fonte: facebook





Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Metro de Lisboa - acidente na estação Aeroporto (29/07/2014)




Descarrilamento de composição do Metro de Lisboa fere maquinista

Comboio, que já não transportava passageiros, "não conseguiu parar a tempo e embateu na parede". 29-07-2014 15:10

O descarrilamento de uma composição do Metro de Lisboa que estava a fazer inversão de marcha na estação do aeroporto, num dos extremos da Linha Vermelha, provocou esta terça-feira ferimentos no maquinista.
O comboio, que já não transportava passageiros, "não conseguiu parar a tempo e embateu na parede", disse fonte policial à Lusa.
De acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), o alerta foi dado às 12h38 e o acidente provocou um ferido ligeiro, um homem de 42 anos, "com suspeita de fractura num punho e diversas escoriações". O homem foi levado para o Hospital de São José.
No local estiveram uma ambulância e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do INEM, bem como, segundo fonte dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, três viaturas deste regimento com 10 operacionais.
O alerta foi recebido pelos Sapadores às 12h47. A Linha Vermelha foi encerrada entre as estações de Moscavide e aeroporto, na sequência do descarrilamento. Reabriu pelas 16h00.
Contactado pela Renascença sobre o acidente desta terça-feira na estação do aeroporto, a Metro de Lisboa remeteu esclarecimentos para uma nota a divulgar em breve.

Nos últimos meses, o Metro de Lisboa tem vindo a ser alvo de notícias sobre alegados problemas de segurança.

Em Fevereiro, a Renascença revelou o caso de um descarrilamento numa zona reservada da estação do Campo Grande, motivado por uma falha de travões.

Depois disso, foram noticiadas falhas no sistema de combate a incêndios, situações que a empresa considerou falaciosas e injustificadamente alarmantes. Em Junho, a Renascença noticiou que a empresa Metro de Lisboa fiscaliza-se a si própria.
fonte: RR




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Maquinista do metro de Lisboa cuspido em acidente na linha vermelha

Por Carlos Diogo Santos
publicado em 29 Jul 2014 - 14:41

As causas do acidente são ainda desconhecidas
Um comboio do metro de Lisboa não conseguiu parar esta manhã antes de embater contra a parede do cais de manobra na estação terminal do Aeroporto de Lisboa. O acidente aconteceu logo após os passageiros terem saído da estação.

O i sabe que o maquinista foi cuspido e ficou com ferimentos graves, tendo sido já transportado pelo INEM para o Hospital de São José.

O acidente destruiu grande parte da carruagem e as autoridades presentes no local confirmaram que dificilmente a máquina poderá voltar a circular. O i sabe ainda que o maquinista já trabalha na empresa há vários anos, sendo considerado um profissional experiente. As causas do acidente não são ainda conhecidas.

O embate obrigou à interrupção da circulação na linha vermelha, sobretudo entre Moscavide e Aeroporto.

O i tentou entrar em contacto com o gabinete de comunicação do Metropolitano de Lisboa, que emitiu, entretanto, um comunicado a esclarecer o que aconteceu. Segundo a empresa,  registou-se "um incidente com um comboio, hoje às 12h33, na execução de uma manobra no término  da Estação do Aeroporto, na Linha Vermelha. O comboio encontrava-se em zona de manobra pelo que não levava passageiros".

Investigação i

O i noticiou em Maio deste ano que o metro de Lisboa estava há dois anos sem travões de emergência em todos os seus comboios. Em causa estava uma falha nos freios electromagnéticos que foi detectada em 2012 e que obrigou a que a empresa desactivasse este sistema de travagem.

Na altura, o i revelou que esse foi aliás um dos motivos que levou à redução global da velocidade nos túneis de 60 para 45 km/h. Fontes ligadas ao sector ferroviário garantiram que, nessas condições, se à saída do túnel, o maquinista tiver necessidade de imobilizar o comboio não conseguiria fazê-lo sem que três carruagens entrem na estação.

Entretanto o Metro de Lisboa garantiu ao i que já activou os travões electromagnéticos em alguns comboios, desconhecendo-se, por enquanto, se esta máquina já havia sido intervencionada ou não.

fonte: i

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O comunicado do ML:
"O Metropolitano de Lisboa (ML) confirma a ocorrência de um incidente com um comboio, hoje às 12:33h, na execução de uma manobra no término  da Estação do Aeroporto, na Linha Vermelha. O comboio encontrava-se em zona de manobra pelo que não levava passageiros.

