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domingo, 18 de maio de 2014

Comboio Presidencial (X) - do Entroncamento a Castelo Branco

Decorreu no passado dia 18 de Maio, mais um passeio organizado pelo Museu Nacional Ferroviário, utilizando a composição do comboio presidencial. A viagem entre Entroncamento e Castelo Branco foi liderada por uma locomotiva diesel da série 1400.

As imagens que se seguem ilustram a passagem desta composição por alguns dos mais emblemáticos locais da Linha da Beira Baixa.


Ricardo Barradas @ facebook

Marco Vicente @ railpictures

Nelso Silva @ facebook

Nelso Silva @ facebook

André Lourenço @ flickr

Nelso Silva @ facebook


Diogo Domingos @ facebook

Nelso Silva @ facebook


Claudio Amendoeira @ facebook

Nelso Silva @ facebook



Ricardo Barradas @ facebook


Nuno Pais @ facebook

Nelso Silva @ facebook


Gonçalo Ribera @ railpictures

Nelso Silva @ facebook


Nelso Silva @ facebook


 
 Gonçalo Ribera @ railpictures


terça-feira, 11 de março de 2014

O comboio histórico na Linha da Beira-Baixa (Outubro 2002)

Em Outubro de 2002 a locomotiva a vapor 0186 traccionou o comboio histórico, entre Entroncamento e Vila Velha de Rodão. "Consta" que o objectivo era promover as viagens turisticas neste troço. 
Recordo que entre Entroncamento e Rodão a Linha da Beira-Baixa segue quase sempre junto ao rio Tejo. 

comentário do autor: "The CP 0186 takes on water in Abrantes. Abrantes, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 leaves with a mixed train the station of Belver. Belver, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 after the arrival in Vila Velha de Ródão. Vila Velha de Ródão, the 20th of October 2002"

comentário do autor: "The CP 0186 with a mixed train on it's way back to Entroncamento. Gardete, the 21th of October 2002"



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Relato na primeira pessoa de uma viagem à Covilhã







Por razões profissionais tive necessidade de me deslocar à cidade da Covilhã. Ponderando as várias possibilidades de transporte, a minha escolha recaiu sobre o comboio, mais concretamente no serviço intercidades.

A viagem teve início na estação de Lisboa Santa Apolónia, quilómetro zero da Linha do Norte. Inaugurada em 01 de Maio de 1865, daqui partem comboios para todo os norte de Portugal e ainda para Espanha. As três carruagens que compõem o comboio partem praticamente vazias. A estação principal de Lisboa é sem dúvida alguma, Oriente.

Chegamos ao Oriente com 4 minutos de atraso, fruto dos cruzamentos de vias entre comboios urbanos e de longo curso.
Em Vila Franca sai uma senhora que se tinha enganado no comboio .... queria ir para a Guarda mas entrou no da Covilhã.
Prosseguimos viagem, mantendo o atraso de 4 minutos. Até ao Carregado a via está em mau estado, fazendo com que a viagem pareça uma travessia fluvial do tejo em dia de tempestade.  
Ao entrar na via renovada, rapidamente se sente o conforto da barra longa - menos trepidação e menos barulho proveniente do contacto do rodado com o carril.
Paragem rápida em Santarém, onde não entra nem sai ninguém. Daqui até ao Entroncamento, o comboio segue rápido e sem grandes solavancos.
Paramos ao sinal de entrada da estação do Entroncamento quando o relógio anuncia as 09:30 .... olho para o horário e tento perceber o que circula à nossa frente .... nada ... supostamente nada! Mas então porque parámos? Sinal fechado, é a resposta óbvia .... passados alguns minutos desligam-se as luzes e o ar condicionado .... os passageiros, entre os quais alguns ferroviários, rapidamente percebem que algo se passa.

