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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Novo descarrilamento na Linha da Beira Alta

Pouco mais de um mês após o último descarrilamento, a Linha da Beira Alta está novamente interrompida, desta vez entre Muxagata (Fornos de Algodres) e Celorico da Beira.

"Circulação suspensa na linha da Beira Alta após descarrilamento

A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Muxagata (Fornos de Algodres) e Celorico da Beira, está suspensa devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias, informou a Refer.

O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direção a Espanha, ocorreu cerca das 22h30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira, disse à agência Lusa a porta-voz da empresa, Susana Abrantes.

Segundo a responsável, devido ao descarrilamento de "um vagão do meio" da composição, que não provocou vítimas, a circulação ferroviária está interditada entre Muxagata e Celorico da Beira.

A CP está a assegurar o transbordo rodoviário de passageiros dos comboios que ainda circulam na linha da Beira Alta - Internacional e Intercidades - a partir da estação de Fornos de Algodres, indicou.

A REFER ainda não tem conhecimento da extensão nem do tipo do eventual dano causado na via pelo descarrilamento do vagão, explicou a mesma fonte.

"Já temos uma equipa deslocada para o local, no sentido de proceder ao carrilamento e a alguma reparação de que haja necessidade", disse Susana Abrantes à Lusa."


Trabalhos na linha da Beira Alta demorados. CP assegura transbordo

A circulação está interrompida desde quarta-feira à noite devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias.


"A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres, mantém-se cortada esta quinta-feira devido ao descarrilamento de um comboio de mercadorias, informa a Refer. Desde a ocorrência do acidente que a CP tem assegurado o transbordo rodoviário de passageiros da ligação Internacional através de autocarros.
O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direcção a Espanha, ocorreu cerca das 22h30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira, explica a porta-voz da empresa, Susana Abrantes.
Os trabalhos para a remoção do vagão descarrilado realizaram-se durante toda a noite, adianta a porta-voz, adiantando que foi igualmente realizada uma vistoria à linha onde o incidente ocorreu.
Em declarações à Renascença, Susana Abrantes refere que não há previsão de reabertura da linha, uma vez que os trabalhos são demorados e que só depois de retirado o vagão acidentado será possível saber em que condições está a linha no local do acidente.
"Se não houver dano, como as observações feitas até ao momento demonstram, a circulação na linha será restabelecida rapidamente", avançou a responsável, escusando-se, no entanto, a apontar uma hora para o efeito.
Os vagões que se encontravam à frente do descarrilado foram retirados com a máquina locomotiva, enquanto os da retaguarda da carruagem acidentada vão ser igualmente removidos, explicou Susana Abrantes."
fonte: RR

(actualização às 22:00 de 03-Jul-2014)

"A circulação de comboios na linha da Beira Alta, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres, onde na quarta-feira ocorreu um descarrilamento, foi restabelecida às 21:15, informou hoje a Refer.

A meio da manhã, a Refer previu o restabelecimento da circulação na linha pelas 17:00, o que não se verificou.

A porta-voz da empresa, Susana Abrantes, adiantou que "por questões de segurança e para uma melhor avaliação" a reabertura da circulação naquela via teve de ser adiada.

O descarrilamento de um dos 21 vagões da composição de mercadorias Takargo, que transportava bobines de papel e seguia em direção a Espanha, ocorreu cerca das 22:30 de quarta-feira, à entrada da estação de Celorico da Beira.

Os trabalhos para a remoção do vagão descarrilado realizaram-se durante toda a noite de quarta-feira para hoje, de acordo com a porta-voz da Refer, que adiantou que foi também realizada uma vistoria à linha onde o incidente ocorreu
."

fonte: RTP



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Novo descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)

Passaram 13 dias ... a linha ainda estava com fortes restrições de velocidade ... outra vez, quase no mesmo local (Km 63.050, em cima da ponte de Trezoi) e em circunstâncias idênticas ...

"Novo descarrilamento de comboio de mercadorias na linha da Beira Alta
CARLOS CIPRIANO 28/05/2014 - 18:52


No espaço de 15 dias registaram-se dois descarrilamentos no mesmo local da linha. Esta quarta-feira, pelas 17h, o comboio de mercadorias descarrilou ao passar a 10 Km/hora por uma ponte.

