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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Linha de Cascais - Ensaios de material circulante

A CP e a REFER realizaram, na estação de Santos (Linha de Cascais) alguns ensaios com uma UQE da série 3500, idêntica às unidades que a Fertagus utiliza entre Setúbal e Lisboa. Estes ensaios, entre outras coisas, destinaram-se a verificar distâncias entre a unidade e o cais. As imagens que se seguem, oriundas das redes sociais, ilustram o momento raro da passagem de uma UTE 3500 pela Linha de Cascais.

fonte: facebook

fonte: facebook

Alguns comentaristas já vaticinam a vinda do mais diverso material circulante para a Linha de Cascais ... como não possuo informação privilegiada, limito-me a aplaudir estes ensaios, mantendo a esperança de que, em breve, a Linha de Cascais deixe de ser uma ilha, isto é, que a tensão de serviço seja convertida para 25kV, de forma a que ali possam ser utilizadas as unidades das linhas de Sintra (séries 2300, 2400 e 3500) ou dos suburbanos do Porto (série 3400).



 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Linha de Sintra - o fenómeno

Paulo Sousa @ facebook



in Jornal Público: 18-11-2013 (Carlos Cipriano)

"A geografia ferroviária da rede suburbana de Lisboa muda a partir desta segunda-feira com comboios de dois pisos a atravessarem o túnel do Rossio para assegurarem a ligação a Sintra e automotoras de cor amarela (habitualmente afectas aos regionais para Tomar) a fazerem a linha Azambuja – Santa Apolónia.

A CP justifica esta mudança por falta de material circulante, mas garante que os horários serão os mesmos, não havendo alterações significativas na oferta.

O PÚBLICO apurou que na origem desta escassez de material estão problemas anormais identificados nos rodados dos comboios que compõem a frota da linha de Sintra (séries 2300 e 2400) e que têm levado à sua crescente imobilização em oficina. A compra de novos rodados não é um acto de gestão imediato, devendo estes ser encomendados no mercado internacional com vários meses de antecedência.

A empresa tem detectado um desgaste exagerado nas rodas daquele material circulante (ver PÚBLICO de 21/10/2013) que deveriam poder assegurar 800 mil quilómetros sem ter que ir à revisão, mas que acusam problemas logo aos 100 mil quilómetros, o que obriga à sua desmontagem para serem reperfiladas num torno.

Esta operação e a dificuldade em encomendar novos rodados levou a que parte da frota se encontre agora imobilizada, optando a CP por recorrer a material circulante diferente para poder manter a oferta.

Não é, contudo, pacífico que não venha a haver a partir de hoje perturbações no funcionamento da CP Lisboa. Os comboios de dois pisos obrigam a um maior tempo de paragem nas estações para os passageiros poderem subir e descer, o que tem particular relevância na linha de Sintra, onde a procura é maior.

Por outro lado, na linha da Azambuja é dado como garantido que os passageiros viajarão a partir de hoje como sardinha em lata durante as horas de ponta porque as automotoras de serviço regional para ali destinadas têm uma capacidade inferior à das UQE (Unidades Quádruplas Eléctricas) de dois pisos que dali foram retiradas para irem para Sintra.

A CP prevê que esta situação seja “temporária” e esteja resolvida em quatro semanas.

As origens das deficiências nas rodas das automotoras 2300 e 2400 é que constituem um mistério. Técnicos da CP não têm dúvidas que o problema está na infra-estrutura pois são visíveis em alguns pontos da linha de Sintra alguns troços com “desgates ondulatórios” nos carris (estes acusam pequenas ondas em vez de serem completamente lisos). Tal situação dever-se-á a uma deficiente manutenção da Refer, que a isso tem sido obrigada devido às políticas de contenção de custos.

A Refer rejeita culpas, até porque o simples facto de a linha de Sintra ser a que tem maior tráfego em toda a rede ferroviária nacional é motivo suficiente para nela haver cuidados dobrados na manutenção. De resto, é uma linha que foi modernizada há poucos anos, havendo até um troço (Monte Abraão – Cacém), cuja quadriplicação foi inaugurada há apenas um ano.

Nesta perspectiva, o problema dos rodados seria uma especificidade do material circulante (CP) e não da infra-estrutura (Refer).

O PÚBLICO apurou que foi criado um grupo de trabalho formado por técnicos das duas empresas com o objectivo de encontrar explicações para este fenómeno
."


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.  
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.
Nota 3: o título deste post (Linha de Sintra - o fenómeno) é da minha autoria.

sábado, 16 de novembro de 2013

Comboios urbanos de Lisboa - falta de material circulante




Fontes geralmente mal informadas confidenciaram-me que a CP Lisboa não tem verba disponível para garantir a manutenção do material circulante das linhas de Sintra e Azambuja.
Este cenário não é novo, mas assume contornos escandalosos numa altura em que o transporte público devia ser capaz de cativar novos clientes, melhorando e diversificando a oferta.
Sendo assim, a partir da próxima 2ª feira, teremos UTE's da série 2240 a realizar comboios urbanos entre Castanheira do Ribatejo e Lisboa Santa Apolónia, UQE's da série 3500 entre Sintra e Rossio e UQE's 2300/2400 nos restantes serviços.
No eixo Sintra-Rossio, isto significa uma redução de oferta, visto que a capacidade de uma unidade 3500 é inferior à de duas unidades da série 2300/2400. No eixo Azambuja-Alcântara o cenário é idêntico, pois as 3500 são substituídas pelas 2300/2400. Pior ficam os passageiros do eixo Castanheira-Santa Apolónia, onde a oferta de lugares é drasticamente reduzida.

