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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Colisão na Abela (Linha de Sines) em 14 de Maio de 2003

No dia 14 de Maio de 2003, ocorreu uma colisão entre dois comboios, perto do apeadeiro de Abela, na Linha de Sines. Um carvoeiro, liderado pela locomotiva eléctrica 5624 colidiu com um outro comboio, liderado pela locomotiva diesel 1561. Os dois tripulantes da locomotiva 5624 perderam a vida neste acidente.




fonte: facebook (e José Sousa)








fonte: facebook





Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Metro de Lisboa - acidente na estação Aeroporto (29/07/2014)




Descarrilamento de composição do Metro de Lisboa fere maquinista

Comboio, que já não transportava passageiros, "não conseguiu parar a tempo e embateu na parede". 29-07-2014 15:10

O descarrilamento de uma composição do Metro de Lisboa que estava a fazer inversão de marcha na estação do aeroporto, num dos extremos da Linha Vermelha, provocou esta terça-feira ferimentos no maquinista.
O comboio, que já não transportava passageiros, "não conseguiu parar a tempo e embateu na parede", disse fonte policial à Lusa.
De acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), o alerta foi dado às 12h38 e o acidente provocou um ferido ligeiro, um homem de 42 anos, "com suspeita de fractura num punho e diversas escoriações". O homem foi levado para o Hospital de São José.
No local estiveram uma ambulância e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do INEM, bem como, segundo fonte dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, três viaturas deste regimento com 10 operacionais.
O alerta foi recebido pelos Sapadores às 12h47. A Linha Vermelha foi encerrada entre as estações de Moscavide e aeroporto, na sequência do descarrilamento. Reabriu pelas 16h00.
Contactado pela Renascença sobre o acidente desta terça-feira na estação do aeroporto, a Metro de Lisboa remeteu esclarecimentos para uma nota a divulgar em breve.

Nos últimos meses, o Metro de Lisboa tem vindo a ser alvo de notícias sobre alegados problemas de segurança.

Em Fevereiro, a Renascença revelou o caso de um descarrilamento numa zona reservada da estação do Campo Grande, motivado por uma falha de travões.

Depois disso, foram noticiadas falhas no sistema de combate a incêndios, situações que a empresa considerou falaciosas e injustificadamente alarmantes. Em Junho, a Renascença noticiou que a empresa Metro de Lisboa fiscaliza-se a si própria.
fonte: RR




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Maquinista do metro de Lisboa cuspido em acidente na linha vermelha

Por Carlos Diogo Santos
publicado em 29 Jul 2014 - 14:41

As causas do acidente são ainda desconhecidas
Um comboio do metro de Lisboa não conseguiu parar esta manhã antes de embater contra a parede do cais de manobra na estação terminal do Aeroporto de Lisboa. O acidente aconteceu logo após os passageiros terem saído da estação.

O i sabe que o maquinista foi cuspido e ficou com ferimentos graves, tendo sido já transportado pelo INEM para o Hospital de São José.

O acidente destruiu grande parte da carruagem e as autoridades presentes no local confirmaram que dificilmente a máquina poderá voltar a circular. O i sabe ainda que o maquinista já trabalha na empresa há vários anos, sendo considerado um profissional experiente. As causas do acidente não são ainda conhecidas.

O embate obrigou à interrupção da circulação na linha vermelha, sobretudo entre Moscavide e Aeroporto.

O i tentou entrar em contacto com o gabinete de comunicação do Metropolitano de Lisboa, que emitiu, entretanto, um comunicado a esclarecer o que aconteceu. Segundo a empresa,  registou-se "um incidente com um comboio, hoje às 12h33, na execução de uma manobra no término  da Estação do Aeroporto, na Linha Vermelha. O comboio encontrava-se em zona de manobra pelo que não levava passageiros".

Investigação i

O i noticiou em Maio deste ano que o metro de Lisboa estava há dois anos sem travões de emergência em todos os seus comboios. Em causa estava uma falha nos freios electromagnéticos que foi detectada em 2012 e que obrigou a que a empresa desactivasse este sistema de travagem.

Na altura, o i revelou que esse foi aliás um dos motivos que levou à redução global da velocidade nos túneis de 60 para 45 km/h. Fontes ligadas ao sector ferroviário garantiram que, nessas condições, se à saída do túnel, o maquinista tiver necessidade de imobilizar o comboio não conseguiria fazê-lo sem que três carruagens entrem na estação.

Entretanto o Metro de Lisboa garantiu ao i que já activou os travões electromagnéticos em alguns comboios, desconhecendo-se, por enquanto, se esta máquina já havia sido intervencionada ou não.

fonte: i

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O comunicado do ML:
"O Metropolitano de Lisboa (ML) confirma a ocorrência de um incidente com um comboio, hoje às 12:33h, na execução de uma manobra no término  da Estação do Aeroporto, na Linha Vermelha. O comboio encontrava-se em zona de manobra pelo que não levava passageiros.

Deste acidente resultou o ferimento do maquinista da composição.

Trata-se de uma situação que não poderia ocorrer em exploração, uma vez que os sistemas e normas de segurança em exploração não o permitiriam e o sistema de travagem atuaria de imediato. Mais se informa que o comboio em questão já tinha ativo o sistema de freios eletromagnéticos.

