terça-feira, 29 de abril de 2014

Linha do Oeste - Que Futuro? (III)

“A linha do Oeste é uma bandeira para a CP” diz o presidente da empresa
in Gazeta das Caldas


As “camellos” no Oeste
As automotoras que a CP alugou à Renfe ficaram conhecidas na gíria ferroviária como as “camellos” (camelos) em virtude de os aparelhos de ar condicionado instaladas no tejadilho se parecerem com as bossas daqueles animais.
São estes veículos – designados por automotoras 592 – que virão circular para a linha do Oeste em substituição das velhinhas Allan.
As 592 também não são novas. Datam de 1981 e 1984 e até já foram retiradas de serviço no país vizinho. Mas em relação ao material que a CP tem no Oeste representam, ainda assim, um salto qualitativo.
Cada automotora, com três carruagens, tem capacidade para 200 a 228 passageiros (consoante a série) e podem circular a 120 ou a 140 Km/h, também consoante a série de fabrico.
Manuel Queiró diz que a sua vinda para a linha do Oeste será acompanhada de mudanças na área comercial e na oferta para atrair mais passageiros.

(sublinhado da minha autoria)
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As automotoras da série 592 circlam actualmente nas linhas do Douro e Minho. Realizam serviços entre Porto e Vigo e entre Porto e Pocinho. Das 17 unidades, é frequente estarem algumas encostadas para manutenção ou para limpeza de pinturas rupestres. É também frequente ver-se comboios a ser realizados com recurso a composições clássicas, isto é, com máquina e carruagem.
Sendo assim, a pergunta é óbvia: se as (ou algumas das) automotoras da série 592 vão para o Oeste, o que as irá substituir no Douro e Minho?




Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O Larmanjat

Larmanjat e outros transportes no Termo (Fevereiro 3, 2010 | por: Vitor Adrião)
 
"[...]Nos inícios do século XX rareava o transporte regular de pessoas do Termo para a capital, e vice-versa.

Havia a diligência, antigo meio de transporte do colectivo, puxada por fogosos cavalos, vinda de Torres Vedras, atravessando Loures e procedendo à muda de equídeos na estação da Malaposta, junto ao Olival Basto, antes de seguir para a estação central na Calçada do Combro, junto ao Correio Geral, conforme informa Maria Amélia da Motta Capitão in Subsídios para a História dos Transportes Terrestres em Lisboa no Século XIX, Lisboa, 1974.

O serviço de mala-posta, inaugurado em 17.9.1798, desapareceu por completo no primeiro quartel do século XX, tendo sido o principal meio de comunicação e distribuição de correio na Estremadura. Além do correio, a diligência podia levar quatro passageiros, ao preço de 9.600 réis por pessoa, e mais 320 de gorjeta para o cocheiro e os sotas (isto cerca de 1802). Serviço executado duas vezes por semana, o horário coadunava-se com o aproveitamento da melhor temperatura do dia, no Inverno, sendo a partida às 5 horas; no Verão, às 17 horas (in Maria Amélia Capitão, ob. cit.).

A par da mala-posta, criada para longos cursos, havia as carruagens públicas, ou omnibus (do latim omnes = todas as pessoas, toda a gente), fazendo pequenas carreiras em Lisboa e também ligando esta aos lugares mais próximos no Termo: Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra e Loures.

A Companhia de Carruagens Omnibus de Lisboa foi constituída com estatutos aprovados em Abril de 1836 (ou em 29.4.1837), tendo as carreiras começado com dez carros, em 1835. O omnibus era um carro pesado e barulhento de grandes dimensões, com quatro rodas, cinco janelas de cada lado, porta na retaguarda, estribo para os passageiros subirem, etc. Podia transportar quinze pessoas. Era puxado por duas parelhas de cavalos ou de muares, indo um sota na parelha da frente e o cocheiro sentado no tejadilho, com as rédeas bem seguras.

A aparição da concorrência de outras companhias de carruagens, ditou o declínio desta primeira empresa de omnibus (nome que se popularizou no Brasil sob o designativo ónibus, que entre nós, portugueses, é o autocarro) por volta de 1868, o qual já começara em 24.2.1865, quando um violento incêndio nas suas cocheiras matara mais de metade dos cinquenta cavalos (in Vasco Callixto, As Rodas da Capital – História dos Meios de Transporte da Cidade de Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1967).