Neste compasso de espera, aproveito para olhar pela janela e apreciar o parque de sucata das oficinas da EMEF. Aqui jazem as locomotivas eléctricas da série 2600, algumas Allans e umas quantas locomotivas diesel das séries 1400 e 1900/30.
Quando finalmente o comboio chega à estação do Entroncamento, olho para o relógio que marca 10:00 ... lá atrás já está o IC da Guarda à espera de sinal.
Os minutos de diferença na partida foram rapidamente absorvidos, fruto da diferença de velocidade entre o material que realiza o comboio para a Covilhã (UTE série 2240) e a composição para a Guarda, liderada por uma locomotiva eléctrica da série 5600.

Entramos na Linha da Beira Baixa muito devagar .... para trás fica a via renovada, a barra longa e a possibilidade de andar a 120 km/h.
Com um atraso superior a 20 minutos, olho novamente para os horários procurando local para o cruzamento com o IC descendente .... Praia do Ribatejo foi o meu palpite, que se veio a concretizar. O IC 540 ganhou 5 minutos de atraso e nós evitámos assim mais uma paragem.

Passamos Santa Margarida em grande velocidade, para rapidamente se sentir um afrouxamento .... novo arranque e num ápice estamos em Abrantes.
O comboio perde alguns passageiros e eu aproveito para esticar as pernas. A carruagem onde viajo está praticamente vazia ... atrás de mim viaja um casal de ex-ferroviários e num dos últimos bancos segue o revisor. Passeio pelas carruagens de segunda classe que estão mais bem compostas .... olho para a máquina de venda automática e rapidamente me vem à memória as viagens passadas no bar do serviço intercidades em amena cavaqueira ou simplesmente lendo o jornal. acompanhado por um cafezinho ou uma cervejola.

Regresso ao meu lugar e verifico que já não tenho acesso à internet .... por aqui não há auto-estradas pelo que as operadoras de telemóvel não apostam na cobertura junto ao Tejo. Desligo o PC e aprecio a paisagem.

A linha corre junto ao rio. As barragens de Belver e do Fratel estão na sua cota máxima. Depois desta última, existem alguns afrouxamentos que me permitem apreciar a paisagem com mais pormenor.
A viagem prossegue com o barulho característico dos rodados a passar as juntas do carril. Por estes lados ainda existe muita travessa de madeira e carril de barra curta.

Estamos a chegar ao Fratel .... do outro lado do rio vê-se uma estrada que conduz a um cais fluvial. Nesta estação cruzamos com um comboio regional, que teve a amabilidade de esperar por nós.
O relógio marca as 11:00 e ao longe já se vêem as portas de Ródão. Volto a ligar a internet e a estar ligado ao mundo.

O painel informativo da estação de Ródão mostra-me que estamos com 25 minutos de atraso. No tempo do diesel, a subida até Sarnadas era um regalo para os meus ouvidos, principalmente quando o comboio era traccionado pelas locomotivas dasérie 1930. Além de íngreme. este trajecto é também todo ele em curva e contracurva.

A A23 cruza-se connosco e questiono-me "porque razão não vim de carro" .... já tinha saído de casa há mais de três horas e ainda me faltava pelo menos mais uma para chegar ao meu destino.
Esta opção é substancialmente mais cara mas muito mais rápida. Os 290 km que separam Lisboa da Covilhã fazem-se em menos de três horas, mas com um custo em portagens superior ao preço do bilhete do comboio ou autocarro. Se a este valor acrescermos o custo do combustível ....

Passamos Sarnadas e Retaxo, uma zona com muitas curvas mas onde a via já foi remodelada, com travessas de betão e carris de barra longa.
Chegamos a Castelo Branco com os mesmos 25 minutos de atraso. Foi nesta estação que durante muitos anos se efectuou a troca de tracção entre diesel e eléctrica. Esta manobra custava entre 15 a 20 minutos à viagem.

Entre Castelo Branco e Alcains o comboio parece que ganha asas ... deslizamos à velocidade máxima permitida neste troço e para este tipo de material - 120 km/h. Se a viagem fosse feita de forma constante a esta velocidade decerto já teríamos chegado à Covilhã.