Neste momento, a nossa maior preocupação recai em prestar todo o apoio que se vier a afigurar necessário ao maquinista ferido e à sua família, sendo que o  ML já abriu um inquérito para apurar as causas deste acidente.

Prevê-se que a circulação seja reposta na totalidade da linha Vermelha por volta das 16:15h.

Lisboa, 29 de julho de 2014". 
 
 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Descarrilamento em Luso-Buçaco (Linha da Beira Alta)





Linha da Beira Alta
Hoje, pelas 12:30, um vagão de um comboio de mercadorias, da empresa Takargo, descarrilou na Linha da Beira Alta, próximo do Apeadeiro de Luso-Buçaco.
Em resultado deste descarrilamento registaram-se danos na infraestrutura ferroviária que obrigarão à suspensão da circulação no troço Mortágua – Pampilhosa, sem que seja possível prever quando a mesma será restabelecida em condições normais, sendo certo que tal só acontecerá quando estiverem garantidos todos os requisitos de segurança.
A REFER mobilizou de imediato todos os meios para o local no sentido de ser desencadeado o processo de carrilamento do vagão e reparação dos danos.
A CP está a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.
15 de maio de 2014
 fonte: REFER




Um comboio de mercadorias descarrilou esta tarde na linha da Beira alta, junto à estação do Luso. Não há feridos a registar mas a circulação na linha está suspensa até que as composições sejam retiradas.

A composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, deslocava-se no  sentido Guarda-Coimbra quando descarrilou, pouco antes das 14:00, numa ponte  próxima da estação do Luso, disse à agência Lusa a fonte das relações públicas  da Comboios de Portugal (CP), indicando que o acidente não causou vítimas.

A suspensão temporária da circulação levou a CP a fretar autocarros  para assegurar o transbordo dos passageiros dos comboios intercidades e  regionais da Linha da Beira Alta, adiantou.

Entretanto, um desses autocarros, que circulava hoje à tarde no IP3  a caminho de Coimbra, teve de parar na zona de Penacova devido a uma avaria,  disse à Lusa uma fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra.

Após 40 minutos de espera, os passageiros puderam seguir viagem, cerca  das 17:00, num outro autocarro, enquanto a viatura avariada aguarda agora  por assistência mecânica, no nó da Espinheira do IP3, de acordo com a mesma  fonte policial.
fonte: SIC




Comboio descarrila no Luso e corta Linha da Beira Alta

Um comboio de mercadorias descarrilou junto à estação do Luso, Mealhada, esta quinta-feira, por volta das 14 horas, obrigando à suspensão da circulação na Linha da Beira Alta e ao corte do trânsito na Estrada Nacional nº 335, que liga Anadia a Penacova, disse, ao JN, fonte da GNR.

Uma testemunha contou ao JN que o incidente, que não provocou feridos - apenas prejuízos materiais -, terá ocorrido por volta das 14 horas. "O meu irmão diz ter ouvido muito barulho na ponte ferroviária metálica, que passa sobre a aldeia de Várzeas. De seguida, ouviu uns estrondos, parecidos com petardos a rebentar. E foi então que percebeu que era o comboio, que circulava no sentido Guarda-Coimbra, que estava a arrancar todas as travessas centrais da linha", descreveu a fonte.

O mesmo morador do Luso explicou que o comboio acabou por ficar imobilizado imediatamente após atravessar a ponte metálica, que é bastante alta. "Ficou parado junto à estação do Luso, o que obrigou ao fecho da passagem de nível e ao corte do trânsito rodoviário na EN 335", disse a fonte, manifestando-se apreensiva relativamente à duração do corte da estrada, que "acarreta enormes prejuízos para os moradores".

Recorde-se que, para além de ser a principal ligação de transporte ferroviário de mercadorias com o estrangeiro, é pela Linha da Beira Alta que circula o Sud Express. "Hoje à tarde, a ligação a Paris não ocorrerá", disse, ao JN, fonte da empresa.
fonte: JN


Fotos de Claudio Amendoeira @ facebook 

fonte: facebook
fonte: facebook


Actualização 16/05/2014 21:00
A circulação na Linha da Beira Alta entre Mortágua e Pampilhosa, onde na quinta-feira ocorreu o descarrilamento de um comboio de mercadorias, deverá ser retomada na segunda-feira, informou hoje a Refer.

“Tendo presente a evolução dos trabalhos – e ainda que com limitações de velocidade – é nossa expetativa que a circulação no troço possa vir a ser retomada durante o dia de segunda-feira”, refere uma nota da Rede Ferroviária Nacional (Refer), enviada às 19:30.

A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi suspensa, na quinta-feira, na zona do Luso, após o descarrilamento de um comboio de mercadorias, às 12:30, tendo prosseguido hoje os trabalhos de reparação da via.

“Estamos a falar de uma extensão de seis quilómetros de destruição, que inclui três pontes”, disse de manhã à agência Lusa uma fonte das relações públicas da Refer.