Para comparação, ficam aqui os valores sobre a capacidade máxima de cada tipo de material circulante.

UTE 2240: 264 passageiros
UQE 2300/2400: 650 passageiros
UQE 3500:1260 passageiros (equivalente a 4 UTE's 2240)




Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.  
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Remodelação das UQE's CP Série 3500 (Parte III)

fonte: http://www.flickr.com/photos/42358390@N03/7051760795/

Já aqui tinha falado da remodelação das UQE's série 3500 da CP Lisboa. Depois da 3527, e da 3522, ontem foi a vez da UQE 3519 "marchar" do Entroncamento para Campolide.

Esta é a 3ª unidade a ser remodelada e a sua entrada em serviço deve ocorrer nos próximos dias. Tal como as duas unidades anteriores, a nova decoração deve durar pouco tempo. O vandalismo travestido de arte urbana vai com certeza dar novas cores a esta UQE.

Num país onde a justiça não funciona e onde ninguém se importa com o delapidar do património de todos nós, viajar em comboios remodelados ou decadentes e grafitados é indiferente ao passageiro apressado que, por opção ou por obrigação ainda utiliza os transportes públicos.

Curioso (ou talvez não) é o contraste entre as UQE's CP e as suas irmãs Fertagus, Estas andam impecavelmente limpas, sem qualquer sinal de arte urbana.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

UQE CP 3522


No inicio do mês de Janeiro, entrou ao serviço a recentemente remodelada UQE 3527. Esta unidade, tal como as restantes da série, levou nova pintura, passando a ostentar a cor vermelha, em tons idênticos às unidades UQE da série 2300/2400.

Esta semana, foi a vez da unidade 3522 entrar ao serviço, após a realização de alguns ensaios de linha efectuados no final da passada semana.

A imagem que ilustra este artigo, mostra a passagem desta unidade pela estação do Oriente. A foto é da autoria do Sr. Manuel Correia e encontra-se na galeria de imagens do grupo Ferroviários no Facebook.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

UQE CP 3527


aqui tinha falado da remodelação das UQE's CP Série 3500, nomeadamente da 3527. Esta unidade, foi a primeira a ser remodelada, tendo existido intervenção ao nível da estrutura (decapagens, pintura, etc etc) e da decoração. No interior, destaco a mudança do revestimento dos bancos e a pintura dos varões em vermelho.

foto de João Cunha - fonte: http://www.portugalferroviario.net/forum/

fotos de Francisco Marques via facebook

A nível mecânico e eléctrico nada foi alterado, visto que esta série de material não tem apresentado problemas.
As imagens que se seguem, ilustram uma das marchas de ensaio e a marcha entre Entroncamento e Lisboa.

Comentário do autor: "02 Dezembro 2011 - 95256 Entroncamento - Castanheira do Ribatejo"
fonte: http://www.flickr.com/photos/jomorgado/6442047021/


Entre Carregado e Vila Franca de Xira
fonte: http://www.flickr.com/photos/tquelhas/6482744741/



Azambuja, 09 Dezembro 2011
fonte: http://img442.imageshack.us/img442/3907/img0002bi.jpg

via: http://www.portugalferroviario.net/forum/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Remodelação das UQE's CP Série 3500

Em 1999, a CP adquiriu 12 UQE's de 2 pisos, construídas pela Alston/CAF, destinadas aos serviços urbanos de Lisboa. Cada unidade é composta por 2 motoras e 2 reboques dispostos em M+R+R+M e numerados de 3519 a 3530 e de 3569 a 3580.
Com uma lotação de 480 lugares sentados e 410 de pé, estas unidades realizam os comboios urbanos de Azambuja e Castanheira do Ribatejo e ainda alguns comboios curtos na linha de Sintra.
A sua velocidade máxima é de 140 km/h.

Apesar de só terem passado 12 anos sobre a sua entrada ao serviço, estas unidades começaram a entrar na oficina para remodelação. Exteriormente, além do habitual tratamento à chapa, é alterada a cor, que passa de verde para vermelho e são substituídas as janelas, principalmente porque o vidro foi muito maltratado pelos produtos utilizados na limpeza de grafities.

As imagens seguintes ilustram uma das unidades que já se encontra nas oficinas do Entroncamento:


Curiosamente, ou talvez não, as deslocações das UQE da série 3500 ao Entroncamento são sempre efectuadas a reboque de uma outra UQE ... da série 2300/2400.

Foto de José Sousa (recebida por e-mail, mas devidamente identificada).

Foto de André Lourenço (recebida por e-mail, mas devidamente identificada).