quarta-feira, 16 de abril de 2014

O comboio histórico no Ramal da Lousã (Outubro 2002)

Em Outubro de 2002 a locomotiva a vapor 0186 traccionou o comboio histórico, entre Coimbra e Serpins. As imagens que se seguem documentam esta peculiar viagem, que muito provavelmente não se voltará a repetir.

comentário do autor: "A Allan railcar shunts with the CP 0186 and the historic train in Coimbra B. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the station of Coimbra. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 leaves de station of Coimbra on it's way to Serpins. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the streets (Av. Emídio Navarro) of Coimbra on it's way to Serpins. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 passes with the historic train the Portela bridge over the Modego river. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the station of Miranda do Corvo. Miranda do Corvo, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 passes with the historic train the Seprins bridge over the Ceira river. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 takes water in the station of Serpins. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 is with the historic train ready to depart in Serpins. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the streets (Av. Emídio Navarro) of Coïmbra on it's way to the station of Coïmbra. Coïmbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train near the station of Coïmbra. Coïmbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "With the transportation of the historic train to Porto a week full of steam on portugues tracks is ending. The CP 2602 with the historic train in Pampilhosa. Pampilhosa, the 26th of October 2002"


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.



















sábado, 12 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve III

No dia 09 de Abril, a FECTRANS (CGTP/PCP) emitiu um comunicado destinado à população em geral e aos clientes do Metropolitano de Lisboa, em particular.
Na qualidade de cliente diário do Metropolitano de Lisboa (cliente com título de transporte pago e válido), deixo aqui os meus comentários:
Começamos mal .... "Caro Utente"? Mas, eu pago pelo serviço que me é prestado .... não estou a utilizar algo sem pagar .... sendo assim, deveria ser "Caro Cliente:".

Começamos mal e continuamos mal .... o dinheiro correspondente ao aumento do passe social foi destinado ao equilíbrio financeiro da exploração comercial, isto é, para pagar o buraco orçamental provocado pelos elevadíssimos ordenados dos funcionários e quadros dirigentes do Metro de Lisboa. Outra dúvida: afinal os títulos ficaram mais caros 27% ou 67%?

Factos: o passe do Metro que em 2010 custava 19 euros apenas dava para a zona 1 da rede do ML. Hoje, o título correspondente dá para todas as zonas e também para a Carris. O bilhete simples de 2 zonas acabou, dando origem a um único bilhete, válido na Carris e no ML.
Não consegui encontrar a linha/horário onde o intervalo entre comboios tivesse passado de 4 para 12 minutos .... mais um mistério?
Embora não assumido publicamente por administração ou trabalhadores, é um facto que o ML desinvestiu na manutenção preventiva do material circulante e da infraestrutura. A consequência foi obviamente o aumento do número de avarias, provocando as já mais que habituais "perturbações".

E agora, luto com eles? Obviamente que não. As sucessivas greves têm sido para exigir a reposição de regalias perdidas (ordenados, complementos de reforma, horas extra, etc etc) e nunca para exigir mais comboios a circular, maior velocidade de exploração ou intervalos menores.



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Linha do Oeste - Que Futuro? (I)

Tem-se falado nos últimos dias, na possibilidade de electrificar a Linha do Oeste, entre Meleças e Caldas ou mesmo até ao Louriçal. Não querendo entrar em discussões puramente académicas ou lançar ideias mais ou menos disparatadas, apresento aqui alguns dados concretos sobre a oferta de transporte público no eixo Lisboa-Torres Vedras-Caldas-Leiria-Coimbra.

Lisboa a Torres Vedras (40 minutos):

 Lisboa a Caldas da Rainha (75 minutos):

 Caldas da Rainha a Leiria (65 minutos):

Tempos de percurso utilizando o serviço da CP:
Entrecampos a Torres Vedras: 80 minutos (dobro do autocarro)
Entrecampos a Caldas da Rainha: 140 minutos (quase o dobro do autocarro)
Caldas da Rainha a Leiria: 47 minutos (menos 20 minutos que o autocarro)
Caldas da Rainha a Coimbra: 120 minutos

Outros artigos sobre o assunto: Serviço Regional na Linha do Oeste (Novembro 2011)
Novos horários na Linha do Oeste I e II

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descarrilamento em Chanceleiros - Linha do Douro (02-Abril-2014)

Descarrilamento na Linha do Douro, entre Ferrão e Pinhão, perto do antigo apeadeiro de Chanceleiros. A composição realizava o IR 862 entre Pocinho e Porto.


fonte: facebook

fonte: facebook


"Um comboio descarrilou na manhã desta quarta-feira, perto do Pinhão, Alijó, depois de bater numa pedra que estava na linha do Douro, estando a circulação interrompida entre a Régua e o Pocinho, disse fonte da CP.