Um dos 19 vagões de uma composição da empresa Takargo, do grupo Mota Engil, que percorria a Linha da Beira Alta no sentido Vilar Formoso-Coimbra, descarrilou próximo do apeadeiro do Luso-Buçaço, no concelho da Mealhada.

O comboio transportava bobinas de papel. Um dos vagões do meio da composição saiu dos carris e “foi destruindo a via num trajeto de seis quilómetros”, segundo a fonte da Refer.

A CP – Comboios de Portugal continua a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros.


 

quarta-feira, 26 de março de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Composição do Metro de Lisboa descarrila na estação do Campo Grande


Notícia RR:

"Metro de Lisboa investiga comboio que não parou em sinais vermelhos

Composição fazia uma manobra de arrumação e não transportava passageiros. Administração lembra que o Metro de Lisboa é dos mais seguros do mundo, tendo registado apenas dez acidentes com descarrilamentos ao longo dos seus 55 anos.

O Metropolitano de Lisboa abriu um inquérito a um acidente que ocorreu na noite de dia 12 no acesso à Estação do Campo Grande. Ao que a Renascença apurou, a composição saía do parque de máquinas e oficinas não conseguiu obedecer a dois sinais vermelhos, no troço à superfície, descarrilou e apenas se imobilizou à entrada da estação.

A empresa confirma o acidente e explica que se tratava de um comboio que fazia uma manobra de arrumação, não transportava passageiros e o incidente ocorreu sob condições meteorológicas muito adversas. Ou seja, terá sido provocado pela chuva.

Ainda assim, o Metro de Lisboa garante que já nomeou uma comissão de inquérito para identificar as causas e tomar medidas para evitar novos casos. Para já, determinou a redução da velocidade naquele troço de 20 para 10 km/hora.

A administração sublinha ainda que o Metro de Lisboa é dos mais seguros do mundo, tendo registado apenas dez acidentes com descarrilamentos ao longo dos seus 55 anos, sem consequências graves e na maior parte dos casos, em comboios sem passageiros.

A Renascença questionou também a ocorrência cada vez mais frequente e quase diária de perturbações e atrasos na circulação, assim como a menor frequência de comboios. Em resposta, a empresa diz que não está relacionado com questões de segurança e atribui as culpas aos sindicatos, pelos sucessivos plenários de trabalhadores que marcam.

Acusações que as organizações sindicais dos trabalhadores, já contactadas, rejeitam. Quanto ao acidente, aguardam o resultado do inquérito interno para se pronunciarem."


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Linha do Douro - descarrilamento junto à estação de Mosteirô (04-02-2014)



 (a imagem ilustra uma automotora da série 0300 a passar na ponte dos Oito Arcos, Covilhã)

Comboio descarrila na Linha do Douro depois de talude ceder

Acidente ocorreu em Baião e não causou feridos. Os cerca de cinquenta passageiros tiveram de caminhar quase um quilómetro até à estação de Mosteirô.

Um comboio com cerca de 50 passageiros descarrilou nesta terça-feira na Linha do Douro, em Baião, devido a um talude ter cedido, sem causar feridos, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

O acidente ocorreu no sentido Régua-Porto, pelas 18h09, e levou a que os bombeiros locais e a Protecção Civil de Baião fossem mobilizados para o local de modo a conduzir as pessoas pela linha até à estação de Mosteirô, a 900 metros do sucedido.
De acordo com a mesma fonte do CDOS do Porto, os passageiros foram depois transportados para os seus destinos por meios alternativos.
Contactada pelo PÚBLICO, a porta-voz da CP assegurou que não há qualquer dano pessoal decorrente do acidente cujas causas exactas ainda desconhecia por volta das 20h05. A mesma fonte admitiu que o comboio seja recolocado na via nas próximas horas, de modo a normalizar a circulação naquele troço onde foi necessário, no resto do dia, recorrer a transbordos para serviços rodoviários de apoio.
A Refer, também contactada pelo PÚBLICO, confirmou que a normalidade será reposta dentro de poucas horas. Segundo Susana Abrantes, a porta-voz desta empresa responsável pela infra-estrutura, a recolocação da carruagem na linha não deve ser uma operação particularmente difícil, dado que o comboio não chegou a tombar, tendo-se registado apenas a saída do carril de um boggie, um eixo. A Lusa noticiou entretanto que a circulação de comboios deverá ser restabelecida nesta quarta-feira de manhã.
A chuva intensa dos últimos dias terá estado na origem do deslizamento de terras que, ainda segundo a porta-voz da Refer, provocou o descarrilamento. Às 20h, o comboio de socorro da EMEF (Empresa de Manutenção do Equipamento Ferroviário) estava a caminho do local.
No dia 16 de Janeiro, outro deslizamento de terras provocou o descarrilamento de um comboio utilizado pela Refer, também na Linha do Douro mas na zona de Marco de Canaveses, num acidente que então deixou feridos quatro funcionários da empresa.
in Publico


Restabelecida a circulação na Linha do Douro
Um descarrilamento obrigou à suspensão da circulação ferroviária no troço Aregos/Mosteirô. Seguiam 50 pessoas a bordo, mas não houve feridos.


