sexta-feira, 30 de maio de 2014

Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos (título do jornal ionline.pt)

Em Fevereiro de 2012, o Metropolitano de Lisboa (ML) introduziu um novo modelo de exploração, na LInha Verde. A "desculpa" apresentada era a "redução de custos de exploração". Na mesma altura e com a mesma desculpa, a velocodade de exploração foi limitada a 45km/h. Esta redução na velocidade dos comboios, constituiu uma degradação de serviço, aumentando o tempo de viagem.
Passados dois anos, a verdade vem finalmente escrita nas páginas dos jornais .... afinal a redução de velocidade foi provocada por uma limitação nos sistemas de segurança ....


Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos (título do jornal ionline.pt)

Por Carlos Diogo Santos
publicado em 30 Maio 2014 - 05:00


O Metro de Lisboa está há dois anos sem travões de emergência em qualquer um dos seus comboios. Em causa está uma falha nos freios electromagnéticos que foi detectada em 2012 e que obrigou a que a empresa desactivasse este sistema de travagem. O i sabe que esse foi aliás um dos motivos que levou à redução global da velocidade nos túneis de 60 para 45 km/h. Fontes ligadas ao sector ferroviário garantem que, se à saída do túnel, o maquinista tiver necessidade de imobilizar o comboio não conseguirá fazê-lo sem que três carruagens entrem na estação. Se os sistemas de freios estivessem todos a funcionar apenas uma entraria dado que a travagem seria muito mais rápida e eficiente. Confrontada, a empresa confirmou ao i esta deficiência, assegurando que tudo será ultrapassado nos próximos meses.

O i contactou há já vários dias o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) colocando várias questões relacionadas com esta matéria mas, até à hora de fecho, não obteve qualquer comentário. É, no entanto, a este organismo que cabe "assegurar a coordenação geral do sistema de transportes terrestres, promovendo e apoiando a implementação de estratégias que contribuam para a eficácia e segurança dos equipamentos".

Em 2011 o Metropolitano de Lisboa passou a circular a 45 km/h fora das horas de ponta e aos fins-de-semana, medida aplicada para reduzir os custos operacionais, mas desde há dois anos que essa passou a ser a velocidade máxima em todas as situações. O problema nos freios que obrigou a esta redução de velocidade nunca fora anunciado pela empresa.

"Foi detectado em 2012 um problema mecânico resultante da fadiga dos materiais de suporte dos freios electromagnéticos, que constituem um dos vários sistemas de travagem instalados no material circulante", refere a empresa pública alegando que perante este cenário "decidiu imediatamente implementar medidas de mitigação do risco, tendo optado pela desactivação deste freio em toda a frota". Esclarecem ainda que a 45 km/h conseguem apenas com os sistemas existentes "garantir a compatibilidade da infra-estrutura com o novo padrão de funcionamento."

Fonte do sector ferroviário explicou ao i que este tipo de freio desactivado há dois anos imobiliza o comboio "ao produzir uma força contrária", enquanto que actualmente, as carruagens são imobilizadas com recurso a um travão, sistema aliás idêntico ao dos carros: de disco.

O Metro de Lisboa refere ainda que os freios electromagnéticos não são travões de emergência, mas uma rápida consulta pelas características dos comboios no site da empresa permite verificar que para "travagens de emergência" existem dois freios: o electromagnético e o electropneumático.

Ou seja, segundo a descrição feita no site, sem o electromagnético restaria o electropneumático. Mas não é isso que acontece. Segundo a empresa referiu ao i, "este freio não existe no material circulante. A travagem de um comboio é assegurada por três meios distintos que solidariamente efectuam esforço de travagem necessário ao abrandamento ou à imobilização: travagem efectuada pelos motores, travagem realizada pelos freios de disco e a travagem electromagnética" - que está desactivada há dois anos. Na prática, o sistema actual de travagem do Metro da capital é idêntico ao de um carro.

REPARAÇÃO Fonte oficial da empresa garantiu ao i que a situação está neste preciso momento a ser reparada. Refere que a empresa está a proceder à substituição dos suportes de freio em toda a frota por novos elementos mecânicos. Defendem que parte da frota já foi intervencionada, ainda que nenhum comboio tenha já o novo sistema de travagem a funcionar.