A porta-voz da CP, Ana Portela, afirmou à agência Lusa que o comboio que fazia a ligação entre o Pocinho e a Régua bateu numa pedra que estava na linha, fazendo com que duas rodas tivessem saltado do carril.

De acordo com a responsável, os 50 passageiros que estavam a bordo não sofreram ferimentos e foram transferidos para outro comboio, seguindo viagem para o seu destino.

O incidente ocorreu cerda das 8h, entre as estações do Pinhão (Alijó) e Covelinhas (Peso da Régua).

Para o local já foi o comboio socorro que irá ajudar a fazer o carrilamento (voltar a por as rodas no carril) da composição."

fonte: Público

sexta-feira, 28 de março de 2014

Comboio Presidencial (IX)

Realizou-se hoje (27-Março-2014), como anunciado, a viagem do comboio presidencial entre as estações de Entroncamento e Famalicão.


As imagens que se seguem, ilustram esta viagem:
André Lourenço @ facebook (flickr)



Gabriel Fernandes @ facebook

Carlos Seabra @ facebook

António Gonçalves (CEC) @ facebook



O comboio Presidencial - um pouco de história (fonte FMNF)

[...] O Comboio Presidencial terá efectuado uma das suas últimas viagens a 30 de Julho de 1970, quando acompanhou o longo cortejo fúnebre de António Oliveira Salazar, desde uma estação improvisada em frente aos Jerónimos até Santa Comba Dão.

Quando o Comboio Presidencial deixou de servir o Chefe de Estado, a composição foi desagregada e as carruagens presidenciais guardadas em armazéns.

Com a actividade museológica de Armando Ginestal Machado, em 1980, foram protegidos o Salão do Chefe de Estado e o Salão Restaurante, resguardados nas então inauguradas Secções Museológicas de Santarém e Estremoz, respectivamente.

Também na mesma época, o Salão dos Ministros e o Salão daComitiva e Segurança foram transportados da Estação da Cruz de Pedra, onde se encontravam, para o Entroncamento. O primeiro foi adaptado a Comboio Socorro, uma composição destinada a ocorrer a acidentes, descarrilamentos e avarias no caminho-de-ferro, tarefa que cumpriu durante cerca de vinte anos. O segundo, a par da Carruagem dos Jornalistas e do Furgão afecto ao comboio presidencial, foram guardados num antigo depósito do Complexo Ferroviário do Entroncamento.

Actualização (30-03-2014):
"A FNMF está agora a estudar os vários modelos de negócio possíveis para a exploração comercial do comboio enquanto produto turístico, que podem passar por parcerias com autarquias como esta com Famalicão, com a CP ou empresas privadas. Para já, há mais duas viagens agendadas: em Maio, entre o Entroncamento e Castelo Branco, e, em Junho, em direcção ao Sul, com destino a Faro."
in Publico

quarta-feira, 26 de março de 2014

Descarrilamento em Estarreja - Ramal Amoniaco (25-03-2014)

O "comboio do amoníaco" voltou a descarrilar, desta vez em Esterreja.

As imagens que se seguem, da autoria de Cipriano Soares, foram partilhadas na rede social facebook.







segunda-feira, 24 de março de 2014

Comboio Presidencial (VIII)

http://www.fmnf.pt/comboiopresidencial


Comboio Presidencial viaja até Vila Nova de Famalicão

A Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão realizam uma viagem a bordo do Comboio Presidencial, no dia 27 de março, a primeira ao norte do país. O percurso terá início na Estação Ferroviária do Entroncamento, prevendo-se uma paragem em Aveiro, para tomada de passageiros, tendo como destino o Museu Nacional Ferroviário - Núcleo de Lousado.
[...]
O programa do Passeio, com início pelas 9h00 (saída do Entroncamento), ocupa o dia inteiro e conta com animação a bordo. À chegada a Lousado, prevista para as 14h30, terá lugar uma visita ao Museu Nacional Ferroviário - Núcleo de Lousado. Pelas 16h00, no Museu da Fundação Cupertino de Miranda - localizado no centro da cidade, reconhecido pela sua rica coleção de Arte Moderna e Contemporânea, especialmente do Surrealismo - os convidados serão acompanhados pelo Mestre Cruzeiro Seixas, atualmente a residir em Vila Nova de Famalicão.

