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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Linha da Beira Baixa vs. A23


No Jornal do Fundão (JF), edição nº 3420 de 01 de Março de 2012 é publicado um artigo onde são apresentados alguns dados relativos à utilização do comboio e das autoestradas da região.
Deste artigo, destaco os seguintes números:
- nos últimos 4 anos, a CP perdeu 78432 passageiros no eixo Covilhã-Fundão-Castelo Branco
- em 2009 o serviço intercidades (IC) transportou 254.801 passageiros; em 2009 tinha transportado 288.496; em 2008 tinha sido transportados mais de 320.000
- na A23 o tráfego médio diário é actualmente de cerca de 8.000 veículos; em 2008 este valor era de cerca de 13.000 veículos
- as portagens foram introduzidas na A23 no dia 08 de Dezembro de 2011

As imagens que se seguem, pretendem mostrar o artigo do JF na íntegra.








quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Linha da Beira Baixa - que futuro?


Estará o serviço de passageiros da linha da Beira Baixa (LBB) condenado ao fracasso? Será que a troca de material motor ocorrida ontem é o inicio do fim?

Antes de passarmos à análise crua e fria dos números, relembro que a electrificação chegou à estação das Mouriscas em 1995 e a Castelo Branco 10 anos mais tarde (16-07-2005).
- em 1997 existiam dois intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 4h20min.
- em 2004 existiam dois intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 4h05min; a troca de locomotiva era realizada no Entroncamento e demorava cerca de 25 minutos - tempo útil de viagem: 3h40min (fonte: horário CP de 11-07-2004)
- em 2008 existiam três intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 4h10min; a troca de locomotiva era realizada em Castelo Branco e demorava cerca de 15 minutos - tempo útil de viagem: 3h55min (fonte: horário CP de 14-12-2008)
- em 2011 existem três intercidades em cada sentido, demorando a viagem cerca de 3h45min; - este é também o tempo útil de viagem visto que não há troca de locomotiva

O problema da LBB não avdém dos afrouxamentos existentes entre Mouriscas e Rodão, (onde o comboio circula a 30km/h e que obrigam a atrasos sucessivos) nem dos horários pouco atractivos. O problema da LBB é estrutural.

A electrificação realizada só por si não resolveu quase nada. Quando comparados, os tempos de percurso de 2004 e 2011 são quase idênticos, se descontarmos o tempo gasto na troca de locomotiva.

Então o que correu mal na LBB? Foi a falta de investimento na requalificação da infraestrutura, onde além da catenária, pouco mais mudou. Continuam a existir muitos km's com travessas de madeira e carril de barra curta.
As velocidades praticadas continuam muito idênticas às dos anos 90 do século passado. Estará o serviço de passageiros condenado? Talvez não, visto que a introdução de portagens na A23 vai trazer muitos clientes para o transporte público. Vamos ver se a CP vai aproveitar a oportunidade.