Desde 2011 que o Metro de Lisboa deixou de ter a assistência técnica da Siemens. Até aí o fornecedor dos comboios era responsável pela reparação de alguns equipamentos electrónicos, como previa o contrato de assistência técnica celebrado entre as duas empresas. Mas desde há três anos que, para economizar 300 mil euros anuais, a empresa pôs fim esse contrato.

A Metro de Lisboa afirma porém que "a reparação e fornecimento dos equipamentos electrónicos, objecto do contrato com a Siemens não apresenta qualquer relação com as incidências no material circulante".

SOLUÇÃO NO SEGUNDO SEMESTRE Ainda que a empresa insista que a segurança dos passageiros não está em causa com esta desactivação de travões, garante que tudo será resolvido com a máxima brevidade. Adiantou mesmo ao i que no segundo semestre deste ano será feita a reactivação do funcionamento dos freios electromagnéticos.

Quem actualmente repara a frota do metropolitano de Lisboa são funcionários da própria empresa. Num email enviado ao i, é referido que tal manutenção está certificada "pela norma ISO 9001:2012" e que os colaboradores da empresa contam com dezenas de anos de experiência.

Apesar do contrato de assistência com a Siemens - que esteve em vigor até há três anos - fonte oficial ressalva que a manutenção sempre esteve a cargo dos funcionários da empresa pública.

CUSTOS Segundo os profissionais do sector ferroviário consultados pelo i, quando os travões eléctricos não estão a funcionar e se recorre aos travões de discos acontece um desgaste substancial destas peças que conduz a custos de manutenção elevados. Significará isto que, ao não ter sido reparado de início os freios electromagnéticos, o Metro de Lisboa terá gasto mais na manutenção dos travões "mecânicos".

"Estes travões, que não têm uma paragem tão eficiente, se estiverem em uso permanente obrigam a uma substituição muito mais frequente de cepos e discos", disse uma fonte ligada ao sector, adiantando que a poupança com a não reparação dos freios electromagnéticos não deve estar a ser muita: "A substituição de material como discos e cepos não é barata."

fonte: inoline.pt


Metro de Lisboa garante «total segurança» na circulação dos comboios

O diretor de manutenção do Metropolitano de Lisboa, Jorge Ferreira, garantiu hoje à Lusa que é "totalmente seguro" circular nos comboios do metro, apesar da existência de um problema num dos sistemas de travagem.

"O metro tem vários sistemas de travagem a funcionar. Detetámos um problema mecânico ao nível de um dos sistemas, mas é um sistema redundante e, por isso, permite, em condições totalmente seguras, a circulação do metro", assegurou Jorge Ferreira, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o mesmo responsável, a velocidade máxima de circulação dos comboios foi reduzida "por motivos de precaução", de forma a "garantir a adequação de todos os padrões de segurança comuns no metropolitano de Lisboa".

Jorge Ferreira precisou que o problema mecânico foi detetado há dois anos, numa inspeção normal dos comboios, tendo sido feita, posteriormente, a análise mecânica e decidido que "as novas peças que vão ser instaladas estão de acordo com os padrões de segurança adequados".

"Estamos neste momento a fazer novas peças metálicas, que serão certificadas com meios radiográficos, e já estão a ser instalados nos comboios estes elementos onde se verificaram as falhas mecânicas", adiantou.

Jorge Ferreira insistiu na explicação de que o sistema de travagem é "redundante", uma vez que é composto por vários elementos que, juntos, contribuem para o esforço necessário de travagem do comboio, um dos quais apresentou um problema.

"Só um dos sistemas, o que é usado em situação limite, é que teve problemas. Este não faz parte do sistema normal de travagem, não é um freio de serviço, só atua em situação limite, muito embora todos os sistemas estejam a funcionar integralmente e compatíveis uns com os outros", sublinhou.

O jornal i notícia hoje, na sua manchete, que o Metro de Lisboa não tem travões de emergência há dois anos.

Numa investigação de quatro páginas, o i revela alguns dos problemas com que se depara o metropolitano, entre os quais a segurança que é inexistente entre as 12:00 e as 17:00, alertando ainda que aos maquinistas não é feito nenhum teste psicológico.