A circulação de comboios na Linha do Douro foi restabelecida esta quarta-feira pelas 5h00, depois de ter estado interrompida no troço entre Aregos e Mosteirô, devido a um descarrilamento.

Fonte da Refer garantiu à agência Lusa que o dia deve decorrer sem "quaisquer anomalias".

A circulação foi interrompida na terça-feira à tarde na sequência de um descarrilamento provocado por um aluimento de terras, que obrigou os passageiros do comboio a serem transportados por meios alternativos.

O acidente ocorreu no sentido Régua-Porto, pelas 18h09, e mobilizou bombeiros e a Protecção Civil de Baião ao local, de modo a conduzir as pessoas pela linha até à estação de Mosteirô, situada a 900 metros.

in RR



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Colisão em Alfarelos (Granja do Ulmeiro) IV (um ano depois)



Película de gordura na origem do acidente ferroviário de Alfarelos

Carlos Cipriano 21/01/2014

Reunião de circunstâncias improváveis contribuiu para um dos desastres mais espectaculares do caminho-de-ferro em Portugal. Um ano depois, relatório continua escondido.


Faz um ano esta terça-feira que ocorreu em Alfarelos, concelho de Soure, distrito de Coimbra, um dos acidentes ferroviários mais espectaculares da história do caminho-de-ferro em Portugal, quando um Intercidades irrompeu por um comboio regional adentro, abrindo duas carruagens como se fossem folhas de papel. Um mero acaso — o facto de nesse dia o regional ir com o dobro das carruagens e não circular nas da cauda um único passageiro — evitou que o acidente redundasse numa tragédia.

As causas do acidente não são nada óbvias — e podem surpreender ou até mesmo fazer sorrir de condescendência as pessoas menos familiarizadas com o sistema ferroviário —, mas tudo se deveu a folhas de árvores caídas sobre os carris, que, uma vez esmagadas pelos rodados de várias composições, criaram uma película gordurosa que fez deslizar os comboios quando estes frenavam.

Doze meses depois a Secretaria de Estado dos Transportes recusa falar sobre este assunto. O PÚBLICO enviou cartas para a secretaria de Estado e vários emails para um dos assessores. A secretaria de Estado também não respondeu à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) sobre as razões por que recusa divulgar o relatório do acidente. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que coordenou o inquérito, também rejeita divulgá-lo, contrariando mesmo uma deliberação da CADA que diz ser aquele um documento público.

Factores que contribuiram para acidente
Para o acidente concorreram diversas circunstâncias: a noite estava chuvosa e especialmente húmida, na véspera tinha havido um fortíssimo temporal que fizera soltar vegetação das árvores, e uns dias antes a própria Refer tivera perto do local do acidente uma brigada a desmatar as imediações da via-férrea. Aliás, nessa mesma noite outros maquinistas queixaram-se de dificuldades em frenar noutros locais da Linha do Norte.

Cada um destes factores por si só nunca provocaria um acidente. Por exemplo, o cálculo da distância necessária para fazer imobilizar um comboio tem sempre em conta, nos sistemas de frenagem das composições e na distância entre sinais, a situação mais difícil (e, mesmo assim, com uma majoração) para abranger casos extremos e assegurar patamares de segurança. É isso que faz com que andar de comboio num dia de chuva tenha a mesma segurança que num dia seco, apesar de os carris terem menos aderência (ao contrário do que acontece com os veículos rodoviários).

Mas o que aconteceu nesse dia em Alfarelos foi a reunião de um conjunto de circunstâncias bastante improváveis, que redundou num acidente.

A película de gordura provocada por folhas esmagadas nos carris é uma realidade conhecida entre os ferroviários. No Outono, na Inglaterra, em determinadas regiões com bosques, os operadores adequam os horários dos comboios a uma marcha mais reduzida para manterem os padrões de segurança. E na Inglaterra, mas também no Canadá e em França, os gestores da infra-estrutura possuem veículos apropriados para pulverizar a linha com produtos químicos que lavam os carris, eliminando a tal película gordurosa.

Segundo a RFF (Réseau Ferroviaire de France), congénere da portuguesa Refer, em 2012 as “folhas mortas” caídas sobre as linhas foram responsáveis por mais de 40 horas de atrasos de comboios em toda a rede ferroviária francesa.

Pacto de silêncio
Na maioria dos países europeus, os relatórios de acidentes ferroviários são divulgados, até para evitar que estes se repitam. Mas a CP e a Refer, entidades envolvidas neste acidente e que colaboraram no referido relatório (do qual só se conhece uma versão preliminar), recusam divulgá-lo. A Refer nem se dignou responder à CADA e a CP, num jogo do empurra, remeteu o assunto para o IMT, justificando que foi aquele instituto que coordenou a comissão de inquérito.

O pacto de silêncio entre os organismos envolvidos no acidente (todos públicos) vai mais longe: o PÚBLICO perguntou à Refer e à CP se foram seguidas as recomendações da comissão de inquérito destinadas a evitar a repetição do acidente, mas as duas empresas não responderam. Ambas, também, recusaram divulgar quais os custos do acidente, bem como o montante de indemnizações pagas.