Em Alcains estão alguns vagões utilizados para o transporte de madeira ... em Castelo Novo há vagões de cimento .... a Linha da Beira Baixa já não movimenta mercadorias como noutros tempos, onde era frequente a circulação de dois comboios diários, um para o Fundão e outro para Alcains ou Castelo Novo.
Actualmente realiza-se apenas uma circulação semanal para Castelo Novo e esporadicamente para o Fundão.
Serpenteando a serra prosseguimos em direcção ao Fundão. O túnel da Gardunha já ficou para trás e passamos agora junto da subestação da Fatela, a qual alimenta este troço da via.

Paramos na modernizada estação do Fundão, composta por duas enormes linhas, com capacidade para acolher grandes comboios de mercadorias.
Daqui para a frente, viajo sozinho nesta carruagem. Dou mais uma volta pelo comboio e verifico que os dedos das mãos dão para contar todos os passageiros que vão para a Covilhã.
Ao longe, já se vê a cidade neve, cantada por Amália Rodrigues, outrora um importante centro fabril da industria têxtil. A Universidade da Beira Interior trouxe um novo dinamismo à cidade, contribuindo de forma decisiva para o crescimento do transporte colectivo de passageiros, quer por via rodoviária ou ferroviária. O comboio académico, que ligava a Covilhã ao Porto, foi um bom exemplo .... mas "forças superiores" depressa acabaram com ele.
Chego à Covilhã com 20 minutos de atraso. Ao contrário do esperado, os bancos das UTE's IC até são confortáveis ....



São 18:00 e a noite já caiu sobre a cidade da Covilhã. Dirijo-me à estação para comprar bilhete no IC 544. Procuro em vão uma porta aberta .... a UTE 2297 já está na linha 1 pronta para seguir até Lisboa. Não há ninguém a quem perguntar seja o que for. Não há sala de espera. 
Entro no comboio e sento-me num qualquer lugar .... ligo o PC e enquanto espero, leio as últimas notícias nos blogs e sites noticiosos. 

Às 18:30 aparece alguém que coloca a UTE em movimento .... uma voz anuncia que vamos partir em direcção a Lisboa Santa Apolónia.

É noite e a paisagem é toda igual .... já passámos a estação do Fundão quando o revisor chega junto a mim para me vender o respectivo bilhete. A máquina não colabora e o papel acaba na hora menos própria. Não posso pagar com multibanco .... não sabia ...azar o meu!
De noite todas as estações parecem iguais .... paramos em Castelo Branco "à tabela" ... a viagem prossegue a bom ritmo ... chegamos a Rodão, com o seu aroma tão característico, à hora indicada no painel .... a paragem é demorada .... "um cruzamento", pensei eu. Abro a porta e olho para o sinal que está verde .... "mas afinal porque parámos?".  Ah! Estávamos à espera de alguém que entretanto chegou de taxi. 

Finamente prosseguimos a nossa viagem. Olho para o relógio e calculo que a paragem em Ródão nos tenha custado 10 minutos. Bolas, devo ter escolhido um "dia azarado" para ir à Covilhã.
Faço contas de cabeça e antevejo que o cruzamento com o IC ascendente nos vai custar mais uns minutos em Abrantes.

Os minutos passam e adormeço .... acordo quando o comboio pára, algures no meio do nada. Olho pela janela e verifico que afinal parámos na estação das Mouriscas. Este local, outrora estação com serviço comercial, serve apenas para cruzamento de comboios. Em sentido inverso vinha um comboio regional. O cruzamento com este foi alterado de Alferrarede para a Mourisca.

São 20:52 quando finamente chegamos à estação de Abrantes, ou antes, ao sinal de entrada da estação onde paramos por mais alguns minutos.
Saímos da estação de Abrantes com 19 minutos de atraso. O IC ascendente que vinha à tabela, perdeu aqui 3 minutos.

Passámos pela Barquinha com 12 minutos de atraso. Aproveitei para dar uma volta pelo comboio. Continuo sem perceber a diferença entre a primeira e a segunda classe, excepto o preço do bilhete. Mesmo para uma 4ª feira, pensei que a ocupação do comboio fosse melhor. Na minha carruagem viajam 4 pessoas, 2 das quais são ferroviários. 