Deste acidente resultou o ferimento do maquinista da composição.

Trata-se de uma situação que não poderia ocorrer em exploração, uma vez que os sistemas e normas de segurança em exploração não o permitiriam e o sistema de travagem atuaria de imediato. Mais se informa que o comboio em questão já tinha ativo o sistema de freios eletromagnéticos.

Neste momento, a nossa maior preocupação recai em prestar todo o apoio que se vier a afigurar necessário ao maquinista ferido e à sua família, sendo que o  ML já abriu um inquérito para apurar as causas deste acidente.

Prevê-se que a circulação seja reposta na totalidade da linha Vermelha por volta das 16:15h.

Lisboa, 29 de julho de 2014". 
 
 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Linha de Cascais - Ensaios de material circulante

A CP e a REFER realizaram, na estação de Santos (Linha de Cascais) alguns ensaios com uma UQE da série 3500, idêntica às unidades que a Fertagus utiliza entre Setúbal e Lisboa. Estes ensaios, entre outras coisas, destinaram-se a verificar distâncias entre a unidade e o cais. As imagens que se seguem, oriundas das redes sociais, ilustram o momento raro da passagem de uma UTE 3500 pela Linha de Cascais.

fonte: facebook

fonte: facebook

Alguns comentaristas já vaticinam a vinda do mais diverso material circulante para a Linha de Cascais ... como não possuo informação privilegiada, limito-me a aplaudir estes ensaios, mantendo a esperança de que, em breve, a Linha de Cascais deixe de ser uma ilha, isto é, que a tensão de serviço seja convertida para 25kV, de forma a que ali possam ser utilizadas as unidades das linhas de Sintra (séries 2300, 2400 e 3500) ou dos suburbanos do Porto (série 3400).



 

domingo, 13 de julho de 2014

CGTP alugou comboio Porto-Lisboa para mil manifestantes

É caso para dizer "até que enfim, deixaram de dar dinheiro aos transportadores privados (leia-se grupos Barraqueiro, Arriva, etc etc) para contribuir para os lucros da CP!"

"Cerca de mil pessoas saíram do Porto de comboio na quinta-feira para protestar contra as políticas do Governo liderado por Passos Coelho. A CGTP fretou um comboio “especial” à CP para levar os manifestantes do norte às ruas da capital, mas recusou prestar mais esclarecimentos sobre o preço e o decorrer da viagem ao Observador.

Uma viagem num comboio intercidades que parte da estação de Porto – Campanhã com destino a Lisboa – Santa Apolónia, custa 24,30 euros, em segunda classe. Em primeira, custa 35,90 euros. Se multiplicarmos este valor por mil, totaliza 24.300 euros e 35.900 euros.

A manifestação promovida pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) decorreu na quinta-feira, 10 de julho, em Lisboa. Os números avançados pela central sindical apontam para uma adesão de 40 mil pessoas, num balanço que Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP considerou “extremamente importante e positivo”, refere a agência Lusa.

A ação de protesto juntou milhares de trabalhadores descontentes com as alterações ao Código de Trabalho, que foram aprovadas na quinta-feira no Parlamento. No final da manifestação, Arménio Carlos referiu, junto à Assembleia da República, que é preciso que se lute, nos locais de trabalho, para “pôr um travão nas intenções de Passos Coelho e Portas.

“Uma luta que é não só dos trabalhadores do setor privado, público e das empresas do setor empresarial do Estado, mas também de todos os homens e mulheres que defendem um futuro de desenvolvimento e de harmonização social”, referiu, no final da manifestação.

Em causa, estão as propostas de lei que foram aprovadas na quinta-feira pela maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República. No dia 25 de julho, há nova manifestação para protestar contra os cortes salariais na função pública.

No final da ação de protesto de quinta-feira, Arménio Carlos referiu que os portugueses “sentem cada vez mais vazios e nos meses cada vez mais longos o efeito da sua política, traduzida também em menos e mais caros serviços públicos”.