O Comboio Presidencial, ficará parqueado na Estação de Famalicão, onde poderá ser visitado pelo público em geral, entre as 15h00 e as 17h00.

Tudo indica que a tracção deste comboio estará a cargo da locomotiva diesel 1424, a mesma que efectuou os comboios históricos no douro e os passeios de ensaio do comboio presidencial. As restantes hipóteses parecem muito pouco prováveis: locomotiva diesel 1805 e locomotiva eléctrica 2501.

Em 2002, existiam várias unidades decoradas com as cores do comboio presidencial, entre as quais a locomotiva diesel 1453, agora encostada em Contumil. Nesta altura era possível ver o comboio histórico a ser traccionado pela locomotiva a vapor 0187 (actualmente encostada em Contumil) ou um IR com a locomotiva diesel 1424. Era ainda possível ver a locomotiva a vapor de via estreita E214 a viajar entre a estação da Régua e Vila Real. Era ainda possível ver a "outra" locomotiva a vapor na Beira Baixa.

Agora, passados 12 anos, temos um comboio presidencial, mas tudo isto se perdeu ....

As fotos que se seguem ilustram momentos que muito dificilmente se repetirão:
comentáro do autor: "The CP 9004 and the CP 1453 at the yard of Régua. Régua, the 22rd of October 2002"

comentáro do autor: "The CP 0187 with the historic train in Régua. Régua, the 23rd of October 2002"

comentáro do autor: "The CP E214 on it's way back to Régua. Carrazedo, the 22th of October 2002"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

terça-feira, 11 de março de 2014

O comboio histórico na Linha da Beira-Baixa (Outubro 2002)

Em Outubro de 2002 a locomotiva a vapor 0186 traccionou o comboio histórico, entre Entroncamento e Vila Velha de Rodão. "Consta" que o objectivo era promover as viagens turisticas neste troço. 
Recordo que entre Entroncamento e Rodão a Linha da Beira-Baixa segue quase sempre junto ao rio Tejo. 

comentário do autor: "The CP 0186 takes on water in Abrantes. Abrantes, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 leaves with a mixed train the station of Belver. Belver, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 after the arrival in Vila Velha de Ródão. Vila Velha de Ródão, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with a mixed train on it's way back to Entroncamento. Gardete, the 21th of October 2002"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sábado, 1 de março de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve II


Notícia de 02 de Novembro de 2006:

"Salário de 2500 euros por 3 horas de condução

Os maquinistas do Metropolitano de Lisboa recebem, em média, cerca de 2500 euros ilíquidos mensais por três horas diárias de condução de passageiros. Trata-se da classe profissional mais numerosa na empresa Metro de Lisboa, que paga ordenados acima dos mil euros a todos os seus trabalhadores, apurou o Correio da Manhã.

O facto de trabalharem no subsolo é uma das principais razões, de acordo com fontes do sector, para o valor dos salários pagos pelo Metropolitano de Lisboa, dos mais elevados nos transportes públicos e bastante acima da média nacional, que se situa nos 804 euros por mês.

Com efeito, o leque salarial ilíquido das 57 categorias varia entre os mil e os três mil e quinhentos euros, já que aos salários base tem de se somar uma componente variável, que vai desde os subsídios de alimentação até ao de turno, passando por prémios de assiduidade e de desempenho.

Os horários de trabalho semanal variam, entre as 22h30 (enfermeiros) e as 39 horas (serralheiros, mecânicos), embora a média se situe nas 36 horas.
Os maquinistas constituem, entre os cerca de 1700 trabalhadores da empresa, a classe profissional mais numerosa, com 270 profissionais, sendo também uma das que aufere os salários mais elevados, segundo o um estudo realizado pelo Metro.