Chegamos à estação do Entroncamento mantendo o atraso .... foi uma boa recuperação desde Abrantes até aqui .... dizem os entendidos que o horário tem folga para isto .... eu não gostei da viagem entre Abrantes e Entroncamento. Foram demasiados saltos e solavancos. A via está em mau estado, disso não tenho dúvidas, mas as UTE's também não são confortáveis.  

Paramos em Santarém com 10 minutos de atraso. Olho novamente para os horários e calculo que vamos disputar canal com um comboio suburbano. Acertei .... de Azambuja a Castanheira do Ribatejo fomos devagarinho, para evitar as paragens nos sinais vermelhos .... finalmente ultrapassámos o suburbano. 
Vila Franca de Xira, última paragem antes de Lisboa ... olho para o relógio e verifico que temos 15 minutos de atraso. Nesta estação não sai ninguém .... prosseguimos a bom ritmo em direcção a Lisboa, mas na Póvoa somos direccionados para a via descendente lenta, utilizada pelos comboios suburbanos.
Compreendo a opção, visto que a UTE está limitada aos 120 km/h. Atrás de nós circula o IC procedente da Guarda, que tem possibilidade de aproveitar a velocidade máxima da outra via.

Finalmente chegamos a Lisboa-Oriente .... 15 minutos de atraso ....  nesta estação o comboio fica praticamente vazio. Daqui até Santa Apolónia são mais 10 minutos, desta vez, sem esperas nos cruzamentos entre Oriente e Braço de Prata.

Desligo o PC, arrumo a tralha e sigo o meu caminho até casa, para o merecido descanso, após 8 horas de solavancos nas UTE's IC, intervalados por uma tarde de intenso trabalho.



 

sábado, 11 de maio de 2013

Caminhada pela Linha Ferroviária Covilhã-Guarda



Como forma de chamar a atenção das entidades competentes, para os efeitos negativos no desenvolvimento económico, que o encerramento do troço da Linha da Beira-Baixa entre Covilhã e Guarda acarretam no progresso da região, a Câmara Municipal da Covilhã promoveu hoje (11-05-2013) uma caminhada entre as duas cidades.

fonte: CMC @ facebook


Recordo que o troço entre a Covilhã e a Guarda se encontra encerrado desde 2009, tendo entretanto sido investidos alguns milhões de euros, na modernização entre Belmonte e Maçainhas.

Para memória futura, transcrevo a seguir um artigo publicado no jornal "Notícias da Covilhã" em Março de 2013:


Troço inaugurado há 120 anos está fechado há quatro
2013-03-13


Desde Fevereiro de 2009 que os comboios não circulam entre a Guarda e a Covilhã. Linha da Beira Baixa tem troços reconvertidos, mas que nunca foram utilizados

Quando em Fevereiro de 2009, a circulação de comboio, na Linha da Beira Baixa, foi interrompida por causa de uma intervenção anunciada que visavam colocar a via de padrões de modernidade ao nível do que melhor se faz na Europa, longe se estaria de pensar que, quatro anos depois a mesma continuasse encerrada e, pior que isso, ainda por modernizar.

De facto, apenas alguns troços foram reconvertidos, numa intervenção global que estava avaliada em 85 milhões de euros, mas que a crise travou a fundo. Existem, porém, locais onde foram investidos alguns milhares que, para já, não servem para nada. É o caso do troço entre Caria e Belmonte, onde se estima tenham sido gastos 7 milhões e meio de euros, onde se vêem carris novos assentes em travessas polivalentes (que permitiriam, no futuro, converter a linha para bitola europeia). A própria estação de Belmonte foi reconvertida, mas para já, tudo continua ao abandono e as infraestruturas modernas na linha são invadidas pelas ervas e mato. Um desperdício, considera o autarca belmontense, Amândio Melo. “Já o disse várias vezes: a Linha da Beira Baixa deveria ser concluída. Não faz sentido nenhum andarmos a pensar em TGV quando nem sequer arrumámos a nossa casa” afirma o presidente da Câmara de Belmonte, que diz que com estas medidas “o Interior é cada vez mais abandonado”.