O prolongamento do período para a redução do pagamento do trabalho extraordinário ou a redução dos prazos de caducidade e de sobrevigência das convenções coletivas de trabalho são algumas das medidas incluidas nas propostas de lei, que estiveram no centro dos protestos.

Carlos Arménio afirmou que a contratação coletiva “é um instrumento de harmonização” e que está convicto de que “ os trabalhadores nos locais de trabalho não vão baixar os braços em defesa dos seus direitos”, avançou a Lusa.
"
in http://observador.pt/2014/07/11/cgtp-alugou-comboio-porto-lisboa-para-mil-manifestantes/

domingo, 6 de julho de 2014

Ramal do Montijo - um pouco de história

O Ramal do Montijo, que originalmente se chamava por “Aldeagalega” (pronúncia alentejana) ou “Ramal de Aldeia Galega”, foi um troço ferroviário, em bitola ibérica, que ligava o Pinhal Novo ao Montijo; tendo sido inaugurado no ano de 1908 e encerrado em 1989.

A via, partindo de Pinhal Novo, tomava a direção noroeste, contornando o limite urbanizado e, depois de descrever uma acentuada curva para norte e nordeste, seguia paralelamente à Rua Primeiro de Maio (nome atual) e à Estrada Nacional 252 (EN252), fletindo para noroeste já para lá da Jardia. Entrava na atual Montijo seguindo em paralelo a Rua Vasco da Gama, virando depois para oeste até atingir a estação ferroviária.

O ramal foi utilizado por composições de mercadorias para transporte de gado – essencialmente suíno – até à Estação do Montijo. A partir de 30 de Maio de 1933, a então “Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses” passou a transportar os passageiros por autocarros, ficando assim apenas duas composições diárias de mercadorias.

Os primeiros planos para a construção do Caminho de Ferro do Sul – que faria a ligação entre a margem sul do Tejo e o Alentejo – previam que o terminal ferroviário, com ligação fluvial a Lisboa, seria instalado na localidade de Aldeia Galega do Ribatejo (a cidade do Montijo dos nossos dias); porém, e dadas as dificuldades técnicas criadas na construção do cais fluvial, o início da ligação ferroviária ao Alentejo foi mudado para a cidade do Barreiro, cujas condições seriam mais favoráveis.

Este ramal ferroviário foi construído num regime especial, sem recorrer ao Fundo Especial de Caminhos de Ferro (FECF), órgão governamental que tinha como finalidade o financiamento de obras ferroviárias. Em vez disto, foi a própria autarquia (Câmara Municipal de Aldeia Galega) que solicitou um empréstimo para o projeto, sendo autorizada a tal por decreto de 07 de Junho de 1907. O montante em causa foi de 83.000$000 (moeda oficial da altura), com juro de 7,5%, destinado unicamente à construção, tendo a edilidade acordado em pagar a diferença entre o rendimento bruto anual do ramal – incluindo impostos – e o valor dos juros e respetivas amortizações.

A inauguração oficial deste segmento ferroviária aconteceu a 04 de Outubro de 1908, obtendo logo de início muito movimento, pelo que a autarquia pôde pagar na totalidade o empréstimo que foi distratado por um decreto de 01 de Maio de 1911 (ai…como isto me faz lembrar os tempos em que vivo…)

A circulação no ramal foi suspensa no ano de 1989. 
 
As imagens que se seguem ilustram as estações e apeadeiros deste ramal (ou o que sobrou dele).
 
- Estação do Montijo
 
 
comentário do autor: "Estação do Montijo, 2009.05.05"


 
 
- Apeadeiro de Sarilhos
comentário do autor: "Paragem de Sarilhos, 2006.03.11"


 
 
- Apeadeiro da Jardia
comentário do autor "Paragem de Jardia, 2006.03.11"


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Novo descarrilamento na Linha da Beira Alta

Pouco mais de um mês após o último descarrilamento, a Linha da Beira Alta está novamente interrompida, desta vez entre Muxagata (Fornos de Algodres) e Celorico da Beira.

"Circulação suspensa na linha da Beira Alta após descarrilamento

A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Muxagata (Fornos de Algodres) e Celorico da Beira, está suspensa devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias, informou a Refer.