Recebem, para além do salário base, subsídios de trabalho nocturno, subsídio de turno e subsídio de agente único (ao substituírem a antiga categoria de factor, responsável pela abertura e fecho das portas), entre outros.
Com uma média etária em torno dos 40 anos e com pelo menos o 9.º ano, os maquinistas do metro transportam passageiros, no máximo, três horas por dia. Ou seja, metade do tempo de um maquinista da CP ou da Carris.

O tempo restante do turno diário – de sete horas e meia, em virtude de terem um regime de folgas de quatro dias de trabalho e dois de paragem – é dedicado a manobras ou a levar comboios para manutenção ou reparação.
“É um trabalho monótono, muito desgastante, em que estamos o dia inteiro a respirar limalha de ferro”, explicou ao Correio da Manhã Diamantino Lopes, maquinista e dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU).
É frequente, por isso, os maquinistas não continuarem a trabalhar no subsolo depois dos 55 anos, dado sofrerem de problemas de saúde, relacionados com a visão e audição.

GREVES PELO ACORDO
As cinco greves feitas pelos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, assim como as próximas do dia 7 e 9 de Novembro, foram convocadas face à recusa do conselho de administração em aceitar prolongamento do actual Acordo de Empresa. O documento, com cerca de 30 anos, termina em Dezembro do próximo ano, mas os sindicatos pretendem que se estenda até 2011. Neste momento a administração do Metro encontra-se numa fase de transição, uma vez que o actual conselho, liderado por Mineiro Aires, já terminou o seu mandato mas o próximo, presidido por Joaquim Reis, ainda não tomou posse. Ao todo, são oito os sindicatos envolvidos nas negociações com a empresa, entre os quais os sindicatos dos Electricistas do Metropolitano e o dos Quadros Técnicos de Desenho.
 
APONTAMENTOS
PASSAGEIROS
O Metropolitano de Lisboa transporta diariamente perto de meio milhão de passageiros para 48 destinos possíveis de quatro linhas subterrâneas com uma extensão total de 35,6 quilómetros.

CARRUAGENS
No final de 2005 o Metro de Lisboa tinha 338 carruagens em operação que circulam com um intervalo médio de dez minutos, variando ao longo do dia e nas várias linhas do serviço. Os comboios iniciam marcha às 6h30 e só param de madrugada, à 01h00.

NÍVEL SALARIAL
O nível salarial do Metropolitano de Lisboa é o segundo mais elevado da Europa. Só os funcionários do sistema subterrâneo de comboios de Viena de Áustria ganham mais do que os trabalhadores do Metro da capital portuguesa.

FACTORES
A categoria de factor desapareceu em 1995, a função destes trabalhadores era abrir e fechar as portas do comboio a cada paragem. A tarefa foi assumida pelos maquinistas que para isso recebem um subsídio que varia entre 317 euros e 475,50 euros mensais.

METRO: DOIS TURNOS
Os maquinistas do Metro de Lisboa trabalham três horas diárias, em dois turnos, no mesmo dia. Cada dia de trabalho está dividido em dois períodos “que não podem exceder as três horas seguidas por motivos de segurança”, explica um comunicado da FESTRU em reacção à notícia publicada pelo CM.
Os maquinistas do metropolitano cumprem, ainda, “no resto de cada período, as manobras com o material circulante nos términos e nos parques”, lê-se no comunicado. O sindicato sublinha que o que está em causa é a existência do acordo da empresa."

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Barragem da Foz do Tua - a destruição

As imagens que se seguem são extremamente violentas. Mostram a destruição provocada pela construção da Barragem da Foz do Tua, uma teimosia de um certo governante. A energia produzida por esta barragem representa apenas 1% do total da energia produzida em Portugal.




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Composição do Metro de Lisboa descarrila na estação do Campo Grande


Notícia RR:

"Metro de Lisboa investiga comboio que não parou em sinais vermelhos

Composição fazia uma manobra de arrumação e não transportava passageiros. Administração lembra que o Metro de Lisboa é dos mais seguros do mundo, tendo registado apenas dez acidentes com descarrilamentos ao longo dos seus 55 anos.