Em 1870, o lisboeta e o saloio conheceram um “exótico” comboio de tracção mecânica: o larmanjat (nome herdado do francês seu criador, J. Larmanjat). Este comboio deslizava sobre um carril central e duas “passadeiras” de madeira, para as rodas laterais. Em 31.1.1870 foi inaugurado este sistema em Lisboa, no trajecto Largo de Santa Bárbara – Alameda do Lumiar, gastando cerca de uma hora na viagem de ida e volta. A estação central ficava no Palácio dos Condes de S. Miguel, na Rua de Arroios.




O larmanjat foi mal aceite por utentes e não utentes, cocheiros e carroceiros, poetas e toda a imprensa, ridicularizaram-no, chamaram-lhe “comboio de areia”, “demónio negro”, etc. Houve mesmo espancamento de maquinistas e actos de sabotagem.

Para revigorar este sistema foi fundada uma empresa inglesa, que recebeu as concessões da anterior: a Companhia dos Tramways a Vapor, com escritórios em S. Sebastião da Pedreira e estação central nas Portas do Rego, de onde partiam duas novas linhas: a de Sintra, inaugurada em 2 de Julho (ou Junho) de 1873, sendo aberta ao público no dia 5. Gastava 1 hora e 55 minutos na viagem; e a de Torres Vedras, cujo serviço começou em 6.9.1873, levando cerca de 5 horas por viagem.

Houve muito entusiasmo das populações que vitoriaram o rei D. Luís, a soberana inglesa, o marechal Saldanha, etc., quando se mostraram viajando neste comboio, num acto político público visando demonstrar que este era um meio de transporte seguro, o que não convenceu praticamente ninguém, e foram aclamados só pela sua grande coragem, ousadia ou loucura em viajar no “comboio da morte”, fama de que nunca se livrou enquanto existiu.



Com efeito, o larmanjat teve vida curta por causa dos frequentes descarrilamentos, dos tombos dos passageiros, das avarias, da muita poeirada, dos grandes atrasos e, em especial, da má administração da empresa. Apesar de terem sido organizados serviços especiais para as feiras do Campo Grande e das Mercês, o larmanjat acabou de vez em 1877 (in Francisco Santana e Eduardo Sucena, Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994).
 
Ainda acerca da via monocarrilada Larmanjat, Torres Vedras – Lisboa, atravessando Loures, escreveu Adão de Carvalho (in Memórias de Torres de Vedras, Assembleia Distrital de Lisboa, Serviços de Cultura, 1991):

“Em 6 de Setembro de 1873, foi inaugurado o caminho-de-ferro Larmanjat, entre Lisboa e Torres Vedras, sendo a estação desta vila situada no Bairro Tertuliano, no velho prédio de primeiro andar existente por detrás da casa do Sr. Venceslau dos Santos.

“As estações eram: Turcifal, Freixofeira, Barras, Vila Franca do Rosário, Malveira, Venda do Pinheiro, Lousa, Pinheiro de Loures, Loures, Santo Adrião, Nova Sintra (nome de armazém ainda existente ao início da Calçada do Carriche, no Olival Basto, um pouco adiante do edifício da Mala Posta – Nota V.M.A.), Lumiar, Campo Grande, Campo Pequeno e Lisboa.

“O preço das passagens para Lisboa era de novecentos réis, em 1.ª classe, e setecentos réis, em 3.ª. Não tinha 2.ª classe.


“A linha, muito rudimentar, com um carril central de ferro e calhas laterais de madeira, acompanhava em quase toda a extensão a estrada real (de Mafra); porém, este sistema deu tão maus resultados, pelos contínuos descarrilamentos e tombos em toda a viagem que os passageiros sofriam, que estes preferiam as diligências. E assim, ao fim de poucos meses de exploração, acabou o caminho-de-ferro Larmanjat.”
Vitor Manuel Adrião in odivelas.com
vitoradriao@portugalis.com"
 






quarta-feira, 16 de abril de 2014

O comboio histórico no Ramal da Lousã (Outubro 2002)

Em Outubro de 2002 a locomotiva a vapor 0186 traccionou o comboio histórico, entre Coimbra e Serpins. As imagens que se seguem documentam esta peculiar viagem, que muito provavelmente não se voltará a repetir.

