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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (III)


Desde o passado dia 01 de Novembro, que o serviço intercidades entre Lisboa e Covilhã passou a ser efectuado pelas recentemente adaptadas unidades triplas eléctricas (vulgarmente designadas por UTE) 2295, 2296 e 2297.

Este material circulante construído pela Sorefame em 1984, e remodelado em 2004 para efectuar o serviço regional, está limitado à velocidade máxima de 120 km/h, ou seja , menos 40 km/h que as composições de máquina e carruagem que desde Julho passado asseguravam o serviço.
Esta limitação, aliada ao facto de existirem algumas limitações de velocidade (vulgarmente designadas por afrouxamentos) entre Mouriscas e Rodão, faz com que os atrasos nas chegadas às estações de destino tenham sido sempre superiores a 15 minutos (em alguns casos 30 minutos).
Estes atrasos fazem com que os clientes do serviço ferroviário se afastem do comboio, porque pagam mais (o bilhete de autocarro custa 13.80€ entre Lisboa e Covilhã enquanto que no comboio o preço varia entre 18.50€ e 24.00€) e porque demoram sempre muito mais do que se forem de autocarro.
Indiferente (ou talvez não), a CP continua a não apostar no serviço de passageiros na Linha da Beira Baixa, e temo que nem a introdução de portagens na A23 possa evitar a extinção do IC com ou sem despromoção do serviço à categoria de Inter-regional.

As imagens que a seguir se apresentam foram gentilmente cedidas pelo Sr. António J. Pombo e ilustram o interior da UTE 2295.

Destaco pela negativa:
- a inexistência de diferenças significativas nos bancos de 1ª e 2ª Classe;
- a existência de apenas dois WC's (na antiga composição existiam 6 WC's por comboio de 3 carruagens);
- a ausência de cortinas que protejam do sol;
- a inexistência de divisórias entre as portas e a zona dos bancos, o que faz com que nos dias de chuva e frio quem viaje junto das portas esteja sujeito ao desconforto provocado por estes elementos
- a inexistência de uma distinção frontal, pela cor ou outro elemento, entre as UTE's do serviço regional e as do serviço intercidades
- a substituição do serviço de bar por uma máquina de venda automática

Destaco pela positiva:
- a facilidade de acesso às UTE's, com portas mais largas e acesso mais fácil que as carruagens Sorefame

Interior da carruagem 1 - 1ª Classe:






Interior das carruagens 2 e 3 - 2ª Classe:







Esta é a configuração dos lugares nas carruagens 1 (1ª classe), 2 e 3 (2ª classe) - sentido da marcha de Lisboa para a Covilhã:









sábado, 29 de outubro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa (II)

Já por aqui tínhamos referido, que as UTE's 2295, 2296 e 2297 estavam a ser intervencionadas, no sentido de serem colocadas no serviço Intercidades da Beira-Baixa. Uma destas unidades andou no passado dia 14 de Outubro pela Beira-Baixa numa operação de charme .... apesar da sua idade, exteriormente têm bom aspecto.

Recordo que este material foi construído pela Sorefame em 1984 (série 2100) e remodelado 20 anos mais tarde.

Para compras de lugares a partir do próximo dia 01 de Novembro, o site da CP já apresenta a configuração das UTE's remodeladas:
Neste exemplo, efectuava-se a compra de um lugar no IC 541 (carruagem 1) com regresso no IC 544 (carruagem 81).


Link

sábado, 15 de outubro de 2011

UTE's nos IC's da Beira-Baixa


Já por aqui tínhamos referido, que as UTE's 2295, 2296 e 2297 estavam a ser intervencionadas, no sentido de serem colocadas no serviço Intercidades da Beira-Baixa.
Sem pompa ou circunstância, foi anunciado que uma destas unidades estaria ontem em exposição pública nas estações de Castelo Branco e Covilhã. Pois bem .... assim aconteceu. Rezam as crónicas que, na passada 5ª feira, a UTE 2295 subiu do Entroncamento para Castelo Branco a reboque do Regional 5625. Esteve em exposição na estação desta cidade, de onde partiu, a reboque do Regional 5675 para a cidade da Covilhã.


Contrariamente ao inicialmente anunciado, não foi hoje que se deu início à exploração do serviço IC com estas unidades. Fontes geralmente muito mal informadas, garantiram-nos que a decisão foi adiada por duas semanas. A ver vamos.
Para memória futura, ficam aqui alguns registos fotográficos que me foram gentilmente enviados por e-mail, mas cuja proveniência é muito provavelmente o grupo Ferroviários do Facebook.





Fotos de Jaime Prata in Grupo Ferroviários no Facebook.

sábado, 20 de agosto de 2011

Os ICs de Évora e Beja



Durante décadas, o Barreiro foi o grande terminal de todos os comboios do sul do país. Daqui partiam e chegavam comboios directos ou com ligação para Vila Real de Santo António, Sines, Vila Viçosa, Mora, Reguengos, Moura, Portalegre, Montemor e Aljustrel.
Com a abertura do eixo Norte-Sul via Ponte 25 de Abril e a electrificação da linha do Sul, o Barreiro deixou de ser o grande interface do Sul, passando a ser uma simples estação terminal de comboios regionais e urbanos. O diesel deu lugar à electricidade, e as velhas locomotivas das séries 1500, 1800 e 1930 deixaram de se fazer ouvir em terras algarvias.
Os comboios rápidos passaram a ter como estação de partida e chegada a novissima gare do Oriente, efectuando paragem no Pinhal Novo, para dar ligação ao Barreiro. O Pinhal Novo passou a ser o grande centro ferroviário da "margem sul".
Em 2006, Évora passou a ter 3 comboios rápidos em cada sentido, enquanto que Beja tinha 2 ligações rápidas a Lisboa. Beja ficava assim a 2h15m do Oriente e Évora a 1h59m. Entre as 2 cidades alentejanas circulavam comboios regionais, demorando a viagem cerca de 1h15m.
Em Maio de 2010 o troço Bombel entra en obras e o serviço intercidades é suspenso, mantendo-se o serviço regional entre Évora e Beja. Em Junho este serviço é também suspenso.
Em Julho de 2011, abre finalmente o troço entre Bombel e Casa Branca / Évora, electrificado e preparado para velocidades até 200 km/h.
As locomotivas diesel são substituídas por locomotivas eléctricas e o serviço intercidades é retomado com tempos de viagem bastante inferiores aos anteriores. Lisboa (Oriente) fica apenas a 1h35m de Évora e o Pinhal Novo a 47. O bilhete entre Lisboa e Évora custa 12 euros (2ª classe) ou 16 euros (1ª classe).
No entanto, Beja continua a não ter catenária. Assim, o serviço rápido passa a estar dependente do transbordo em Casa Branca. Nesta estação os passageiros são "despejados" para automotoras a diesel, costruidas em 1965 e modernizadas em 1999. Daqui a 4 anos, este material terá 50 anos de serviço. (foto original em http://www.flickr.com/photos/28335574@N02/2778012520/)
Beja fica assim a 2h25 do Oriente mas passa a ter 4 ligações diárias em cada sentido.
Quando comparamos preços e tempos de percurso com o serviço rodoviário, verificamos que os preços e tempos de percurso são idênticos. No autocarro não há transbordo entre Lisboa e Beja.