O Metropolitano de Lisboa abriu um inquérito a um acidente que ocorreu na noite de dia 12 no acesso à Estação do Campo Grande. Ao que a Renascença apurou, a composição saía do parque de máquinas e oficinas não conseguiu obedecer a dois sinais vermelhos, no troço à superfície, descarrilou e apenas se imobilizou à entrada da estação.

A empresa confirma o acidente e explica que se tratava de um comboio que fazia uma manobra de arrumação, não transportava passageiros e o incidente ocorreu sob condições meteorológicas muito adversas. Ou seja, terá sido provocado pela chuva.

Ainda assim, o Metro de Lisboa garante que já nomeou uma comissão de inquérito para identificar as causas e tomar medidas para evitar novos casos. Para já, determinou a redução da velocidade naquele troço de 20 para 10 km/hora.

A administração sublinha ainda que o Metro de Lisboa é dos mais seguros do mundo, tendo registado apenas dez acidentes com descarrilamentos ao longo dos seus 55 anos, sem consequências graves e na maior parte dos casos, em comboios sem passageiros.

A Renascença questionou também a ocorrência cada vez mais frequente e quase diária de perturbações e atrasos na circulação, assim como a menor frequência de comboios. Em resposta, a empresa diz que não está relacionado com questões de segurança e atribui as culpas aos sindicatos, pelos sucessivos plenários de trabalhadores que marcam.

Acusações que as organizações sindicais dos trabalhadores, já contactadas, rejeitam. Quanto ao acidente, aguardam o resultado do inquérito interno para se pronunciarem."


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Privatização da Carris/ML I

fonte: CEC

O IMTT publicou um documento de consulta sobre a concessão/privatização da Carris e do Metropolitano de Lisboa.
Não sendo um tema pacífico, é de esperar que a CGTP venha para a rua, com as já habituais greves de transportes e que os clientes se vejam, mais uma vez, envolvidos numa luta onde não têm voz activa.
A FERTAGUS, concessionária das ligações ferroviárias entre Lisboa e Setúbal, presta um serviço de excelente qualidade, com uma oferta bem dimensionada, por um preço bastante atractivo. No Porto, o Metro do Porto, gerido por uma empresa privada, mantém niveis muito elevados de satisfação dos clientes, proporcionando regularidade e comodidade nas deslocações diárias.

Em Lisboa, o serviço da Carris está desajustado à realidade, sendo necessários reforços onde existe maior procura e cortes onde a oferta é excedentária. Nos últimos 20 anos, a população residente na cidade diminuiu, fazendo com que o transporte público seja utilizado maioritariamente por trabalhadores, residentes nas periferias.

Eu não defendo a privatização ou a continuação do actual modelo, defendo sim, um transporte público de qualidade, com regularidade, conforto e moderno, mas a um preço comportável para o cliente, quer de forma directa, quando paga o seu título de transporte, quer de forma indirecta, na parcela dos seus impostos que é utilizada para pagar "mordomias de luxo" aos funcionários e administrações destas empresas.


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Linha do Douro - descarrilamento junto à estação de Mosteirô (04-02-2014)



 (a imagem ilustra uma automotora da série 0300 a passar na ponte dos Oito Arcos, Covilhã)

Comboio descarrila na Linha do Douro depois de talude ceder

Acidente ocorreu em Baião e não causou feridos. Os cerca de cinquenta passageiros tiveram de caminhar quase um quilómetro até à estação de Mosteirô.

Um comboio com cerca de 50 passageiros descarrilou nesta terça-feira na Linha do Douro, em Baião, devido a um talude ter cedido, sem causar feridos, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