Diário Digital com Lusa

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Novo descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)

Passaram 13 dias ... a linha ainda estava com fortes restrições de velocidade ... outra vez, quase no mesmo local (Km 63.050, em cima da ponte de Trezoi) e em circunstâncias idênticas ...

"Novo descarrilamento de comboio de mercadorias na linha da Beira Alta
CARLOS CIPRIANO 28/05/2014 - 18:52


No espaço de 15 dias registaram-se dois descarrilamentos no mesmo local da linha. Esta quarta-feira, pelas 17h, o comboio de mercadorias descarrilou ao passar a 10 Km/hora por uma ponte.

Um comboio de mercadorias da CP Carga descarrilou esta quarta-feira pelas 17h00 na ponte de Trezói (Mortágua) tendo a linha da Beira Alta ficado interrompida naquele local. A Refer não sabe ainda quando será restabelecida a circulação, estando a CP a proceder a transbordo rodoviário.

O descarrilamento aconteceu no mesmo local e em circunstâncias idênticas ao que ocorreu em 15 de Maio, quando um vagão de uma composição de mercadorias da empresa Takargo saltou dos carris e danificou a via férrea durante seis quilómetros. Desta vez não foi um, mas dois vagões que descarrilaram. Os danos foram inferiores porque o comboio circulava naquele local a uma velocidade de 10 Km/hora. Uma restrição imposta pelo facto daquele troço se encontrar em obras para reabilitar a linha devido ao descarrilamento de há 15 dias.

O comboio vinha de Vilar Formoso e tinha como destino Alfarelos. O serviço de passageiros está a ser assegurado pela CP com um esquema idêntico ao de há duas semanas: os comboios regionais têm transbordo rodoviário alternativo entre Pampilhosa e Mortágua e os Intercidades entre Coimbra e Mortágua.

No espaço de 15 dias o sistema ferroviário é confrontado com a inexistência de uma via alternativa à linha da Beira Alta, dado que o troço Guarda – Covilhã encerrou para obras em 2009, mas estas não foram concluídas. Aqueles 46 quilómetros de via férrea, por agora fechados, impedem que a circulação ferroviária para Vilar Formoso se realize pela linha da Beira Baixa.
"


Actualização: Linha reaberta, hoje (29-05-2014) no final da tarde.

domingo, 18 de maio de 2014

Comboio Presidencial (X) - do Entroncamento a Castelo Branco

Decorreu no passado dia 18 de Maio, mais um passeio organizado pelo Museu Nacional Ferroviário, utilizando a composição do comboio presidencial. A viagem entre Entroncamento e Castelo Branco foi liderada por uma locomotiva diesel da série 1400.

As imagens que se seguem ilustram a passagem desta composição por alguns dos mais emblemáticos locais da Linha da Beira Baixa.


Ricardo Barradas @ facebook

Marco Vicente @ railpictures

Nelso Silva @ facebook

Nelso Silva @ facebook

André Lourenço @ flickr

Nelso Silva @ facebook


Diogo Domingos @ facebook

Nelso Silva @ facebook


Claudio Amendoeira @ facebook

Nelso Silva @ facebook



Ricardo Barradas @ facebook


Nuno Pais @ facebook

Nelso Silva @ facebook


Gonçalo Ribera @ railpictures

Nelso Silva @ facebook


Nelso Silva @ facebook


 
 Gonçalo Ribera @ railpictures


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)





Linha da Beira Alta
Hoje, pelas 12:30, um vagão de um comboio de mercadorias, da empresa Takargo, descarrilou na Linha da Beira Alta, próximo do Apeadeiro de Luso-Buçaco.
Em resultado deste descarrilamento registaram-se danos na infraestrutura ferroviária que obrigarão à suspensão da circulação no troço Mortágua – Pampilhosa, sem que seja possível prever quando a mesma será restabelecida em condições normais, sendo certo que tal só acontecerá quando estiverem garantidos todos os requisitos de segurança.
A REFER mobilizou de imediato todos os meios para o local no sentido de ser desencadeado o processo de carrilamento do vagão e reparação dos danos.
A CP está a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.
15 de maio de 2014
 fonte: REFER




Um comboio de mercadorias descarrilou esta tarde na linha da Beira alta, junto à estação do Luso. Não há feridos a registar mas a circulação na linha está suspensa até que as composições sejam retiradas.

A composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, deslocava-se no  sentido Guarda-Coimbra quando descarrilou, pouco antes das 14:00, numa ponte  próxima da estação do Luso, disse à agência Lusa a fonte das relações públicas  da Comboios de Portugal (CP), indicando que o acidente não causou vítimas.

A suspensão temporária da circulação levou a CP a fretar autocarros  para assegurar o transbordo dos passageiros dos comboios intercidades e  regionais da Linha da Beira Alta, adiantou.

Entretanto, um desses autocarros, que circulava hoje à tarde no IP3  a caminho de Coimbra, teve de parar na zona de Penacova devido a uma avaria,  disse à Lusa uma fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra.

Após 40 minutos de espera, os passageiros puderam seguir viagem, cerca  das 17:00, num outro autocarro, enquanto a viatura avariada aguarda agora  por assistência mecânica, no nó da Espinheira do IP3, de acordo com a mesma  fonte policial.
fonte: SIC




Comboio descarrila no Luso e corta Linha da Beira Alta

Um comboio de mercadorias descarrilou junto à estação do Luso, Mealhada, esta quinta-feira, por volta das 14 horas, obrigando à suspensão da circulação na Linha da Beira Alta e ao corte do trânsito na Estrada Nacional nº 335, que liga Anadia a Penacova, disse, ao JN, fonte da GNR.

Uma testemunha contou ao JN que o incidente, que não provocou feridos - apenas prejuízos materiais -, terá ocorrido por volta das 14 horas. "O meu irmão diz ter ouvido muito barulho na ponte ferroviária metálica, que passa sobre a aldeia de Várzeas. De seguida, ouviu uns estrondos, parecidos com petardos a rebentar. E foi então que percebeu que era o comboio, que circulava no sentido Guarda-Coimbra, que estava a arrancar todas as travessas centrais da linha", descreveu a fonte.

O mesmo morador do Luso explicou que o comboio acabou por ficar imobilizado imediatamente após atravessar a ponte metálica, que é bastante alta. "Ficou parado junto à estação do Luso, o que obrigou ao fecho da passagem de nível e ao corte do trânsito rodoviário na EN 335", disse a fonte, manifestando-se apreensiva relativamente à duração do corte da estrada, que "acarreta enormes prejuízos para os moradores".

Recorde-se que, para além de ser a principal ligação de transporte ferroviário de mercadorias com o estrangeiro, é pela Linha da Beira Alta que circula o Sud Express. "Hoje à tarde, a ligação a Paris não ocorrerá", disse, ao JN, fonte da empresa.
fonte: JN


Fotos de Claudio Amendoeira @ facebook 

fonte: facebook
fonte: facebook


Actualização 16/05/2014 21:00
A circulação na Linha da Beira Alta entre Mortágua e Pampilhosa, onde na quinta-feira ocorreu o descarrilamento de um comboio de mercadorias, deverá ser retomada na segunda-feira, informou hoje a Refer.

“Tendo presente a evolução dos trabalhos – e ainda que com limitações de velocidade – é nossa expetativa que a circulação no troço possa vir a ser retomada durante o dia de segunda-feira”, refere uma nota da Rede Ferroviária Nacional (Refer), enviada às 19:30.

A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi suspensa, na quinta-feira, na zona do Luso, após o descarrilamento de um comboio de mercadorias, às 12:30, tendo prosseguido hoje os trabalhos de reparação da via.

“Estamos a falar de uma extensão de seis quilómetros de destruição, que inclui três pontes”, disse de manhã à agência Lusa uma fonte das relações públicas da Refer.

Um dos 19 vagões de uma composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, que percorria a Linha da Beira Alta no sentido Vilar Formoso-Coimbra, descarrilou próximo do apeadeiro do Luso-Buçaço, no concelho da Mealhada.

O comboio transportava bobinas de papel. Um dos vagões do meio da composição saiu dos carris e “foi destruindo a via num trajeto de seis quilómetros”, segundo a fonte da Refer.

A CP – Comboios de Portugal continua a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.


 

sábado, 3 de maio de 2014

O comboio do Benfica - Rio Ave (7 Maio)

Só um grande clube seria capaz de mobilizar milhares de adeptos e de os "obrigar" a andar de comboio ....