Sobre o seu concelho, considera ridículo que não se concluam as ligações quer à Guarda, quer à Covilhã. “Falta tão pouco… mas o pouco que falta põe em causa toda a estratégia” afirma o autarca, que lembra que nas relações com a Europa, este é um troço determinante já que faz a ligação à Linha da Beira Alta e consequentemente a Espanha. Em tempos, o autarca chegou mesmo a sugerir que a linha fosse aproveitada para fins turísticos.

Caminhada de protesto em Abril na Covilhã

Na Covilhã, o mesmo sentimento. Aliás, na última Assembleia Municipal os deputados do PSD anunciaram mesmo a realização de um protesto em defesa da reabertura do troço entre Covilhã e Guarda, para dia 13 de Abril. Trata-se de uma caminhada a pé pela linha férrea para fazer duas exigências ao Governo: “Que cumpra a promessa de realizar as obras de modernização naquele troço e o reabra à circulação ferroviária o mais rapidamente possível” explica o deputado “laranja” Jorge Saraiva.
Segundo Jorge Saraiva, a reabertura do troço poderia ser fundamental para reduzir os custos dos cidadãos e das empresas depois da aplicação de portagens na A23.
Para já, ninguém sabe quando é que os trabalhos voltam a avançar na Linha. A Refer não aponta prazos, embora dia que nunca antes de 2014. O Governo também não. Entre Guarda e Covilhã, no passado, chegou a haver automotora, após a supressão de comboios. Quando a linha encerrou, a CP utilizou autocarros como transporte alternativo, mas esse serviço também acabou por ser suprimido devido “à baixa procura.”
Assinala-se no próximo dia 11 de Abril os 120 anos da abertura do troço entre Covilhã e Guarda da Linha da Beira Baixa, concluída a 11 de Abril de 1893 e inaugurado em Maio desse mesmo ano. Um troço fechado há já quatro anos, desde Fevereiro de 2009.

JA



Actualização: reportagem RTP (!) - TVI -

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Linha da Beira Baixa - que futuro? (II)


Por diversas vezes falei aqui dos IC's da Beira-Baixa, essa nódoa no serviço Longo Curso da CP.
Quando as obras de electrificação do troço Castelo Branco - Covilhã arrancaram, chegou a pensar-se que o serviço IC iria de facto melhorar. No entanto a realidade foi bem diferente. Nem a diminuição em 15 minutos do tempo de percurso entre Lisboa e a Covilhã conseguiu inverter a tendência de "fuga de passageiros".
A introdução de portagens na A23 poderia ter sido uma "oportunidade para o caminho de ferro". A resposta da CP foi a degradação do serviço com a introdução de UTE's em substituição das composições de máquina e carruagem.
As UTE's são mais barulhentas, menos confortáveis, só dispõem de 2 WC's e não permitem velocidades acima de 120km/h.
Sendo assim, ninguém fica admirado quando se comprova a diminuição do número de passageiros no serviço IC:
2009 - 288.496
2010 - 277.138
2011 - 254.801
2012 - 225.459 (valor estimado)
fonte: Jornal do Fundão (17/01/2013)

Em contrapartida, o número de passageiros a viajar de autocarro aumentou - de 154.018 em 2011 para  178.123 em 2012 (mais 24.105 passageiros). Este aumento é consequência directa da degradação do serviço IC e também das constantes greves dos trabalhadores da CP. Recordo que estes estiveram em greve na Páscoa e Natal, bem como em feriados que movimentam muitos passageiros, como o dia 01 de Novembro.