Um comboio de mercadorias da CP Carga descarrilou esta quarta-feira pelas 17h00 na ponte de Trezói (Mortágua) tendo a linha da Beira Alta ficado interrompida naquele local. A Refer não sabe ainda quando será restabelecida a circulação, estando a CP a proceder a transbordo rodoviário.

O descarrilamento aconteceu no mesmo local e em circunstâncias idênticas ao que ocorreu em 15 de Maio, quando um vagão de uma composição de mercadorias da empresa Takargo saltou dos carris e danificou a via férrea durante seis quilómetros. Desta vez não foi um, mas dois vagões que descarrilaram. Os danos foram inferiores porque o comboio circulava naquele local a uma velocidade de 10 Km/hora. Uma restrição imposta pelo facto daquele troço se encontrar em obras para reabilitar a linha devido ao descarrilamento de há 15 dias.

O comboio vinha de Vilar Formoso e tinha como destino Alfarelos. O serviço de passageiros está a ser assegurado pela CP com um esquema idêntico ao de há duas semanas: os comboios regionais têm transbordo rodoviário alternativo entre Pampilhosa e Mortágua e os Intercidades entre Coimbra e Mortágua.

No espaço de 15 dias o sistema ferroviário é confrontado com a inexistência de uma via alternativa à linha da Beira Alta, dado que o troço Guarda – Covilhã encerrou para obras em 2009, mas estas não foram concluídas. Aqueles 46 quilómetros de via férrea, por agora fechados, impedem que a circulação ferroviária para Vilar Formoso se realize pela linha da Beira Baixa.
"


Actualização: Linha reaberta, hoje (29-05-2014) no final da tarde.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)





Linha da Beira Alta
Hoje, pelas 12:30, um vagão de um comboio de mercadorias, da empresa Takargo, descarrilou na Linha da Beira Alta, próximo do Apeadeiro de Luso-Buçaco.
Em resultado deste descarrilamento registaram-se danos na infraestrutura ferroviária que obrigarão à suspensão da circulação no troço Mortágua – Pampilhosa, sem que seja possível prever quando a mesma será restabelecida em condições normais, sendo certo que tal só acontecerá quando estiverem garantidos todos os requisitos de segurança.
A REFER mobilizou de imediato todos os meios para o local no sentido de ser desencadeado o processo de carrilamento do vagão e reparação dos danos.
A CP está a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.
15 de maio de 2014
 fonte: REFER




Um comboio de mercadorias descarrilou esta tarde na linha da Beira alta, junto à estação do Luso. Não há feridos a registar mas a circulação na linha está suspensa até que as composições sejam retiradas.

A composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, deslocava-se no  sentido Guarda-Coimbra quando descarrilou, pouco antes das 14:00, numa ponte  próxima da estação do Luso, disse à agência Lusa a fonte das relações públicas  da Comboios de Portugal (CP), indicando que o acidente não causou vítimas.

A suspensão temporária da circulação levou a CP a fretar autocarros  para assegurar o transbordo dos passageiros dos comboios intercidades e  regionais da Linha da Beira Alta, adiantou.

Entretanto, um desses autocarros, que circulava hoje à tarde no IP3  a caminho de Coimbra, teve de parar na zona de Penacova devido a uma avaria,  disse à Lusa uma fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra.

Após 40 minutos de espera, os passageiros puderam seguir viagem, cerca  das 17:00, num outro autocarro, enquanto a viatura avariada aguarda agora  por assistência mecânica, no nó da Espinheira do IP3, de acordo com a mesma  fonte policial.
fonte: SIC




Comboio descarrila no Luso e corta Linha da Beira Alta

Um comboio de mercadorias descarrilou junto à estação do Luso, Mealhada, esta quinta-feira, por volta das 14 horas, obrigando à suspensão da circulação na Linha da Beira Alta e ao corte do trânsito na Estrada Nacional nº 335, que liga Anadia a Penacova, disse, ao JN, fonte da GNR.