Desta vez, dois comboios especiais com destino à cidade de Leiria. Será que vamos ver o regresso das 1930 ao Oeste?

Nota: sobre os comboios especiais para a final da Liga dos Campeões, escreverei algo assim que houver certezas. Para já, "fala-se" em quatro comboios vindos de Madrid ....

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Os passeios do PTG - 2006 (revisitado)

Mais algumas imagens dos passeios do PTG em Outubro de 2006:


comentário do autor: "CP Alsthom 1935 arrives at Coimbra with empty stock for the 09.33 PTG charter to Pocinhho on Friday 6th October 2006"


comentário do autor: "CP Alsthom 1935 stands at Pocinho with the 16.42 PTG charter to Coimbra on Friday 6th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 prepares to depart from Serpins with the 11.20 PTG charter to Figueira da Foz on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 makes a short stop at Cantanhede with the 11.20 PTG charter from Serpins to Figueira da Foz on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 stands at Valado with the 15.45 PTG charter from Figueira da Foz to Lisboa Oriente on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP English Electric 1461 has just arrived at Lisboa Oriente with the 15.45 PTG charter from Figueria da Foz on Saturday 7th October 2006."


comentário do autor: "CP Stainless Steel 2556 stands at Lisboa Oriente with the 09.30 PTG charter to Neves Corvo on Sunday 8th October 2006. This loco worked to Setil for MLW 1564 forward."









terça-feira, 29 de abril de 2014

Linha do Oeste - Que Futuro? (III)

“A linha do Oeste é uma bandeira para a CP” diz o presidente da empresa
in Gazeta das Caldas


As “camellos” no Oeste
As automotoras que a CP alugou à Renfe ficaram conhecidas na gíria ferroviária como as “camellos” (camelos) em virtude de os aparelhos de ar condicionado instaladas no tejadilho se parecerem com as bossas daqueles animais.
São estes veículos – designados por automotoras 592 – que virão circular para a linha do Oeste em substituição das velhinhas Allan.
As 592 também não são novas. Datam de 1981 e 1984 e até já foram retiradas de serviço no país vizinho. Mas em relação ao material que a CP tem no Oeste representam, ainda assim, um salto qualitativo.
Cada automotora, com três carruagens, tem capacidade para 200 a 228 passageiros (consoante a série) e podem circular a 120 ou a 140 Km/h, também consoante a série de fabrico.
Manuel Queiró diz que a sua vinda para a linha do Oeste será acompanhada de mudanças na área comercial e na oferta para atrair mais passageiros.

(sublinhado da minha autoria)
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As automotoras da série 592 circlam actualmente nas linhas do Douro e Minho. Realizam serviços entre Porto e Vigo e entre Porto e Pocinho. Das 17 unidades, é frequente estarem algumas encostadas para manutenção ou para limpeza de pinturas rupestres. É também frequente ver-se comboios a ser realizados com recurso a composições clássicas, isto é, com máquina e carruagem.
Sendo assim, a pergunta é óbvia: se as (ou algumas das) automotoras da série 592 vão para o Oeste, o que as irá substituir no Douro e Minho?




Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O Larmanjat

Larmanjat e outros transportes no Termo (Fevereiro 3, 2010 | por: Vitor Adrião)
 
"[...]Nos inícios do século XX rareava o transporte regular de pessoas do Termo para a capital, e vice-versa.

Havia a diligência, antigo meio de transporte do colectivo, puxada por fogosos cavalos, vinda de Torres Vedras, atravessando Loures e procedendo à muda de equídeos na estação da Malaposta, junto ao Olival Basto, antes de seguir para a estação central na Calçada do Combro, junto ao Correio Geral, conforme informa Maria Amélia da Motta Capitão in Subsídios para a História dos Transportes Terrestres em Lisboa no Século XIX, Lisboa, 1974.

O serviço de mala-posta, inaugurado em 17.9.1798, desapareceu por completo no primeiro quartel do século XX, tendo sido o principal meio de comunicação e distribuição de correio na Estremadura. Além do correio, a diligência podia levar quatro passageiros, ao preço de 9.600 réis por pessoa, e mais 320 de gorjeta para o cocheiro e os sotas (isto cerca de 1802). Serviço executado duas vezes por semana, o horário coadunava-se com o aproveitamento da melhor temperatura do dia, no Inverno, sendo a partida às 5 horas; no Verão, às 17 horas (in Maria Amélia Capitão, ob. cit.).