Então, o que pode ser feito para aumentar o número de passageiros a viajar na Linha da Beira Baixa?
a) potenciar o conforto e a rapidez através da melhoria dos serviço e da oferta de serviços complemantares, como serviço de bar, Wi-Fi ou disponibilização de tomadas para alimentação de computadores
b) concluir a modernização do troço Covilhã-Guarda, onde já foram gastos muitos milhões de euros, sem que se rentabilize este investimento
c) potenciar a mobilidade entre a Beira Interior e a cidade de Coimbra, serviço onde o comboio pode ser bastante mais rápido que o autocarro ou o automovel

A modernização do troço Covilhã-Guarda beneficiaria também a transporte de mercadorias de e para Espanha, visto que a distância percorrida entre Guarda e Entroncamento via Beira Alta é superior à percorrida via Beira Baixa. Afinal o que teria acontecido se o recente desabamento de pedras ocorrido algures na Beira Alta tivesse interrompido a circulação por alguns dias?

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Os passeios do PTG - 2003


Desde 1998 que, de uma forma mais ou menos regular, um grupo de entusiastas ingleses vem a Portugal realizar passeios pela ferrovia nacional.
Como sabem, em Portugal ainda circulam locomotivas da série 1400, cujas 10 primeiras unidades foram construídas em Inglaterra.
As nossas 1800 também têm origem britânica, visto que são uma derivação da "Classe 50".

Sendo assim, os passeios do PTG (Portuguese Traction Group) são normalmente realizados por este tipo de material.

As imagens que se seguem, ilustram alguns dos passeios realizados em Portugal, em 2003.

autor: Sergio Costa @ facebook

comentário do autor: "1805, Sintra, 2 Fev 2003, com 2628 na cauda."




comentário do autor: "1458+1446 Castelo Branco 26-4-03 13851 1018 Abrantes-Guarda"

comentário do autor: "1446 and 1458 at Tortosendo south of Covilha"

comentário do autor: "1446 and 1458 at Covilha"

autor: Sergio Costa @ facebook

comentário do autor: "1446+1458 BENESPERA 26-4-03 138511018Abrantes-Guarda"

comentário do autor: "1904 in Figueira da Foz docks"


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sexta-feira, 1 de junho de 2012

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (IV)


Por diversas vezes falei aqui dos
IC's da Beira-Baixa, essa nódoa no serviço Longo Curso da CP.

Agora, reagindo aos inúmeros protestos, a CP vem apresentar um plano de redução no preço dos bilhetes. Esta redução aplica-se ao serviço intercidades com especial incidência no troço entre Abrantes e a Covilhã.
No entanto, o preço do bilhete entre Lisboa e Covilhã, passa de 18.50€ para 17.00€ mas apenas às 2ªs, 3ªs, 4ªs e 5ºs feiras. Nos restantes dias, o preço mantém-se inalterado.
O preço do bilhete de 1ª classe não tem qualquer alteração.


A tabela de preços detalhada pode ser encontrada no site da CP.


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Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Locomotivas Diesel CP Série 1930










As locomotivas diesel CP série 1930 foram adquiridas em 1981 para reforçar o parque de material motor a diesel. Prestaram serviços de passageiros a sul, entre Barreiro e Faro e nos IC's Alentejanos (Oriente a Évora e Beja). Também asseguraram o comboio nocturno entre Lisboa e Madrid, bem como os serviços na Linha da Beira Baixa, entre Entroncamento (mais tarde Abrantes) e Covilhã ou Guarda.

Terminaram os seus dias no serviço de passageiros IC entre Castelo Branco e Covilhã.
Algumas unidades foram vendidas à Argentina, enquanto outras estão encostadas (por avaria) no Barreiro.

Realizaram algumas incursões ao Douro, em serviços especiais, como o PTG.

Podem atingir uma velocidade máxima de 120 km/h e dispõem de gerador para alimentação da climatização de carruagens.
Actualmente estão ao serviço da CP Carga, efectuando inclusive os comboios de e para as minas de Neves Corvo.

As imagens que se seguem ilustram alguns comboios realizados por esta série de material circulante.