O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direção a Espanha, ocorreu cerca das 22h30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira, disse à agência Lusa a porta-voz da empresa, Susana Abrantes.

Segundo a responsável, devido ao descarrilamento de "um vagão do meio" da composição, que não provocou vítimas, a circulação ferroviária está interditada entre Muxagata e Celorico da Beira.

A CP está a assegurar o transbordo rodoviário de passageiros dos comboios que ainda circulam na linha da Beira Alta - Internacional e Intercidades - a partir da estação de Fornos de Algodres, indicou.

A REFER ainda não tem conhecimento da extensão nem do tipo do eventual dano causado na via pelo descarrilamento do vagão, explicou a mesma fonte.

"Já temos uma equipa deslocada para o local, no sentido de proceder ao carrilamento e a alguma reparação de que haja necessidade", disse Susana Abrantes à Lusa."


Trabalhos na linha da Beira Alta demorados. CP assegura transbordo

A circulação está interrompida desde quarta-feira à noite devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias.


"A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres, mantém-se cortada esta quinta-feira devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias, informa a Refer. Desde a ocorrência do acidente que a CP tem assegurado o transbordo rodoviário de passageiros da ligação Internacional através de autocarros.
O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direcção a Espanha, ocorreu cerca das 22h30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira, explica a porta-voz da empresa, Susana Abrantes.
Os trabalhos para a remoção do vagão descarrilado realizaram-se durante toda a noite, adianta a porta-voz, adiantando que foi igualmente realizada uma vistoria à linha onde o incidente ocorreu.
Em declarações à Renascença, Susana Abrantes refere que não há previsão de reabertura da linha, uma vez que os trabalhos são demorados e que só depois de retirado o vagão acidentado será possível saber em que condições está a linha no local do acidente.
"Se não houver dano, como as observações feitas até ao momento demonstram, a circulação na linha será restabelecida rapidamente", avançou a responsável, escusando-se, no entanto, a apontar uma hora para o efeito.
Os vagões que se encontravam à frente do descarrilado foram retirados com a máquina locomotiva, enquanto os da retaguarda da carruagem acidentada vão ser igualmente removidos, explicou Susana Abrantes."
fonte: RR

(actualização às 22:00 de 03-Jul-2014)

"A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres, onde na quarta-feira ocorreu um descarrilamento, foi restabelecida às 21:15, informou hoje a Refer.

A meio da manhã, a Refer previu o restabelecimento da circulação na linha pelas 17:00, o que não se verificou.

A porta-voz da empresa, Susana Abrantes, adiantou que "por questões de segurança e para uma melhor avaliação" a reabertura da circulação naquela via teve de ser adiada.

O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direção a Espanha, ocorreu cerca das 22:30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira.

Os trabalhos para a remoção do vagão descarrilado realizaram-se durante toda a noite de quarta-feira para hoje, de acordo com a porta-voz da Refer, que adiantou que foi também realizada uma vistoria à linha onde o incidente ocorreu
."

fonte: RTP



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos (título do jornal ionline.pt)

Em Fevereiro de 2012, o Metropolitano de Lisboa (ML) introduziu um novo modelo de exploração, na LInha Verde. A "desculpa" apresentada era a "redução de custos de exploração". Na mesma altura e com a mesma desculpa, a velocodade de exploração foi limitada a 45km/h. Esta redução na velocidade dos comboios, constituiu uma degradação de serviço, aumentando o tempo de viagem.
Passados dois anos, a verdade vem finalmente escrita nas páginas dos jornais .... afinal a redução de velocidade foi provocada por uma limitação nos sistemas de segurança ....


Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos (título do jornal ionline.pt)

Por Carlos Diogo Santos
publicado em 30 Maio 2014 - 05:00


O Metro de Lisboa está há dois anos sem travões de emergência em qualquer um dos seus comboios. Em causa está uma falha nos freios electromagnéticos que foi detectada em 2012 e que obrigou a que a empresa desactivasse este sistema de travagem. O i sabe que esse foi aliás um dos motivos que levou à redução global da velocidade nos túneis de 60 para 45 km/h. Fontes ligadas ao sector ferroviário garantem que, se à saída do túnel, o maquinista tiver necessidade de imobilizar o comboio não conseguirá fazê-lo sem que três carruagens entrem na estação. Se os sistemas de freios estivessem todos a funcionar apenas uma entraria dado que a travagem seria muito mais rápida e eficiente. Confrontada, a empresa confirmou ao i esta deficiência, assegurando que tudo será ultrapassado nos próximos meses.