A par da mala-posta, criada para longos cursos, havia as carruagens públicas, ou omnibus (do latim omnes = todas as pessoas, toda a gente), fazendo pequenas carreiras em Lisboa e também ligando esta aos lugares mais próximos no Termo: Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra e Loures.

A Companhia de Carruagens Omnibus de Lisboa foi constituída com estatutos aprovados em Abril de 1836 (ou em 29.4.1837), tendo as carreiras começado com dez carros, em 1835. O omnibus era um carro pesado e barulhento de grandes dimensões, com quatro rodas, cinco janelas de cada lado, porta na retaguarda, estribo para os passageiros subirem, etc. Podia transportar quinze pessoas. Era puxado por duas parelhas de cavalos ou de muares, indo um sota na parelha da frente e o cocheiro sentado no tejadilho, com as rédeas bem seguras.

A aparição da concorrência de outras companhias de carruagens, ditou o declínio desta primeira empresa de omnibus (nome que se popularizou no Brasil sob o designativo ónibus, que entre nós, portugueses, é o autocarro) por volta de 1868, o qual já começara em 24.2.1865, quando um violento incêndio nas suas cocheiras matara mais de metade dos cinquenta cavalos (in Vasco Callixto, As Rodas da Capital – História dos Meios de Transporte da Cidade de Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1967).

Em 1870, o lisboeta e o saloio conheceram um “exótico” comboio de tracção mecânica: o larmanjat (nome herdado do francês seu criador, J. Larmanjat). Este comboio deslizava sobre um carril central e duas “passadeiras” de madeira, para as rodas laterais. Em 31.1.1870 foi inaugurado este sistema em Lisboa, no trajecto Largo de Santa Bárbara – Alameda do Lumiar, gastando cerca de uma hora na viagem de ida e volta. A estação central ficava no Palácio dos Condes de S. Miguel, na Rua de Arroios.




O larmanjat foi mal aceite por utentes e não utentes, cocheiros e carroceiros, poetas e toda a imprensa, ridicularizaram-no, chamaram-lhe “comboio de areia”, “demónio negro”, etc. Houve mesmo espancamento de maquinistas e actos de sabotagem.

Para revigorar este sistema foi fundada uma empresa inglesa, que recebeu as concessões da anterior: a Companhia dos Tramways a Vapor, com escritórios em S. Sebastião da Pedreira e estação central nas Portas do Rego, de onde partiam duas novas linhas: a de Sintra, inaugurada em 2 de Julho (ou Junho) de 1873, sendo aberta ao público no dia 5. Gastava 1 hora e 55 minutos na viagem; e a de Torres Vedras, cujo serviço começou em 6.9.1873, levando cerca de 5 horas por viagem.

Houve muito entusiasmo das populações que vitoriaram o rei D. Luís, a soberana inglesa, o marechal Saldanha, etc., quando se mostraram viajando neste comboio, num acto político público visando demonstrar que este era um meio de transporte seguro, o que não convenceu praticamente ninguém, e foram aclamados só pela sua grande coragem, ousadia ou loucura em viajar no “comboio da morte”, fama de que nunca se livrou enquanto existiu.



Com efeito, o larmanjat teve vida curta por causa dos frequentes descarrilamentos, dos tombos dos passageiros, das avarias, da muita poeirada, dos grandes atrasos e, em especial, da má administração da empresa. Apesar de terem sido organizados serviços especiais para as feiras do Campo Grande e das Mercês, o larmanjat acabou de vez em 1877 (in Francisco Santana e Eduardo Sucena, Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994).
 
Ainda acerca da via monocarrilada Larmanjat, Torres Vedras – Lisboa, atravessando Loures, escreveu Adão de Carvalho (in Memórias de Torres de Vedras, Assembleia Distrital de Lisboa, Serviços de Cultura, 1991):

“Em 6 de Setembro de 1873, foi inaugurado o caminho-de-ferro Larmanjat, entre Lisboa e Torres Vedras, sendo a estação desta vila situada no Bairro Tertuliano, no velho prédio de primeiro andar existente por detrás da casa do Sr. Venceslau dos Santos.