Tecnicamente, tendo o acidente sido provocado por deficiência da infra-estrutura, competiria à Refer indemnizar os operadores (CP, CP Carga e Takargo) pelos danos materiais (só no caso da CP) e pelos atrasos e supressões de comboios na sequência do acidente, pois a Linha do Norte esteve três dias interrompida em Alfarelos para remoção dos destroços.

O acidente ocorreu às 21h15 de 21 de Janeiro, quando um Intercidades Lisboa-Porto embateu numa composição regional que estava parada à entrada da estação de Alfarelos, concelho de Soure, distrito de Coimbra. Esta última, que deveria ter parado ao sinal vermelho para entrar para uma linha desviada (a fim de ser ultrapassada pelo Intercidades), tinha “escorregado” nos carris e ultrapassado o referido sinal.

Nestas circunstâncias, a sinalização fica automaticamente accionada para interditar a aproximação dos comboios que vêm no mesmo sentido. Foi o que aconteceu. O maquinista do Intercidades deparou-se com um sinal amarelo e depois com outro, vermelho. Tentou frenar o comboio e pará-lo, mas este, simplesmente, continuou a desizar pela linha fora, apesar de o computador de bordo (Convel) ter também accionado a frenagem de emergência. Décimos de segundos antes do embate, com todos os sistemas de imobilização da composição accionados, ao maquinista não restou alternativa senão atirar-se para o chão da locomotiva, o que lhe terá salvo a vida.




sábado, 18 de janeiro de 2014

Linha do Douro - Acidente em Marco de Canaveses (16-01-2014)

A circulação de comboios na Linha do Douro esteve interrompida, no passado dia 16 de Janeiro, entre Marco de Canaveses e Juncal, devido ao descarrilamento de uma Dresine.
Pouco passava das 5 da manhã quando o veículo ferroviário embateu num monte de terra e pedras, arrastados para a via, consequência de um deslizamento.





O acidente provocou ferimentos ligeiros em 4 funcionários da REFER. A circulação ferroviária na Linha do Douro foi restabelecida ao inicio da noite do mesmo dia.





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sábado, 26 de outubro de 2013

Linha do Norte - Acidente em Albergaria dos Doze (11-03-1992)


"Esta foto é de mais um acidente de comboio ocorrido na nossa terra. Este aconteceu às 6 horas e 55 minutos do dia 11 de Março de 1992. Certamente devido a uma falha humana, dois comboios colidiram a poucos metros da Estação de Albergaria dos Doze.
O comboio que vinha de Caxarias, portanto que se deslocava no sentido sul - norte, acabara de recomeçar a viagem depois de parar na estação para entrarem e saírem passageiros. Segundo testemunhas, o recomeço da marcha fez-se com o sinal ainda vermelho. Assim, poucos metros mais à frente chocou com o comboio que vinha no sentido contrário, norte - sul, no preciso momento em que ele iniciava a mudança de linha (para a linha 3, a linha de desvio ou de resguardo). Passados 2 minutos chegaram ao local os bombeiros da 5ª secção (como sabem, o quartel fica próximo), 15 minutos depois já estavam a transportar feridos para o hospital de Pombal, aliás, o primeiro ferido entrou no hospital 20 minutos após o acidente.
Ao local da tragédia foram chegando bombeiros de outras corporações. Ao todo actuaram 112 bombeiros, com 35 ambulâncias e 12 viaturas de apoio.
Em suma, 3 mortos e 31 feridos, alguns destes Albergarienses. A foto é do comboio que vinha no sentido norte - sul.
"

fonte: facebook



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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Descarrilamento no Poceirão - "Comboio do Amoniaco" (24-Out-2013)

Segundo informações publicadas na imprensa on-line, descarrilou na estação do Poceirão (Linha do Alentejo) um vagão da composição de transporte de amoniaco. As imagens que se seguem, da autoria da CMTV, ilustram esta ocorrência. 



imagens CMTV



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domingo, 22 de setembro de 2013

Acidente na Amadora (Venda Nova) - 31 Janeiro 1980

No dia 31 de Janeiro de 1980, entre as estações da Amadora e da Damaia, uma UTE que efectuava serviço suburbano colidiu com uma composição, formada por uma motora e um reboque Allan, que se encontrava imobilizada na via. 
Do acidente resultaram cerca de 70 feridos.



As imagens que se seguem ilustram este acidente:



fonte: "A view of the accident between a railbus and a train, in Venda Nova, on 31th January 1980. LUIS VASCONCELOS / LUSA PRT VENDAS NOVAS LUSA © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A."





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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Acidente em Ovar - 05 Agosto 1959

“IMPRESSIONANTE ACIDENTE FERROVIÁRIO NA NOSSA ESTAÇÃO”

«Ontem, pelas 18 horas, e quando o Comboio foguete, saído de Lisboa pelas 14h 25m atravessava a passagem de nível de S. João em grande velocidade, visto não parar na nossa estação, chocou com um camião de carga, felizmente vazio, que no momento lhe surgiu pela frente, visto, e lamentavelmente e por razões ainda não bem esclarecidas, estarem abertas as respectivas cancelas.