O i contactou há já vários dias o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) colocando várias questões relacionadas com esta matéria mas, até à hora de fecho, não obteve qualquer comentário. É, no entanto, a este organismo que cabe "assegurar a coordenação geral do sistema de transportes terrestres, promovendo e apoiando a implementação de estratégias que contribuam para a eficácia e segurança dos equipamentos".

Em 2011 o Metropolitano de Lisboa passou a circular a 45 km/h fora das horas de ponta e aos fins-de-semana, medida aplicada para reduzir os custos operacionais, mas desde há dois anos que essa passou a ser a velocidade máxima em todas as situações. O problema nos freios que obrigou a esta redução de velocidade nunca fora anunciado pela empresa.

"Foi detectado em 2012 um problema mecânico resultante da fadiga dos materiais de suporte dos freios electromagnéticos, que constituem um dos vários sistemas de travagem instalados no material circulante", refere a empresa pública alegando que perante este cenário "decidiu imediatamente implementar medidas de mitigação do risco, tendo optado pela desactivação deste freio em toda a frota". Esclarecem ainda que a 45 km/h conseguem apenas com os sistemas existentes "garantir a compatibilidade da infra-estrutura com o novo padrão de funcionamento."

Fonte do sector ferroviário explicou ao i que este tipo de freio desactivado há dois anos imobiliza o comboio "ao produzir uma força contrária", enquanto que actualmente, as carruagens são imobilizadas com recurso a um travão, sistema aliás idêntico ao dos carros: de disco.

O Metro de Lisboa refere ainda que os freios electromagnéticos não são travões de emergência, mas uma rápida consulta pelas características dos comboios no site da empresa permite verificar que para "travagens de emergência" existem dois freios: o electromagnético e o electropneumático.

Ou seja, segundo a descrição feita no site, sem o electromagnético restaria o electropneumático. Mas não é isso que acontece. Segundo a empresa referiu ao i, "este freio não existe no material circulante. A travagem de um comboio é assegurada por três meios distintos que solidariamente efectuam esforço de travagem necessário ao abrandamento ou à imobilização: travagem efectuada pelos motores, travagem realizada pelos freios de disco e a travagem electromagnética" - que está desactivada há dois anos. Na prática, o sistema actual de travagem do Metro da capital é idêntico ao de um carro.

REPARAÇÃO Fonte oficial da empresa garantiu ao i que a situação está neste preciso momento a ser reparada. Refere que a empresa está a proceder à substituição dos suportes de freio em toda a frota por novos elementos mecânicos. Defendem que parte da frota já foi intervencionada, ainda que nenhum comboio tenha já o novo sistema de travagem a funcionar.

Desde 2011 que o Metro de Lisboa deixou de ter a assistência técnica da Siemens. Até aí o fornecedor dos comboios era responsável pela reparação de alguns equipamentos electrónicos, como previa o contrato de assistência técnica celebrado entre as duas empresas. Mas desde há três anos que, para economizar 300 mil euros anuais, a empresa pôs fim esse contrato.

A Metro de Lisboa afirma porém que "a reparação e fornecimento dos equipamentos electrónicos, objecto do contrato com a Siemens não apresenta qualquer relação com as incidências no material circulante".

SOLUÇÃO NO SEGUNDO SEMESTRE Ainda que a empresa insista que a segurança dos passageiros não está em causa com esta desactivação de travões, garante que tudo será resolvido com a máxima brevidade. Adiantou mesmo ao i que no segundo semestre deste ano será feita a reactivação do funcionamento dos freios electromagnéticos.

Quem actualmente repara a frota do metropolitano de Lisboa são funcionários da própria empresa. Num email enviado ao i, é referido que tal manutenção está certificada "pela norma ISO 9001:2012" e que os colaboradores da empresa contam com dezenas de anos de experiência.

Apesar do contrato de assistência com a Siemens - que esteve em vigor até há três anos - fonte oficial ressalva que a manutenção sempre esteve a cargo dos funcionários da empresa pública.