“As estações eram: Turcifal, Freixofeira, Barras, Vila Franca do Rosário, Malveira, Venda do Pinheiro, Lousa, Pinheiro de Loures, Loures, Santo Adrião, Nova Sintra (nome de armazém ainda existente ao início da Calçada do Carriche, no Olival Basto, um pouco adiante do edifício da Mala Posta – Nota V.M.A.), Lumiar, Campo Grande, Campo Pequeno e Lisboa.

“O preço das passagens para Lisboa era de novecentos réis, em 1.ª classe, e setecentos réis, em 3.ª. Não tinha 2.ª classe.


“A linha, muito rudimentar, com um carril central de ferro e calhas laterais de madeira, acompanhava em quase toda a extensão a estrada real (de Mafra); porém, este sistema deu tão maus resultados, pelos contínuos descarrilamentos e tombos em toda a viagem que os passageiros sofriam, que estes preferiam as diligências. E assim, ao fim de poucos meses de exploração, acabou o caminho-de-ferro Larmanjat.”
Vitor Manuel Adrião in odivelas.com
vitoradriao@portugalis.com"
 






quarta-feira, 16 de abril de 2014

O comboio histórico no Ramal da Lousã (Outubro 2002)

Em Outubro de 2002 a locomotiva a vapor 0186 traccionou o comboio histórico, entre Coimbra e Serpins. As imagens que se seguem documentam esta peculiar viagem, que muito provavelmente não se voltará a repetir.

comentário do autor: "A Allan railcar shunts with the CP 0186 and the historic train in Coimbra B. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the station of Coimbra. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 leaves de station of Coimbra on it's way to Serpins. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the streets (Av. Emídio Navarro) of Coimbra on it's way to Serpins. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 passes with the historic train the Portela bridge over the Modego river. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the station of Miranda do Corvo. Miranda do Corvo, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 passes with the historic train the Seprins bridge over the Ceira river. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 takes water in the station of Serpins. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 is with the historic train ready to depart in Serpins. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the streets (Av. Emídio Navarro) of Coïmbra on it's way to the station of Coïmbra. Coïmbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train near the station of Coïmbra. Coïmbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "With the transportation of the historic train to Porto a week full of steam on portugues tracks is ending. The CP 2602 with the historic train in Pampilhosa. Pampilhosa, the 26th of October 2002"


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.



















sábado, 12 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve III

No dia 09 de Abril, a FECTRANS (CGTP/PCP) emitiu um comunicado destinado à população em geral e aos clientes do Metropolitano de Lisboa, em particular.
Na qualidade de cliente diário do Metropolitano de Lisboa (cliente com título de transporte pago e válido), deixo aqui os meus comentários:
Começamos mal .... "Caro Utente"? Mas, eu pago pelo serviço que me é prestado .... não estou a utilizar algo sem pagar .... sendo assim, deveria ser "Caro Cliente:".

Começamos mal e continuamos mal .... o dinheiro correspondente ao aumento do passe social foi destinado ao equilíbrio financeiro da exploração comercial, isto é, para pagar o buraco orçamental provocado pelos elevadíssimos ordenados dos funcionários e quadros dirigentes do Metro de Lisboa. Outra dúvida: afinal os títulos ficaram mais caros 27% ou 67%?

Factos: o passe do Metro que em 2010 custava 19 euros apenas dava para a zona 1 da rede do ML. Hoje, o título correspondente dá para todas as zonas e também para a Carris. O bilhete simples de 2 zonas acabou, dando origem a um único bilhete, válido na Carris e no ML.
Não consegui encontrar a linha/horário onde o intervalo entre comboios tivesse passado de 4 para 12 minutos .... mais um mistério?
Embora não assumido publicamente por administração ou trabalhadores, é um facto que o ML desinvestiu na manutenção preventiva do material circulante e da infraestrutura. A consequência foi obviamente o aumento do número de avarias, provocando as já mais que habituais "perturbações".

E agora, luto com eles? Obviamente que não. As sucessivas greves têm sido para exigir a reposição de regalias perdidas (ordenados, complementos de reforma, horas extra, etc etc) e nunca para exigir mais comboios a circular, maior velocidade de exploração ou intervalos menores.



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.