O choque foi tremendo, e o Foguete, composto de duas carruagens, arrastou o pesado camião nuns cinquenta metros, atirando, finalmente, os seus restos para a sua direita sobre uma das linhas de resguardo. Para se avaliar da violência do embate bastará dizer que o camião foi positivamente pulverizado, vendo-se os seus destroços espalhados numa área, de mais de 200 metros de comprimento.

Entretanto, a composição metálica do comboio, resistiu quase vitoriosamente à violentíssima prova a que foi sujeita, pois do contrário teríamos a registar uma verdadeira catástrofe. Só assim se explica que os seus numerosos passageiros -pois o combóio vinha cheio- tivessem sofrido apenas um susto tremendo -o que já não foi pouco- visto apenas terem ficado ligeiramente feridos um dos seus ocupantes e o respectivo maquinista. O mesmo, infelizmente, não se poderá dizer dos três infelizes tripulantes do camião, visto ter falecido pelas 23 horas, um deles…

…Louváveis e de notar, as providências rápidas tomadas e que asseguraram não só o embarque, para o Porto, de todos os passageiros do Foguete dentro de pouco mais de meia hora de se ter verificado o gravíssimo acidente e ainda o facto do comboio rápido Porto-Lisboa cujo horário em Ovar é às 19h 15m, ter continuado a sua marcha para a Capital aproveitando uma linha de resguardo e levando também pouco mais de meia hora de atraso. Tudo isto foi possível pela presteza e dedicação de todo o pessoal das oficinas de obras metálicas da CP, aqui há longos anos localizadas …
»

In Noticias de Ovar de 6 de Agosto de 1959.


fonte: facebook


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Linha do Vouga - descarrilamento de automotora da série 9500

autor: Tomas Paulo (Aveiro)

Até parece que eu adivinhava ....


"Uma automotora LRV (Light Rail Vehicle) descarrilou nesta terça-feira à noite em Figueiredo, perto de Oliveira de Azeméis, quando realizava ensaios de linha.

Não houve vítimas, mas a composição, composta por uma única unidade, descarrilou totalmente, ficando com ambos os bogies (conjunto de rodados) fora da linha. A automotora em causa pertence a um tipo de veículos já envolvido noutros acidentes, cuja segurança foi posta em causa por peritos estrangeiros.

O acidente deu-se um pouco antes das 22h, tendo sido enviada para o local uma brigada de ferroviários que carrilou a composição durante a noite. Na madrugada desta quarta-feira, a automotora voltou a circular pelos seus próprios meios.

Este descarrilamento representa um revés nas intenções da CP em pôr a circular na Linha do Vouga este tipo de composições, que têm já um historial de acidentes na Linha do Tua.

Um relatório de técnicos suíços, especialistas em material circulante de linhas de via estreita, refere que os LRV são muito leves e têm o peso mal distribuído, o que, em determinadas circunstâncias, pode provocar descarrilamento. Esse relatório foi elaborado na sequência dos acidentes no Tua, num dos quais morreu uma pessoa, e que contribuiu para o encerramento definitivo daquela linha.

Em Abril a CP iniciou testes com este material na Linha do Vouga, “em colaboração estreita com a Refer e sob coordenação do Instituto Superior Técnico, com o objectivo de poder analisar e chegar a conclusões sobre o funcionamento e comportamento deste material”, referiu então fonte oficial da transportadora pública.

A empresa, numa lógica de redução de custos, pretende afectar os LRV à Linha do Vouga para substituir as automotoras actuais que circulam nesta linha, que são mais pesadas, consomem mais e têm maiores custos de manutenção.
"

Recordo que estas automotoras tiveram diversos incidentes na Linha do Tua, o que levou ao seu encerramento entre Tua e Cachão.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Descarrilamento na Linha de Cascais (08-Fev-2013)

08/Fev/2013 10h00 - A circulação na Linha de Cascais encontra-se interrompida devido ao descarrilamento de dois comboios. O primeiro incidente aconteceu à entrada da estação de Algés (sentido Cascais-Lisboa), sendo que junto à curva do Mónaco (Caxias) descarrilou outro comboio.
Passageiros abandonam comboio em direcção à estação de Algés [foto Joel Bernardo]

 Comboio descarrilado junto a Caxias [foto Rodrigo Machado]



fotos de Gonçalo Magalhães @ facebook

08/Fev/2013 14h00 - in Correio da Manhã online
O presidente do sindicato dos maquinistas, António Medeiros, afirma que este Governo não tem feito investimento na linha de Cascais. E avança, em declarações ao Correio da Manhã, que "o material [de circulação] ultrapassou o tempo de vida útil”, sendo esta "uma situação conhecida de todos os responsáveis governamentais que nunca tomaram uma posição".

Também a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) denunciou a falta de investimento nas infraestruturas na linha de Cascais e exigiu esclarecimentos e a substituição urgente do material circulante.

"Sem querer adiantar as causas dos descarrilamentos hoje na linha de Cascais, para nós [Federação] há uma que está patente que é o desinvestimento naquela linha e que as organizações de trabalhadores há muito vêm chamando a atenção para situações como estas ou piores", adiantou à agência Lusa José Manuel Oliveira, da FECTRANS.