  • 1931 - foi vendida à Argentina - Ferrobaires
    comentário do autor: "1931 GOE Entroncamento 27-01-06"

    Na Argentina (recebida por e-mail sem referência do autor)


  • 1932 - em serviço na CP Carga
    em Vila Real de Santo António, Guadiana - foto de Garry Brown

    comentário do autor: "2001-09-24 CP 1932 (1425 Faro-Barreiro) Loule"

    comentário do autor: "1932 GOE Barreiro 09-10-06"

    comentário do autor: "CP 1932 - Covilhã - 01 de Maio de 2011"

  • 1933 - foi vendida à Argentina - FerroCentral
    comentário do autor: "1999-04-08 CP 1933, (1405 Barreiro-Faro) Funcheira, Portugal"


    comentário do autor: "1933 GOE Entroncamento 27-01-06"

    Na Argentina (recebida por e-mail sem referência do autor)

  • 1934 - foi vendida à Argentina - Ferrobaires
    comentário do autor: "1934 Abrantes 12-10-98 IC542 1515 Covilha-Lisboa SA"

    comentário do autor: "Alsthom #1934 at Casa Branca, about to shunt the Evora portion onto the Beja section (on the right), before going to Barreiro on 15/11/99."

    Na Argentina (recebida por e-mail sem referência do autor)



  • 1935 - em serviço na CP Carga
    comentário do autor: "1935 Regua 06-10-06 13845 0933 Coimbra-Pocinho"


    Linha do Douro, 06-10-2006 - fotos de João Cunha @ Transportes XXI


    Ferradosa - fotos de Daniel Costa @ Transportes XXI

    fonte: http://www.flickr.com/photos/48406107@N06/5025708731/

    comentário do autor: "LD 1935 57377 Santa Eulália - A locomotiva diesel 1935 com um comboio de contentores procedente do Entroncamento e com destino a Elvas."

    comentário do autor: "47806 Valência de Alcântara - Entroncamento"

  • 1936 - foi vendida à Argentina - FerroCentral
    comentário do autor: "1936 Moita 25-11-98 IR870 0640 Vila Real d San Antonio-Barreiro"

    comentário do autor: "1936 Pinhal Novo 25-11-98 IR891 0825 Barreiro-Beja"


    comentário do autor: "1936 Funcheira 26-02-00 IR871 0855 Barreiro-Vila Real d San Antonio"

    comentário do autor: "1936 crossing Faro Harbour, Portugal on the 30th June 2001. (Scanned)"


  • 1937 - encostada no GOB (Oficinas do Barreiro)
    comentário do autor: "Class 1937 leaving Albufeira, Portugal on the 11th February 1995. (Scanned)"

    comentário do autor: "1937 Alhos Vedros 11-06-96 IC583 1405 Barreiro-Faro"


    comentário do autor: "1937 Casa Branca 27-02-00 IR892 1310 Beja-Barreiro"

    fonte: http://ferrocarriles.wikia.com/wiki/Archivo:CP1937MJPVL.JPG

    comentário do autor: "1937 GOB Barreiro 09-10-06"



  • 1938 - encostada no GOB
    comentário do autor: "1938 GOB Barreiro 08-05-95"

    comentário do autor: "1938+1933 Faro 08-12-02"

    Castelo Branco, Junho 2006

    Link


    comentário do autor: "1938 GOB Barreiro 08-10-07"


  • 1939 - encostada no GOB
    comentário do autor: "1939 Pinhal Novo 08-05-95 IC582 1415 Faro-Barreiro"

    comentário do autor: "O IC de Beja para Barreiro com lovomotiva CP 1942 passar por Poceirao. Poceirao, 05 de Setembro 2003"


    comentário do autor: "1939 GOB Barreiro 08-10-07"


  • 1940 - em serviço na CP Carga
    comentário do autor: "Class 1940 at Albufeira, Portugal on the 9th February 1995. (Scanned)"

    Alcácer do Sal, 15-04-2007 - Especial da Associação Académica do Porto, Tavira - Porto
    foto de Tiago Ferreira @ TXXI

    Na Régua, com um comboio especial entre Porto e Pinhão - 08/09/2007
    foto de Vitor Simões @ Transportes XXI