comentário do autor: "A Allan railcar shunts with the CP 0186 and the historic train in Coimbra B. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the station of Coimbra. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 leaves de station of Coimbra on it's way to Serpins. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the streets (Av. Emídio Navarro) of Coimbra on it's way to Serpins. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 passes with the historic train the Portela bridge over the Modego river. Coimbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the station of Miranda do Corvo. Miranda do Corvo, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 passes with the historic train the Seprins bridge over the Ceira river. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 takes water in the station of Serpins. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 is with the historic train ready to depart in Serpins. Serpins, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train in the streets (Av. Emídio Navarro) of Coïmbra on it's way to the station of Coïmbra. Coïmbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with the historic train near the station of Coïmbra. Coïmbra, the 25th of October 2002"

comentário do autor: "With the transportation of the historic train to Porto a week full of steam on portugues tracks is ending. The CP 2602 with the historic train in Pampilhosa. Pampilhosa, the 26th of October 2002"


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.



















sábado, 12 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve III

No dia 09 de Abril, a FECTRANS (CGTP/PCP) emitiu um comunicado destinado à população em geral e aos clientes do Metropolitano de Lisboa, em particular.
Na qualidade de cliente diário do Metropolitano de Lisboa (cliente com título de transporte pago e válido), deixo aqui os meus comentários:
Começamos mal .... "Caro Utente"? Mas, eu pago pelo serviço que me é prestado .... não estou a utilizar algo sem pagar .... sendo assim, deveria ser "Caro Cliente:".

Começamos mal e continuamos mal .... o dinheiro correspondente ao aumento do passe social foi destinado ao equilíbrio financeiro da exploração comercial, isto é, para pagar o buraco orçamental provocado pelos elevadíssimos ordenados dos funcionários e quadros dirigentes do Metro de Lisboa. Outra dúvida: afinal os títulos ficaram mais caros 27% ou 67%?

Factos: o passe do Metro que em 2010 custava 19 euros apenas dava para a zona 1 da rede do ML. Hoje, o título correspondente dá para todas as zonas e também para a Carris. O bilhete simples de 2 zonas acabou, dando origem a um único bilhete, válido na Carris e no ML.
Não consegui encontrar a linha/horário onde o intervalo entre comboios tivesse passado de 4 para 12 minutos .... mais um mistério?
Embora não assumido publicamente por administração ou trabalhadores, é um facto que o ML desinvestiu na manutenção preventiva do material circulante e da infraestrutura. A consequência foi obviamente o aumento do número de avarias, provocando as já mais que habituais "perturbações".

E agora, luto com eles? Obviamente que não. As sucessivas greves têm sido para exigir a reposição de regalias perdidas (ordenados, complementos de reforma, horas extra, etc etc) e nunca para exigir mais comboios a circular, maior velocidade de exploração ou intervalos menores.



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Linha do Oeste - Que Futuro? (I)

Tem-se falado nos últimos dias, na possibilidade de electrificar a Linha do Oeste, entre Meleças e Caldas ou mesmo até ao Louriçal. Não querendo entrar em discussões puramente académicas ou lançar ideias mais ou menos disparatadas, apresento aqui alguns dados concretos sobre a oferta de transporte público no eixo Lisboa-Torres Vedras-Caldas-Leiria-Coimbra.

Lisboa a Torres Vedras (40 minutos):

 Lisboa a Caldas da Rainha (75 minutos):

 Caldas da Rainha a Leiria (65 minutos):

Tempos de percurso utilizando o serviço da CP:
Entrecampos a Torres Vedras: 80 minutos (dobro do autocarro)
Entrecampos a Caldas da Rainha: 140 minutos (quase o dobro do autocarro)
Caldas da Rainha a Leiria: 47 minutos (menos 20 minutos que o autocarro)
Caldas da Rainha a Coimbra: 120 minutos

Outros artigos sobre o assunto: Serviço Regional na Linha do Oeste (Novembro 2011)
Novos horários na Linha do Oeste I e II

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descarrilamento em Chanceleiros - Linha do Douro (02-Abril-2014)

Descarrilamento na Linha do Douro, entre Ferrão e Pinhão, perto do antigo apeadeiro de Chanceleiros. A composição realizava o IR 862 entre Pocinho e Porto.


fonte: facebook

fonte: facebook


"Um comboio descarrilou na manhã desta quarta-feira, perto do Pinhão, Alijó, depois de bater numa pedra que estava na linha do Douro, estando a circulação interrompida entre a Régua e o Pocinho, disse fonte da CP.

A porta-voz da CP, Ana Portela, afirmou à agência Lusa que o comboio que fazia a ligação entre o Pocinho e a Régua bateu numa pedra que estava na linha, fazendo com que duas rodas tivessem saltado do carril.