De acordo com José António Oliveira, não tem havido investimento nas infraestruturas nem no material circulante, que terá cerca de 50 anos, devido à contenção de custos por parte da CP.

"O material é muito antigo e, apesar de terem a cara lavada, as carruagens já esgotaram a sua vida útil de funcionamento, aliás, isso é reconhecido pelos anteriores presidentes da CP", disse o mesmo responsável, salientando que a linha de Cascais "é uma das mais dramáticas" do país.

Recorde-se ainda que a Linha de Cascais possui o material circulante suburbano mais antigo da CP. Em 2010, a empresa cancelou um concurso para a compra de novos comboios para este serviço, como resultado da crise.


Entretanto, os meios de socorro da REFER começaram depois das 12h00 os trabalhos de remoção das carruagens dos dois comboios que esta sexta-feira descarrilaram na linha de Cascais, sem previsão para a conclusão dos trabalhos, disse fonte da REFER.

"Os meios estão no local a trabalhar no sentido de retirar as composições da linha, mas não há previsões para a sua reabertura", disse fonte do gabinete de comunicação da REFER.

A Lusa constatou no local que há duas equipas da REFER no socorro às composições, uma das quais chegou a Algés às 12h15 com um comboio de socorro para fazer o carrilamento da composição, e outra equipa em Caxias.

Em Algés, mais de vinte elementos da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) e da REFER estão a trabalhar debaixo da carruagem que descarrilou.

Por seu lado, fonte da CP explicou à Lusa que os meios alocados para o local terão agora de fazer o carrilamento das composições acidentadas.

"O material é colocado novamente no carril e depois iremos apurar em que condição é que estará", explicou, confirmando que não há previsões para a conclusão dos trabalhos.



Recordo que em 02 de Maio de 2012 houve uma colisão entre dois comboios na Linha de Cascais.

08/02/2013 17h00 - in Jornal Público
O segundo comboio que na manhã desta sexta-feira descarrilou na Linha de Cascais, junto à estação de Algés, tinha um dos motores gripados o que provocava o bloqueio do boggie (conjunto de rodados sobre os quais assenta a carruagem). Nestas circunstâncias aquela parte da composição é - literalmente – arrastada ao longo dos carris porque as rodas não rodam sobre os mesmos, como, aliás, se pode constatar no local, em que a linha está desgastada.

Já em Paço de Arcos este comboio parara alguns minutos porque o maquinista fora avisado que um dos rodados vinha a deitar fumo. Mas mesmo depois desse boggie ter sido “desapertado”, continuou a deitar fumo o que indicia que, mecanicamente, as rodas continuaram presas.

Como a partir daí o comboio circulou em “regime de marcha à vista” (a velocidade não terá ultrapassado os 20 Km/hora), o descarrilamento em Algés não teve consequências de maior.

Já o comboio que descarrilou em Caxias e que vinha atrás deste não tinha, aparentemente, quaisquer problemas técnicos, mas poderá ter sido “vítima” do mau estado em que ficou uma agulha pela passagem da composição avariada que o precedia.

O que ali aconteceu é uma ocorrência estranhíssima e tecnicamente impossível no sistema ferroviário – o comboio está a passar por uma agulha que, de repente, muda de posição e uma parte da composição muda para a linha do lado.

Mais uma vez as consequências foram mínimas porque, como esta composição vinha a cantonar (significa que, sendo um comboio de marcha mais rápida, vinha a subordinar a sua marcha à do outro, que tinha paragem em todas as estações), a sua velocidade na altura do descarrilamento seria entre 10 a 20 Km/hora.

A mudança de uma agulha à passagem de um comboio não pode ocorrer por um erro humano, porque, tecnicamente, o sistema bloqueia esta operação enquanto o comboio não tiver passado em toda a sua extensão. Por isso, uma causa possível seria a lança da agulha estar entreaberta, eventualmente devido à passagem do comboio anterior que tinha um conjunto de rodados bloqueados e que poderiam ter forçado a agulha.

Estas são explicações que terão de ser dadas pela comissão de inquérito que, inevitavelmente, vai ser criada. O GISAF (Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários), entidade independente que tem por missão descobrir as causas dos acidentes só existe no papel, pelo que terá de ser a Refer e a CP a elaborarem um relatório conjunto.

Ao que tudo indica, as responsabilidades pelos descarrilamentos serão partilhadas por ambas, dado que os dois descarrilamentos são resultado de uma infra-estrutura que necessita há muitos anos de modernização e de comboios que, tendo sido reabilitados nos anos noventa, são estruturalmente velhos de várias décadas.



08/02/2013 18h00 A circulação foi reposta numa das vias, com intervalos entre comboios de 20 minutos (fonte: www.cp.pt).

08/02/2013 22h00 A circulação restabelecida. (fonte: www.cp.pt).