CUSTOS Segundo os profissionais do sector ferroviário consultados pelo i, quando os travões eléctricos não estão a funcionar e se recorre aos travões de discos acontece um desgaste substancial destas peças que conduz a custos de manutenção elevados. Significará isto que, ao não ter sido reparado de início os freios electromagnéticos, o Metro de Lisboa terá gasto mais na manutenção dos travões "mecânicos".

"Estes travões, que não têm uma paragem tão eficiente, se estiverem em uso permanente obrigam a uma substituição muito mais frequente de cepos e discos", disse uma fonte ligada ao sector, adiantando que a poupança com a não reparação dos freios electromagnéticos não deve estar a ser muita: "A substituição de material como discos e cepos não é barata."

fonte: inoline.pt


Metro de Lisboa garante «total segurança» na circulação dos comboios

O diretor de manutenção do Metropolitano de Lisboa, Jorge Ferreira, garantiu hoje à Lusa que é "totalmente seguro" circular nos comboios do metro, apesar da existência de um problema num dos sistemas de travagem.

"O metro tem vários sistemas de travagem a funcionar. Detetámos um problema mecânico ao nível de um dos sistemas, mas é um sistema redundante e, por isso, permite, em condições totalmente seguras, a circulação do metro", assegurou Jorge Ferreira, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o mesmo responsável, a velocidade máxima de circulação dos comboios foi reduzida "por motivos de precaução", de forma a "garantir a adequação de todos os padrões de segurança comuns no metropolitano de Lisboa".

Jorge Ferreira precisou que o problema mecânico foi detetado há dois anos, numa inspeção normal dos comboios, tendo sido feita, posteriormente, a análise mecânica e decidido que "as novas peças que vão ser instaladas estão de acordo com os padrões de segurança adequados".

"Estamos neste momento a fazer novas peças metálicas, que serão certificadas com meios radiográficos, e já estão a ser instalados nos comboios estes elementos onde se verificaram as falhas mecânicas", adiantou.

Jorge Ferreira insistiu na explicação de que o sistema de travagem é "redundante", uma vez que é composto por vários elementos que, juntos, contribuem para o esforço necessário de travagem do comboio, um dos quais apresentou um problema.

"Só um dos sistemas, o que é usado em situação limite, é que teve problemas. Este não faz parte do sistema normal de travagem, não é um freio de serviço, só atua em situação limite, muito embora todos os sistemas estejam a funcionar integralmente e compatíveis uns com os outros", sublinhou.

O jornal i notícia hoje, na sua manchete, que o Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos.

Numa investigação de quatro páginas, o i revela alguns dos problemas com que se depara o metropolitano, entre os quais a segurança que é inexistente entre as 12:00 e as 17:00, alertando ainda que aos maquinistas não é feito nenhum teste psicológico.

Diário Digital com Lusa

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Novo descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)

Passaram 13 dias ... a linha ainda estava com fortes restrições de velocidade ... outra vez, quase no mesmo local (Km 63.050, em cima da ponte de Trezoi) e em circunstâncias idênticas ...

"Novo descarrilamento de comboio de mercadorias na linha da Beira Alta
CARLOS CIPRIANO 28/05/2014 - 18:52


No espaço de 15 dias registaram-se dois descarrilamentos no mesmo local da linha. Esta quarta-feira, pelas 17h, o comboio de mercadorias descarrilou ao passar a 10 Km/hora por uma ponte.

Um comboio de mercadorias da CP Carga descarrilou esta quarta-feira pelas 17h00 na ponte de Trezói (Mortágua) tendo a linha da Beira Alta ficado interrompida naquele local. A Refer não sabe ainda quando será restabelecida a circulação, estando a CP a proceder a transbordo rodoviário.

O descarrilamento aconteceu no mesmo local e em circunstâncias idênticas ao que ocorreu em 15 de Maio, quando um vagão de uma composição de mercadorias da empresa Takargo saltou dos carris e danificou a via férrea durante seis quilómetros. Desta vez não foi um, mas dois vagões que descarrilaram. Os danos foram inferiores porque o comboio circulava naquele local a uma velocidade de 10 Km/hora. Uma restrição imposta pelo facto daquele troço se encontrar em obras para reabilitar a linha devido ao descarrilamento de há 15 dias.