De acordo com a responsável, os 50 passageiros que estavam a bordo não sofreram ferimentos e foram transferidos para outro comboio, seguindo viagem para o seu destino.

O incidente ocorreu cerda das 8h, entre as estações do Pinhão (Alijó) e Covelinhas (Peso da Régua).

Para o local já foi o comboio socorro que irá ajudar a fazer o carrilamento (voltar a por as rodas no carril) da composição."

fonte: Público

sexta-feira, 28 de março de 2014

Comboio Presidencial (IX)

Realizou-se hoje (27-Março-2014), como anunciado, a viagem do comboio presidencial entre as estações de Entroncamento e Famalicão.


As imagens que se seguem, ilustram esta viagem:
André Lourenço @ facebook (flickr)



Gabriel Fernandes @ facebook

Carlos Seabra @ facebook

António Gonçalves (CEC) @ facebook



O comboio Presidencial - um pouco de história (fonte FMNF)

[...] O Comboio Presidencial terá efectuado uma das suas últimas viagens a 30 de Julho de 1970, quando acompanhou o longo cortejo fúnebre de António Oliveira Salazar, desde uma estação improvisada em frente aos Jerónimos até Santa Comba Dão.

Quando o Comboio Presidencial deixou de servir o Chefe de Estado, a composição foi desagregada e as carruagens presidenciais guardadas em armazéns.

Com a actividade museológica de Armando Ginestal Machado, em 1980, foram protegidos o Salão do Chefe de Estado e o Salão Restaurante, resguardados nas então inauguradas Secções Museológicas de Santarém e Estremoz, respectivamente.

Também na mesma época, o Salão dos Ministros e o Salão daComitiva e Segurança foram transportados da Estação da Cruz de Pedra, onde se encontravam, para o Entroncamento. O primeiro foi adaptado a Comboio Socorro, uma composição destinada a ocorrer a acidentes, descarrilamentos e avarias no caminho-de-ferro, tarefa que cumpriu durante cerca de vinte anos. O segundo, a par da Carruagem dos Jornalistas e do Furgão afecto ao comboio presidencial, foram guardados num antigo depósito do Complexo Ferroviário do Entroncamento.

Actualização (30-03-2014):
"A FNMF está agora a estudar os vários modelos de negócio possíveis para a exploração comercial do comboio enquanto produto turístico, que podem passar por parcerias com autarquias como esta com Famalicão, com a CP ou empresas privadas. Para já, há mais duas viagens agendadas: em Maio, entre o Entroncamento e Castelo Branco, e, em Junho, em direcção ao Sul, com destino a Faro."
in Publico

quarta-feira, 26 de março de 2014

Descarrilamento em Estarreja - Ramal Amoniaco (25-03-2014)

O "comboio do amoníaco" voltou a descarrilar, desta vez em Esterreja.

As imagens que se seguem, da autoria de Cipriano Soares, foram partilhadas na rede social facebook.







segunda-feira, 24 de março de 2014

Comboio Presidencial (VIII)

http://www.fmnf.pt/comboiopresidencial


Comboio Presidencial viaja até Vila Nova de Famalicão

A Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão realizam uma viagem a bordo do Comboio Presidencial, no dia 27 de março, a primeira ao norte do país. O percurso terá início na Estação Ferroviária do Entroncamento, prevendo-se uma paragem em Aveiro, para tomada de passageiros, tendo como destino o Museu Nacional Ferroviário - Núcleo de Lousado.
[...]
O programa do Passeio, com início pelas 9h00 (saída do Entroncamento), ocupa o dia inteiro e conta com animação a bordo. À chegada a Lousado, prevista para as 14h30, terá lugar uma visita ao Museu Nacional Ferroviário - Núcleo de Lousado. Pelas 16h00, no Museu da Fundação Cupertino de Miranda - localizado no centro da cidade, reconhecido pela sua rica coleção de Arte Moderna e Contemporânea, especialmente do Surrealismo - os convidados serão acompanhados pelo Mestre Cruzeiro Seixas, atualmente a residir em Vila Nova de Famalicão.

O Comboio Presidencial, ficará parqueado na Estação de Famalicão, onde poderá ser visitado pelo público em geral, entre as 15h00 e as 17h00.

Tudo indica que a tracção deste comboio estará a cargo da locomotiva diesel 1424, a mesma que efectuou os comboios históricos no douro e os passeios de ensaio do comboio presidencial. As restantes hipóteses parecem muito pouco prováveis: locomotiva diesel 1805 e locomotiva eléctrica 2501.