Nota 1: este blog não representa qualquer organização, empresa ou tendência ferroviária. É apenas e só um espaço de opinião.
Nota 2: as fotos que ilustram este artigo estão identificadas com o nome do autor e quando aplicável, com a referência onde foram encontradas. 


domingo, 27 de janeiro de 2013

Colisão em Alfarelos (Granja do Ulmeiro) III


Relatório preliminar - factos: No dia 21 de Janeiro de 2013 cerca das 21h11 o comboio regional nº 4523, constituído pelas UTE's 2257 e 2294, ultrapassou o sinal S1 da estação de Alfarelos na posição de fechado, em cerca de 200 metros. Quando se encontrava parado a aguardar instruções do CCO de Lisboa, embateu na sua retaguarda o comboio intercidades nº 529. 

Relatório preliminar - factos apurados: o sinal de cantonamento permissivo que antecede o sinal S1 estava amarelo fixo; o sinal S1 estava na posição de fechado, tendo sido ultrapassado pelo comboio regional em 269 metros; o maquinista deste comboio contactou o CCO de Lisboa e ficou a aguardar instruções; o comboio intercidades ultrapassou o sinal de cantonamento permissivo que antecede o sinal S1 com amarelo fixo; o sinal S1 estava na posição de fechado, tendo também sido indevidamente ultrapassado pelo comboio intercidades.

O relatório conclui que existiu falta de aderência entre os rodados dos comboios e o carril. Conclui também que não houve erro humano.

O relatório preliminar pode ser consultado no site do IMTT ou da REFER.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Colisão em Alfarelos (Granja do Ulmeiro) II

A grua envolvida nos trabalhos de remoção das composições acidentadas na passada segunda feira na estação de Alfarelos, tombou. 

 fonte: http://www.asbeiras.pt/2013/01/caiu-a-grua-usada-para-retirar-as-carruagens-que-chocaram-em-alfarelos/

Este incidente vem atrasar ainda mais a reposição da circulação ferroviária na Linha do Norte.
Segundo informação da REFER, neste momento não existe previsão para o  restabelecimento da circulação entre Coimbra e Pombal.
Recordo que entre estas duas estações, a CP está a efectuar transbordo rodoviário para os serviços de Longo Curso.

Entretanto o jornal Público, na sua edição on-line avança com as possíveis causas para o acidente:

"O acidente ocorreu pelas 21h15 num momento em que o trânsito ferroviário decorria normalmente na linha do Norte. O regional saíra do Entroncamento às 19h55 e deveria chegar a Coimbra às 21h51. Como é habitual, na estação de Alfarelos este deve entrar para uma linha desviada por forma a ser ultrapassado pelo Intercidades Lisboa-Porto, que é um comboio mais rápido.

Este tinha saído de Santa Apolónia às 19h30 e era esperado em Campanhã às 22h39. A passagem por Alfarelos, onde o Intercidades não efectua paragem, ocorre às 21h17 e se tudo tivesse corrido bem, teria passado pela estação à velocidade regulamentar de 120 quilómetros por hora.

Mas tudo falhou. A começar pelo comboio regional. Este deveria ter parado à entrada da estação, diante do sinal vermelho, para que lhe fizessem a agulha para a via desviada. Mas o maquinista não conseguiu segurar a composição e esta "escorregou" para além do sinal, vindo a imobilizar-se uns metros mais à frente.

Nestas circunstâncias, o regulamento prevê que a composição recue para depois entrar pelo caminho certo na linha que lhe está destinada. Enquanto isso, são accionados automaticamente sinais de restrição para o comboio que vem atrás por forma a que este reduza a velocidade e, se necessário, pare até ficar a via livre. O filme dos acontecimentos mostra que o Intercidades para o Porto não parou ao sinal vermelho e embateu no regional.

Nos momentos de aflição vividos na cabina da locomotiva, o maquinista deu-se conta que não conseguia segurar o comboio porque este não lhe obedecia. Como a velocidade excedia a permitida pela sinalização na linha, o Convel terá actuado de imediato, mas até este sistema automático - que faz imobilizar a composição no mais curto espaço de tempo -, não foi eficaz. Ao maquinista não lhe restou outra alternativa a não ser atirar-se para o chão da cabine, o que lhe terá salvo a vida.

Se se confirmar que a sinalização de via e o Convel estavam a funcionar correctamente e que o próprio sistema de frenagem do Intercidades não tinha problemas, uma das causas do acidente poderá estar na falta de aderência dos carris. Acresce que a aproximação a Alfarelos é feita desde Vila Nova de Anços sempre em descida, por vezes com uma inclinação acentuada.
"
fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/queda-de-grua-atrasa-remocao-de-comboios-que-colidiram-em-alfarelos-1581761#/0

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Colisão de Comboios em Alfarelos (Granja do Ulmeiro)

fonte: Leandro Rolim @facebook


A colisão entre dois comboios ocorrida esta noite (21/01/2013) na estação de Alfarelos (Granja do Ulmeiro) provocou 21 feridos ligeiros. O comboio proveniente de Lisboa que realizava o serviço Intercidades colidiu na traseira de um comboio regional proveniente do Entroncamento, com destino a Coimbra.


No acidente estiveram envolvidas a UTE 2294, que circulava à cauda do comboio regional e a locomotiva eléctrica 5613.

As imagens seguintes ilustram este aparatoso acidente que felizmente não fez vitimas mortais.

fonte:  http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=377986
 












fonte: http://www.jn.pt/multimedia/galeria.aspx?content_id=3006970

 










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