O acidente ocorreu no sentido Régua-Porto, pelas 18h09, e levou a que os bombeiros locais e a Protecção Civil de Baião fossem mobilizados para o local de modo a conduzir as pessoas pela linha até à estação de Mosteirô, a 900 metros do sucedido.
De acordo com a mesma fonte do CDOS do Porto, os passageiros foram depois transportados para os seus destinos por meios alternativos.
Contactada pelo PÚBLICO, a porta-voz da CP assegurou que não há qualquer dano pessoal decorrente do acidente cujas causas exactas ainda desconhecia por volta das 20h05. A mesma fonte admitiu que o comboio seja recolocado na via nas próximas horas, de modo a normalizar a circulação naquele troço onde foi necessário, no resto do dia, recorrer a transbordos para serviços rodoviários de apoio.
A Refer, também contactada pelo PÚBLICO, confirmou que a normalidade será reposta dentro de poucas horas. Segundo Susana Abrantes, a porta-voz desta empresa responsável pela infra-estrutura, a recolocação da carruagem na linha não deve ser uma operação particularmente difícil, dado que o comboio não chegou a tombar, tendo-se registado apenas a saída do carril de um boggie, um eixo. A Lusa noticiou entretanto que a circulação de comboios deverá ser restabelecida nesta quarta-feira de manhã.
A chuva intensa dos últimos dias terá estado na origem do deslizamento de terras que, ainda segundo a porta-voz da Refer, provocou o descarrilamento. Às 20h, o comboio de socorro da EMEF (Empresa de Manutenção do Equipamento Ferroviário) estava a caminho do local.
No dia 16 de Janeiro, outro deslizamento de terras provocou o descarrilamento de um comboio utilizado pela Refer, também na Linha do Douro mas na zona de Marco de Canaveses, num acidente que então deixou feridos quatro funcionários da empresa.
in Publico


Restabelecida a circulação na Linha do Douro
Um descarrilamento obrigou à suspensão da circulação ferroviária no troço Aregos/Mosteirô. Seguiam 50 pessoas a bordo, mas não houve feridos.


A circulação de comboios na Linha do Douro foi restabelecida esta quarta-feira pelas 5h00, depois de ter estado interrompida no troço entre Aregos e Mosteirô, devido a um descarrilamento.

Fonte da Refer garantiu à agência Lusa que o dia deve decorrer sem "quaisquer anomalias".

A circulação foi interrompida na terça-feira à tarde na sequência de um descarrilamento provocado por um aluimento de terras, que obrigou os passageiros do comboio a serem transportados por meios alternativos.

O acidente ocorreu no sentido Régua-Porto, pelas 18h09, e mobilizou bombeiros e a Protecção Civil de Baião ao local, de modo a conduzir as pessoas pela linha até à estação de Mosteirô, situada a 900 metros.

in RR



sábado, 1 de fevereiro de 2014

A Máquina - 1878-1914

Em 2014 comemora-se o 100º aniversário do desaparecimento do que se pode considerar os primórdios do metro de superfície da cidade do Porto. Ficou popularmente conhecida como "A Maquina".

"A “máquina” na rua de N.ª Sr.ª da Luz na Foz do Douro"

A linha, que ligava a rotunda da Boavista a Matosinhos, foi inaugurada em 1878 era explorada pela Companhia dos Carris de Ferro do Porto.
A máquina, movida pela energia do carvão e água - vapor - rebocava duas ou três carruagens de passageiros.

Partia da rotunda da Boavista, seguindo pela avenida com o mesmo nome até sensivelmente à Fonte do Moura, onde flectia à esquerda, pela actual Rua Correia de Sá. No cruzamento com a rua de Tânger, existia um viaduto, cujos vestígios são hoje ainda visíveis, num dos lados desta artéria.

No seu trajecto em direcção á foz, a Máquina cruzava os Campos da Ervilha. Aqui decorreram algumas das principais batalhas do Cerco do Porto, disputa entre liberais e absolutistas, que durou entre Julho de 1832 e Agosto de 1833.
Dos Campos da Ervilha, a linha seguia em direcção à foz do Douro, cruzando terrenos destinados à futura Av. D. Pedro IV. 

Junto à Foz do Douro a Maquina tinha a sua principal paragem, no Largo de Cadouços, onde existia uma toma de água, destinada a alimentar A Máquina.



"“A Máquina a Vapor da C.C.F.P.” - Colecção Particular /Museu do Carro Eléctrico.
Cf. MARTINS, Fernando Pinheiro, O Carro Eléctrico na Cidade do Porto –Dissertação de Mestrado- FEUP 2007"


Daqui, o seu percurso para Matosinhos seguia pela Rua do Túnel, um dos vestígios mais importantes desta linha ferroviária. 

Este túnel foi construído por baixo do monte da Sra. da Luz, onde outrora existiu um importante farol para a nevegação.

A linha prosseguia pela Rua de Gondarém, passando pelo Castelo do Queijo em direcção à actual Rua Brito Capelo, onde terminava, na margem do Rio Leça.