Em 2002, existiam várias unidades decoradas com as cores do comboio presidencial, entre as quais a locomotiva diesel 1453, agora encostada em Contumil. Nesta altura era possível ver o comboio histórico a ser traccionado pela locomotiva a vapor 0187 (actualmente encostada em Contumil) ou um IR com a locomotiva diesel 1424. Era ainda possível ver a locomotiva a vapor de via estreita E214 a viajar entre a estação da Régua e Vila Real. Era ainda possível ver a "outra" locomotiva a vapor na Beira Baixa.

Agora, passados 12 anos, temos um comboio presidencial, mas tudo isto se perdeu ....

As fotos que se seguem ilustram momentos que muito dificilmente se repetirão:
comentáro do autor: "The CP 9004 and the CP 1453 at the yard of Régua. Régua, the 22rd of October 2002"

comentáro do autor: "The CP 0187 with the historic train in Régua. Régua, the 23rd of October 2002"

comentáro do autor: "The CP E214 on it's way back to Régua. Carrazedo, the 22th of October 2002"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

terça-feira, 11 de março de 2014

O comboio histórico na Linha da Beira-Baixa (Outubro 2002)

Em Outubro de 2002 a locomotiva a vapor 0186 traccionou o comboio histórico, entre Entroncamento e Vila Velha de Rodão. "Consta" que o objectivo era promover as viagens turisticas neste troço. 
Recordo que entre Entroncamento e Rodão a Linha da Beira-Baixa segue quase sempre junto ao rio Tejo. 

comentário do autor: "The CP 0186 takes on water in Abrantes. Abrantes, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 leaves with a mixed train the station of Belver. Belver, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 after the arrival in Vila Velha de Ródão. Vila Velha de Ródão, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with a mixed train on it's way back to Entroncamento. Gardete, the 21th of October 2002"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sábado, 1 de março de 2014

Metro de Lisboa - Sempre em Greve II


Notícia de 02 de Novembro de 2006:

"Salário de 2500 euros por 3 horas de condução

Os maquinistas do Metropolitano de Lisboa recebem, em média, cerca de 2500 euros ilíquidos mensais por três horas diárias de condução de passageiros. Trata-se da classe profissional mais numerosa na empresa Metro de Lisboa, que paga ordenados acima dos mil euros a todos os seus trabalhadores, apurou o Correio da Manhã.

O facto de trabalharem no subsolo é uma das principais razões, de acordo com fontes do sector, para o valor dos salários pagos pelo Metropolitano de Lisboa, dos mais elevados nos transportes públicos e bastante acima da média nacional, que se situa nos 804 euros por mês.

Com efeito, o leque salarial ilíquido das 57 categorias varia entre os mil e os três mil e quinhentos euros, já que aos salários base tem de se somar uma componente variável, que vai desde os subsídios de alimentação até ao de turno, passando por prémios de assiduidade e de desempenho.

Os horários de trabalho semanal variam, entre as 22h30 (enfermeiros) e as 39 horas (serralheiros, mecânicos), embora a média se situe nas 36 horas.
Os maquinistas constituem, entre os cerca de 1700 trabalhadores da empresa, a classe profissional mais numerosa, com 270 profissionais, sendo também uma das que aufere os salários mais elevados, segundo o um estudo realizado pelo Metro.

Recebem, para além do salário base, subsídios de trabalho nocturno, subsídio de turno e subsídio de agente único (ao substituírem a antiga categoria de factor, responsável pela abertura e fecho das portas), entre outros.
Com uma média etária em torno dos 40 anos e com pelo menos o 9.º ano, os maquinistas do metro transportam passageiros, no máximo, três horas por dia. Ou seja, metade do tempo de um maquinista da CP ou da Carris.

O tempo restante do turno diário – de sete horas e meia, em virtude de terem um regime de folgas de quatro dias de trabalho e dois de paragem – é dedicado a manobras ou a levar comboios para manutenção ou reparação.
“É um trabalho monótono, muito desgastante, em que estamos o dia inteiro a respirar limalha de ferro”, explicou ao Correio da Manhã Diamantino Lopes, maquinista e dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU).
É frequente, por isso, os maquinistas não continuarem a trabalhar no subsolo depois dos 55 anos, dado sofrerem de problemas de saúde, relacionados com a visão e audição.