Uma testemunha contou ao JN que o incidente, que não provocou feridos - apenas prejuízos materiais -, terá ocorrido por volta das 14 horas. "O meu irmão diz ter ouvido muito barulho na ponte ferroviária metálica, que passa sobre a aldeia de Várzeas. De seguida, ouviu uns estrondos, parecidos com petardos a rebentar. E foi então que percebeu que era o comboio, que circulava no sentido Guarda-Coimbra, que estava a arrancar todas as travessas centrais da linha", descreveu a fonte.

O mesmo morador do Luso explicou que o comboio acabou por ficar imobilizado imediatamente após atravessar a ponte metálica, que é bastante alta. "Ficou parado junto à estação do Luso, o que obrigou ao fecho da passagem de nível e ao corte do trânsito rodoviário na EN 335", disse a fonte, manifestando-se apreensiva relativamente à duração do corte da estrada, que "acarreta enormes prejuízos para os moradores".

Recorde-se que, para além de ser a principal ligação de transporte ferroviário de mercadorias com o estrangeiro, é pela Linha da Beira Alta que circula o Sud Express. "Hoje à tarde, a ligação a Paris não ocorrerá", disse, ao JN, fonte da empresa.
fonte: JN


Fotos de Claudio Amendoeira @ facebook 

fonte: facebook
fonte: facebook


Actualização 16/05/2014 21:00
A circulação na Linha da Beira Alta entre Mortágua e Pampilhosa, onde na quinta-feira ocorreu o descarrilamento de um comboio de mercadorias, deverá ser retomada na segunda-feira, informou hoje a Refer.

“Tendo presente a evolução dos trabalhos – e ainda que com limitações de velocidade – é nossa expetativa que a circulação no troço possa vir a ser retomada durante o dia de segunda-feira”, refere uma nota da Rede Ferroviária Nacional (Refer), enviada às 19:30.

A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi suspensa, na quinta-feira, na zona do Luso, após o descarrilamento de um comboio de mercadorias, às 12:30, tendo prosseguido hoje os trabalhos de reparação da via.

“Estamos a falar de uma extensão de seis quilómetros de destruição, que inclui três pontes”, disse de manhã à agência Lusa uma fonte das relações públicas da Refer.

Um dos 19 vagões de uma composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, que percorria a Linha da Beira Alta no sentido Vilar Formoso-Coimbra, descarrilou próximo do apeadeiro do Luso-Buçaço, no concelho da Mealhada.

O comboio transportava bobinas de papel. Um dos vagões do meio da composição saiu dos carris e “foi destruindo a via num trajeto de seis quilómetros”, segundo a fonte da Refer.

A CP – Comboios de Portugal continua a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.


 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descarrilamento em Chanceleiros - Linha do Douro (02-Abril-2014)

Descarrilamento na Linha do Douro, entre Ferrão e Pinhão, perto do antigo apeadeiro de Chanceleiros. A composição realizava o IR 862 entre Pocinho e Porto.


fonte: facebook

fonte: facebook


"Um comboio descarrilou na manhã desta quarta-feira, perto do Pinhão, Alijó, depois de bater numa pedra que estava na linha do Douro, estando a circulação interrompida entre a Régua e o Pocinho, disse fonte da CP.

A porta-voz da CP, Ana Portela, afirmou à agência Lusa que o comboio que fazia a ligação entre o Pocinho e a Régua bateu numa pedra que estava na linha, fazendo com que duas rodas tivessem saltado do carril.

De acordo com a responsável, os 50 passageiros que estavam a bordo não sofreram ferimentos e foram transferidos para outro comboio, seguindo viagem para o seu destino.

O incidente ocorreu cerda das 8h, entre as estações do Pinhão (Alijó) e Covelinhas (Peso da Régua).

Para o local já foi o comboio socorro que irá ajudar a fazer o carrilamento (voltar a por as rodas no carril) da composição."

fonte: Público

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Linha do Vouga - descarrilamento de automotora da série 9500

autor: Tomas Paulo (Aveiro)

Até parece que eu adivinhava ....