O comboio vinha de Vilar Formoso e tinha como destino Alfarelos. O serviço de passageiros está a ser assegurado pela CP com um esquema idêntico ao de há duas semanas: os comboios regionais têm transbordo rodoviário alternativo entre Pampilhosa e Mortágua e os Intercidades entre Coimbra e Mortágua.

No espaço de 15 dias o sistema ferroviário é confrontado com a inexistência de uma via alternativa à linha da Beira Alta, dado que o troço Guarda – Covilhã encerrou para obras em 2009, mas estas não foram concluídas. Aqueles 46 quilómetros de via férrea, por agora fechados, impedem que a circulação ferroviária para Vilar Formoso se realize pela linha da Beira Baixa.
"


Actualização: Linha reaberta, hoje (29-05-2014) no final da tarde.

domingo, 18 de maio de 2014

Comboio Presidencial (X) - do Entroncamento a Castelo Branco

Decorreu no passado dia 18 de Maio, mais um passeio organizado pelo Museu Nacional Ferroviário, utilizando a composição do comboio presidencial. A viagem entre Entroncamento e Castelo Branco foi liderada por uma locomotiva diesel da série 1400.

As imagens que se seguem ilustram a passagem desta composição por alguns dos mais emblemáticos locais da Linha da Beira Baixa.


Ricardo Barradas @ facebook

Marco Vicente @ railpictures

Nelso Silva @ facebook

Nelso Silva @ facebook

André Lourenço @ flickr

Nelso Silva @ facebook


Diogo Domingos @ facebook

Nelso Silva @ facebook


Claudio Amendoeira @ facebook

Nelso Silva @ facebook



Ricardo Barradas @ facebook


Nuno Pais @ facebook

Nelso Silva @ facebook


Gonçalo Ribera @ railpictures

Nelso Silva @ facebook


Nelso Silva @ facebook


 
 Gonçalo Ribera @ railpictures


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)





Linha da Beira Alta
Hoje, pelas 12:30, um vagão de um comboio de mercadorias, da empresa Takargo, descarrilou na Linha da Beira Alta, próximo do Apeadeiro de Luso-Buçaco.
Em resultado deste descarrilamento registaram-se danos na infraestrutura ferroviária que obrigarão à suspensão da circulação no troço Mortágua – Pampilhosa, sem que seja possível prever quando a mesma será restabelecida em condições normais, sendo certo que tal só acontecerá quando estiverem garantidos todos os requisitos de segurança.
A REFER mobilizou de imediato todos os meios para o local no sentido de ser desencadeado o processo de carrilamento do vagão e reparação dos danos.
A CP está a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.
15 de maio de 2014
 fonte: REFER




Um comboio de mercadorias descarrilou esta tarde na linha da Beira alta, junto à estação do Luso. Não há feridos a registar mas a circulação na linha está suspensa até que as composições sejam retiradas.

A composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, deslocava-se no  sentido Guarda-Coimbra quando descarrilou, pouco antes das 14:00, numa ponte  próxima da estação do Luso, disse à agência Lusa a fonte das relações públicas  da Comboios de Portugal (CP), indicando que o acidente não causou vítimas.

A suspensão temporária da circulação levou a CP a fretar autocarros  para assegurar o transbordo dos passageiros dos comboios intercidades e  regionais da Linha da Beira Alta, adiantou.

Entretanto, um desses autocarros, que circulava hoje à tarde no IP3  a caminho de Coimbra, teve de parar na zona de Penacova devido a uma avaria,  disse à Lusa uma fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra.

Após 40 minutos de espera, os passageiros puderam seguir viagem, cerca  das 17:00, num outro autocarro, enquanto a viatura avariada aguarda agora  por assistência mecânica, no nó da Espinheira do IP3, de acordo com a mesma  fonte policial.
fonte: SIC




Comboio descarrila no Luso e corta Linha da Beira Alta

Um comboio de mercadorias descarrilou junto à estação do Luso, Mealhada, esta quinta-feira, por volta das 14 horas, obrigando à suspensão da circulação na Linha da Beira Alta e ao corte do trânsito na Estrada Nacional nº 335, que liga Anadia a Penacova, disse, ao JN, fonte da GNR.