    No Pinhão, 08/09/2007 - Foto de João Cunha @ Transportes XXI

    comentário do autor: "Intercity 592 [Lisboa • Oriente -» Beja]"

    fonte: http://trainspo.com/photo/8984/

    comentário do autor: "A 1940 a sair do Fundão com o IC 541 de dia 15/2/2010"

  • 1941 - encostada no GOB(está vendida à Argentina???)
    comentário do autor: "1941 Setubal 07-05-95"

    comentário do autor: "Alsthom #1941 arrives at Belver Gaviao with R5608 16h12 Covilha – Lisboa Santa Apolonia on 30/03/00."

    comentário do autor: "1941 Entroncamento 03-07-01 IC542 1515 Covilha-Lisboa SA"


  • 1942 - em serviço na CP Carga
    comentário do autor: "1942 Barragem de Belver 03-07-01 R5613 1040 Entroncamento-Covilha"

    fonte: http://www.flickr.com/photos/48406107@N06/5881472971/

    comentário do autor: "A 1942 a efectuar o serviço nº69730 de Transporte de contentores entre Badajoz e o Entroncamento, á passagem pela Moita do Norte"

    comentário do autor: "92230 - Plataforma de Cacia / Triagem Porto de Aveiro."

  • 1943 - em serviço na CP Carga
    comentário do autor: "Alsthom #1943 at Abrantes, having arrived with R5606, 14h30 Badajoz – Abrantes on 30/03/00."

    PTG 2005 (Entroncamento a Porto Campanhã)

    Leiria - Foto de José Pedrosa @ Transportes XXI


    comentário do autor: "Locomotivas Diesel-Electricas CP 1943+CP 1942
    Comboio de Mercadorias Especial Nº 95210(Entroncamento-»Monte Abraão)
    Local: Riachos - Portugal
    Dia: 06-05-12"



  • 1944 - em serviço na CP Carga
    comentário do autor: "Alsthom #1944 at Abrantes, ready to haul IR825 12h05 Lisboa Santa Apolonia – Covilhã on 16/03/99."

    comentário do autor: "1944 Entroncamento 10-05-04"




  • 1945 - em serviço na CP Carga
    Covilhã, 1996 - foto de Vitor Gomes

    comentário do autor: "CP Alsthom No. 1945 has just arrived at Abrantes with the 13.36 Covilha to Lisboa Santa Apolonia on Thursday 18th September 2003. A 2600 class electric will take over from here."

    fonte: www.trains-en-voyage.com

    comentário do autor: "1945 Alpedrinha 541 LSA-COV 20090917 O serviço InterCidades 541 Lisboa-Covilhã é puxado pela locomotiva diesel 1945 depois de uma locomotiva eléctrica se ter encarregado do serviço entre Lisboa e Castelo Branco."

    Alcains, 2010


    comentário do autor: "Marateca, 2011.06.14 Comboio de Transporte de Areia 55083 (material vazio) [Praias do Sado - Ramal Somincor]"


  • 1946 - em serviço na CP Carga
    Pinhal Novo,10/08/1987 - foto de Garry Brown

    comentário do autor: "Alsthom #1946 arrives Pinhal Novo on 14/12/98 with IR891 08h25 Barreiro – Beja. This was a booked Alco turn at the time, so I was less than impressed to see this appear through the mist! Luckily, we weren’t going to Beja that day."


    comentário do autor: "Gare de Oriente, 7 de Agosto de 2008"


  • 1947 - em serviço na CP Carga
    comentário do autor: "1947 Castelo Branco 12-10-97 IC542 1515 Covilha-Lisboa SA"

    comentário do autor: "1947 IR da Figueira da Foz, 2002"

    comentário do autor: "Lisbon St.Apolonia to Madrid at Entroncamento 20-9-07"

    comentário do autor: "Cabrela, 2011.09.27 - Comboio de Distribuição 57980 (transporte de pedra e material vazio) [Beja - Praias do Sado]"

    comentário do autor: "CIMENTO 64308 - Plataforma de Cacia / Souselas."



Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.