"Uma automotora LRV (Light Rail Vehicle) descarrilou nesta terça-feira à noite em Figueiredo, perto de Oliveira de Azeméis, quando realizava ensaios de linha.

Não houve vítimas, mas a composição, composta por uma única unidade, descarrilou totalmente, ficando com ambos os bogies (conjunto de rodados) fora da linha. A automotora em causa pertence a um tipo de veículos já envolvido noutros acidentes, cuja segurança foi posta em causa por peritos estrangeiros.

O acidente deu-se um pouco antes das 22h, tendo sido enviada para o local uma brigada de ferroviários que carrilou a composição durante a noite. Na madrugada desta quarta-feira, a automotora voltou a circular pelos seus próprios meios.

Este descarrilamento representa um revés nas intenções da CP em pôr a circular na Linha do Vouga este tipo de composições, que têm já um historial de acidentes na Linha do Tua.

Um relatório de técnicos suíços, especialistas em material circulante de linhas de via estreita, refere que os LRV são muito leves e têm o peso mal distribuído, o que, em determinadas circunstâncias, pode provocar descarrilamento. Esse relatório foi elaborado na sequência dos acidentes no Tua, num dos quais morreu uma pessoa, e que contribuiu para o encerramento definitivo daquela linha.

Em Abril a CP iniciou testes com este material na Linha do Vouga, “em colaboração estreita com a Refer e sob coordenação do Instituto Superior Técnico, com o objectivo de poder analisar e chegar a conclusões sobre o funcionamento e comportamento deste material”, referiu então fonte oficial da transportadora pública.

A empresa, numa lógica de redução de custos, pretende afectar os LRV à Linha do Vouga para substituir as automotoras actuais que circulam nesta linha, que são mais pesadas, consomem mais e têm maiores custos de manutenção.
"

Recordo que estas automotoras tiveram diversos incidentes na Linha do Tua, o que levou ao seu encerramento entre Tua e Cachão.

Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Descarrilamento na Linha de Cascais (08-Fev-2013)

08/Fev/2013 10h00 - A circulação na Linha de Cascais encontra-se interrompida devido ao descarrilamento de dois comboios. O primeiro incidente aconteceu à entrada da estação de Algés (sentido Cascais-Lisboa), sendo que junto à curva do Mónaco (Caxias) descarrilou outro comboio.
Passageiros abandonam comboio em direcção à estação de Algés [foto Joel Bernardo]

 Comboio descarrilado junto a Caxias [foto Rodrigo Machado]



fotos de Gonçalo Magalhães @ facebook

08/Fev/2013 14h00 - in Correio da Manhã online
O presidente do sindicato dos maquinistas, António Medeiros, afirma que este Governo não tem feito investimento na linha de Cascais. E avança, em declarações ao Correio da Manhã, que "o material [de circulação] ultrapassou o tempo de vida útil”, sendo esta "uma situação conhecida de todos os responsáveis governamentais que nunca tomaram uma posição".

Também a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) denunciou a falta de investimento nas infraestruturas na linha de Cascais e exigiu esclarecimentos e a substituição urgente do material circulante.

"Sem querer adiantar as causas dos descarrilamentos hoje na linha de Cascais, para nós [Federação] há uma que está patente que é o desinvestimento naquela linha e que as organizações de trabalhadores há muito vêm chamando a atenção para situações como estas ou piores", adiantou à agência Lusa José Manuel Oliveira, da FECTRANS.

De acordo com José António Oliveira, não tem havido investimento nas infraestruturas nem no material circulante, que terá cerca de 50 anos, devido à contenção de custos por parte da CP.

"O material é muito antigo e, apesar de terem a cara lavada, as carruagens já esgotaram a sua vida útil de funcionamento, aliás, isso é reconhecido pelos anteriores presidentes da CP", disse o mesmo responsável, salientando que a linha de Cascais "é uma das mais dramáticas" do país.

Recorde-se ainda que a Linha de Cascais possui o material circulante suburbano mais antigo da CP. Em 2010, a empresa cancelou um concurso para a compra de novos comboios para este serviço, como resultado da crise.