Uma testemunha contou ao JN que o incidente, que não provocou feridos - apenas prejuízos materiais -, terá ocorrido por volta das 14 horas. "O meu irmão diz ter ouvido muito barulho na ponte ferroviária metálica, que passa sobre a aldeia de Várzeas. De seguida, ouviu uns estrondos, parecidos com petardos a rebentar. E foi então que percebeu que era o comboio, que circulava no sentido Guarda-Coimbra, que estava a arrancar todas as travessas centrais da linha", descreveu a fonte.

O mesmo morador do Luso explicou que o comboio acabou por ficar imobilizado imediatamente após atravessar a ponte metálica, que é bastante alta. "Ficou parado junto à estação do Luso, o que obrigou ao fecho da passagem de nível e ao corte do trânsito rodoviário na EN 335", disse a fonte, manifestando-se apreensiva relativamente à duração do corte da estrada, que "acarreta enormes prejuízos para os moradores".

Recorde-se que, para além de ser a principal ligação de transporte ferroviário de mercadorias com o estrangeiro, é pela Linha da Beira Alta que circula o Sud Express. "Hoje à tarde, a ligação a Paris não ocorrerá", disse, ao JN, fonte da empresa.
fonte: JN


Fotos de Claudio Amendoeira @ facebook 

fonte: facebook
fonte: facebook


Actualização 16/05/2014 21:00
A circulação na Linha da Beira Alta entre Mortágua e Pampilhosa, onde na quinta-feira ocorreu o descarrilamento de um comboio de mercadorias, deverá ser retomada na segunda-feira, informou hoje a Refer.

“Tendo presente a evolução dos trabalhos – e ainda que com limitações de velocidade – é nossa expetativa que a circulação no troço possa vir a ser retomada durante o dia de segunda-feira”, refere uma nota da Rede Ferroviária Nacional (Refer), enviada às 19:30.

A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi suspensa, na quinta-feira, na zona do Luso, após o descarrilamento de um comboio de mercadorias, às 12:30, tendo prosseguido hoje os trabalhos de reparação da via.

“Estamos a falar de uma extensão de seis quilómetros de destruição, que inclui três pontes”, disse de manhã à agência Lusa uma fonte das relações públicas da Refer.

Um dos 19 vagões de uma composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, que percorria a Linha da Beira Alta no sentido Vilar Formoso-Coimbra, descarrilou próximo do apeadeiro do Luso-Buçaço, no concelho da Mealhada.

O comboio transportava bobinas de papel. Um dos vagões do meio da composição saiu dos carris e “foi destruindo a via num trajeto de seis quilómetros”, segundo a fonte da Refer.

A CP – Comboios de Portugal continua a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.


 

sábado, 3 de maio de 2014

O comboio do Benfica - Rio Ave (7 Maio)

Só um grande clube seria capaz de mobilizar milhares de adeptos e de os "obrigar" a andar de comboio ....



Desta vez, dois comboios especiais com destino à cidade de Leiria. Será que vamos ver o regresso das 1930 ao Oeste?

Nota: sobre os comboios especiais para a final da Liga dos Campeões, escreverei algo assim que houver certezas. Para já, "fala-se" em quatro comboios vindos de Madrid ....

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Os passeios do PTG - 2006 (revisitado)

Mais algumas imagens dos passeios do PTG em Outubro de 2006:


comentário do autor: "CP Alsthom 1935 arrives at Coimbra with empty stock for the 09.33 PTG charter to Pocinhho on Friday 6th October 2006"


comentário do autor: "CP Alsthom 1935 stands at Pocinho with the 16.42 PTG charter to Coimbra on Friday 6th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 prepares to depart from Serpins with the 11.20 PTG charter to Figueira da Foz on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 makes a short stop at Cantanhede with the 11.20 PTG charter from Serpins to Figueira da Foz on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 stands at Valado with the 15.45 PTG charter from Figueira da Foz to Lisboa Oriente on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 has just arrived at Lisboa Oriente with the 15.45 PTG charter from Figueria da Foz on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP Stainless Steel 2556 stands at Lisboa Oriente with the 09.30 PTG charter to Neves Corvo on Sunday 8th October 2006. This loco worked to Setil for MLW 1564 forward."