GREVES PELO ACORDO
As cinco greves feitas pelos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, assim como as próximas do dia 7 e 9 de Novembro, foram convocadas face à recusa do conselho de administração em aceitar prolongamento do actual Acordo de Empresa. O documento, com cerca de 30 anos, termina em Dezembro do próximo ano, mas os sindicatos pretendem que se estenda até 2011. Neste momento a administração do Metro encontra-se numa fase de transição, uma vez que o actual conselho, liderado por Mineiro Aires, já terminou o seu mandato mas o próximo, presidido por Joaquim Reis, ainda não tomou posse. Ao todo, são oito os sindicatos envolvidos nas negociações com a empresa, entre os quais os sindicatos dos Electricistas do Metropolitano e o dos Quadros Técnicos de Desenho.
 
APONTAMENTOS
PASSAGEIROS
O Metropolitano de Lisboa transporta diariamente perto de meio milhão de passageiros para 48 destinos possíveis de quatro linhas subterrâneas com uma extensão total de 35,6 quilómetros.

CARRUAGENS
No final de 2005 o Metro de Lisboa tinha 338 carruagens em operação que circulam com um intervalo médio de dez minutos, variando ao longo do dia e nas várias linhas do serviço. Os comboios iniciam marcha às 6h30 e só param de madrugada, à 01h00.

NÍVEL SALARIAL
O nível salarial do Metropolitano de Lisboa é o segundo mais elevado da Europa. Só os funcionários do sistema subterrâneo de comboios de Viena de Áustria ganham mais do que os trabalhadores do Metro da capital portuguesa.

FACTORES
A categoria de factor desapareceu em 1995, a função destes trabalhadores era abrir e fechar as portas do comboio a cada paragem. A tarefa foi assumida pelos maquinistas que para isso recebem um subsídio que varia entre 317 euros e 475,50 euros mensais.

METRO: DOIS TURNOS
Os maquinistas do Metro de Lisboa trabalham três horas diárias, em dois turnos, no mesmo dia. Cada dia de trabalho está dividido em dois períodos “que não podem exceder as três horas seguidas por motivos de segurança”, explica um comunicado da FESTRU em reacção à notícia publicada pelo CM.
Os maquinistas do metropolitano cumprem, ainda, “no resto de cada período, as manobras com o material circulante nos términos e nos parques”, lê-se no comunicado. O sindicato sublinha que o que está em causa é a existência do acordo da empresa."

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Barragem da Foz do Tua - a destruição

As imagens que se seguem são extremamente violentas. Mostram a destruição provocada pela construção da Barragem da Foz do Tua, uma teimosia de um certo governante. A energia produzida por esta barragem representa apenas 1% do total da energia produzida em Portugal.




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Composição do Metro de Lisboa descarrila na estação do Campo Grande


Notícia RR:

"Metro de Lisboa investiga comboio que não parou em sinais vermelhos

Composição fazia uma manobra de arrumação e não transportava passageiros. Administração lembra que o Metro de Lisboa é dos mais seguros do mundo, tendo registado apenas dez acidentes com descarrilamentos ao longo dos seus 55 anos.

O Metropolitano de Lisboa abriu um inquérito a um acidente que ocorreu na noite de dia 12 no acesso à Estação do Campo Grande. Ao que a Renascença apurou, a composição saía do parque de máquinas e oficinas não conseguiu obedecer a dois sinais vermelhos, no troço à superfície, descarrilou e apenas se imobilizou à entrada da estação.

A empresa confirma o acidente e explica que se tratava de um comboio que fazia uma manobra de arrumação, não transportava passageiros e o incidente ocorreu sob condições meteorológicas muito adversas. Ou seja, terá sido provocado pela chuva.

Ainda assim, o Metro de Lisboa garante que já nomeou uma comissão de inquérito para identificar as causas e tomar medidas para evitar novos casos. Para já, determinou a redução da velocidade naquele troço de 20 para 10 km/hora.

A administração sublinha ainda que o Metro de Lisboa é dos mais seguros do mundo, tendo registado apenas dez acidentes com descarrilamentos ao longo dos seus 55 anos, sem consequências graves e na maior parte dos casos, em comboios sem passageiros.

A Renascença questionou também a ocorrência cada vez mais frequente e quase diária de perturbações e atrasos na circulação, assim como a menor frequência de comboios. Em resposta, a empresa diz que não está relacionado com questões de segurança e atribui as culpas aos sindicatos, pelos sucessivos plenários de trabalhadores que marcam.

Acusações que as organizações sindicais dos trabalhadores, já contactadas, rejeitam. Quanto ao acidente, aguardam o resultado do inquérito interno para se pronunciarem."