Entretanto, os meios de socorro da REFER começaram depois das 12h00 os trabalhos de remoção das carruagens dos dois comboios que esta sexta-feira descarrilaram na linha de Cascais, sem previsão para a conclusão dos trabalhos, disse fonte da REFER.

"Os meios estão no local a trabalhar no sentido de retirar as composições da linha, mas não há previsões para a sua reabertura", disse fonte do gabinete de comunicação da REFER.

A Lusa constatou no local que há duas equipas da REFER no socorro às composições, uma das quais chegou a Algés às 12h15 com um comboio de socorro para fazer o carrilamento da composição, e outra equipa em Caxias.

Em Algés, mais de vinte elementos da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) e da REFER estão a trabalhar debaixo da carruagem que descarrilou.

Por seu lado, fonte da CP explicou à Lusa que os meios alocados para o local terão agora de fazer o carrilamento das composições acidentadas.

"O material é colocado novamente no carril e depois iremos apurar em que condição é que estará", explicou, confirmando que não há previsões para a conclusão dos trabalhos.



Recordo que em 02 de Maio de 2012 houve uma colisão entre dois comboios na Linha de Cascais.

08/02/2013 17h00 - in Jornal Público
O segundo comboio que na manhã desta sexta-feira descarrilou na Linha de Cascais, junto à estação de Algés, tinha um dos motores gripados o que provocava o bloqueio do boggie (conjunto de rodados sobre os quais assenta a carruagem). Nestas circunstâncias aquela parte da composição é - literalmente – arrastada ao longo dos carris porque as rodas não rodam sobre os mesmos, como, aliás, se pode constatar no local, em que a linha está desgastada.

Já em Paço de Arcos este comboio parara alguns minutos porque o maquinista fora avisado que um dos rodados vinha a deitar fumo. Mas mesmo depois desse boggie ter sido “desapertado”, continuou a deitar fumo o que indicia que, mecanicamente, as rodas continuaram presas.

Como a partir daí o comboio circulou em “regime de marcha à vista” (a velocidade não terá ultrapassado os 20 Km/hora), o descarrilamento em Algés não teve consequências de maior.

Já o comboio que descarrilou em Caxias e que vinha atrás deste não tinha, aparentemente, quaisquer problemas técnicos, mas poderá ter sido “vítima” do mau estado em que ficou uma agulha pela passagem da composição avariada que o precedia.

O que ali aconteceu é uma ocorrência estranhíssima e tecnicamente impossível no sistema ferroviário – o comboio está a passar por uma agulha que, de repente, muda de posição e uma parte da composição muda para a linha do lado.

Mais uma vez as consequências foram mínimas porque, como esta composição vinha a cantonar (significa que, sendo um comboio de marcha mais rápida, vinha a subordinar a sua marcha à do outro, que tinha paragem em todas as estações), a sua velocidade na altura do descarrilamento seria entre 10 a 20 Km/hora.

A mudança de uma agulha à passagem de um comboio não pode ocorrer por um erro humano, porque, tecnicamente, o sistema bloqueia esta operação enquanto o comboio não tiver passado em toda a sua extensão. Por isso, uma causa possível seria a lança da agulha estar entreaberta, eventualmente devido à passagem do comboio anterior que tinha um conjunto de rodados bloqueados e que poderiam ter forçado a agulha.

Estas são explicações que terão de ser dadas pela comissão de inquérito que, inevitavelmente, vai ser criada. O GISAF (Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários), entidade independente que tem por missão descobrir as causas dos acidentes só existe no papel, pelo que terá de ser a Refer e a CP a elaborarem um relatório conjunto.

Ao que tudo indica, as responsabilidades pelos descarrilamentos serão partilhadas por ambas, dado que os dois descarrilamentos são resultado de uma infra-estrutura que necessita há muitos anos de modernização e de comboios que, tendo sido reabilitados nos anos noventa, são estruturalmente velhos de várias décadas.



08/02/2013 18h00 A circulação foi reposta numa das vias, com intervalos entre comboios de 20 minutos (fonte: www.cp.pt).

08/02/2013 22h00 A circulação restabelecida. (fonte: www.cp.pt).


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.